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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.55 no.5 São Paulo  2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302009000500013 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de inatividade física e fatores associados em adolescentes

 

 

Augusto César Ferreira de MoraesI, *; Carlos Alexandre Molena FernandesII; Rui Gonçalves Marques EliasIII; Alika Terumi Arasaki NakashimaIV; Felipe Fossati ReichertV; Mário Cícero FalcãoVI

IAluno do programa de pós-graduação em Ciências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, SP
IIMestre em Ciências da Saúde e Doutorando em Ciências Farmacêuticas - Professor da Faculdade Estadual de Educação Ciências e Letras de Paranavaí - FAFIPA, PR
IIIMestre em Ciências da Saúde - Professor da Faculdade Ingá - Uningá e da Universidade Estadual de Maringá. Maringá, PR
IVMestre em Ciências da Saúde - Professora da Pontifícia Universidade Católica, Maringá, PR
VDoutor em Epidemiologia - Professor Adjunto do Departamento de Educação Física, Centro de Educação Física e Esporte, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR
VIDoutor em Ciências - Professor colaborador de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, SP

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar a prevalência de inatividade física em adolescentes (14 a 18 anos) da cidade de Maringá/PR e explorar sua associação com variáveis demográficas, socioeconômicas, comportamental e indicadores de estado nutricional.
MÉTODOS: Estudo transversal com uma amostra representativa de escolares do ensino médio da cidade incluindo 991 (54,5% moças) de 12 colégios públicos e privados selecionados por meio de amostragem em múltiplos estágios. O nível de atividade física habitual foi verificado por meio do IPAQ modificado para adolescentes, usando como referência a última semana. A inatividade física foi definida <300 min/semana de atividades físicas moderadas e vigorosas. As variáveis independentes estudadas foram: sexo, idade, tipo de escola, nível econômico, tabagismo, comportamento sedentário (>4 h/dia), estado nutricional e obesidade abdominal.
RESULTADOS: A prevalência de inatividade física em adolescentes foi de 56,9% (moças= 57,9%, rapazes= 55,7%, p=0,46). Os fatores de risco associados à inatividade física foram pertencer ao nível socioeconômico mais baixo, estudar em escolas públicas e ser obeso.
CONCLUSÃO: Encontramos uma alta prevalência de inatividade física no estudo. Faz-se urgentemente necessário o desenvolvimento de estratégias, que visem o aumento da atividade física, o que pode ser obtido por meio de desenvolvimento de conteúdos escolares que promovam estilos de vida saudável.

Unitermos: Atividade Motora. Epidemiologia. Questionários. Comportamento do Adolescente.


 

 

INTRODUÇÃO

O hábito de realizar atividade física na adolescência traz vários benefícios para a saúde, como controle e manutenção do peso corporal1 e redução de riscos cardiovasculares2. Além desses benefícios, estudos longitudinais evidenciaram que a inatividade física quando iniciada na infância e/ou adolescência tende a continuar na vida adulta e é mais difícil de modificar3. Portanto, programas de incentivo à prática de atividade física nesta faixa etária devem ser prioridade da saúde pública e receber maior atenção educadores.

Apesar do reconhecimento da importância da atividade física para a saúde, ainda existem poucos estudos de base populacional ou escolar sobre o tema no Brasil em adolescentes. Dentre as pesquisas realizadas, os resultados mostram prevalências muito altas de adolescentes inativos fisicamente e forte associação com fatores demográficos, socioeconômicos e biológicos4,5. Contudo, recente estudo de revisão tem enfatizado diferenças metodológicas importantes, instrumentos e pontos de corte utilizados, que muitas vezes impedem comparações6.

O objetivo desse estudo foi estimar a prevalência de adolescentes inativos fisicamente, estudantes do ensino médio no Sul do Brasil e explorar a associação entre a inatividade física e variáveis demográficas, socioeconômicas, biológicas e comportamentais.

 

MÉTODOS

Foi realizado estudo transversal em Maringá, localizada no noroeste do Estado do Paraná, na região Sul do Brasil com aproximadamente 326.000 habitantes. A cidade apresenta um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH= 0,84, enquanto o IDH para o Brasil como um todo é 0,79)11.

A direção de cada colégio selecionado recebeu solicitação formal e informações sobre a importância, os objetivos e a metodologia tendo autorizado a realização da pesquisa. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário de Maringá, de acordo com a resolução vigente no Brasil.

 

AMOSTRAGEM

A seleção da amostra foi feita em dois estágios. Considerou-se um nível de confiança de 95%, um erro tolerável de 5% e a prevalência estimada foi de 50% e um efeito do desenho de 2. A partir disso, estimou-se que seria necessário coletar dados em 734 adolescentes. Em função de outros objetivos do projeto de pesquisa e prevendo eventuais perdas e recusas, acrescentou-se 20% na amostragem. Primeiramente contabilizou-se o número de escolas que possuía alunos dentro da faixa etária estudada (n = 38 escolas) e então selecionou-se as escolas com probabilidade proporcional ao número de estudantes na faixa etária elegível e ao tipo de escola (pública ou privada). Foram selecionadas oito públicas e quatro privadas. No segundo estágio, foram selecionadas as turmas em cada escola por amostragem aleatória simples, de modo que a proporção de estudantes em cada série (1ª a 3ª do ensino médio) fosse respeitada. O tamanho da amostra obtido permitiu estimar uma prevalência de 50% de inatividade física em cada faixa etária com margem de erro de quatro pontos percentuais. Além disso, foi possível detectar razões de prevalência de 1,3 como estatisticamente significativo ao nível de 5% e com poder de 80% para exposições com prevalência de 50%.

Todos os escolares das turmas sorteadas presentes no dia da coleta foram considerados elegíveis para participar do estudo, mediante a autorização escrita prévia do responsável e pelo consentimento verbal por parte do adolescente.

 

VARIÁVEIS

As informações quanto à prática habitual de atividade física foram obtidas por intermédio do Questionário Internacional de Atividade Física (International Physical Activity Questionnaire - IPAQ) em seu formato curto, versão 8, tendo como referência a última semana8,9. Foi considerado desfecho a inatividade física, conforme o ponto de corte de 300 minutos de atividade física moderada/vigorosa semanal de acordo com a atual diretriz de atividade física para adolescentes10.

As variáveis independentes investigadas foram: sexo, idade, tipo de escola, nível socioeconômico [classificado de acordo com o critério da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa11, em classes A (mais alta), B, C, D ou E (mais baixa) a qual leva em conta, entre outros itens, a presença de bens de consumo no domicílio; tipo de escola (pública e privada); estado nutricional (classificado a partir do Índice de Massa Corporal, os adolescentes foram classificadas nutricionalmente de acordo com os pontos de corte ajustadas para sexo e idade12); obesidade central (classificado a partir da circunferência da cintura, e de acordo com os pontos de corte ajustadas para sexo e idade13); tabagismo (foi considerado fumante que referiu consumir pelo menos um cigarro durante uma semana habitual); e os comportamentos sedentários (horas de TV, computador/games). Determinou-se como tempo excessivo de TV, computador/games o uso > 4h/dia.

Os dados foram coletados por uma equipe de quatro entrevistadoras, previamente treinada em dois estudos pilotos, com uma semana de intervalo, realizados em colégios que não fizeram parte da amostra final. Utilizamos o coeficiente de Kappa para verificar a concordância do questionário em ambas as aplicações. Os resultados observados foram altos (k=0,91).

O tratamento estatístico das informações foi realizado mediante o pacote computadorizado Stata®, versão 8.0. Inicialmente, analisou-se a proporção de adolescentes inativos fisicamente de acordo com cada uma das variáveis independentes. As análises brutas e ajustadas à razão de prevalência (RP), com intervalo de confiança de 95% (IC95%), foram calculadas usando a regressão de Poisson, recomendada para desfechos de alta prevalência14. A análise ajustada foi realizada de acordo com um modelo hierárquico previamente elaborado em quatro níveis: 1) sexo, idade, nível socioeconômico; 2) estado nutricional e obesidade central; 3) tabagismo; e 4) comportamento sedentário. Neste modelo, as variáveis são controladas para aqueles do mesmo nível ou níveis superiores15. Para a manutenção das variáveis no modelo, adotou-se como nível de significância um valor p<0,20. O critério de significância estatística estabelecido de 5%.

 

RESULTADOS

O número de adolescentes selecionados na amostragem de escolas públicas e privadas foi, respectivamente, de 774 e 492 alunos. Esta amostra apresentou 275 perdas/recusas, sendo que, 92 não estavam presentes nas escolas nos dias de coleta de dados, (76,1%, n=70, de estudantes de escolas públicas) e 183 não entregaram o termo de consentimento ou não consentiram em responder o questionário ou realizar as avaliações (82%, n=150, estudantes de escolas privadas). Assim, a amostra final foi constituída de 991 adolescentes escolares do ensino médio, (67,7%, n=671, de estudantes de escolas públicas).

A amostra foi composta de 67,7% de adolescentes estudantes de instituições públicas, 55,5% de moças, 6,1% pertencentes aos níveis socioeconômicos D e E (mais baixos), 77,2% foram classificados como eutróficos e 32,7% dos adolescentes tinham obesidade central. A média de idade, massa corporal e estatura foram: 16,3±0,9 anos, 61,3±12,6 quilos e 168,9±13 centímetros, respectivamente.

A Tabela 1 apresenta a prevalência de inatividade física de acordo com as variáveis independentes. Os resultados apontam uma alta prevalência de inatividade física entre os adolescentes avaliados, sendo que mais da metade da amostra não realiza atividade física > 300 min/sem. Em relação as variáveis independentes, os adolescentes estudantes de escolas privadas apresentaram menor prevalência de inatividade física que seus pares estudantes de escolas públicas (p=0,0001). As demais variáveis independentes analisadas não apresentaram significância estatística. Entretanto, a prevalência de comportamento sedentário (superior a 4 horas/dia) também foi alta, similar a da inatividade física.

Dentre os fatores de risco para inatividade física (<300 min/sem), a idade não apresentou associação de tendência linear. A probabilidade dos adolescentes obesos serem inativos fisicamente é maior quando comparados aos adolescentes eutróficos (RP=1,31 IC95%=1,10-1,55). Percebe-se também que os estudantes de escolas privadas apresentaram menor probabilidade de serem inativos fisicamente (RP=0,82 IC95%=0,72-0,95, p=0,009). Na análise bruta o nível econômico alto (A) associou-se com o desfecho, contudo, após ajuste pelo modelo hierárquico perdeu a significância estatística (Tabela 2).

 

DISCUSSÃO

Verificamos que mais da metade (56,9%) dos adolescentes avaliados não tem o hábito de realizar atividade física mais de > 300 min/sem. Entretanto, comparações da prevalência da inatividade física em adolescentes devem ser realizadas com cautela, uma vez que as pesquisas utilizam instrumentos e pontos de corte diferentes como foi observado em recente revisão6. Todavia, ao comparar estudos com adolescentes americanos e brasileiros que utilizaram o mesmo ponto de corte da presente pesquisa os resultados são similares 55,9%16 e 58,2%4, respectivamente. Apontando um alarmante resultado, uma vez que hábitos ativos na adolescência tendem a se perpetuar na vida adulta17.

De acordo com estudos já realizados no Brasil18 e no mundo19, os rapazes são mais ativos que as moças, entretanto, diferentemente dos estudos citados, não verificamos diferenças entre os sexos e por este motivo optamos por não estratificar as análises neste estudo. Estes resultados podem, em parte, ser explicados pelo fato dos rapazes terem mais apoio social e familiar para realizar atividades físicas20.

No presente estudo a inatividade física associou-se positivamente com o nível socioeconômico, em que os adolescentes pertencentes ao nível mais alto apresentaram proteção para este comportamento de risco a saúde. Entretanto, os resultados disponibilizados na literatura não são consensuais, o que não permite uma magnitude de associação direta entre exposição e desfecho. Alguns estudos internacionais apontam para associação positiva21,22 enquanto estudos nacionais para associação negativa18,23. De acordo com a literatura, estas diferenças podem ser explicadas pelo contexto demográfico da população pesquisada24.

Os adolescentes estudantes de escolas particulares apresentaram proteção para a inatividade física. Apesar de aparentemente ser um consenso que as aulas de educação física promovam estilo de vida saudável25 resultados de pesquisas não apontam para este fato26,27. Tais resultados indicam a necessidade de desenvolver conteúdos de educação para à saúde com o objetivo de minimizar a inatividade física e outros comportamentos de risco, como tabagismo e hábitos alimentares inadequados28.

O estado nutricional, classificado por meio do IMC, mostrou associação com a inatividade física, contudo apenas os adolescentes obesos apresentaram significância estatística. Estes resultados corroboram com estudos anteriores que já identificaram que o nível de atividade física entre os adolescentes obesos é menor que em adolescentes eutróficos29,30, o que pode auxiliar no aumento da obesidade como é observado no Brasil e no mundo31,32.

 

CONCLUSÃO

Em resumo, a prevalência de adolescentes inativos fisicamente foi muito alta, de acordo com o critério vigente atualmente. Os resultados apontam que adolescentes estudantes de escolas públicas e de níveis socioeconômicos mais baixos são menos ativos, indicando a necessidade urgente de programas de incentivo à prática da atividade física, principalmente em âmbito escolar em que estes adolescentes estão inseridos. Diretrizes de instituições governamentais, como Ministério da Saúde e CDC, podem auxiliar na capacitação profissional para o desenvolvimento dos programas educacionais.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à coordenação do Grupo de Pesquisa em Exercício e Obesidade - GREPO da Universidade Estadual de Maringá, pelo auxílio na execução da pesquisa por meio dos empréstimos de materiais.

Conflito de interesse: não há

 

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Artigo recebido: 29/10/08
Aceito para publicação: 17/03/09

 

 

Trabalho realizado na Faculdade Ingá - Uningá, Maringá, PR, em colaboração com a Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, SP
* Correspondência: Rua Abadia dos Dourados, 297 - casa 7, São Paulo - SP - 05586-000. Telefone: (11) 9742-3232