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Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

Print version ISSN 0004-2730

Arq Bras Endocrinol Metab vol.57 no.5 São Paulo July 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302013000500007 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Estudo da prevalência da doença celíaca em crianças e adolescentes com diabetes melito tipo 1: resultado de 10 anos de acompanhamento

 

Study of prevalence of celiac disease in children with type 1 diabetes mellitus: result of 10 years of follow-up

 

 

Cristina Borim Codo Dias GonçalvesI; Ivani Novato SilvaII; Mariella Guarino TanureIII; Magda BahiaIV

IPrograma de Pós-Graduação em  Endocrinologia Pediátrica, Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
IIDivisão de Endocrinologia Pediátrica, HC-UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
IIIDivisão de Endocrinologia Pediátrica, HC-UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
IVDivisão de Gastroenterologia Pediátrica, HC-UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a prevalência da doença celíaca (DC) em crianças e adolescentes com diabetes melito tipo 1 (DM1) atendidos no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.
SUJEITOS E MÉTODOS: Incluídos no estudo crianças e adolescentes com diagnóstico prévio de DM1 acompanhadas no serviço no período de março de 1999 a abril de 2009, com idades entre zero e 18 anos. Todos foram rastreados para DC na primeira consulta e anualmente. A investigação foi realizada por meio da dosagem dos anticorpos da classe IgA (AGAA) e IgG (AGAG) antigliadina. Os pacientes com AGAA e/ou AGAG acima de duas vezes o valor de referência foram submetidos à biópsia intestinal.
RESULTADOS: Foram excluídos 21 pacientes do total inicial de 384. Destes, 50 tiveram a sorologia positiva e 29 foram submetidos à biópsia intestinal. A prevalência encontrada foi de 3,1%.
CONCLUSÃO: O rastreamento periódico da DC nos pacientes diabéticos deve ser encorajado, dada sua alta prevalência.

Descritores: Diabetes melito tipo 1; doença celíaca; prevalência; rastreamento


ABSTRACT

OBJECTIVE: To estimate the prevalence of celiac disease (CD) in children and adolescents with type 1 diabetes mellitus (T1DM) treated in the Children's Division of Endocrinology, at the Universidade Federal de Minas Gerais Hospital das Clínicas.
SUBJECTS AND METHODS: Children and adolescents diagnosed with T1DM, aged 0 to 18 year, were included in this study performed from March 1999 to April 2009. All patients were screened for CD at their first visit and, again, annually. The investigation was performed through the measurement of IgA (AGAA) and IgG (AGAG) antigliadin antibodies. Patients with values of AGAA and/or AGAG above two times the cutoff mark undertook intestinal biopsy.
RESULTS: A group of 21 patients were excluded from the initial total of 384 patients. Out of the remaining, 50 patients had positive serology and 29 underwent intestinal biopsy. The prevalence index was 3.1%.
CONCLUSION: The periodic screening of CD in diabetic patients should be encouraged, due to its high prevalence.

Keywords: Type 1 diabetes mellitus; celiac disease; prevalence; screening


 

 

INTRODUÇÃO

A associação entre o diabetes melito tipo 1 (DM1) e a doença celíaca (DC) é descrita desde 1954. Ambas as condições estão relacionadas à presença do antígeno de histocompatibilidade humana (HLA) -DQ, codificada pelos genes DQ2 e DQ8 do cromossomo 6, sugerindo uma causa genética para a ocorrência simultânea (1,2).

A prevalência da DC entre os pacientes diabéticos varia de 2,2% a 13,8% (3,4), média de 4,1% nos países europeus, consideravelmente superior à prevalência da DC na população geral (0,5%-1%) (5). No Brasil existem poucos estudos e a investigação da DC em pacientes diabéticos ainda não é rotina em muitos serviços. Em 2006, Tanure e cols. (6) realizaram um estudo sobre a prevalência da DC em crianças e adolescentes com DM1 e acompanhamento no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, sendo encontrada prevalência de 2,6%.

A DC é uma enteropatia autoimune causada pela sensibilidade ao glúten nos indivíduos geneticamente predispostos (7). As proteínas deletérias presentes no glúten são a gliadina do trigo, hordeína da cevada, secalina do centeio e, possivelmente, a avidina presente na aveia.

A DC causa uma atrofia de células da mucosa do intestino delgado, diminuindo sua área de absorção, levando, como consequência, uma típica síndrome de má-absorção. Caracteriza-se por perda de peso, desnutrição, distensão abdominal, diarreia e esteatorreia. A má-absorção de ferro, ácido fólico, vitamina B12, cálcio e vitamina D pode dar origem a uma anemia ferropriva, anemia megaloblástica e levar à osteoporose.

Os sintomas clássicos gastrointestinais da DC raramente ocorrem nos pacientes com DM1 (8). Estes geralmente são assintomáticos ou oligossintomáticos, porém podem apresentar manifestações extraintestinais, como baixa estatura e atraso puberal em cerca de 30% dos casos. Alguns autores consideram crises hipoglicêmicas de difícil controle como possível resultado de uma absorção inadequada de nutrientes (9).

Nos pacientes com DM1, o diagnóstico da DC precede o diagnóstico do diabetes em apenas 10%-25% dos casos. Geralmente, esta é descoberta no rastreamento inicial dos pacientes com primodiagnóstico de DM1 (70% a 80%) ou mais, raramente, ao longo do tempo, durante seu seguimento ambulatorial (9).

O diagnóstico da DC é baseado na associação entre os achados clínicos e a sorologia, confirmados pela histologia. São três os principais testes sorológicos para a detecção da intolerância ao glúten: anticorpo antigliadina, anticorpo antiendomísio e anticorpo antitransglutaminase tecidual. Os marcadores sorológicos são úteis para a identificação dos indivíduos que deverão submeter-se à biópsia de intestino delgado e, também, para o acompanhamento do paciente celíaco, como, por exemplo, para detectar transgressão à dieta (10).

O anticorpo antigliadina (AGA) foi descrito por Haeney e cols., em 1978, pela técnica de ELISA. A especificidade do anticorpo da classe IgA (AGAA) varia de 71% a 97% nos adultos e 92% a 97% nas crianças e a da classe IgG (AGAG) é de aproximadamente 50% em adultos e crianças. A sensibilidade é extremamente variável em ambas as classes.

O anticorpo antiendomísio da classe IgA, descrito por Chorzelski e cols., em 1984, é baseado na técnica de imunofluorescência indireta. Apresenta alta sensibilidade (entre 88% e 100% nas crianças e entre 87% a 89% no adulto), sendo baixa em crianças menores de dois anos. Sua especificidade também é alta (91% a 100% nas crianças e 99% nos adultos). É um teste que depende da experiência do examinador, com um custo relativamente alto e de técnica mais trabalhosa.

O anticorpo antitransglutaminase tecidual (ATGT) da classe IgA, descrito por Dieterich e cols., em 1997, obtido pelo método de ELISA, apresenta elevada sensibilidade (92% a 100% em crianças e adultos) e alta especificidade (91% a 100%). Baseado no seu custo relativamente baixo e na maior facilidade técnica, é o exame de escolha no rastreamento inicial da DC (11).

Em pacientes portadores de deficiência de imunoglobulina A, podem ocorrer resultados falso-negativos dos testes sorológicos dos anticorpos antiendomísio e antitransglutaminase da classe IgA. Por esse motivo, indica-se a dosagem sérica da imunoglobulina A naqueles pacientes com suspeita clínica de DC, porém com sorologia negativa (12).

Até o momento, os marcadores sorológicos para DC não substituem o exame histopatológico do intestino delgado, que continua sendo o padrão-ouro para o diagnóstico da DC. A lesão clássica consiste em uma mucosa plana ou quase plana, com criptas alongadas, epitélio superficial cuboide, com vacuolizações, borda estriada borrada, aumento do número de linfócitos intraepiteliais e lâmina própria com denso infiltrado de linfócitos e plasmócitos (12).

O diagnóstico precoce da DC é fundamental, já que o início do tratamento adequado diminui o risco de possíveis complicações que podem ocorrer nos pacientes não tratados, como o adenocarcinoma intestinal e o linfoma de Hodgkin. As possíveis complicações independem da forma de apresentação da doença, seja ela sintomática ou não e o risco de aparecimento parece ser proporcional ao tempo de exposição ao glúten (5).

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da DC em crianças e adolescentes com DM1 em acompanhamento no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

SUJEITOS E MÉTODOS

Foram incluídos no estudo todas as crianças e adolescentes com diagnóstico prévio de DM1 acompanhados no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do HC/UFMG no período de março de 1999 a abril de 2009, com idades entre zero e 18 anos, totalizando 405 pacientes. O critério de exclusão foi a perda de seguimento ambulatorial por mais de três anos consecutivos.

Os pacientes foram submetidos à dosagem dos anticorpos antigliadina da classe IgA e IgG na primeira consulta e, posteriormente, anualmente, independente da sintomatologia clínica. Os testes foram realizados pela técnica ELISA, segundo Volta e cols., modificada. As sorologias consideradas positivas foram aquelas com títulos de anticorpos antigliadina da classe IgA (AGAA) maiores ou igual a 0,041 unidade arbitrária (UA) e anticorpos antigliadina da classe IgG (AGAG) maiores ou igual a 0,141 UA. Os pacientes com AGAA e/ou AGAG acima de duas vezes o valor de referência foram submetidos à biópsia intestinal e aqueles com valores de AGAA e AGAG positivos, porém abaixo de duas vezes o valor de referência, mantiveram o acompanhamento clínico e laboratorial.

O diagnóstico da DC foi confirmado pela biópsia intestinal. As alterações histológicas foram graduadas pelos critérios de Marsh (13):

• Estágio 0 (padrão pré-infiltrativo): sem alterações histológicas;

• Estágio 1 (padrão infiltrativo): a arquitetura da mucosa apresenta-se normal, porém há aumento do infiltrado dos linfócitos intraepiteliais;

• Estágio 2 (lesão hiperplásica): caracterizado por alargamento e ramificação das criptas e aumento do número de LIE;

• Estágio 3 (padrão destrutivo): atrofia vilositária leve (3a) ou total (3b);

• Estágio 4 (padrão hipoplásico): caracterizado por atrofia total com hipoplasia críptica.

As alterações histológicas caracterizadas como Marsh 3 e/ou 4 foram caracterizadas como compatíveis com a DC.

Os resultados foram armazenados no programa EPI INFO versão 6.0 (14) e analisados no programa Excel, versão 12.0 (15). Os dados estatísticos descritivos utilizados foram a média, o desvio-padrão, a mediana e valores mínimos e máximos.

 

RESULTADOS

Dos 405 pacientes que iniciaram o estudo, 21 foram excluídos por perderem o seguimento ambulatorial por mais de três anos no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do HC/UFMG, totalizando, então, 384 pacientes.

Dos 384 pacientes, 50 (13,0%) apresentaram a sorologia para o anticorpo antigliadina IgA e/ou IgG positivos durante o rastreamento anual para DC. Esses pacientes foram divididos em dois grupos:

• Grupo 1. Pacientes com AGAA e/ou AGAG positivos, porém abaixo de duas vezes o valor de referência.

• Grupo 2. Pacientes com AGAA e/ou AGAG acima de duas vezes o valor de referência.

Dentre os pacientes com AGA e/ou AGAG positivos, 21 (42%) se enquadraram no grupo 1, sendo 11 do sexo feminino e 29 pacientes (58%), no grupo 2, sendo 20 do sexo feminino.

O grupo 1 foi acompanhado com novas sorologias anuais, sendo que em seis casos (28,5%) as sorologias se negativaram ao longo do tempo.

Os pacientes do grupo 2 foram submetidos à bió–psia intestinal. A DC foi confirmada em 12 casos. As características clínicas desses pacientes estão resumidas na tabela 1.

O valor preditivo positivo (VPP) do anticorpo antigliadina IGA/IgG foi de 44,4%, com intervalo de confiança (IC) a 95% de 26% a 64,4%.

A prevalência encontrada da DC em crianças e adolescentes com DM1 acompanhadas no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do HC/UFMG de março de 1999 a abril de 2009 foi de 3,1%.

 

DISCUSSÃO

A prevalência da DC em pacientes com DM1 encontrada foi semelhante à relatada em pesquisas anteriores (1,4,16).

Tanure e cols. (6) avaliaram a prevalência da DC em 236 crianças e adolescentes com DM1 atendidos no mesmo Serviço de Endocrinologia Pediátrica do HC-UFMG no período de março de 1999 a maio de 2001 e encontraram uma prevalência de 2,6%.  Os marcadores utilizados para o rastreamento foram os mesmos e as sorologias foram feitas anualmente. No período de maio de 2001 a abril de 2009, seis novos casos de DC foram confirmados.

Embora o anticorpo antitransglutaminase tecidual atualmente venha sendo indicado como o marcador de escolha para o rastreamento da DC (10), a triagem realizada no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do HC-UFMG em pacientes com DM1 foi realizada por meio da dosagem do anticorpo antigliadina. Bahia e cols. (17) demonstraram sensibilidade e especificidade para AGAA de 81,1% e 95,2%, para AGAG 89,2 e 83,9% e para o ATGT de 83,9% e 96,8%, respectivamente. Em função do custo maior do exame ATGT e da associação da DC com a imunodeficiência de IgA (18), o anticorpo antigliadina apresenta-se como uma boa opção para a triagem da DC.

Os pacientes do grupo 1 mantiveram o acompanhamento clínico e laboratorial. Em 28,5% dos casos as sorologias se negativaram e os demais valores permaneceram sempre próximos ao valor de corte estabelecido. Em decorrência dessa flutuação observada nos títulos desses anticorpos durante o seguimento laboratorial, houve uma tendência à realização da biópsia naqueles pacientes com valores fortemente positivos (19).

Em relação aos sintomas apresentados pelos pacientes diabéticos no momento do diagnóstico da DC, a maioria relatou a presença de sintomas gastrointestinais, apesar de interrogados retrospectivamente. Em um caso, a manifestação inicial foi a diminuição da velocidade de crescimento e, a partir do momento da retirada do glúten da dieta, houve uma recuperação considerável.

O tempo médio de aparecimento da DC nos pacientes com primodiagnóstico de DM1 foi de 3,6 ± 3,9 anos. Em somente um paciente o diagnóstico da DC ocorreu simultaneamente ao diagnóstico do DM1. O diagnóstico da DC foi realizado em crianças e adolescentes com menos de dez anos de evolução, diabetes em 91,6%, sendo que 75% apresentavam tempo de duração do DM1 menor do que 4 anos. O maior intervalo percebido entre o diagnóstico do DM1 e da DC foi de 15,2 anos, observado em um paciente com diagnóstico prévio de DM1. Apesar de incomum, alguns estudos mostram a soroconversão em intervalos maiores (20,21). Cerutti e cols. (22) demonstram que 75% das crianças e adolescentes tiveram o diagnóstico da DC próximo de quatro anos de evolução do diabetes e observaram tendência à diminuição da prevalência conforme aumento do tempo de DM1, sendo raramente diagnosticada após dez anos de doença.

Não há ainda consenso na literatura a respeito da frequência da realização da triagem para DC em pacientes com DM1. Larsson e cols. (23) recomendam a triagem ao diagnóstico do DM1 e anualmente por pelo menos dois anos. Freemark e Levitsky (24) recomendam o rastreamento até pelo menos a finalização da puberdade e do crescimento. A Sociedade Internacional para o Diabetes na Criança e Adolescente (ISPAD) (25) recomenda o rastreamento ao diagnóstico inicial e anualmente até pelo menos cinco anos de doença. As recomendações da American Diabetes Association (26) publicadas em 2012 não definem uma periodicidade para o rastreamento da DC em pacientes diabétcos.

A prevalência encontrada da DC nos pacientes com DM1 foi superior à observada na população geral. Este estudo vem ressaltar a importância do rastreamento periódico de tais pacientes. Sugerimos um rastreamento ao diagnóstico inicial e, posteriormente, por pelo menos cinco anos de doença anualmente.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Cristina Borim Codo Dias Gonçalves
Rua Patagônia, 116/102, Sion
30320-080 – Belo Horizonte, MG, Brasil
cristinaborim@gmail.com  

Recebido em 2/Ago/2012
Aceito em 29/Jan/2013

Declaração: os autores declaram não haver conflitos de interesse científico neste estudo.

 

 

Trabalho realizado no Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais