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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167versão On-line ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.71 no.1 Brasília jan./fev. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0532 

PESQUISA

Formação de adolescentes multiplicadores na perspectiva das competências da promoção da saúde

Kely Vanessa Leite Gomes da SilvaI  II 

Gleice Adriana Araújo GonçalvesI  II 

Shayane Bezerra dos SantosII 

Maria de Fatima Antero Sousa MachadoIII 

Cristiana Brasil de Almeida RebouçasII 

Viviane Martins da SilvaII 

Lorena Barbosa XimenesII 

IUniversidade Regional do Cariri, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Enfermagem. Crato-CE, Brasil

IIUniversidade Federal do Ceará, Departamento de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Fortaleza-CE, Brasil.

IIIUniversidade Regional do Cariri, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Mestrado Profissional em Saúde da Família. Crato-CE, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

Reconhecer os domínios das competências de promoção da saúde no processo formativo de adolescentes realizado por acadêmicos de Enfermagem.

Método:

Estudo qualitativo e descritivo, que utilizou o aporte teórico metodológico Developing Competencies and Professional Standards for Health Promotion Capacity Building in Europe (CompHP0), realizado com 14 acadêmicos de Enfermagem.

Resultados:

Evidenciaram-se quatro domínios: Mudança Ativa; Mediar através de Parceria; Comunicação; e Liderança. Esses domínios advieram do interesse e do compromisso dos adolescentes na parceria intersetorial, no uso de técnicas de comunicação e no papel de facilitador para catalisar o aprendizado e o empoderamento.

Conclusão:

Percebeu-se que houve a presença de alguns domínios de competência na formação dos adolescentes, sugerindo que os acadêmicos de enfermagem atuassem como agentes promotores da saúde. Constituem-se desafios para a Enfermagem a implementação de aporte teórico do CompHP na graduação e formação permanente para efetivar ações no campo da promoção da saúde.

Descritores: Enfermagem; Adolescente; Promoção da saúde; Competências; Educação em Saúde

INTRODUÇÃO

A adolescência é compreendida como a etapa da vida entre a infância e a fase adulta, marcada por acentuadas mudanças no crescimento e no desenvolvimento provocadas por processos psicobiológicos, bem como por transformações que resultam de interações próprias ao contexto socioeconômico e político-cultural, nos quais os sujeitos estão inseridos. No Brasil, dentre as abordagens relacionadas à saúde dos adolescentes, destacam-se as questões reprodutivas, porém há um diferencial que expressa a sua vulnerabilidade frente às diferentes formas de violência e à crescente incidência de mortalidade, evidenciadas especialmente pelas causas externas, como as agressões e os acidentes de transporte, entre outras(1).

A vulnerabilidade é composta por fatores de natureza biológica, epidemiológica, social e cultural e sua interação amplia ou reduz o risco ou a proteção de uma pessoa por ocasião de uma determinada doença, risco ou dano e substitui o conceito clássico de fatores de risco(2). Como resposta a esse fato, tem-se o desafio de se trabalhar com programas, com leis e com políticas que subsidiem uma abordagem qualificada.

Buscando seguir os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde amplia suas fronteiras de forma a trabalhar com políticas intersetoriais. Nessa perspectiva, cria-se o Programa Saúde na Escola (PSE), fruto de política intersetorial da saúde e da educação, instituído em 2007.

O PSE é um espaço privilegiado para as práticas de promoção de saúde e de prevenção de agravos e de doenças, contribuindo para o desenvolvimento integral e propiciando à comunidade escolar o enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens brasileiros(3).

Nesse sentido, sabendo da importância do adolescente como multiplicador de conhecimento, utiliza-se a metodologia de educação entre pares, a qual consiste em um processo de ensino e de aprendizagem em que adolescentes são preparados para atuar em ações e em atividades com e para outros (as) adolescentes e jovens.

Nessa direção, as secretarias de saúde e de educação do município do Crato-CE estabeleceram uma parceria com acadêmicos de Enfermagem, membros do projeto de extensão Adolescer com Saúde da Universidade Regional do Cariri - URCA.

Esse projeto foi idealizado em 2008 e trabalha com práticas educativas na escola, as quais colaboram na formação dos jovens e na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com os problemas de saúde da população. As atividades contemplam oficinas com temas: Sexualidade e Afetividade, Saúde Sexual e Reprodutiva, Gravidez na Adolescência, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Álcool, Drogas e Jogos. Essas oficinas enquadram-se no foco das Políticas Públicas para adolescentes, sob a ótica de promoção e de prevenção da saúde com adoção de estilo de vida saudável.

No que se refere à formação de adolescentes multiplicadores, dentro da perspectiva da promoção da saúde, almeja-se que esse processo seja orientado por competências. As competências no campo da promoção da saúde são definidas como uma composição de conhecimentos, de habilidades e de atitudes que vêm proporcionar ao indivíduo o desenvolvimento de tarefas de forma padronizada(4).

O referencial teórico, que embasa as competências de promoção da saúde para nortear as ações delas, apresenta-se com o documento desenvolvido em 2012 pela oficina europeia da União Internacional de Promoção e Educação em Saúde (UIPES), o projeto Developing Competencies and Professional Standards for Health Promotion Capacity Building in Europe (CompHP), com objetivo de estabelecer métodos para implementar padrões em promoção da saúde(5).

No CompHP, as competências abrangem valores (equidade, justiça social, ética, autonomia dos indivíduos), habilidades (princípios conceituais da promoção da saúde) e conhecimentos, elencados em 47 competências e 9 domínios. Os domínios são: (1) Mudança Ativa, (2) Advocacia em saúde, (3) Mediar Através de Parceria, (4) Comunicação, (5) Liderança, (6) Diagnóstico, (7) Planejamento, (8) Implementação e (9) Avaliação e Pesquisa. Juntos, fornecem um guia para o desenvolvimento de habilidades e de competências em promoção da saúde para beneficiar a formação e a prática profissional no Brasil(5).

O presente estudo tem como aspecto relevante possibilitar reflexões para o desenvolvimento e para a reorientação de práticas em saúde realizadas na docência, nos projetos de extensão e na assistência que viabilizem atuações efetivas de promoção da saúde, bem como a delegação de poder do adolescente dentro do seu papel de multiplicador, para atuar junto a seus pares.

OBJETIVO

O estudo teve como objetivo reconhecer os domínios das competências de promoção da saúde do CompHP no processo formativo de adolescentes multiplicadores do PSE realizado por acadêmicos de Enfermagem.

MÉTODO

Aspectos éticos

As diretrizes e as normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos conforme a resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde foram respeitadas, obtendo-se aprovação do CEP. A pesquisa contou com um termo de compromisso livre e esclarecido, no qual foi garantido o anonimato; e acarretou riscos mínimos aos participantes, como desconforto e/ou cansaço, bem como promoveu relevância social, com vantagens significativas para os sujeitos do estudo.

Referencial Teórico-Metodológico

No âmbito dos domínios de competências para promoção da saúde, cabe destacar o quadro histórico sobre as primeiras bases conceituais e políticas de promoção da saúde com enfoque socioambiental e inclusivo, desenvolvidos a partir das conferências internacionais, destacando-se as Conferências de Ottawa (Canadá) em 1986, Adelaide (Austrália) em 1988, Sundsvall (Suécia) em 1991 e Jacarta (Indonésia) em 1997. Na América Latina, a IV Conferência Internacional de promoção da saúde em Bogotá (Colômbia) ocorreu em 1992 e trouxe o tema para o contexto sub-regional(6). Essas conferências tiveram como principal objetivo reiterar a necessidade de se redirecionar as ações de saúde pública, com foco no combate das situações de vulnerabilidade relacionadas às enfermidades(7).

Na conferência de Nairobi em 2006, foram recorrentes as discussões sobre as demandas da sociedade. Autores apontam que o atual cenário internacional mostra um crescimento de políticas públicas de Promoção à Saúde, sendo necessário o desenvolvimento de competências profissionais para o desenvolvimento efetivo de programas e de ações para esse fim. Consideram, ainda, que para o aperfeiçoamento da promoção da saúde no âmbito global, é importante que se conte com um grupo de profissionais capacitados com ferramentas, com competências e com habilidades para traduzir a teoria, a política e a pesquisa em promoção da saúde em ações efetivas(8).

Competência, então, pode ser definida como a combinação de conhecimentos, de habilidades e de atitudes que possibilitem ao indivíduo desempenhar tarefas de acordo com um padrão(4). Estudiosos apontam os aspectos históricos para a construção de competências para a promoção da saúde, destacando que vários países têm participado da sua construção, tais como Nova Zelândia, Escócia e Israel, bem como outro grupo de países como a Austrália, o Canadá e a Europa que têm contribuído mais fortemente com essa discussão(9). A partir de encontros internacionais entre esses países, tem-se a necessidade de criação de um referencial teórico em competências de promoção da saúde comum a todos os países e norteador de práticas de promoção da saúde. Assim, na Conferência de Galway, em 2008, foram apresentados os oito domínios de competências(10-11).

Além desse referencial, vem se destacando um documento desenvolvido pela oficina europeia da International Union for Health Promotion and Education (UIPES), o projeto Developing Competencies and Profissional Standards for Health Promotion Capacity Building in Europe (CompHP)(5). Esse projeto teve início em 2009 e tem como objetivo principal a formação de um consenso no qual se estabeleçam métodos para implementação de padrões em promoção da saúde, visando à inovação e a melhores práticas em saúde na Europa(9).

No CompHP, os domínios fornecem um guia para o desenvolvimento de habilidades e de competências em promoção da saúde(9), as quais fornecem uma base útil para os cenários de formação e de prática, bem como para preparação acadêmica e desenvolvimento profissional contínuo. Um promotor da saúde deve comprovar a aquisição de competências e de habilidades que atenda todos os domínios apresentados no CompHP(4-5).

Tipo de estudo

Estudo descritivo com abordagem qualitativa foi realizado com acadêmicos de Enfermagem, integrantes do projeto de extensão Adolescer com Saúde da Universidade Regional do Cariri (URCA), no município de Crato - Ceará, que desenvolveram a formação dos adolescentes.

Procedimentos metodológicos

Para a realização do processo de formação de adolescentes multiplicadores na escola, foram realizados os seguintes passos: I - Capacitação dos acadêmicos de Enfermagem pela gestão municipal com ênfase na concepção do PSE, bem como nas temáticas a serem trabalhadas junto com os adolescentes; II - Organização do projeto de extensão Adolescer com Saúde no sentido de distribuição dos acadêmicos para o trabalho a ser desenvolvido nas escolas; III - Execução das oficinas nas escolas com os adolescentes. Desse modo, participaram do estudo os acadêmicos de Enfermagem, integrantes do projeto de extensão Adolescer com Saúde, logo após a vivência das etapas descritas acima.

Os participantes foram identificados pelo número de ordem das entrevistas, o que possibilitou organizar e preservar o anonimato (A1, A2, A3 etc.). Utilizou-se como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada, já que apresentava aspectos como a percepção dos acadêmicos sobre sua capacitação para a formação dos adolescentes e também dados sobre a interação estabelecida com os adolescentes durante a realização das oficinas.

Cenário do estudo

O estudo ocorreu na Universidade Regional do Cariri - URCA, com 14 acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem, membros do Grupo de Extensão Adolescer com Saúde. Dentre esses membros, 12 eram do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idade de 20 a 24 anos. Os acadêmicos cursavam do 6º ao 9º período. O projeto de extensão Adolescer com Saúde trabalha com oficinas realizadas pelos acadêmicos de Enfermagem, os quais utilizam metodologias participativas apropriadas ao público adolescente de escolas públicas do município.

Coleta e organização dos dados

As entrevistas ocorreram em datas programadas, no período de setembro a outubro de 2015, conforme a disponibilidade dos participantes, em espaço reservado, de forma individual, respeitando a privacidade deles. Vale ressaltar que cada entrevista durou em média 20 minutos. As falas subsidiaram a elaboração das categorias analíticas do estudo, caracterizadas pelos domínios do CompHP.

Análise dos dados

A análise do estudo deu-se a partir do referencial das competências do CompHP(6) e de outros estudos que possibilitaram a condução das reflexões aqui apontadas. Os dados analisados estão apresentados em categorias evidenciadas de acordo com os domínios encontrados na condução do processo formativo dos adolescentes multiplicadores.

RESULTADOS

Adiante serão apresentadas as categorias compostas pelos domínios de CompHP, que vão produzir uma reflexão sobre o processo de formação de adolescentes multiplicadores do PSE, realizado por acadêmicos de enfermagem, com vistas à promoção da saúde. A partir das falas dos participantes do estudo, podem-se evidenciar os seguintes domínios: Mudança Ativa; Mediar através de Parceria; Comunicação; e Liderança.

Domínio de Competências para Promoção da Saúde: Mudança Ativa

O domínio 'Mudança Ativa' foi configurado por meio da participação do adolescente no processo formativo realizado pelos acadêmicos. A fala a seguir indica o resultado de adolescentes ativos no processo formativo expresso na participação.

Eles [adolescentes] se mostraram bem atentos e participativos, entenderam o que a gente queria passar para eles e provaram que tinham condições e entendimento para passar o trabalho adiante. Isso foi percebido pelo interesse que demonstravam no envolvimento e na participação. (A. 1)

A fala demonstra a presença de participação e de interesse dos adolescentes, caracterizando a presença do domínio Mudança Ativa. Esse domínio é evidente na disposição para o aprendizado com vistas à promoção da saúde, como observado na fala:

Os adolescentes mostraram-se extremamente interessados, ao passo que questionaram, tiraram suas dúvidas e participaram das dinâmicas. (A. 6)

Domínio de Competências para Promoção da Saúde: Mediar através de Parceria

O domínio 'Mediar Através de Parceria' esteve presente nas falas que discorriam sobre como ocorreu a capacitação dos acadêmicos de enfermagem para habilitar-se à formação dos adolescentes. Ressalta-se que a capacitação oferecida pelas Secretarias de Saúde e de Educação do município para os acadêmicos, mediante pactuação entre o projeto de extensão Adolescer com Saúde da universidade e o município de Crato-CE, reforça a existência de uma cooperação, o que configura o domínio do CompHP 'Mediar Através de Parceria':

Houve inicialmente uma capacitação pela Secretaria de Saúde e Educação do Crato quanto a esse método de capacitar, que é a educação entre os pares. (A. 4)

Observou-se a presença do referido domínio na capacitação dos acadêmicos no relato abaixo, em que foram evidenciados a disposição e o comprometimento com as ações de promoção da saúde, partindo de interesses comuns entre os atores envolvidos.

Fomos convidados para participar de uma capacitação que a Secretaria de Saúde do Crato forneceu para o grupo Adolescer, com o objetivo de nos capacitar e sermos facilitadores das ações do PSE (Programa Saúde na Escola). (A. 3)

Domínio de Competências para Promoção da Saúde: Comunicação

Verificou-se uma identidade dos acadêmicos enquanto facilitadores do processo ensino-aprendizado e, portanto, contemplou-se o domínio de CompHP de Comunicação nas seguintes falas:

[...] sempre tinha o feedback dos estudantes com a gente, eles participavam de maneira ativa. (A. 2)

Eu fui facilitador do conhecimento das temáticas que a gente abordou nesse dia, eu vejo que o meu papel foi realmente de facilitador, ou seja, de ajudar nesse processo de ensino e de aprendizagem. (A. 7)

O domínio de CompHP de Comunicação foi evidenciado também em um contexto no qual as atividades realizadas contribuíram para uma maior participação dos adolescentes, bem como para o uso de técnicas culturalmente apropriadas a grupos específicos, os adolescentes neste caso, o que foi visto no seguinte relato:

Eles [adolescentes] se mostraram aptos às dinâmicas e às discussões que eram propostas, o grupo foi muito construtivo, pois muitas vezes eles iniciavam determinados debates, então foi bem dinâmico. (A. 8)

A comunicação participativa entre acadêmicos e adolescentes foi percebida no seguinte relato:

Como trabalhei com a temática de sexualidade, é um tema que todo estudante gosta muito de abordar esse tema, então eles gostavam muito, queriam participar de todas as dinâmicas, totalmente abertos, ativo[sic], tiravam dúvidas, participava[sic] ativamente. (A. 14)

Domínio de Competências para Promoção da Saúde: Liderança

Este domínio foi evidenciado no processo formativo dos adolescentes por meio da ação facilitadora dos acadêmicos para o aprendizado e consequente multiplicação do conhecimento junto a outros adolescentes.

Fui capacitar os estudantes para que eles pudessem capacitar os seus colegas. Meu papel foi de ser facilitador do conhecimento para eles. (A. 10)

[...] então o encontro serviu como um roteiro para eles desenvolverem as ações nas suas escolas com outros adolescentes. (A. 11)

[...] trocamos experiências, saberes, conhecimentos, construímos e fizemos uma reflexão crítica de determinadas situações e despertamos nos alunos o espírito de facilitador. (A. 13)

Pode-se inferir, ainda, que o acadêmico de Enfermagem atuou como mediador do processo de ensino-aprendizagem, o que contribuiu para a autonomia e para a decisão ao disseminar o conhecimento entre os seus pares.

O domínio 'Liderança' permeando o trabalho do agente promotor da saúde refletiu-se nas seguintes falas:

Eu acho que eu fui facilitador nesse contexto de prestar informações para eles darem continuidade ao trabalho que foi vivenciado. (A. 9)

Fui capacitar os estudantes para que eles pudessem capacitar os seus colegas. Meu papel foi de ser facilitador do conhecimento para eles. (A. 12)

DISCUSSÃO

O domínio Mudança Ativa foi constituído da ativação de indivíduos, de grupos, de comunidades e de organizações para construir capacidade de ação de promoção da saúde para melhorar a saúde e para reduzir as desigualdades nela(5).

Evidenciou-se esse domínio no processo de atuação dos adolescentes nas oficinas oferecidas pelos acadêmicos de enfermagem. Percebe-se que a participação juvenil constitui um processo complexo e que as experiências e os conhecimentos apreendidos configuram-se em recursos para desenvolver a autonomia e o próprio ator social(12). Assim, pode-se afirmar que a participação é um processo promotor da aprendizagem, que é capaz de tornar um ser autônomo e de proporcionar o empoderamento para tomada de decisões.

Nesse sentido, sinaliza-se que o processo de formação dos adolescentes multiplicadores aponta para a presença do domínio Mudança Ativa. Observa-se que os elementos identificados no processo, presentes nas categorias do estudo, confirmam que esses adolescentes podem, na realidade de cada um, executar ações de multiplicação do conhecimento junto a outros pares de modo a pensar em ações de promoção da saúde nos contextos em que vivem.

Quanto ao domínio 'Mediar através de Parceria', percebeu-se sua importância na cooperação entre acadêmicos de enfermagem e secretarias de saúde e de educação para o desenvolvimento de ações no PSE. Esse é um programa que se propõe a ser um novo desenho da política de educação em saúde, que vislumbra a saúde e a educação de forma integral e parte de uma formação ampla para a cidadania e o usufruto pleno dos direitos humanos de crianças, de adolescentes e de jovens(3).

Esse domínio implica trabalhar de forma colaborativa entre as disciplinas, os setores e os parceiros, para aumentar o impacto e a sustentabilidade da ação de promoção da saúde, buscando envolver parceiros intersetorialmente para contribuir com um trabalho colaborativo, mediando entre os diferentes interesses setoriais(5).

Estudo semelhante sobre condução de educação e de saúde para adolescentes acerca do uso de álcool e outras drogas recomenda que o enfermeiro, enquanto promotor de saúde, atue conjuntamente com os profissionais que trabalham com o adolescente no ambiente escolar, buscando estratégias de intervenção de forma correta e satisfatória(13).

Assim, a relação estabelecida intersetorialmente neste estudo foi exitosa, na perspectiva de realizarem um trabalho de forma colaborativa, a fim de influenciar o desenvolvimento de políticas públicas que impactam positivamente a saúde, no caso, a atuação no PSE(5).

Dessa forma, vislumbra-se que a ação intersetorial seja constituída enquanto processo de aprendizagem e de resolução a partir dos atores envolvidos e que a ação integrada responda aos problemas da população de um território definido, saindo do limite da necessidade para o da liberdade(14).

No que se refere à definição de papéis e de responsabilidades no planejamento e na execução do PSE, há três conceitos que devem ser aprimorados e problematizados na saúde escolar, são eles: intersetorialidade, interdisciplinaridade e participação(15).

O domínio 'Comunicação' foi identificado nos relatos sobre a formação dos adolescentes enquanto multiplicadores do conhecimento, evidenciando-se o uso de técnicas culturalmente apropriadas para esse grupo específico. As falas dos acadêmicos elencaram o papel de facilitador do processo ensino-aprendizado, bem como os relatos sobre o uso da comunicação para favorecer a participação dos adolescentes nas oficinas desenvolvidas.

Esse domínio implica uma comunicação de ação para promoção da saúde de forma eficaz, utilizando técnicas e tecnologias apropriadas para diversos públicos; e usa habilidades de comunicação efetiva, incluindo textos verbais ou não verbais e habilidades de escuta(5).

Percebe-se nos processos de formação com adolescentes que há a necessidade de enaltecer o que o grupo traz sobre a temática, a fim de que eles possam expressar suas dúvidas, suas necessidades e suas experiências, construindo, assim, para uma parceria de troca com os facilitadores, ampliando e replicando os conhecimentos apresentados(16).

A aprendizagem acontece quando há uma reelaboração ou até mesmo uma desconstrução do conhecimento a partir das informações que são apresentadas aos sujeitos. Assim, tem-se uma construção do conhecimento alicerçada em parâmetros cognitivos, aspectos motivacionais, reflexão e pensamento crítico frente às informações que se atualizam constantemente(17).

Os acadêmicos de Enfermagem fazem uso do termo facilitador, cujo papel se propõe a fomentar reflexões, pois o direcionamento para esse processo é dado pelos participantes das atividades de um grupo. Para desenvolver e facilitar uma atividade grupal, o facilitador necessita de alguns requisitos, os quais podem ser destacados: formação, aptidões pessoais com a temática a trabalhar, conhecimento e técnicas de como trabalhar em grupo, alguns procedimentos e prática(18).

Ainda no domínio 'Comunicação', observou-se o seu propósito com vistas à participação, e esta última como premissa para a realização das atividades desenvolvidas nas oficinas.

Na perspectiva da participação, estudo sobre abordagem em educação e em saúde com jovens destaca que a participação juvenil em atividades, em programas e em serviços possibilita o melhor entendimento sobre a dimensão da aprendizagem associada à reflexividade cognoscitiva, enquanto mediação para a autonomia e autoria do sujeito(12).

No estudo em que se realizaram oficinas com adolescentes com técnicas de ensino-aprendizagem, os autores defendem a adoção de práticas educativas de caráter dialógico, capazes de promover a ativa participação desse público com o intuito de torná-los protagonistas, corresponsáveis por sua saúde e por melhoria de sua qualidade de vida(19).

O presente trabalho contradiz achados de estudo que investigou a compreensão das condições de produção de discurso de enfermeiros na prática de educação em saúde com adolescentes, na qual se apontou para uma linhagem tradicional, de cunho político e sociocultural em que os sujeitos são destituídos de seus espaços e realidades e o educador se posiciona como detentor do conhecimento verdadeiro em detrimento da subjetividade do adolescente(20).

Diante do exposto, pode-se afirmar que a participação gerada pelo domínio 'Comunicação' é um processo promotor da aprendizagem, que é capaz de tornar um ser autônomo e de proporcionar empoderamento para tomada de decisões. Desse modo, acredita-se, neste estudo, que a participação dos adolescentes durante o processo de formação para serem multiplicadores ocorreu à luz do Projeto de competências para promoção da saúde, apontando para a presença do domínio 'Comunicação' do CompHP.

A respeito do domínio 'Liderança', evidenciou-se que os acadêmicos são mediadores para a aprendizagem e consequente empoderamento dos adolescentes. O domínio 'Liderança' requer do promotor da saúde atitudes que contribuam para o desenvolvimento de uma visão partilhada e de direção estratégica para ações de promoção da saúde.

Esse domínio implica o uso de habilidades de liderança que facilitam o empoderamento e a participação, incluindo o trabalho em equipe, negociação, motivação, resolução de conflitos, tomada de decisão, facilitação e resolução de problemas(5).

Quanto à formação de enfermeiros, estudo afirma que, mesmo com o destaque atribuído ao conceito de liderança pelas Novas Diretrizes Curriculares, enquanto competência profissional do enfermeiro, percebe-se a escassa utilização de Teorias de Liderança nos estudos captados, o que pode contribuir para a pouca instrumentalização dos enfermeiros no que concerne à aplicação da liderança nos serviços de saúde.

Salienta-se que a liderança poderá auxiliar na superação de condutas fragmentadas e engessadas que são vivenciadas nos distintos cenários da saúde, mediante a fomentação de novas propostas de atuação fundamentadas no diálogo e em práticas baseadas em evidências, o que tende a repercutir de forma positiva na qualidade do cuidado prestado(21).

A respeito do papel de líder na incorporação de novos conhecimentos, defende-se a ideia de que o multiplicador tem a função de tirar a venda dos olhos dos aprendizes e de fazer com que eles compreendam o significado do novo conhecimento a ser adquirido, das novas habilidades a serem desenvolvidas e das atitudes a serem assumidas(22).

Ainda sobre o exercício da liderança evidencia-se que os acadêmicos atuaram com o objetivo de incorporar novos conhecimentos para melhorar a prática e de responder aos desafios emergentes na promoção da saúde, ou seja, proporcionar conhecimentos para que os adolescentes sejam capacitados e se tornem multiplicadores desse saber entre seus pares.

Em estudo sobre o uso da motivação como ferramenta de trabalho do enfermeiro na prática de educação em saúde na atenção básica, inferiu-se que a motivação potencializa as ações de educação em saúde estimulando o autocuidado dos usuários dos serviços e instituições de saúde, possibilitando ampliar a sua autonomia e coparticipação na promoção da saúde. Destaca-se que a motivação inserida enquanto ferramenta de trabalho, na proposta de educação em saúde, potencializa as ações do cotidiano do enfermeiro proporcionando empoderamento para a utilização de novas maneiras de planejar, de organizar e de avaliar o seu trabalho(23).

Neste estudo, infere-se que os acadêmicos reconheceram o seu papel no processo de formação enquanto facilitadores das ações desenvolvidas, identificando-se, assim, o domínio da Liderança entre as competências para promoção da saúde no processo de formação de adolescentes multiplicadores.

O presente trabalho coaduna com achados de estudo de revisão integrativa sobre aspectos facilitadores do processo ensino-aprendizagem na formação do enfermeiro, no qual se evidenciou que a interação professor aluno se destaca como principal fator facilitador, sendo majoritariamente ressaltado dentre os artigos selecionados(24).

Quanto ao papel do facilitador, percebe-se uma apropriação dessa função pelos acadêmicos e denota-se que as ações promotoras de saúde realizadas nas oficinas tinham como objetivo tornar os adolescentes empoderados e aptos a serem replicadores do saber adquirido.

O presente estudo está em conformidade com o estudo de revisão integrativa a respeito da configuração das competências para promoção da saúde na formação do enfermeiro, uma vez que se observou que os estudantes dos últimos períodos da graduação parecem ter uma visão mais adequada do papel do enfermeiro para promoção da saúde, sugerindo que a maturidade e a experiência contribuam para o desenvolvimento dessas competências pelos alunos(25).

Limitações do estudo

Tem-se como limitação desse estudo a necessidade de aproximação do fenômeno estudado na perspectiva dos adolescentes sobre o processo formativo durante as oficinas, tendo em vista que o foco deste estudo são os acadêmicos de enfermagem. A inclusão dos adolescentes multiplicadores poderia revelar outras perspectivas não apreendidas pelos acadêmicos enquanto formadores. Ressalta-se ainda que os resultados refletem um contexto particular, o que requer cautela e avaliações no sentido de transferir as interpretações para outras regiões e instituições.

Portanto, são necessárias outras pesquisas, com diferentes desenhos e abordagens, para explorar a aplicação dos domínios de competências com acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem, buscando, inclusive, compreender como os serviços de saúde e educação interagem nessas parcerias.

Contribuições para Enfermagem, saúde e políticas públicas

A presente pesquisa contribui para a área da enfermagem, da saúde e de políticas públicas no intuito de ratificar a importância do uso dos domínios de competência do CompHP, pelo profissional Enfermeiro, com a finalidade de resultar em ações e em condutas mais efetivas no campo da promoção da saúde que visam melhorar as condições de vida da população adolescente, superando a noção de resolução dos problemas e das doenças.

Emerge a importância da elaboração de políticas públicas que recomendem a apropriação desses domínios pelos profissionais de saúde com foco na melhoria da assistência à saúde e à qualidade de vida dos adolescentes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As falas dos acadêmicos de enfermagem apontaram a presença dos seguintes domínios das competências de promoção da saúde do CompH: Mudança Ativa; Mediar através de Parceria; Comunicação; e Liderança. A presença desses domínios no processo formativo de adolescentes: indica nova forma de fazer saúde, que vai além do modelo médico hegemônico tradicional; e aponta que os acadêmicos de enfermagem atuaram como promotores de saúde.

Identificou-se a ausência dos seguintes domínios de CompHP: Advocacia em Saúde, Diagnóstico, Planejamento, Implementação e Avaliação e Pesquisa, considerados relevantes para determinar o alcance, o impacto e a eficácia da ação de promoção da saúde. Isso implica uma fragilidade no processo de desenvolvimento de competências para os acadêmicos atuarem como promotores de saúde.

Ressalta-se que os processos formativos que asseguram os domínios de competências podem resultar em ações mais efetivas no campo da promoção da saúde e em aumento da qualidade de vida dos sujeitos. Assim, infere-se que acadêmicos de enfermagem que vivenciam experiências de formação contemplando os domínios de competência do CompHP, como a deste estudo, possuem um diferencial enquanto agentes promotores da saúde, na medida em que lhes dá possibilidade de uma futura atuação de enfermagem com vistas ao alcance da promoção da saúde a sujeitos, família e comunidade.

Destacam-se como desafios para a Enfermagem, o reconhecimento e a implementação de aporte teórico dos domínios do CompHP nos cursos de graduação e na formação permanente desses profissionais, resultando assim em ações mais efetivas no campo da promoção da saúde.

FOMENTO

Apoio logístico e financeiro para a realização da presente pesquisa oferecidos pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP).

REFERÊNCIAS

1 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção em Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes nacionais para a atenção integral à saúde de adolescentes e jovens na promoção, proteção e recuperação da saúde. Brasília (DF): Ministério da Saúde [Internet]. 2010 [cited 2016 Jul 22]. Available from: http://www.pucsp.br/ecopolitica/downloads/docs _oficiais/1_D_2010_Diretrizes_nacionais_atencao integral_saude_adolescentes.pdfLinks ]

2 Vilela WV, Doreto DT. Sobre a experiência sexual dos jovens. Cad Saúde Pública [Internet]. 2006 [cited 2016 Jun 12];22(11):2467-72. Available from: http://www.scielo.br/pdf/csp/v22n11/21.pdfLinks ]

3 Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Saúde na Escola (PSE).Brasília (DF): Ministério da Saúde [Internet]. 2012 [cited 2016 Jun 15]. Available from: http://dab.saude.gov.br/portaldab/pse.phpLinks ]

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Recebido: 04 de Fevereiro de 2017; Aceito: 09 de Abril de 2017

AUTOR CORRESPONDENTE: Kely Vanessa Leite Gomes da Silva. E-mail: kelyvanessa@hotmail.com

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