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RGO - Revista Gaúcha de Odontologia

versão impressa ISSN 1981-8637versão On-line ISSN 1981-8637

Resumo

TSUZUKI, Fernanda Midori et al. Perfil das vítimas de acidentes com material biológico em um curso de Odontologia. RGO, Rev. Gaúch. Odontol. [online]. 2019, vol.67, e20190023.  Epub 13-Jun-2019. ISSN 1981-8637.  http://dx.doi.org/10.1590/1981-86372019000233447.

Objetivo:

Identificar o perfil epidemiológico dos acidentes com material biológico ocorridos na clínica odontológica de uma universidade na região sul do país

Métodos:

Foi realizado um estudo descritivo, transversal, retrospectivo, analisando as notificações da Vigilância Epidemiológica (SINAN) ocorridas entre março de 2013 a dezembro de 2016. Foram analisadas as variáveis demográficas e os dados referentes a notificação de acidentes com material biológico contidas na ficha do SINAN, tais como: idade, sexo, raça, ocupação (estudante, professor, técnico em saúde bucal, residentes), momento e local da ocorrência do acidente, agente causador da perfuração, uso total ou parcial de EPI no momento do acidente, contato com material orgânico, agente do contato e vacinação em dia contra hepatite B e abandono do tratamento. Os dados obtidos foram analisados pelo Software EpiInfo. A análise estatística incluiu a análise descritiva e inferencial, com nível de significância de p?0,05 e intervalo de confiança (IC) de 95%.

Resultados:

No total houve 55 notificações de acidentes com materiais pérfuro-cortantes, sendo doze homens (21,82%) e 43 mulheres (78,18%). A idade média da população amostral era de 24,2 (±6,3) anos. Quanto à ocupação, 80% (n=44) eram estudantes de graduação, 12,72% residentes, 5,45% professores e 1,82% técnico em saúde bucal. A maioria (61,8%) se perfurou durante o procedimento odontológico, 21,82% durante a lavagem dos materiais e 16,36% durante uma cirurgia, porém 20% alegaram que não utilizavam o equipamento de proteção individual. Em relação ao material orgânico, houve grande prevalência do contato com o sangue 70,9%, sendo a agulha o principal agente (n=26; 47,3%). Ainda, 3,7% afirmaram não estavam vacinados contra hepatite B. Na análise bivariada, o local do acidente esteve associado com o uso do equipamento de proteção individual (p=0,01).

Conclusão:

Os resultados mostraram que o número de incidentes é elevado e podem ser atribuídos a diversos fatores, como a falta de experiência dos estudantes e a não utilização de equipamentos de proteção individual. Em decorrência disso, é necessário estabelecer um programa de educação permanente focado em estratégias de educação e prevenção de acidentes para minimizar esses agravos.

Palavras-chave : Contenção de riscos biológicos; Odontologia; Controle de infecções dentárias.

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