SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.48 issue4Antithyroglobulin antibodies in patients with differentiated thyroid carcinoma: methods of detection, interference with serum thyroglobulin measurement and clinical significanceDiabetic pregnancy: outpatient follow-up in a Brazilian University Hospital author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

Share


Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

Print version ISSN 0004-2730

Arq Bras Endocrinol Metab vol.48 no.4 São Paulo Aug. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302004000400009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Estudo longitudinal do eixo hipófise-tireóide durante a gravidez

 

Longitudinal study of pituitary-thyroid axis in pregnancy

 

 

Lino Sieiro Netto; Cláudia Medina Coeli; Eduardo Micmacher; Sheila da Costa Mamede; Luiz Otávio Nazar; Eunice Kássia Correa; Mirella Arrastia; Daudt Galvão; Alexandru Buescu; Mário Vaisman

Serviços de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/HUCFF) e Clínica Médica e Pré-Natal do Hospital Geral de Nova Iguaçu (UNIG), Nova Iguaçu, RJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A tireóide sofre importantes modificações durante a gravidez. Visando mostrar as modificações no eixo hipófise-tireóide ao longo deste período, estudamos a função tireoidiana de 587 mulheres, com dosagens de TSH, T4 livre, anti-TPO, bhCG no 1º. trimestre e TSH, T4 livre e anti-TPO no 2º. e 3º. trimestres. Observamos aumento progressivo do TSH no 2º. (média: 2,14mU/L) e 3º. (média: 2,76mU/L) trimestres, em relação ao 1º. (média: 1,39mU/L). No grupo com TSH abaixo do valor de referência (0,4mU/L) no 1º. trimestre, a média de bhCG foi de 129.200UI/L, enquanto no grupo que apresentou níveis normais de TSH, a média foi de 34.200UI/L. Observamos, também, uma ligeira diminuição do T4 livre no 2º. e 3º. trimestres em relação ao 1º. (médias: 1º: 1,15; 2º: 0,99; 3º: 0,94ng/dl). A presença de anti-TPO positivo ocorreu em 13,9% das mulheres. Não foram observadas alterações significativas nos valores médios de TSH e T4 livres naquelas com ou sem auto-imunidade. Entretanto, proporções significativamente maiores de gestantes apresentaram valores hormonais fora da faixa da normalidade em todos os trimestres da gestação. Concluímos que a função tireoidiana é afetada pela gravidez, com tendência ao declínio durante seu progresso, sendo este fenômeno mais marcante no grupo de gestantes anti-TPO positivas.

Descritores: Gravidez; Eixo hipófise-tireóide; Função tireoidiana; Auto-imunidade


ABSTRACT

The thyroid undergoes important changes during pregnancy. In order to evaluate changes of the hypophyseal-thyroid axis during this period we studied the thyroid function in 587 pregnants by determining serum TSH, free T4, TPO antibodies and bhCG in the 1st trimester and serum TSH, free T4 and TPOAb in to 2nd and 3rd. We observed a progressive rise in average serum TSH in the 2nd (2.14mU/L) and 3rd (2.96mU/L) trimesters when compared to the 1st (1.39mU/L). Serum TSH values in the 1st trimester were inversely correlated with bhCG levels in as much as TSH levels below 0.4mU/L corresponded to average bhCG levels of 129,000UI/L whereas these were 34,200UI/L in the normal TSH group. A slight decrease in free T4 levels was also observed in the 2nd and 3rd trimesters (averages 1st: 1.15; 2nd: 0.99; 3rd: 0.94ng/dl). Thyroid autoimmunity defined as positive TPOAb occurred in 13.9% of our patients during pregnancy. No significant differences in TSH and free T4 medium values were found between patients with positive TPOAb and those without. However, a significantly higher proportion of pregnants had abnormal hormonal values throughout the trimesters. We conclude that thyroid function is affected by pregnancy with a tendency for decline as it progresses, a feature more easily observed in positive TPOAb group.

Keywords: Pregnancy; Hypophyseal-thyroid axis; Thyroid function; Autoimmunity


 

 

DURANTE A GRAVIDEZ, ocorrem mudanças importantes na economia tireoideana. A alteração mais marcante no primeiro trimestre é a possível supressão do hormônio tireoestimulante (TSH), corresponde ao pico de gonadotrofina coriônica humana (bhCG), entre a 9ª e a 13ª semana de gestação (1,2). Esse hormônio, secretado pela placenta, possui molécula homóloga ao TSH, na sua sub-unidade alfa, agindo, assim, como agonista (3). Esta ação é transitória e não requer tratamento específico. Durante o primeiro trimestre, estendendo-se até o termo, ocorre um aumento na produção da globulina carreadora de tiroxina (TBG), devido ao estímulo estrogênico. Isso, por conseqüência, leva a um aumento da triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4) totais, sem interferência nas suas frações livres (4).

A terceira série de eventos ocorre ao longo da gestação, mais notadamente no segundo trimestre. Três enzimas catalizam a deiodação dos hormônios tireoidianos nos tecidos. A atividade da monodeiodase tipo I (MID I), que converte T4 em T3, provavelmente não é alterada durante a gravidez. A monodeoiodase tipo II (MID II), que também converte T4 em T3, é expressa na placenta e sua atividade representa o mecanismo regulatório para a manutenção da produção local de T3, quando as concentrações maternas de T4 são diminuídas. A placenta também produz grandes quantidades da monodeiodase tipo III (MIDIII), que converte T4 em T3 reverso (5).

Para um funcionamento adequado da glândula, se faz necessária uma ingesta de iodo suficiente, que na gravidez é recomendado ser de 200mg/dia, enquanto na não-grávida este valor fica em torno de 150mg/dia. Em regiões onde há baixa oferta de iodo e a ingestão de iodo é deficiente, patologias como o bócio endêmico são mais prevalentes, e recomenda-se a suplementação do íon (6,7).

A presença de auto-imunidade aumenta a possibilidade de disfunções tireoidianas na gravidez, em especial o hipotireoidismo, além de haver um maior risco de abortamento nestas pacientes (8).

O objetivo deste estudo é avaliar a evolução da função tireoidiana em uma população de gestantes residentes em área geográfica com oferta adequada de iodo. Adicionalmente, pretendemos avaliar se a presença de auto-imunidade tiroidiana exerce influência sobre a função tireoidiana ao longo da gestação.

 

PACIENTES E MÉTODOS

Desenho de estudo

Estudo de coorte concorrente, tendo como base populacional as gestantes atendidas no Hospital Geral de Nova Iguaçu (Nova Iguaçu, RJ) no período compreendido entre março de 2000 e junho de 2002. A população de estudo é formada por 587 gestantes que foram submetidas a determinações de TSH, T4 livre, anticorpo antiperoxidase tireoidiana (anti-TPO) ao final de cada trimestre de gestação e de gonadotrofina coriônica humana fração beta (bhCG) ao final do primeiro trimestre. As gestantes responderam a um questionário com informações sobre passado de doença tireoideana, história familiar e sintomas relacionados, sendo examinadas principalmente com o objetivo de pesquisarmos presença de bócio e/ou nódulo tireoideano. Foi realizado um inquérito alimentar em 60 gestantes, objetivando averiguar o conteúdo de iodo na alimentação. Todas assinaram termo concordando com a pesquisa e os resultados ficaram à disposição daquelas que os solicitaram.

Metodologia das dosagens laboratoriais

O TSH e T4 livre foram dosados pelo método de quimioluminescência, sendo os valores de referência, respectivamente, de 0,4 a 3,8mU/l e de 0,8 a 2,0ng/dl. A gonadotrofina coriônica humana fração beta (bHCG) foi dosada pelo método de ELISA (IMMULITE – DPC) e seus valores de normalidade variaram de 442,0 a 200.000UI/L entre a 5ª e a 12ª semanas de gestação. O anticorpo antiperoxidase tireoideana (anti-TPO) foi dosado pelo método ELISA (kit-DPC), sendo considerado como positivo qualquer valor acima de 40U/L.

Análise de dados

As análises foram realizadas empregando-se o programa Strata 7.0. Os resultados foram apresentados através dos valores de média, desvio padrão, mediana e demais quartis das distribuições das variáveis contínuas, enquanto que as variáveis categoriais foram apresentadas como proporções, e seus respectivos intervalos de confiança de 95% calculados pelo método exato. A significância estatística da diferença das médias de bHCG no primeiro trimestre do grupo de gestantes com TSH suprimido em relação às demais gestantes foi avaliada através da prova estatística de Mann-Whitney. A correlação entre os valores de TSH e bHCG no primeiro trimestre de gestação foi medida através do coeficiente de correlação de Spearman (rs).

A evolução longitudinal dos valores de TSH e T4 livre ao longo dos trimestres de gestação foi avaliada através do teste de Friedman. Comparações post hoc entre trimestres adjacentes foram realizadas através do teste de Wilcoxon com correção de Bonferroni.

Para comparação entre os grupos anti-TPO positivo e negativo com relação às proporções de gestantes classificadas segundo os valores de referência de TSH (suprimido, normal, elevado) e T4 livre (baixo, normal, elevado), empregou-se o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher, quando indicado.

 

RESULTADOS

Ao longo dos trimestres de gestação, observou-se o crescimento significativo dos valores médios de TSH, tanto globalmente (p < 0,001) como entre os trimestres adjacentes (p < 0,001; primeiro vs. segundo e segundo vs. terceiro) (tabela 1, figura 1).

 

 

 

 

Já com relação ao T4 livre, foi verificado padrão oposto com diminuição significativa dos valores médios, tanto globalmente (p < 0,001) como entre trimestres adjacentes (p < 0,001; primeiro vs. segundo e segundo vs. terceiro) (tabela 1, figura 2).

 

 

Setenta e três gestantes (12,5%; IC 95%, 9,9% - 15,4%) apresentaram valores de TSH inferiores a 0,4mU/l no primeiro trimestre da gestação. Este grupo apresentou valor de mediana (intervalo interquartil) de bhCG igual a 129200IU/L (88090 - 177340), que foi significativamente maior do que o valor observado para o grupo com TSH normal (mediana, intervalo interquartil: 34300UI/L; 12860 - 66610) (p< 0,001).

Adicionalmente, verificou-se uma correlação negativa e significativa entre os níveis de TSH e de bHCG no primeiro trimestre de gestação (rs = -0,35; p < 0,001) (figura 3).

 

 

Dezessete gestantes não apresentavam informação sobre o valor de anti-TPO. Entre as 570 restantes, observou-se que 79 (13,9%, IC 95%, 11,1% a 17,0%) apresentavam anti-TPO positivo em ao menos uma das avaliações realizadas. Não foram observadas diferenças significativas nos valores médios de TSH e T4 livre no grupo de gestantes anti-TPO positivo em relação ao grupo negativo em todos os trimestres avaliados (tabela 1). Entretanto, no grupo com anti-TPO positivo, observou-se proporções significativamente maiores de gestantes com valores fora da faixa de normalidade, tanto para TSH como para T4 livre, em todos os trimestres de gestação (tabelas 2 e 3). Em ambos os grupos, observou-se uma tendência de crescimento das gestantes com TSH elevado e T4 livre baixo ao longo dos trimestres de gestação.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

O estudo aqui apresentado foi realizado em uma população de grávidas de um hospital público do Estado do Rio de Janeiro. Apesar de não termos dosagens de iodo urinário, solicitamos a duas nutricionistas um inquérito alimentar detalhado das gestantes (foram selecionadas 60), que mostrou haver suficiência nesta ingestão, ou seja, >200mg/dia de iodo em 100%.

A prevalência de TSH suprimido (abaixo de 0,4mU/L) no primeiro trimestre foi de 12,5%. Como outros autores mostraram (4,9), é necessário analisar a influência da gonadotrofina coriônica, devido à sua homologia com a sub-unidade alfa do TSH, funcionando como estimulador da glândula. Nossos valores médios de bhCG nas gestantes com TSH suprimido foram significativamente maiores que nas com TSH normal (129200 vs. 34200), além de ser observada uma correlação negativa e significativa entre os dois hormônios. A propriedade tireotrófica da gonadotrofina coriônica foi recentemente relatada em um caso de hiperplacentose (aumento de volume da placenta com títulos muito altos de bhCG em uma gravidez normal), que foi associado a hipertireoidismo e que foi resolvido com a histerectomia pós-parto (10). Em geral, há normalização dos valores de TSH já no início do segundo trimestre, mantendo-se até o termo.

Coincidindo com a diminuição do TSH e ainda influenciado pela gonadotrofina coriônica, há uma maior média nos valores de T4 livre no primeiro trimestre em relação ao segundo e terceiro, porém, na maioria dos casos, esses se mantém dentro da normalidade durante a gestação. Isso foi evidenciado em trabalho publicado por Ye (2) e Stockigt (11). Em gestantes com T4 livre aumentado em qualquer fase da gestação, é mandatório descartar doença de Graves com dosagem de anticorpo antirreceptor de TSH (TRAb). Por outro lado, uma dosagem de T4 livre abaixo do nível normal durante o primeiro trimestre deverá ser prontamente corrigida, uma vez que a ontogênese tireoideana fetal se inicia entre 10 e 12 semanas de gestação e a tiroxina só é secretada após a 18ª e 20ª (12). Níveis maternos subnormais deste hormônio em qualquer fase da gestação podem comprometer o desenvolvimento psicomotor da criança, o que foi visto em trabalhos recentes aos 10 meses (13) e aos 7 anos (14).

Após o primeiro trimestre, o TSH tende a se elevar, entretanto, mantendo-se dentro da faixa de normalidade. Porém, quando há concomitantemente auto-imunidade e/ou insuficiência na ingesta de iodo, a probabilidade de evolução para o hipotireoidismo cresce muito (15). Em nosso estudo, observamos o número de gestantes apresentando níveis de TSH elevados ao longo dos trimestres de gestação, sendo este fenômeno mais marcante no grupo de gestantes anti-TPO positivas.

A presença de anticorpos anti-tireoidianos pode aumentar o risco de disfunção tireoidiana e também pode influenciar a progressão da gestação, independente de alterações funcionais, uma vez que sabe-se haver maior risco de abortamentos em pacientes anti-TPO positivo quando comparadas aos anti-TPO negativo (16). Quando positivo no primeiro trimestre, devemos acompanhar a gestação com muita atenção, com dosagens de TSH e T4 livre nos trimestres subseqüentes. Além dos riscos já citados para o feto, a hipofunção tireoidiana pode levar a complicações maternas, como gestose hipertensiva, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta, anemia e hemorragia pós-parto (17). Acrescente-se o risco aumentado de desenvolvimento de tireoidite pós-parto nas gestantes com títulos elevados de anticorpos, com maior probabilidade ulterior de hipotireoidismo definitivo (18). Por isso, recomenda-se o estudo da glândula pelo menos até 18 meses após a gestação (19). Em nosso estudo, a prevalência de pacientes com anti-TPO positivo no decorrer da gestação foi de 13,9%. Um grupo brasileiro observou que pacientes anti-TPO positivo que evoluíam com hipotireoidismo durante a gravidez mantinham a disfunção no pós-parto, a despeito dos anticorpos declinarem ou até negativarem (18).

O presente estudo confirmou as variações fisiológicas existentes no eixo hipófise-tireóide ao longo da gestação, bem como a influência da auto-imunidade no desenvolvimento da disfunção. Estes dados devem ser levados em consideração ao se analisar os resultados das dosagens hormonais de mulheres grávidas, a fim de se evitar interpretações errôneas, com conseqüente terapia inapropriada, que pode trazer graves repercussões para a mãe e, principalmente, para o feto.

 

REFERÊNCIAS

1. Glinoer D, De Nayer P, Bourdoux P, et al. Regulation of maternal thyroid during pregnancy. J Clin Endocrinol Metab 1990;71:276-87.        [ Links ]

2. Ye X, Shi L, Huang H. Longitudinal study about the function of pituitary-thyroid axis in pregnancy. Chinese J Obstet Gyn 2001;36(9):527-30.        [ Links ]

3. Yoshimura M, Nishikawa M, Yoshikawa N, Horimoto M, Toyoda N, Inada M. Mechanism of thyroid stimulation by human chorionic gonadotropin in sera of normal pregnant woman. Acta Endocrinol 1991;124:173-8.        [ Links ]

4. Glinoer D. The regulation of thyroid function in pregnancy: pathways of endocrine adaptation from physiology to pathology. Endocr Rev 1997;18:404-33.        [ Links ]

5. Cao XY, Jiang XM, Dou ZH, et al. Timing of vulnerability of the brain to iodine deficiency in endemic cretinism. N Engl J Med 1994;331:1739-44.        [ Links ]

6. Laurberg P, Pedersen KM, Hreidarsson A, Sigfusson N, Iversen E, Knudsen PR. Iodine intake and the pattern of thyroid disorders: a comparative epidemiological study of thyroid abnormalities in elderly in Iceland and Jutland, Demark. J Clin Endocrinol Metab 1998;83:765-9.        [ Links ]

7. Nohr S, Laurberg P. Opposite variations in maternal and neonatal thyroid function induced by iodine supplementation during pregnancy. J Clin Endocrinol Metab 2000;85:623-7.        [ Links ]

8. Kutteck WH, Yetman DL, Carr AC, Beck LA, Scott RT. Increase prevalence of antithyroid antibodies identified in women with recurrent pregnancy loss but not in women undergoing assisted reproduction. Fertil Steril 1999;71(5):843-8.        [ Links ]

9. Klein RZ, Haddow JE. Prevalence of thyroid deficiency in pregnant women. Clin Endocrinol (Oxf) 1991;35:41-6.        [ Links ]

10. Ginsberg J, Lewanczuk RZ, Honore LH. Hyperplacentosis: a novel cause of hyperthyroidism. Thyroid 2001;11(4):393-6.        [ Links ]

11. Stockigt JR. Free thyroid hormone measurement. A critical appraisal. Endocrinol Metab Clin North Am 2001;30(2):265-89.        [ Links ]

12. Delange FM, Glinoer D. The potential repercussions of maternal, fetal and neonatal hypothyroxinemia on the progeny. Thyroid 2000;10:871-87.        [ Links ]

13. Pop VJ, Kuipens JL, van Baar AL, Verkerk G, van Son MM, de Vijlder JJ, et al. Low maternal fT4 concentrations during early pregnancy are associated with impaired psychomotor development in infancy. Clin Endocrinol (Oxf) 1999;50(2):149-55.        [ Links ]

14. Haddow JE, Palomaki GE, Allan WC, Williams JR, et al. Maternal thyroid deficiency during pregnancy and subsequent neuropsychological development of child. N Engl J Med 1999;341(8):549-55.        [ Links ]

15. Caron PH. Hypothyroïdie au cours de la grossesse. XVIIémes J Pyr Gynécol 2003;3:1-4.        [ Links ]

16. Glinoer D, Poppe K. Thyroid autoimmunity and hypothyroidism before and during pregnancy. Hum Reprod 2003;9(2):149-61.        [ Links ]

17. Muller A, Berghout A. Thyroid autoimmunity and pregnancy outcome. Hot Thyroidology 2002;2:23-8.        [ Links ]

18. Barca MF, Knobel M, Tomimori E, Cardia MS, Medeiros-Neto G. Prevalence and characteristics of postpartum thyroid dysfunction in São Paulo, Brazil. Clin Endocrinol (Oxf) 2000;53(1):21-31.        [ Links ]

19. Stagnaro-Green A. Recognizing, understanding, and treating postpartum thyroiditis. Endocrinol Metab Clin 2000;29(2):321-9.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Lino Sieiro Netto
R. Visconde de Ouro Preto 79/501
22250-180 Rio de Janeiro, RJ
E-mail: sieirorj@bol.com.br

Recebido em 07/07/03
Revisado em 14/01/04 e 13/05/04
Aceito em 31/05/04