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RGO - Revista Gaúcha de Odontologia

versão impressa ISSN 0103-6971versão On-line ISSN 1981-8637

Resumo

GATTO, Renata Colturato Joaquim; GARBIN, Artênio José Isper; CORRENTE, José Eduardo  e  GARBIN, Cléa Adas Saliba. Nível da autoestima de adolescentes brasileiros vítimas de bullying e sua relação com a necessidade de tratamento ortodôntico. RGO, Rev. Gaúch. Odontol. [online]. 2017, vol.65, n.1, pp.30-36. ISSN 0103-6971.  http://dx.doi.org/10.1590/1981-863720170001000053304.

Objetivo:

Analisar o nível da autoestima de adolescentes brasileiros e verificar as possíveis associações de desfecho com a necessidade de tratamento ortodôntico e bullying.

Métodos:

Estudo epidemiológico transversal de base populacional. A população foi composta por adolescentes de 11 a 16 anos, matriculados na rede pública de ensino de um município de médio porte do noroeste paulista. Foi realizado um exame bucal utilizando o índice Dental Aesthetic Index (DAI), para verificar a necessidade de tratamento ortodôntico, e um questionário autoaplicável, contendo os índices Global Self-Evaluation (GES), para identificar o nível de autoestima, e o Kidscape, para detecção de bullying. A análise dos dados foi feita utilizando estatística descritiva, análises de associação e regressão logística multivariada.

Resultados:

No total, 815 adolescentes participaram da pesquisa. Houve associação estatisticamente significante entre autoestima e as variáveis: sexo (p<.0001), vontade de corrigir os dentes para melhorar a aparência (p=0.0006), vítima de bullying (p<.0001), frequência com que sofreu bullying (p=0.0111) e consequências do bullying (p<.0001). Apresentaram-se como fator de risco significante para uma autoestima muito negativa a cor da pele não branca (OR=1.914) e vítimas de bullying que tiveram consequências negativas após o episódio (OR= 3.343).

Conclusão:

Houve associação entre as variáveis autoestima e bullying. Aqueles que relataram consequências negativas sobre o bullying apresentaram chances três vezes maiores de ter autoestima muito negativa, já as chances dos adolescentes com cor da pele não branca foram quase duas vezes maiores. Não houve associação estatisticamente significante entre autoestima e necessidade de tratamento ortodôntico.

Palavras-chave : Adolescente; Bullying; Saúde escolar; Má oclusão; Ortodontia; Autoimagem..

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