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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167versão On-line ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.72  supl.1 Brasília jan./fev. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0529 

ARTIGO ORIGINAL

Avaliação de reação e comportamento de enfermeiras após treinamento sobre alimentação infantil

Ádria Marcela Vieira FerreiraI 
http://orcid.org/0000-0001-9008-4292

Leidiane Minervina Moraes de SabinoI 
http://orcid.org/0000-0003-2938-870X

Ludmila Alves do NascimentoI 
http://orcid.org/0000-0001-8054-534X

Jardeliny Corrêa da PenhaII 
http://orcid.org/0000-0001-5956-9072

Lorena Pinheiro BarbosaI 
http://orcid.org/0000-0002-8006-7517

Francisca Elisângela Teixeira LimaI 
http://orcid.org/0000-0002-7543-6947

Regina Cláudia Melo DodtI 
http://orcid.org/0000-0002-8323-8465

Mariana Cavalcante MartinsI 
http://orcid.org/0000-0001-8234-8980

IUniversidade Federal do Ceará. Fortaleza-CE, Brasil.

IIUniversidade Federal do Piauí. Floriano-PI, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

avaliar a reação e o comportamento das enfermeiras após treinamento para utilização de tecnologia educativa na promoção da alimentação infantil saudável.

Método:

estudo piloto avaliativo, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado em 2014 com oito enfermeiras na zona rural do Ceará, Brasil, por meio de oficina de treinamento e capacitação para utilização do álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar na promoção da alimentação infantil saudável.

Resultados:

a avaliação de reação das enfermeiras à oficina sinaliza que todas (100%) ficaram satisfeitas com o treinamento. Na avaliação de comportamento, mais da metade das enfermeiras obtiveram desempenho dentro do esperado na aplicação das ilustrações do álbum seriado, sendo sete delas (87,5%) consideradas aptas para utilizar o álbum seriado.

Conclusão:

o treinamento foi considerado eficaz, evidenciado por reação satisfatória das enfermeiras e capacitação da maioria delas para usar a tecnologia educativa na promoção da alimentação infantil saudável.

Descritores: Avaliação Educacional; Educação Alimentar e Nutricional; Aprendizagem; Promoção da Saúde; Enfermagem

INTRODUÇÃO

Os treinamentos são ações de curta e média duração, como cursos e oficinas, capazes de desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais direcionadas para atividades atualmente desempenhadas(1).

Para verificar a eficácia dos programas de treinamento e desenvolvimento, indicam-se quatro tipos de avaliação: de reação, de aprendizagem, de comportamento e de resultados(2).

A avaliação de reação constitui o primeiro passo para mensurar a efetividade de programas de treinamento e desenvolvimento e tem como objetivo verificar a reação dos treinados com relação ao conteúdo desenvolvido, aos métodos utilizados, à utilidade e interesse do tema, à atuação do instrutor e às condições do treinamento(2).

Já a avaliação de comportamento considera o profissional treinado na sua situação de trabalho. Essa etapa é de grande valia, uma vez que pode ocorrer de profissionais treinados avaliarem positivamente um treinamento (reação), bem como demonstrarem que aprenderam na avaliação de aprendizagem, e não conseguirem modificar seu comportamento nas práticas cotidianas de trabalho(2).

Por sua vez, a avaliação da aprendizagem visa obter informações sobre conhecimentos, habilidades e/ou atitudes dos treinados ao longo do treinamento.

Finalmente, a avaliação de resultados evidencia quais foram os resultados tangíveis do programa, como redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da produtividade, dentre outros(2).

Considerando a importância da avaliação de treinamento, uma revisão sistemática sobre formação de profissionais de saúde em alimentação infantil para crianças de seis meses a dois anos de idade analisou dez estudos de ensaio clínico randomizado e averiguou que, após treinamento dos profissionais, houve melhora no padrão alimentar das crianças no que diz respeito à ingestão diária de energia, frequência alimentar e diversidade da dieta(3).

Estudos realizados com profissionais de enfermagem também constataram que, após treinamento e/ou capacitações, houve maior aquisição de conhecimento(4-6), melhora de habilidades(7-8) e de desempenho(9-10) na execução das atividades assistenciais.

No Brasil, um estudo com oitenta enfermeiros apontou que a maioria dos que atuam na atenção básica não possui formação profissional suficiente para atender às necessidades nutricionais da população, em virtude de baixo conhecimento (21,25%) e ausência de capacitações (18,75%)(11).

Diante do exposto, este estudo realizou e avaliou um treinamento que buscou capacitar enfermeiros para utilizarem o álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar na promoção da alimentação infantil saudável, atendendo também à recomendação do guia "Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar pra crianças menores de dois anos", do Ministério da Saúde do Brasil, segundo a qual diz a introdução dos alimentos complementares deve respeitar a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras, resgatando e valorizando os alimentos regionais(12). Justifica-se o uso do álbum seriado como tecnologia educativa, tendo em vista que sua validade de conteúdo e aparência foi comprovada em estudo anterior, estando este apto a ser utilizado por enfermeiros na atenção à saúde da criança(13).

OBJETIVO

Avaliar a reação e o comportamento de enfermeiras após treinamento para utilização de tecnologia educativa na promoção da alimentação infantil saudável.

MÉTODO

Aspectos éticos

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Ceará, e todas as enfermeiras e juízes que aceitaram participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Desenho, local e período

Estudo do tipo piloto, avaliativo, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) da zona rural do Ceará, Brasil, de setembro a novembro de 2014.

População ou amostra: critérios de inclusão e exclusão

A população do estudo foi composta por doze enfermeiras que atuavam nas catorze UAPS da região, a qual compreende dezesseis distritos, onde residem cerca de 27.252 habitantes(14).

Das doze enfermeiras atuantes no local de estudo, nove atenderam ao seguinte critério de inclusão: ter no mínimo dois anos de formação acadêmica e comparecer à oficina de treinamento no dia previamente agendado. Três enfermeiras foram excluídas do estudo por terem participado anteriormente de curso ou capacitação sobre a mesma temática tratada neste estudo. Dessa forma, a amostra inicial foi constituída por nove enfermeiras e a final, por oito, visto que uma enfermeira solicitou desligamento da UAPS em que atuava após participar da primeira etapa da pesquisa.

Protocolo do estudo

A coleta de dados ocorreu em quatro etapas. A primeira caracterizou-se pela realização da oficina de treinamento com as enfermeiras, buscando capacitá-las para a utilização do álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar na promoção da alimentação infantil saudável.

A oficina de treinamento seguiu a metodologia de exposição oral dialogada e dividiu-se em seis momentos, num período total de quatro horas: explicação do cronograma; dinâmica de apresentação das participantes; degustação das receitas regionais contidas no álbum; demonstração da aplicação do álbum pela pesquisadora; atividade de simulação de aplicação do álbum pelas enfermeiras; e avaliação da reação à oficina de treinamento.

A tecnologia educativa utilizada na oficina, o álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar, é composto por sete ilustrações (capa e seis ilustrações) que são o verso e ficam expostas para o público-alvo; e seis fichas-roteiro (anteverso) as quais ficam voltadas para o profissional. As temáticas abordadas nele são respectivamente: segurança alimentar e nutricional (ilustração 1); alimentos regionais (ilustração 2); higienização dos alimentos (ilustração 3); receitas regionais com caju e banana (ilustração 4); receitas com jerimum/abóbora e seriguela (ilustração 5); e segurança alimentar diária utilizando alimentos regionais (ilustração 6). É oportuno destacar que o álbum seriado foi validado com Índice de Validade de Conteúdo das ilustrações de 0,95 e das fichas-roteiros de 0,98(13).

Ao término da oficina, avaliou-se a reação das enfermeiras ao treinamento. Foi entregue a elas um questionário autoexplicativo, anteriormente validado(15),e que aborda as seguintes informações: aquisição de novo conhecimento pelo participante, metodologia utilizada na oficina, carga horária da oficina, viabilidade da utilização do álbum seriado nas consultas de atenção básica, desejo de aplicar os temas e a tecnologia educativa em sua prática profissional, conteúdo do álbum seriado e avaliação geral da oficina (ótima, boa, regular ou ruim).

A segunda etapa consistiu na atividade educativa realizada pelas enfermeiras nas UAPS onde trabalhavam, usando o álbum seriado com a população-alvo desejada: familiares (mães/responsáveis) de crianças na primeira infância. Nessa etapa participaram oito enfermeiras, pois uma delas se desligou da instituição. Assim, cada enfermeira convidou um grupo de seis a dez familiares para participar da atividade, em dia e horário marcados por elas mesmas. Para avaliar essas atividades posteriormente, optou-se por filmá-las. As gravações tiveram duração média de 25 minutos por enfermeira, totalizando duzentos minutos. As filmagens foram realizadas somente após o consentimento e assinatura do Termo de Autorização de Imagem pelas profissionais e pelos familiares.

A terceira etapa incidiu na avaliação do comportamento das enfermeiras pelos juízes a partir das filmagens das atividades educativas. Para isso, foram selecionados e treinados para utilização do roteiro de observação cinco juízes enfermeiros que atenderam aos seguintes pré-requisitos: ter título de pós-graduação em enfermagem (stricto sensu e/ou lato sensu), com experiência relatada em atividades de educação em saúde e na temática de saúde da criança. A amostra de juízes foi recolhida pelo método de rede ou bola de neve, em que cada juiz deveria indicar o juiz seguinte. Dessa forma, os cinco juízes selecionados eram do sexo feminino, com média de idade de 32 anos, variando de 26 a 45 anos. Três (60%) eram mestres e doutorandas na área de enfermagem, e duas (40%) eram mestrandas em enfermagem. Com relação à experiência profissional na área de saúde da criança: três tinham experiência em UAPS (60%), uma em atenção hospitalar (20%), e todas na área da docência (100%).

Conforme outro estudo(16), as filmagens foram exibidas por um colaborador externo à pesquisa, simultaneamente para todas as juízas em uma sala reservada, realizando-se pausas entre as filmagens para que ocorressem as anotações. Essa etapa atingiu um tempo total de cinco horas. Ressalta-se que as juízas foram orientadas quanto à inexistência de conversas e troca de opiniões após o início da exibição, já que elas deveriam preencher o roteiro de observação individualmente.

O roteiro de observação, instrumento elaborado e validado em estudo anterior(17), é composto por nove itens de avaliação, distribuídos de acordo com as ilustrações do álbum seriado. As juízas deveriam assinalar as opções "sim" ou "não" conforme o cumprimento de cada item pelas enfermeiras. Os itens são: apresenta-se e solicita que os participantes façam o mesmo; explica que o álbum é composto por uma história, a qual será contada por eles; solicita que observem a ilustração antes da discussão; faz os questionamentos propostos pelo roteiro de demonstração, favorecendo a discussão; incentiva a participação dos indivíduos; realiza as devidas explicações sobre as temáticas utilizando linguagem clara e compreensível; faz relação com a ilustração anterior; estimula os participantes a dar exemplos do seu cotidiano e de suas experiências pessoais; e apresenta uma síntese do conteúdo discutido, destacando as mensagens-chave.

Após assinalarem os itens cumpridos, as juízas deveriam classificar o comportamento das enfermeiras segundo seu desempenho por ilustração e aptidão para uso do álbum seriado.

Com relação ao desempenho por ilustração adotou-se a seguinte classificação(18): dentro do esperado estaria a enfermeira que cumprisse entre 75% e 100% dos itens por ilustração; abaixo do esperado, as que fizessem entre 50 e 74,99%; e muito abaixo do esperado, se menos que 50% fosse feito.

Quanto à aptidão, a enfermeira seria considerada apta pelas juízas caso obtivesse desempenho dentro do esperado em mais da metade das ilustrações do álbum (≥ 4 ilustrações), e muito abaixo do esperado em no máximo uma ilustração. Não aptas seriam aquelas que obtivessem desempenho dentro do esperado em menos da metade das ilustrações do álbum (< 4 ilustrações) e/ou que tivessem desempenho muito abaixo do esperado em mais de uma ilustração do álbum.

Por fim, a quarta etapa do estudo caracterizou-se pelo feedback das avaliações de comportamento. A pesquisadora exibiu para o grupo das enfermeiras o consolidado das avaliações e destacou os itens que foram ou não cumpridos pela maioria delas. Além disso, fez considerações gerais para a melhoria do desempenho das participantes, baseadas nas sugestões das juízas.

Análise dos resultados e estatística

As informações coletadas nos instrumentos avaliativos de reação e comportamento das enfermeiras foram analisadas por meio de frequências absolutas e relativas, médias e desvios padrão das variáveis quantitativas, sendo estas analisadas de acordo com a literatura pertinente.

De modo a garantir a fidedignidade dos resultados de classificação das enfermeiras quanto à sua aptidão pelas juízas, empregou-se o coeficiente Kappa de Cohen(19) para a análise de confiabilidade do instrumento de avaliação de comportamento. Assim, constatou-se um kappa geral de 0,84, o qual representa uma concordância excelente nas avaliações interobservadores, não sendo necessário, portanto, adequar o instrumento utilizado.

RESULTADOS

Em relação à caracterização das nove enfermeiras, pode-se constatar que todas eram do sexo feminino, com idade média de 32 anos, variando de 23 a 59 anos (DP = ± 10,45). A maioria possuía curso de pós-graduação no nível de especialização lato sensu (7/ 77,8%), na área de atenção primária à saúde (5/ 55,6%). Sete enfermeiras (77,8%) referiram algum conhecimento sobre alimentos regionais, mas nenhuma conhecia os manuais "Alimentos regionais brasileiros" do Ministério da Saúde, e cinco delas (55,6%) somente tinham ouvido falar sobre segurança alimentar e nutricional.

Na avaliação de reação, todas as enfermeiras relataram que a oficina oportunizou novos conhecimentos acerca de "alimentos regionais", "segurança alimentar e nutricional" e "aproveitamento integral dos alimentos", e concordaram que a proposta metodológica da oficina, exposição oral dialogada, favoreceu a aprendizagem.

Com relação à carga horária do treinamento, quatro horas, foi considerada por todas como suficiente para o aprendizado.

Em se tratando da utilização do álbum seriado na atenção básica, todas as enfermeiras a consideraram viável, tendo pretensão de abordar as temáticas e o álbum em sua prática profissional. Quanto à inclusão de conteúdos no curso ou no álbum seriado, não houve sugestões.

No que diz respeito ao treinamento em geral, constatou-se que todas as participantes o avaliaram como ótimo (9/ 100%), sugerindo uma boa qualidade do processo.

Assim, a avaliação de reação das enfermeiras à oficina sinaliza que elas ficaram satisfeitas com o treinamento, demonstrando que o curso alcançou seus objetivos imediatos e atendeu às expectativas das participantes, além de apresentar adequado formato, sem evidenciar necessidade de melhorias futuras.

Quanto à avaliação de comportamento das oito enfermeiras que realizaram as atividades educativas com uso do álbum seriado nas UAPS, verificou-se o desempenho por ilustrações e aptidão para uso do material.

A Figura 1 traz o desempenho das enfermeiras em cada ilustração do álbum seriado, segundo a avaliação da maioria das juízas. Assim sendo, percebe-se que após o treinamento mais da metade das enfermeiras obtiveram desempenho dentro do esperado nas ilustrações do álbum seriado. Destaca-se o desempenho das enfermeiras na ilustração 3, na qual quase a totalidade (N=7) obteve desempenho dentro do esperado.

Figura 1 Distribuição das enfermeiras de acordo com seu desempenho por ilustração do álbum seriado 

Com relação aos itens utilizados para classificação de desempenho por ilustrações, é oportuno destacar que os itens "Faz os questionamentos propostos pelo roteiro de demonstração, favorecendo a discussão" e "Incentiva a participação dos indivíduos", presentes em todas as ilustrações, foram atendidos pela maioria das enfermeiras.

Por outro lado, não foi realizado por nenhuma enfermeira o item "Apresenta-se e solicita que os participantes façam o mesmo", presente na capa. Ressalta-se que na última etapa do estudo, na qual a pesquisadora abordou o consolidado das avaliações, as enfermeiras justificaram que não se apresentaram por já conhecerem as mães participantes do estudo.

Além disso, cinco enfermeiras não atenderam ao item "Realiza as devidas explicações sobre as temáticas utilizando linguagem clara e compreensível", contido na ilustração 2 do álbum, uma vez que não destacaram as características dos alimentos regionais: alimentos de qualidade, fácil acesso e baixo custo. Entretanto, segundo comentários das juízas, tais características foram abordadas por algumas das enfermeiras ainda na ilustração 1 do álbum, a qual deveria, por sua vez, retratar apenas a temática segurança alimentar.

A partir da Tabela 1 constatou-se que, das oito enfermeiras, sete (87,5%) foram consideradas aptas pela maioria das juízas. Somente a enfermeira 5 foi classificada por todas as juízas como não apta para a utilização do álbum, visto que apresentou desempenho dentro do esperado em menos de quatro ilustrações e/ou muito abaixo do esperado em mais de uma ilustração do álbum nas avaliações. Apesar disso, neste estudo o treinamento pôde ser considerado eficaz, já que mais de 75% das enfermeiras foram consideradas aptas.

Tabela 1 Classificação do desempenho e aptidão de cada enfermeira para utilização do álbum seriado 

Informantes Classificação do desempenho por ilustrações do álbum Classificação da aptidão
Juíza 1 Juíza 2 Juíza 3 Juíza 4 Juíza 5
D A M D A M D A M D A M D A M Apta Não apta
Enfermeira 1 6 0 1 5 1 1 6 0 1 6 0 1 4 3 0 5 0
Enfermeira 2 7 0 0 6 1 0 6 1 0 7 0 0 7 0 0 5 0
Enfermeira 3 6 1 0 6 1 0 5 2 0 6 1 0 6 1 0 5 0
Enfermeira 4 6 1 0 6 1 0 6 1 0 6 1 0 5 2 0 5 0
Enfermeira 5 0 1 6 0 4 3 1 0 6 0 2 5 0 1 6 0 5
Enfermeira 6 4 3 0 4 1 2 3 3 1 4 2 1 5 1 1 3 2
Enfermeira 7 7 0 0 4 3 0 4 3 0 6 1 0 5 2 0 5 0
Enfermeira 8 7 0 0 6 1 0 7 0 0 7 0 0 6 1 0 5 0

Nota: D (dentro do esperado); A (Abaixo do esperado); M (Muito abaixo do esperado).

DISCUSSÃO

A partir da avaliação de reação, todas as enfermeiras relataram que a oficina de treinamento oportunizou aquisição de conhecimentos. Esse achado se confirma em diversos estudos em que se pode verificar um aumento significativo do conhecimento dos participantes após treinamentos(4-6).

Quanto à didática de apresentação do conteúdo, exposição oral dialogada, todas as enfermeiras concordaram que a proposta metodológica da oficina favoreceu a aprendizagem. Na exposição oral dialogada a troca de conhecimentos, os questionamentos e a participação do sujeito podem facilitar a compreensão do conteúdo(20). Estudo desenvolvido em um hospital universitário da região Centro-Oeste do Brasil, que analisou a opinião de enfermeiros sobre o processo de educação continuada da equipe de enfermagem, verificou que a exposição dialogada é a estratégia de ensino-aprendizagem mais usada nesses programas de treinamento(20).

Em relação à carga horária do treinamento (quatro horas), 100% das participantes relataram que foi suficiente para o aprendizado. Estudo realizado em São Paulo constatou que a carga horária de duas horas e trinta minutos foi considerada suficiente por quase a totalidade dos treinados, tendo apenas uma pequena parcela dos participantes sugerido aumento na carga horária(5).

Em se tratando da pretensão de utilizar o álbum seriado na atenção básica, verifica-se achado semelhante em uma capacitação sobre prevenção de úlceras por pressão, cujos participantes se mostraram estimulados a aplicar os conhecimentos adquiridos em sua prática(21).

Por fim, a avaliação de reação evidenciou satisfação das enfermeiras com o treinamento realizado, corroborando outro estudo que também obteve bom resultado no que diz respeito à satisfação dos envolvidos no treinamento(5).

Atualmente as avaliações de reação são utilizadas em cerca de 50% dos estudos que buscam avaliar as ações educativas para profissionais de saúde(22), evidenciando que já estão sendo consideradas as opiniões dos participantes para mensurar a eficácia dos treinamentos. No entanto, deve-se incentivar ainda mais sua utilização, tendo em vista que podem favorecer a construção, adequação e/ou aprimoramento de novos cursos.

No que diz respeito à avaliação de comportamento das enfermeiras com relação ao seu desempenho, mais da metade delas se enquadraram dentro do esperado na aplicação das ilustrações do álbum seriado.

Corroborando nossos achados, após treinamento desenvolvido em Pittsburgo enfermeiros tiveram aumentos significativos nos critérios de adequação para trabalhar com alcoólatras e relataram maior desempenho e competência na detecção do alcoolismo, na realização de intervenções e no encaminhamento para tratamento(9).

Um estudo desenvolvido em Nova York também demonstrou que, após treinamento, as pontuações de desempenho das enfermeiras no uso de técnicas estéreis durante o cateterismo de veia central melhoraram significativamente, acarretando uma redução de 85% da taxa de infecção média relacionada ao cateter na unidade(10).

É válido destacar que os resultados positivos nas avaliações de comportamento dos profissionais após treinamentos convertem-se em impactos positivos na população. Uma revisão bibliográfica(23) dos estudos sobre treinamento de profissionais e cuidadores acerca da alimentação da criança menor de dois anos de idade trouxe como principais resultados: melhora no desempenho dos profissionais de saúde quanto à prática do aconselhamento nutricional; aumento no tempo de aleitamento materno exclusivo; melhora no estado nutricional das crianças menores de dois anos de idade, quando comparado com período anterior ao aconselhamento; e satisfação materna quanto às orientações recebidas.

Ainda na Figura 1, ressalta-se o melhor desempenho das enfermeiras na ilustração 3 do álbum, a qual aborda a temática de higienização dos alimentos. Acredita-se que o sucesso nessa ilustração se deva à facilidade de apresentar o conteúdo, que é mais familiar do que os demais, sendo as mães frequentemente orientadas pelas enfermeiras nas consultas de puericultura acerca de importância da higienização dos alimentos(24).

Referindo-se também à classificação de desempenho, observa-se que quase todos os itens do instrumento de avaliação de comportamento foram realizados pelas enfermeiras durante a aplicação do álbum seriado com as mães de crianças na primeira infância.

Destacaram-se os itens "Faz os questionamentos propostos pelo roteiro de demonstração, favorecendo a discussão" e "Incentiva a participação dos indivíduos", que reportam diretamente à pedagogia libertadora de Paulo Freire.

A educação dialógica e problematizadora confirma sua relevância e efetividade em outro estudo, que identificou que a educação alimentar e nutricional de idosos pautada na educação problematizadora permitiu a abordagem de temas relevantes e interessantes aos participantes, tendo em vista que a maioria foi sugerida por eles próprios, evidenciando transformações em seus comportamentos alimentares(25).

Quanto aos itens não atendidos pela maioria das enfermeiras, destaca-se o item "Realiza as devidas explicações sobre as temáticas utilizando linguagem clara e compreensível", na ilustração 2, na qual deveriam ser apresentadas as características dos alimentos regionais. Segundo as juízas, algumas enfermeiras abordaram esse item já na aplicação da ilustração 1 do álbum.

É oportuno esclarecer que a técnica de ensino utilizada pelas enfermeiras na apresentação do álbum seriado foi a "discussão em grupo". Essa técnica requer menor organização na apresentação do conteúdo do que palestras e seminários, contudo, o professor deve agir como facilitador para manter o foco da discussão e conduzi-la na direção pretendida(26).

Desse modo, embora os alimentos regionais estejam ilustrados em todo o álbum seriado, deve-se levar em consideração que o material Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar traz uma história com uma sequência lógica que deve ser facilitada pelo educador, mas contada pelos educandos. Portanto, a abordagem dessas temáticas simultaneamente poderia dificultar a compreensão dos conceitos pelos educandos, comprometendo o resultado da atividade educativa.

Com relação à aptidão das enfermeiras para utilizarem o álbum seriado (Tabela 1), constatou-se que, das oito participantes, sete (87,5%) foram consideradas aptas pela maioria das juízas; sendo apenas a enfermeira 5 classificada por todas as juízas como não apta para uso do álbum.

Estar "apta" significa que a enfermeira adquiriu habilidade para utilizar o álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar seguindo a metodologia da comunicação dialógica proposta, assim como pressupõe aquisição de conhecimento suficiente para desenvolver de forma eficaz as atividades educativas com as mães de crianças na primeira infância.

Estudos realizados em outros países confirmam nossos achados, evidenciando que os programas de treinamento melhoram as habilidades de comunicação e empatia dos enfermeiros com os pacientes e familiares(7-8).

Em se tratando da melhora do conhecimento após treinamentos de enfermeiros, diversas pesquisas apontam aumento no conhecimento sobre práticas clínicas em hospitais psiquiátricos(27),hipertensão arterial(4) e sobre prevenção e tratamento de úlceras por pressão(6), sendo esse aumento alcançado por menos de 100% dos participantes. Isso corrobora nossos resultados, pois 87,5% das enfermeiras foram consideradas aptas.

Por conseguinte, entende-se que os treinamentos são indispensáveis para garantir a qualidade dos serviços em saúde, à medida que são capazes de melhorar o desempenho e o conhecimento dos profissionais. Assim, faz-se premente a continuidade de capacitações, a fim de tornar aptos todos aqueles que atuam na educação alimentar das crianças.

Limitações do estudo

Embora se reconheça sua relevância, o estudo apresentou como limitações o reduzido tamanho amostral, a restrição a uma única região, assim como a realização de apenas dois níveis de avaliação em treinamento e desenvolvimento (reação e comportamento). Recomenda-se, assim, que sejam desenvolvidas posteriormente as avaliações de aprendizagem e resultados, para que se possa finalmente avaliar a consistência do treinamento como um todo, devendo ser considerados os quatro tipos de avaliação.

Contribuições para a área da enfermagem, saúde ou política pública

A partir da oficina de treinamento, as enfermeiras poderão realizar atividades educativas voltadas para a promoção da alimentação infantil saudável, utilizando uma tecnologia educativa válida.

Além disso, espera-se que a proposta de treinamento apresentada, composta por atividades de demonstração, simulação, degustação de receitas culinárias e atividades educativas, sirva como modelo para elaboração de outras oficinas de treinamento, permitindo que se façam outras avaliações acerca da sua proposta, aceitação, exequibilidade e eficácia.

CONCLUSÃO

A avaliação de reação das enfermeiras evidenciou satisfação com o treinamento realizado, bem como a avaliação de comportamento demonstrou que o treinamento favoreceu o desenvolvimento de habilidades e atitudes das enfermeiras para a utilização do álbum seriado Alimentos regionais promovendo a segurança alimentar, tendo como referência a comunicação dialógica. A maioria das participantes alcançou desempenho dentro do esperado nas ilustrações, sendo mais de 75% delas consideradas aptas.

FOMENTO

Esta pesquisa foi apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

REFERÊNCIAS

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Recebido: 26 de Julho de 2017; Aceito: 15 de Maio de 2018

Autor Correspondente: Ádria Marcela Vieira Ferreira E-mail: adriamarcela@hotmail.com

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