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Saúde e Sociedade

Print version ISSN 0104-1290

Saude soc. vol.24 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902015000100100 

Editorial

Editorial

Aurea Ianni, Editora Científica

Eunice Nakamura, Editora Científica

A Saúde e Sociedade inicia o ano de 2015 com muitos desafios característicos do que se apresenta como novo: a manutenção da tradição de êxitos da revista e a instalação de uma nova editoria científica.

Dar continuidade às importantes conquistas alcançadas nos últimos anos, as quais contribuíram para a qualidade da revista e marcaram, com destaque, o seu lugar dentre os periódicos científicos que desenvolvem o diálogo entre as ciências sociais e humanas e as ciências da saúde, é o primeiro desafio.

Durante dez anos, tendo como editoras científicas Helena Ribeiro, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP/USP), e Cleide Lavieri Martins, membro da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) e também professora da FSP/USP, a revista estabeleceu o seu lugar; ampliou o número de submissões e a variedade de temas de pesquisas e debates; diversificou e aumentou o número de instituições e nacionalidades de procedência dos artigos; foi indexada em várias bases de periódicos científicos de reconhecimento internacional, dentre outras conquistas importantes.

O segundo desafio é a instalação da nova editoria científica, que inicia seu trabalho com este primeiro número de 2015. Esse segundo desafio é duplo. Manter-se à altura desse compromisso, com certa ousadia, na medida em que buscará consolidar as conquistas alcançadas pela revista e ao mesmo tempo ampliá-las, em especial, quanto ao seu alcance na produção de conhecimento científico reflexivo e crítico sobre os mais variados temas e objetos do campo da saúde pública e coletiva, sob a inspiração dos olhares das ciências sociais e humanas. Nesse sentido, o diálogo e a convergência de propósitos entre as novas editoras é fundamental, bem como entre as instituições que representam - a FSP/USP e a APSP -, entre os editores e editoras associados/as que comporão o novo corpo editorial e os autores dos artigos que colaborarão com a revista. Coloca-se, ainda, a necessidade de avançar nas várias possibilidades de debate e troca de ideias, reafirmando o escopo e a política editorial da revista num contexto múltiplo de tão diferentes atores, instituições, interesses, pensamentos e práticas, intrínsecos a um campo interdisciplinar como o da saúde pública e coletiva. Este talvez seja o maior desafio presente que, entretanto, tem movido e garantido a riqueza e a diversidade da produção científica veiculada pela Saúde e Sociedade, como fica evidente nos 29 artigos apresentados neste número. Neles são discutidos o papel do Estado nas políticas públicas de saúde; os gastos públicos, a gestão e a participação social no SUS; a informatização e o uso de indicadores na saúde; as redes de urgência e emergência; o cuidado e acesso aos serviços de saúde; o diagnóstico compartilhado na atenção básica; a qualificação da atenção primária em saúde; as competências em promoção da saúde; os aspectos bioéticos na Estratégia Saúde da Família; a qualidade de vida de agentes comunitários de saúde; os comportamentos de risco; a saúde mental infantil; os encaminhamentos aos CAPS; as experiências dos cuidadores de pessoas com adoecimento psíquico; o imaginário na Psicologia Social; a organização tecnológica do trabalho em saúde bucal no SUS; e a ética e o mercado de trabalho na saúde bucal coletiva. Também aparecem trabalhos sobre a questão da saúde ambiental contemporânea, como a coleta seletiva feita por catadores de lixo; da propaganda de inseticidas para uso em ambiente doméstico e suas implicações para a saúde pública; da investigação etnográfica sobre infestações por geo-helmintíase. Temas e questões extremamente relevantes para a saúde pública coletiva são, assim, identificados pelos autores e abordados sob diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, em diferentes contextos nacionais e internacionais, destacando-se sempre a aproximação com as ciências humanas e sociais.

Esperamos, dessa forma, seguir com esse debate e troca de ideias, reafirmando o lugar da Saúde e Sociedade no diálogo, desafiador, entre as diferentes áreas do conhecimento do campo da saúde, entre a produção científica teórica e empírica, e entre as reflexões das práticas político-institucionais e profissionais.

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