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Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

versão impressa ISSN 0004-2730

Arq Bras Endocrinol Metab v.44 n.1 São Paulo fev. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302000000100012 

artigo original


Associação Entre Polimorfismo Gln27Glu do Receptor b2-Adrenérgico e Hipertensão Arterial Sistêmica em Obesos Mórbidos

 

Sandra M. Villares
Marcio C. Mancini
Sérgio Gomez
Ana M. Charf
Eliana Frazzatto
Alfredo Halpern

Grupo de Obesidade e Doenças
Metabólicas do Serviço de
Endocrinologia e Metabologia do
Hospital das Clínicas e Disciplina de
Endocrinologia e Metabologia da
Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo, SP.

 

 

RESUMO

Há alguns relatos na literatura sugerindo associação entre polimorfismos do receptor b2-adrenérgico com obesidade e outros com hipertensão arterial. O objetivo do nosso estudo foi estudar a freqüência de um polimorfismo do receptor b2 adrenérgico (Gln27Glu) em pacientes obesos (BMI 48 ± 8,2kg/m2) e relacioná-lo com hipertensão arterial, e níveis de triglicérides, colesterol, insulina e glicose no sangue. Encontramos associação deste polimorfismo em obesos com hipertensão arterial.(Arq Bras Endocrinol Metab 2000;44/1: 72-80)

Unitermos: Obesidade; Hipertensão arterial; Receptor b-adrenérgico

 

ABSTRACT

b2-adrenergic receptors (b2AR) are membrane-bound receptors, which upon binding the endogenous cathecolamines epinephrine and nore-pinephrine signal to the interior of cells via stimulatory guanine nucleotide-binding protein Gs. The sympathetic nervous system activation stimulates energy mobilization and utilization in the adipose tissue that is a favored target for high-energy substrate storage, mobilization and utilization. Adrenergic responsiveness may be altered in obesity and could be an important factor in the pathogenesis and maintenance of obesity state. In the hypertensive state there is physiological and biochemical evidence that b-adrenergic responsiveness is diminished in the face of increased sympathetic tone. Recently, several different polymorphic forms of the human b2AR have been identified in general population, including N-terminal substitutions of glutamine (Gln) for glutamic acid (Glu) at position 27. The aim of this study was to investigate the potential interaction between the b2AR (Gln27Glu) polymorphism and obesity accumulation and hypertension in morbidly obese subjects. The Ita I genotypes of b2AR were established using RFLP methods in 135 individuals with BMI 48 ± 8.02kg/m2. The frequency of Gln/Glu was 31.9% and in the homozygous Glu/Glu was 12.6%. No association was found between BMI, weight gain during the past years and the Ita I genotypes and neither was associated with levels of triglycerides, cholesterol, insulin and glucose. Positive association was found between blood pressure (systolic and diastolic) and presence of polymorphism. The results indicate at the first time that presence of polymorphism 27Glu may provide a mechanism for enhanced vascular reactivity and identify a candidate gene for hypertension in this obesity group. (Arq Bras Endocrinol Metab 2000;44/1: 72-80)

Keywords: Obesity; Arterial hypertension; b-Adrenergic receptor

 

 

OBESIDADE É UMA DOENÇA DE PREVALÊNCIA elevada e crescente, tanto em países desenvolvidos (1-3), como em nosso meio (4).

Na última década, a comunidade científica tem procurado estabelecer o papel da genética na etiologia da obesidade humana e de outras doenças complexas que têm componentes ambientais, comportamentais e genéticos. Estuda-se em que extensão os genes herdados têm influência no risco dessa doença, e como a interação entre os fatores genéticos e os fatores ambientais contribui para o desenvolvimento da doença. Os fatores genéticos podem ser atenuados ou exacerbados por fatores não genéticos, sendo, portanto, o fenótipo obeso, um traço multifatorial estabelecido por uma somatória desses efeitos.

As evidências mais convincentes da transmissão genética da obesidade humana originam-se dos estudos de gêmeos, que distinguem-se pelo fato de o componente ambiental e doméstico ser controlado desde a vida intra-uterina. Nos vários estudos publicados, os quoeficientes de hereditariedade (qh) têm variado de 0,4 a 0,98 (5-12). Os estudos de famílias comparam a concordância de um fenótipo entre indivíduos aparentados e não aparentados. Há quatro grandes estudos nesta categoria (13-16), com um quoeficiente de correlação com diferentes medidas de adiposidade corporal entre irmãos de aproximadamente 0,3 e pouco menor entre pais e filhos (15). Porém, analisados individualmente, encontramos resultados bastante variáveis entre a transmissão genética do índice de massa corpórea e outras medidas de massa adiposa: nenhuma transmissão genética no Framingham Heart Study (13), qh de 0,05 no Canadian Fitness Study (14), qh de 0,25 no Quebec Family Study (15) (significante) e qh de 0,40 no Norwegian Family Study (16) (significante). Os estudos de adoção comparam a concordância do fenótipo entre o adotado e os pais biológicos versus entre o adotado e os pais adotivos (15,17-19), com quoeficiente de hereditariedade calculado significante de 0,34 (20). Estudos de linkage valem-se de modelos matemáticos para estimar a transmissão de uma determinada região gênica ligada à herança de um fenótipo específico, utilizando dados familiares de várias gerações (21-26). É provável que vários genes interajam, exercendo em conjunto efeitos importantes em determinadas famílias. Nos estudos de associação, a freqüência de um determinado polimorfismo do DNA é comparada com o fenótipo estudado. Existem inúmeros estudos de associação e linkage com resultados positivos com genes candidatos (por exemplo, gene da 3-b hidroxi-esteróide desidrogenase (27), gene da proteína desacopladora mitocondrial (28)), revisados recentemente (49).

Entre os modificadores ambientais, destacam-se os fatores demográficos (como idade (29,30), sexo (31), etnia (32)), os fatores sócio-culturais (como nível educacional (33), nível sócio-econômico (32), estado civil), os fatores biológicos (como paridade (34), climatério (35,36)) e os fatores comportamentais (como nutrição (37,38), estado psicológico (39), tabagismo (40), consumo de álcool (41), atividade física (42,43)).

A obesidade monogênica humana é bastante rara (por exemplo, deficiência de leptina (44) e inativação do seu receptor (45), síndromes genéticas com manifestações dismórficas associadas como síndrome de Bardet-Biedl (46), síndrome de Prader-Willi (47), síndrome de Alstrom-Hallgren (48).

Variações genéticas podem potencialmente favorecer o desenvolvimento da obesidade afetando possíveis mecanismos homeostáticos (49,50). Dos genes que regulam a taxa metabólica basal, os genes envolvidos na modulação da função catecolaminérgica, e particularmente os genes dos receptores b-adrenérgicos ganharam recentemente considerável atenção, pois apresentam papel central no gasto energético (56). Comparando os indivíduos obesos com os de peso normal, há evidências crescentes que nos obesos estes mecanismos adaptativos do SNS poderiam estar alterados. Poder-se-ia especular que alterações nos receptores adrenérgicos poderiam diminuir a atividade simpática, e consequentemente alterar a lipólise (56).

As catecolaminas iniciam sua ação pela ocupação do adrenorreceptor na superfície da célula adiposa. O adipócito humano possui cinco subtipos de receptores adrenérgicos identificados: trêsb-adrenérgicos (b1, b2 e b3) (51,52) e dois a-adrenérgicos (a1 e a2) (53). Os receptores b-adrenérgicos estimulam a lipólise e os a2-adrenérgicos inibem a lipólise (54-56). Estes receptores são membros das super-famílias de receptores com sete domínios transmembranários, três alças intracelulares, três extracelulares, uma porção extracelular N-terminal e uma porção intracelular C-terminal, e são acoplados às proteínas GTP-dependentes (proteínas Gs ou Gi), que estimulam ou inibem a adenil ciclase. A adenil ciclase controla a concentração de adenosina 3',5' monofosfato cíclico (AMPc) que, por sua vez, controla a atividade da lipase hormônio sensível (57) e estimula a lipólise. No indivíduo obeso, qualquer modificação que ocorra na cascata da lipólise pode resultar em alteração da atividade lipolítica e diminuição da lipólise (56), e ter como conseqüência uma oxidação deficiente dos triglicérides.

Os receptores adrenérgicos b1 e b2 apresentam respostas lipolíticas maiores quando comparados com os receptores b3-adrenérgicos em adipócitos brancos humanos (52). Defeitos no gene do receptor b3-adrenérgico podem levar a resistência a insulina, diabetes mellitus, hipertensão arterial, tendência a taxa metabólica basal baixa e obesidade (58-63). Embora presença de polimorfismo do gene do receptor b3-adrenérgico Trp64Arg esteja bem documentada, alguns autores demonstram influência nas características fenotípicas (58,59,61,62) e outros não (60,63,64). Além disso, estudos funcionais com cultura de adipócitos humanos não demonstraram influência significante da presença do polimorfismo (65,66).

Foram descritos nove polimorfismos do gene do receptor b2-adrenérgico humano, dos quais dois são mais freqüentes (67) e localizam-se na porção N-terminal do receptor (Figura 1) (69): b2-AR-16, onde há substituição de arginina (Arg16) por glicina (Gly16) e b2-AR-27, onde há substituição de glutamina (Gln27) por ácido glutâmico (Glu27), levando a alteração substancial da função do receptor (68-70).

 

 

Polimorfismos do receptor b2-adrenérgico humano foram estudados em pacientes asmáticos, uma vez que poderiam ser determinantes genéticos de responsividade a tratamento com drogas b2-agonistas. Quando comparados com homozigotos para Gly16, os homozigotos para Arg16 apresentavam responsividade 5,3 vezes maior e heterozigotos para b2-AR-16 apresentavam responsividade 2,3 vezes maior a albuterol, respectivamente. Não foi encontrada associação entre o polimorfismo b2-AR-27 e resposta a albuterol (71). Muito embora nenhuma dessas mutações fosse mais prevalente em asmáticos em relação a pacientes controle, a variante Gly16 aparentemente está associada com formas mais graves de asma (72) e com asma noturna (73).

Recentemente, o grupo de Peter Arner (74) investigou a freqüência dessas mutações em 58 mulheres não obesas e 82 mulheres obesas, usando como ponto de corte o índice de massa corpórea de 27kg/m2. O polimorfismo Gln27Glu apresentou uma forte associação com obesidade (p = 0,003); 24% das obesas eram portadores da forma homozigota de Glu27 contra apenas 3% das mulheres não obesas (risco relativo ~7; odds ratio = 10,4). As mulheres homozigotas para Glu27 tinham uma massa adiposa 20kg maior que o grupo controle e adipócitos maiores. Os heterozigotos não apresentaram associação com obesidade estatisticamente significante, tampouco os portadores do polimorfismo Arg16Gly. Os achados sugerem que a variabilidade genética do receptor b2-adrenérgico pode ser importante para o desenvolvimento de obesidade em mulheres.

O sistema nervoso simpático exerce influência sobre o débito cardíaco, o tônus vascular, a reabsorção renal de sódio e a liberação de renina, podendo estar implicado na responsividade vascular e consequentemente na hipertensão arterial sistêmica (75). Polimorfismos genéticos que alterem a resposta agonista de receptores a-adrenérgicos, levando a vasoconstrição ou atenuem a vasodilatação mediada pelos receptores b2-adrenérgicos, podem levar a aumento da resistência periférica total e ser um fator importante na patogênese e manutenção da hipertensão arterial. Foi recentemente documentada a associação de uma variante do receptor b2-adrenérgico com hipertensão em indivíduos de origem africana do Caribe (76).

Além disso, genotipagem do locus do receptor b2-adrenérgico através de enzimas de restrição disponíveis comercialmente mostrou associação com hipertensão essencial (77) e estudos de linkage conduzidos pelo mesmo grupo sugeriram que a sensibilidade sistólica e diastólica a sódio e a pressão arterial de base estão ligadas ao locus do receptor b2-adrenérgico (78).

O objetivo do estudo foi determinar qual a influência da presença do polimorfismo Glu27 em diversos aspectos fenotípicos da obesidade em pacientes de ambos os sexos portadores de obesidade mórbida (índice de massa corpórea ³ 40kg/m2).

 

MATERIAL E MÉTODOS

Pacientes

O grupo de estudo foi constituído por 136 pacientes obesos mórbidos na faixa etária de 15 a 68 anos, em acompanhamento no Ambulatório do Grupo de Obesidade e Doenças Metabólicas do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), não aparentados. Os pacientes foram previamente genotipados e classificados em portadores e não portadores do polimorfismos.

Foram avaliadas as seguintes medidas antropométricas: altura, peso, circunferência abdominal, circunferência do quadril, e calculados o índice de massa corpórea (IMC, definido como o peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros) e a relação entre a circunferência abdominal e a do quadril (relação cintura-quadril, RCQ). Foi cateterizada veia antecubital para coleta de sangue venoso para determinações de DNA, glicose, insulina, hemoglobina glicosilada e lípides (colesterol total, HDL, LDL, VLDL e triglicérides), realizados no laboratório de rotina do HC-FMUSP. Os pacientes foram informados detalhadamente sobre o estudo.

Avaliação da Pressão Arterial

A pressão arterial (PA) foi aferida pelo mesmo observador experiente, empregando o método auscultatório e em esfigmomanômetro de coluna de mercúrio. A medida foi realizada três vezes após 5 minutos de repouso na posição sentada. O nível pressórico foi calculado pela média das 3 medidas realizadas. Os casos que apresentaram valores médios de pressão arterial sistólica maiores que 140mmHg e diastólica maiores que 90mmHg, foram classificados como hipertensos.

Avaliação do Peso Corporal

O peso corporal foi aferido em três ocasiões em uma balança Filizola, com os pacientes trajando roupas leves e sem sapatos. A média das três medidas foi considerada o peso dos mesmos.

Análise de Polimorfismos (Restriction Fragment Length Polymorphism - RFLP)

I. Extração do DNA

Para a extração do DNA, o sangue foi coletado em tubos contendo EDTA (10mL). O DNA total foi extraído pela técnica de extração sal-clorofórmio a partir de leucócitos de sangue periférico. A quantificação do DNA foi analisada pelo espectofotômetro (1,0 unidade DO260 = 50mg/ml). As amplificações dos segmentos do gene do receptor b2-adrenérgico foram realizadas pelo termociclador Perkin-Elmes.

//. Amplificação por PCR do segmento de DNA contendo o codon 27 do receptor b2-odrenérgico

Os segmentos amplificados contendo o codon 27 do receptor b2-adrenérgico foram realizados em volume de 26ml contendo 200mg de DNA, 100mM de desoxinucleotídeos (DNTP), tampão 10% (100mM Tris-HC1; 15mM MgCl2; 500mM KC1; pH 8,3), 10% DMSO, 20pmol de cada "primer", e 1 unidade de Taq DNA polimerase.

O primer senso foi 5'-GGCCCATGACCA-GATCAGCA-3' e o primer reverso foi 5'-GAATGAG-GCTTCCAGGCGTC-3'. A PCR foi iniciada com desnaturação a 94°C por 4 minutos, seguido por 30 ciclos de desnaturação (94°C, 1 minuto), hibridação (63°C, 1 minuto), e extensão (72°C, 1 minuto), com uma extensão final a 72°C por 10 minutos. O produto de PCR apresentou 353pb. O produto amplificado foi digerido a 37°C por 1 hora com 0.4 U de FTN4. O produto de digestão foi visualizado em gel de ultra-puro agarose a 2% com tampão tris-acetate EDTA (40mM tris-acetate, 2mM EDTA) e visualizado em transiluminador ultravioleta após coloração com brometo de etídio. Os fragmentos de produtos de digestão dos tamanhos: 27, 55, 97, e 174pb nos homozigotos Gln27; 27, 55, 97, 174, e 229pb no heterozigoto Gln27Glu27 e 27, 97,e 229pb no homozigoto Glu27.

O kit de extração de DNA foi adquirido da Gibco, a enzima Taq DNA polimerase foi adquirida da Pharmacia-Upjohn (Uppsala, Suécia) e a agarose ultra-pura da BIO-RAD (Hercules, EUA). As enzimas de restrição BFTN4 foi adquirida da New England Biolabs Inc. (Beverly, EUA) e agarose Meta-Phor da FMC Bioproducts (Roekland, EUA).

 

RESULTADOS

Entre os 132 pacientes obesos mórbidos estudados, 59 apresentaram polimorfismo do receptor b-adrenérgico, tanto na forma heterozigota (Gln27Gly, n = 42) como na forma homozigota (Glu27, n = 17) (Figura 2). Embora o peso atual dos pacientes sem polimorfismo seja maior que o dos pacientes portadores do polimorfismo (130 ± 27kg vs. 121 ± 25kg, p = 0,07), a altura apresentou-se menor no grupo com polimorfismo (158 ± 0,1cm vs. 168 ± 0,1cm, p = 0,003). O índice de massa corpórea (IMC) não apresentou diferença significante (48 ± 8, 52 ± 8kg/m2, p = 0,74). A pressão arterial sistólica apresentou correlação com o grupo portador de polimorfismo (145 ± 19 e 133 ± 22mmHg, p = 0,007), bem como a pressão diastólica (92 ± 10 e 86 ± 12mmHg, p = 0,02) (Tabela 1).

 

 

Não houve diferença significante quanto à presença de polimorfismo em relação a raça (p = 0,86). A presença de polimorfismo foi semelhante em homens e mulheres (p = 0,105). Houve associação entre o nível de pressão sistólico e diastólico em pacientes portadores de polimorfismo (Tabela 2).

 

 

Os pacientes com obesidade mórbida apresentam níveis elevados de insulina, glicose e colesterol, sem diferença significante entre portadores e não portadores do polimorfismo.

Há associação de hipertensão e polimorfismo b2-AR-27 (p = 0,0001). As pessoas que apresentam polimorfismo do receptor b2-adrenérgico possuem um risco 4,7 vezes (1,2-2,7, p = 0,0019) maior de serem hipertensos do que os que não apresentam.

 

DISCUSSÃO

O desenvolvimento de obesidade, assim como de hipertensão arterial, envolve interações complexas que sofrem influências ambientais e genéticas, tornando a pesquisa de genes mais difícil. A pesquisa de genes pode ser facilitada pela investigação de fenótipos relacionados a hipertensão que podem levar à identificação de uma população relativamente homogênea genética e patofisiologicamente. Nós estudamos o genótipo do receptor b2-adrenérgico no fenótipo obesidade mórbida.

A associação entre hipertensão e obesidade está extensamente documentada. Estudos cruzados seccionais demonstram que indivíduos obesos têm um risco maior de hipertensão arterial que indivíduos magros (79). Um estudo realizado na população da cidade de Bergen, na Noruega, demonstrou que 10kg de aumento no peso corpóreo associa-se com uma elevação de 3 e 2mmHg na pressão sistólica e diastólica, respectivamente (80), elevação confirmada no estudo de Tecumseh (81). O Segundo Exame de Levantamento da Saúde Nacional (NHANES II), um estudo conduzido de 1976 a 1980 em uma amostra representativa da população norte-americana, documentou que a prevalência de hipertensão entre adultos com peso excessivo pode ser 2,9 vezes maior que a de adultos de peso normal (82). O risco de hipertensão em obesos na faixa etária de 20 a 44 anos é 5,6 vezes maior que em pessoas de 45 a 74 anos (83). Nas sociedades ocidentais, cerca de um terço dos casos de hipertensão são causados pela obesidade, e em homens abaixo de 45 anos, cerca de 60% dos casos (84). No estudo prospective longitudinal de residentes de Framingham, notou-se associação entre aumento de peso e elevação da pressão arterial. Em homens, para cada aumento de 10% no peso, houve uma elevação da pressão arterial de 6,5mmHg. Ganhos de peso da ordem de 15% causaram 18% de elevação da pressão arterial sistólica. Elevações do peso em 20% associaram-se a um aumento da incidência de hipertensão 8 vezes maior (85,86). Os receptores b2-adrenérgicos são implicados na hipertensão em estudos que sugerem um relaxamento vascular deficiente b-mediado (87).

Nossos resultados demonstram associação do polimorfismo Ghi27Glu a hipertensão arterial em pacientes com obesidade mórbida, especula-se que a presença do polimorfismo possa alteram o relaxamento vascular e possa contribuir a para a instalação da hipertensão em pacientes obesos.

 

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Endereço para correspondência:
Sandra Mara Ferreira Villares
Rua Pedro Pomponazzi, 487 - apto 91
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