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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.56 no.2 São Paulo Apr. 1993

https://doi.org/10.5935/0004-2749.19930048 

Artigos Originais

Transplante autólogo de conjuntiva no tratamento de pterígio primário e recidivado

Conjunctival autograft transplantation in the treatment of primary and recurrent pterygium

Marcelo Cunha1 

Norma Allemann2 

1Pós-graduando a nível de doutorado do Departamento de Oftalmologia da EPM.

2Pós-graduanda a nível de mestrado do Departamento de Oftalmologia da EPM.


RESUMO

Apresenta-se a técnica e os resultados do transplante de conjuntiva autóloga para tratamento de pterígio primário e recidivado numa série de 22 pacientes (24 olhos). O pterígio era primário em 13 dos casos e recidivado em 11 olhos. Em todos os casos, foram utilizados retalhos livres de conjuntiva a partir da localização bulbar superior do mesmo olho para restaurar a superfície de escIera e músculos extrínsecos expostos após a excisão do pterígio. O tempo de seguimento variou de 3 a 38 meses, com média igual a 10,7 meses. Observou-se apenas um caso de recorrência (4,16%), entretanto este não requereu cirurgia adicional até o momento. O procedimento cirúrgico em questão mostrou-se seguro e efetivo para tratamento do pterígio, pois praticamente não houve complicações, não há necessidade de adjuntos farmacológicos ou de terapias de radiação, e, principalmente, porque a taxa de recidiva demonstrada pode ser considerada baixa se comparada às atuais técnicas empregadas.

Palavras-chave: pterígio; recorrência; transplante de conjuntiva; retalho livre

SUMMARY

The technique and results of conjuntival autograft transplantation for treatment of primary and recurrent pterygium are presented in a study of 22 patients (24 eyes). The pterygium was primary in 13 cases, and recurrent in 11 eyes. In all cases, free conjunctival grafts from the superior bulbar conjunctiva were used to cover the scleral and extraocular muscle surface exposed after the pterygium excision. Postoperative follow-up time ranged from 3 to 38 months, with mean follow-up of 10,7 months. Only one case of pterygium recurrence was observed (4,16%), but in didn’t require aditional surgery.

The surgical procedure presented here in demonstrated to be safe and effective, because there were few complications, no pharmacologic adjuncts or radiation therapies are needed, and mainly because the recurrence rate can be considered low if compared to other current techniques.

Texto completo disponível apenas em PDF.

Trabalho realizado no Setor de Córnea e Patologia Externa do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina. Rua Botucatu, 822 - Vila Clementino - São Paulo - SP - Brasil- CEP 04023.

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