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Brazilian Journal of Geology

versão impressa ISSN 2317-4889versão On-line ISSN 2317-4692

Resumo

BARBOSA, Roberto Cesar de Mendonça; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues  e  DOMINGOS, Fábio Henrique Garcia. A glaciação fameniana na porção leste da Bacia do Parnaíba: evidências do avanço e recuo de geleira na Formação Cabeças. Braz. J. Geol. [online]. 2015, vol.45, suppl.1, pp.13-27. ISSN 2317-4889.  http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201530147.

Estruturas glaciotectônicas estudadas nos depósitos siliciclásticos da Formação Cabeças do Devoniano Superior representam a primeira evidência da glaciação fameniana na borda Sudeste da Bacia do Parnaíba, no Norte do Brasil. A análise estratigráfica e faciológica em combinação com estudos geométrico-estruturais desses depósitos permitiram definir três associações de fácies (AF) representativas de um ciclo de avanço-recuo de geleira, a saber: associação de fácies de frente deltaica (AF1), composta por pelitos maciços, arenitos finos a médios com estratificação cruzada sigmoidal e conglomerado maciço, organizados em ciclos grano- e estrato-crescentes; associação de fácies subglaciais (AF2), consistindo de diamictitos maciços seixosos (seixos de arenito, pelito e rochas vulcânicas) e feições deformacionais, tais como brechas intraformacionais, sills e diques clásticos de diamictitos, dobras, falhas normais e de cavalgamento, pods de arenitos e plano de descolamento; e associação de fácies de frente deltaica de degelo (AF3), constituída por arenitos maciços ou laminados (estratificação plano-paralela e/ou cruzada sigmoidal), localmente com deformações sin-sedimentares. Três fases deposicionais são indicadas para os depósitos da Formação Cabeças: instalação de um sistema deltaico (AF1), advindo de áreas soerguidas do Sudeste da bacia; avanço de geleiras costeiras, que causa cisalhamento tangencial e erosão do substrato (AF1), em zona subglacial (AF2), desenvolvendo superfície de descolamento, rompimento e rotação de camadas arenosas ou pods imersos em diamicton; e recuo das geleiras acompanhado pelo aumento relativo do nível do mar, pela instalação de um sistema deltaico de degelo de alta energia (AF3) e processos de alívio de pressão que geram falhas normais, escorregamento de massa, dobras e injeções de diques e sills. O aumento contínuo do nível do mar levou à deposição dos sedimentos finos da Formação Longá na zona de transição offshore/shoreface no início do Carbonífero.

Palavras-chave : Formação Cabeças; estruturas glaciotectônicas; glaciação fameniana; Bacia do Parnaíba..

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