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Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

versão On-line ISSN 1677-9487

Arq Bras Endocrinol Metab vol.57 no.7 São Paulo out. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302013000700006 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Atividade da butirilcolinesterase e fatores de risco cardiovascular em adolescentes obesos submetidos a um programa de exercícios físicos

 

Butyrylcholinesterase activity and cardiovascular risk factors in obese adolescents submitted to an exercise program

 

 

Gerusa Eisfeld MilanoI; Neiva LeiteI; Thais Januzzi ChavesII; Gisele Eisfeld MilanoII; Ricardo Lehtonen Rodrigues de SouzaII; Lupe Furtado AlleII

INúcleo de Pesquisa em Qualidade de Vida (NQV), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Departamento de Genética, Curitiba, PR, Brasil
IILaboratório de Polimorfismo e Ligação, UFPR, Departamento de Genética, Curitiba, PR, Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o efeito de 12 semanas de exercícios físicos em variáveis associadas a fatores de risco cardiovascular e na atividade da butirilcolinesterase (BChE) em adolescentes obesos.
SUJEITOS E MÉTODOS: A amostra foi composta por 24 obesos e 51 eutróficos controles. Inicialmente e após 12 semanas foram avaliados: peso, estatura, IMC, circunferência abdominal (CA), percentual de gordura (%G), consumo máximo de oxigênio (VO2máx), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), glicemia (GLI) e insulinemia (INS) basal e após 120 min, triacilglicerol (TG), colesterol total (CT), colesterol LDL, colesterol HDL e a atividade da BChE (kU/l).
RESULTADOS: Após a intervenção, houve redução significativa no IMC, CA, %G, PAD, PAD, TG, GLI 120, INS, INS 120 min e na atividade da BChE.
CONCLUSÃO: A redução da atividade da BChE, observada após a intervenção, foi acompanhada da redução de variáveis associadas a risco cardiovascular e à obesidade, indicando que a BChE pode ser utilizada como marcador secundário para os riscos associados à obesidade precoce.

Descritores: Exercício físico; atividade da BChE; obesidade precoce


ABSTRACT

OBJECTIVE: To evaluate the effect of 12 weeks of physical exercise (PE) on cardiovascular risk factors and BChE activity in obese adolescents.
SUBJECTS AND METHODS: The sample consisted of 24 obese adolescents and 51 normal weight controls. The following variables were measured in the initial stage and after 12 weeks: weight, height, BMI, waist circumference (WC), fat percentage (% F), maximal oxygen uptake (VO2max), systolic (SBP) and diastolic (DBP) blood pressure, glucose (GLY) and insulin (INS) at baseline and after 120 min, triacylglycerol (TG), total cholesterol (TC), LDL cholesterol, HDL cholesterol, and BChE activity (kU/l).
RESULTS: After the intervention, there was significant reduction in BMI, WC, %F, TG, GLI 120, INS 120 min, and BChE activity.
CONCLUSION: The reduction in BChE activity, observed after physical exercise, was accompanied by the reduction of the variables associated with cardiovascular risk and obesity, indicating that BChE can be used as a secondary marker for the risk associated with early onset obesity.

Keywords: Physical exercise; BChE activity; early onset obesity


 

 

INTRODUÇÃO

A  prevalência de sobrepeso e obesidade tem aumentado nesta década, e o desafio para os profissionais da área da saúde está na prevenção e na terapêutica adotada para redução do excesso de peso. O interesse para o maior entendimento dos mecanismos envolvidos no controle ponderal cresceu principalmente pelo aumento na prevalência do excesso de peso em todas as faixas etárias (1,2).

Além de fatores ambientais, a análise mais aprofundada do papel desempenhado por enzimas relacionadas ao perfil lipídico também pode ser importante no entendimento dos processos lipolíticos (3). A enzima butirilcolinesterase (BChE) tem sido associada a alguns fatores de risco para doenças cardiovasculares, tais como: obesidade, metabolismo de lípides, pressão sanguínea e comportamento da insulina (4). Estudos realizados com obesos adultos compararam a atividade da BChE entre obesos e eutróficos e verificaram maiores valores na atividade da BChE em obesos (5,6). Nesse contexto, é relevante a realização de estudo que avalie o comportamento da atividade da BChE em obesos após uma intervenção com exercício físico. Desse modo, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de 12 semanas de exercícios físicos (EF) sobre a atividade da BChE e sobre variáveis associadas a fatores de risco cardiovascular em adolescentes obesos.

 

SUJEITOS E MÉTODOS

Participantes do estudo

Participaram do estudo de intervenção 24 obesos, com idade entre 10 e 16 anos, de ambos os gêneros (12,06 ± 2,01 anos). Para ter um valor do controle da atividade da BChE, foram analisados 51 adolescentes eutróficos (18,82 ± 0,62 anos). Os pais ou responsáveis dos participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que atende à Resolução nº 196/96.

Avaliações antropométricas e clínicas

A estatura foi avaliada em estadiômetro de parede, marca Ayrton Corporation®, com precisão de 0,1 cm, com o indivíduo em posição ortostática, com os pés descalços e unidos, com as superfícies posteriores do calcanhar, cinturas pélvica e escapular e região occipital em contato com o instrumento de medida, com a cabeça no plano horizontal de Frankfort, ao final de uma inspiração máxima. O peso foi avaliado em balança marca Filizola®, tipo plataforma, com capacidade máxima de 150 kg e precisão de 100 gramas, com o indivíduo descalço, posicionado em pé no centro da plataforma, com os braços ao longo do corpo e utilizando roupas íntimas. O IMC, expresso em kg por m2, foi calculado por meio da razão do peso (kg) pelo quadrado da estatura (m2) e classificado conforme valores disponibilizados pelo CDC (7), para cada faixa etária e sexo. O IMC-escore Z foi calculado subtraindo-se o valor correspondente ao 50º percentil do IMC de cada avaliado, dividindo-se pelo desvio-padrão populacional (7).

A circunferência abdominal (CA) foi mensurada em cm, com uma fita flexível e inextensível, com precisão de 0,1 cm, aplicada acima da crista ilíaca, paralela ao solo, com o indivíduo em pé, com o abdome relaxado e com os braços ao longo do corpo e os pés unidos.

Para determinação do percentual de gordura (%G), foi utilizado o método de impedância bioelétrica (BIA) tetrapolar, por aparelho Maltron modelo BF906, com o posicionamento dos eletrodos nas superfícies dorsais das mãos e pés direitos, próximos às articulações metacarpofalangianas e metatarsofalangianas e medialmente entre as proeminências distais do rádio e da ulna e entre o maléolo tibial e fibular.

As pressões arteriais sistólica (PAS) e diastólica (PAD) foram medidas no indivíduo sentado, após 10 minutos de repouso. A FCrep foi obtida por meio de um frequencímetro da marca Polar. A pressão arterial (PA) será mensurada no braço direito apoiado em nível cardíaco, utilizando-se esfigmomanômetro de mercúrio, do tipo aneroide, previamente calibrado conforme o Inmetro, com o tamanho do manguito apropriado ao perímetro do braço do indivíduo.

Exames laboratoriais

As amostras sanguíneas foram coletadas no período da manhã, após 12 horas de jejum, para a realização de hemograma e dosagens de glicose, insulina, colesterol total (CT), HDL, LDL e triacilglicerol (TG).

As concentrações plasmáticas de CT, TG e de HDL-colesterol foram determinadas em mg/dL, e foi utilizado o teste colorimétrico enzimático (CHOD-PAP) (Laboratório Merck, Darmstadt, Alemanha; Laboratório Roche, Indianápolis, IN, EUA). O LDL-colesterol foi calculado pela fórmula de Friedewald, em mg/dL.

A insulina foi dosada pela técnica de quimiluminescência por imunoensaio imunométrico em μU/ml, em equipamento automatizado Immulite 2000.

Foi utilizada a técnica de Dietz e cols. (8), modificada por Evans e Wroe (9) para a determinação da atividade plasmática da BChE (kU/l).

Aptidão aeróbia (VO2máx)

A avaliação cardiorrespiratória foi medida por meio das trocas gasosas com um sistema metabólico direto (Vista XT metabolic system, EUA) computadorizado (Intel 486, DX2, 66 mhz). Foi utilizado um conjunto de máscara, gorro e turbina com vedação da boca e nariz, levando o ar expirado ao equipamento de análise de gases. Para a monitoração da frequência cardíaca, foi utilizado um frequencímetro cardíaco (Polar – A1). O teste foi realizado em esteira ergométrica, e o protocolo utilizado foi o de Balke modificado, mantendo a velocidade fixa em 3,25 mph e inclinação de 6%, com incremento de 2% a cada 3 minutos, até o esforço máximo (10).

Considerou-se VO2max quando pelo menos dois dos seguintes critérios foram observados: a) exaustão ou inabilidade para manter a velocidade requerida; b) RER > 1,0; c) FC > 190 bpm. Utilizaram-se as médias dos três maiores valores seguidos para o estabelecimento do VO2max.

Programa de exercício físico

O programa de exercício físico consistiu em 12 semanas de atividades aeróbias, e os exercícios eram praticados três vezes por semana, com cada sessão consistindo em 110 min (45 min de caminhada, 45 min de ciclismo indoor e 20 min de alongamento). A faixa de treinamento individualizada para a caminhada e o ciclismo indoor foi calculada a partir da frequência cardíaca máxima (FCmáx) e do VO2máx obtidos nos testes ergométricos. O ciclismo indoor e a caminhada iniciaram-se na intensidade entre 35% e 55% da FC de reserva (FCR), aumentando para 45% a 65%, na 5ª a 8ª semana, atingindo entre 55% e 75% da FCR na 9ª a 12ª semana.

Análise estatística

Foram utilizados o programa Statistica para Windows para cálculos de médias e desvios-padrão e o teste t de Student com nível de significância de p < 0,05.

 

RESULTADOS

Este estudo avaliou variáveis antropométricas e atividade da enzima BChE em 24 adolescentes com excesso de peso, sendo 13 meninas e 11 meninos com média de idade de 12,06 ± 2,01 anos, assim como de 51 adolescentes eutróficos. Na tabela 1 encontram-se os dados iniciais do grupo obeso comparados aos do grupo eutrófico.

 

 

Na tabela 2 são apresentados os dados antropométricos e metabólicos do grupo antes e após a intervenção e os valores de p para o teste t de Student (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

Com a prática de 12 semanas de exercício físico orientado, houve redução significativa no IMC, CA, %G, PAS, PAD, TG, GLI 120, INS, INS 120 e atividade da BChE. Houve também aumento no VO2máx, demonstrando que o grupo submetido ao treinamento teve melhoras no condicionamento cardiorrespiratório.

Na literatura já está demonstrado que a prática de atividades aeróbias em intensidades de moderadas a intensa na infância e adolescência, praticadas duas ou mais vezes na semana, com duração de no mínimo seis semanas, melhorou o perfil lipídico e antropométrico (11,12). Dessa forma, a escolha da intensidade, frequência e duração do treinamento utilizadas neste estudo está de acordo com pesquisas já realizadas.

Os trabalhos que utilizam tratamento não medicamentoso com a realização de exercício de forma isolada ou associado à orientação nutricional demonstram uma variedade de resultados no que se refere às modificações no perfil metabólico. No presente estudo foram encontradas reduções em TG, glicemia de jejum e INS120 min, concordando parcialmente com outros estudos que encontraram redução no CT (13-16), no LDL (13,16) no TG (16,17) e na INS (16).

A BChE relaciona-se com o metabolismo de lípides e também com fatores que afetam a obesidade, como IMC, triglicérides, lipoproteínas, entre outros como a proliferação celular, o crescimento neural e a adesão celular. Os valores elevados da atividade da enzima BChE encontrados na amostra de adolescentes obesos concordam com estudos anteriores que mostram maiores valores da atividade da BChE em indivíduos adultos obesos quando comparados aos não obesos (5,6,18).

No presente estudo a atividade enzimática no grupo obeso é significativamente maior que em não obesos (7,46 ± 3,16 e 4,9 ± 0,1, respectivamente; p < 0,05), porém, após o tratamento com exercício físico, os valores da atividade da BChE tornaram-se semelhantes àqueles verificados em indivíduos eutróficos (5,54 ± 1,93 e 4,9 ± 0,1, respectivamente; p > 0,05). Como já sugerido por Kalman e cols. (19), o aumento na atividade da BChE pode ser consequência de distúrbios associados à obesidade, como mostra a diminuição concomitante da atividade enzimática, IMC e triglicerídeos. Estudos anteriores (20-22) sugerem que o papel da BChE no metabolismo de lipídios seja a hidrólise de ésteres de colina, que são produtos do metabolismo de ácidos graxos livres e da lipogênese hepática. Desse modo, um aumento na disponibilidade e/ou do fluxo hepático de ácidos graxos livres ou um aumento da lipogênese a partir de carboidratos poderia levar a dois efeitos: hiperlipidemia e aumento da atividade da BChE. Assim, a BChE pode estar ligada indiretamente a doenças metabólicas, pois, além do decréscimo da sua atividade, também foi verificada redução significativa de fatores de risco (IMC, triglicerídeos e circunferência abdominal).

O presente estudo permite reforçar as hipóteses de associação da BChE com a obesidade e o metabolismo de lipídios, mostrando que essa associação está presente também na obesidade precoce. Embora não seja um fator de risco para o excesso de peso, pois existem outros fatores metabólicos e genéticos envolvidos na sua regulação, a atividade da BChE está relacionada à obesidade precoce e, assim como outras variáveis associadas, responde à prática de exercícios físicos e pode ser utilizada como marcador secundário para os riscos associados à obesidade precoce.

Agradecimentos: este estudo foi parcialmente financiado pela Fundação Araucária. A primeira autora é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a última autora é bolsista PQ do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Gerusa Eisfeld Milano
Departamento de Genética,
Universidade Federal do Paraná
Rua Coronel Francisco Heráclito
dos Santos, 210
81531-970 – Curitiba, PR, Brasil
gerusapersonal@gmail.com

Recebido em 24/Out/2012
Aceito em 14/Abr/2013

 

 

Declaração: os autores declaram não haver conflitos de interesse científico neste estudo.

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