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RBRH

versão On-line ISSN 2318-0331

Resumo

LOEWEN, André Ricardo  e  PINHEIRO, Adilson. Mecanismos de geração de escoamento superficial na bacia do ribeirão Concórdia, Santa Catarina, sul do Brasil. RBRH [online]. 2017, vol.22, e4.  Epub 30-Jan-2017. ISSN 2318-0331.  http://dx.doi.org/10.1590/2318-0331.011716026.

Em uma bacia hidrográfica o escoamento superficial é responsável pela ocorrência de diversos problemas ambientais, como formação de ondas de cheias, erosão e transporte de sedimentos e de poluentes nas vertentes. Além disto, entender este processo hidrológico é de fundamental importância para aprimorar o conhecimento sobre fatores de interesse próprios de determinada região, pois interfere na produtividade agrícola e abastecimento de água para população e indústria, entre outras contribuições. Dois conceitos têm sido utilizados para descrever os processos de geração de escoamento superficial: (i) Horton (1933); e (ii) Dunne (1978). O modelo TOPMODEL representa o escoamento superficial pelas áreas de contribuição variável, que se desenvolvem ao longo dos cursos de água, seguindo o conceito de escoamento superficial de Dunne. Assim, este trabalho visou à avaliação dos mecanismos de geração de escoamento superficial da bacia do ribeirão Concórdia a partir da aplicação do modelo hidrológico TOPMODEL, utilizando-se dados hidrológicos medidos com rede de monitoramento de alta frequência instalada. Foram analisadas séries de dados de escoamentos fluviais para três sub-bacias: SF3 (29,74 km2), SF2 (5,81 km2) e SF1 (2,36 km2). Nestas, foram separados os hidrogramas de cheias e verificadas as condições de resposta do modelo hidrológico TOPMODEL. Foram utilizados dados de precipitação, vazão e evapotranspiração potencial, em escala horária, para as três sub-bacias. Em geral, o modelo mostrou adequada eficiência para a sub-bacia SF3, contudo, as sub-bacias SF2 e SF1 apresentaram distorção em seus parâmetros, atrasando o hidrograma simulado. Neste sentido, os resultados corroboram com o aparecimento mais frequente do escoamento dunniano na sub-bacia SF3, onde a topografia é mais suave e apresenta grandes áreas com baixa declividade, passíveis de contribuição em forma de área de saturação variável. As sub-bacias SF2 e SF1 apresentam características que refletem fortemente o escoamento superficial hortoniano, onde a topografia é declivosa e não permite de maneira frequente a formação de áreas de contribuição variável.

Palavras-chave : Processos hidrológicos em bacias; Área de contribuição variável; Modelo hidrológico de base física.

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