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É possível integrar, em um mesmo conceito, os vínculos afetivo e instrumental?: o olhar de gestores sobre o comprometimento com a organização

Is it possible to integrate affective and instrumental ties into the same concept?: managers’ perspective on commitment to the organization

O objetivo do presente estudo é compreender qual a visão que os gestores possuem do que é um trabalhador comprometido com a organização, explorando a pertinência de se tratar como integrantes do mesmo construto as dimensões afetiva e instrumental, conforme proposto por Meyer e Allen (1991). Para tanto, definiu-se caracterizar os elementos esquemáticos que compõem o conceito de trabalhador comprometido e explorar o peso dos elementos afetivos e instrumentais que integram este esquema. Os elementos esquemáticos foram identificados por meio da atribuição de rótulo verbal a dois perfis distintos de trabalhador comprometido; a resposta espontânea a questionamento acerca do que é comprometimento e suas principais características e escolha de características de comprometimento disponíveis na literatura sobre o tema. Duas empresas de médio/grande porte da região metropolitana de Salvador-BA participaram do estudo por meio de oito gestores (quatro de cada organização). Os dados foram tratados por meio da análise de conteúdo e os resultados apresentados com o uso de técnicas de mapeamento cognitivo. Concluiu-se que os gestores pesquisados relacionam o conceito de comprometimento à sua base afetiva e consideram o comprometimento instrumental como sendo a antítese do comprometimento. Consideram que esforço-extra e contribuição adicional são importantes para que um trabalhador possa ser considerado como comprometido.

Comprometimento organizacional; Esquema cognitivo; Cognição gerencial


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