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Brazilian Journal of Geology

versão impressa ISSN 2317-4889versão On-line ISSN 2317-4692

Resumo

QUINTAO, Dennis Arthuso et al. Geoquímica e proveniência sedimentar da Formação Uberaba (sudeste do Triângulo Mineiro, MG). Braz. J. Geol. [online]. 2017, vol.47, n.2, pp.159-182. ISSN 2317-4889.  http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720170032.

A Formação Uberaba, de idade campaniana e ocorrência restrita à região da cidade homônima, é composta de arenitos líticos e conglomerados de cor esverdeada, com possível contribuição vulcanoclástica. Nessa unidade ocorrem minerais pesados como ilmenita, granada, perovskita e magnetita, além de clinopiroxênio, plagioclásio, quartzo, calcita e apatita. A Formação Uberaba é marcada geoquimicamente por altos teores em Ba, Ta, La, Nb e Th, com padrões de elementos terras raras normalizados ao condrito fortemente fracionados (LaN/YbN = ca. 128) e planos (sem anomalia de Eu). Análises de química mineral das granadas detríticas da Formação Uberaba indicam predominância de chorlomita com afinidade com granadas crustais (G3). A proveniência sedimentar da Formação Uberaba corresponde a uma mistura de materiais de distritos alcalinos do Alto Paranaíba e derivados da erosão da Formação Serra Geral e dos grupos Canastra e Araxá. Os conglomerados produtores de diamante que ocorrem proximamente, em Romaria, foram considerados por alguns autores como correlatos à Formação Uberaba, porém a composição das granadas retiradas desses conglomerados é bastante diferente, plotando no campo de granadas mantélicas (G9/G10). Descarta-se, dessa forma, correlação entre essas duas unidades, e a Formação Uberaba, portanto, não é uma fonte provável dos diamantes aluvionares encontrados no rio homônimo.

Palavras-chave : Formação Uberaba; Magmatismo Alcalino; Triângulo Mineiro; Proveniência; Cretáceo Superior.

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