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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.68 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492005000200004 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Acuidade visual e eletrorretinografia de campo total em pacientes com síndrome de Usher

 

Visual acuity and full-field electroretinography in patients with Usher's syndrome

 

 

Luana MendietaI; Adriana BerezovskyII; Solange Rios SalomãoIII; Paula Yuri SacaiIV; Josenilson Martins PereiraV; Sérgio Costa FantiniVI

ITecnóloga Oftálmica, Pós-Graduanda em Ciências Visuais do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. São Paulo (SP)
IIProfessora Adjunta-Doutora do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. São Paulo (SP)
IIIProfessora Adjunta-Doutora, Livre Docente, chefe do Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. São Paulo (SP)
IVTecnóloga Oftálmica do Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia UNIFESP. São Paulo (SP)
VTecnólogo Oftálmico, Pós-Graduando em Epidemiologia da UNIFESP. São Paulo (SP)
VIMédico Oftalmologista, Colaborador do Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. São Paulo (SP)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A síndrome de Usher (SU) é doença autossômica recessiva caracterizada por perda auditiva neuro-sensorial acompanhada de retinose pigmentária (RP).
OBJETIVO:
Analisar a eletrorretinografia de campo total (ERG) e a acuidade visual (AV) em pacientes com síndrome de Usher tipos I e II.
MÉTODOS:
Foram estudadas as respostas da eletrorretinografia de campo total e a acuidade visual de 22 pacientes (idade média = 26,8±16,8 anos). Destes, 17 tinham síndrome de Usher tipo I e 5 tinham síndrome de Usher tipo II.
RESULTADOS:
A acuidade visual média do grupo síndrome de Usher I foi de 0,9 logMAR (20/160, equivalente de Snellen) e do grupo síndrome de Usher II de 0,4 logMAR (20/50, equivalente de Snellen). As respostas dos bastonetes e as máximas respostas mostraram-se não detectáveis nos dois grupos. A amplitude média dos potenciais oscilatórios foi de 14,5 µV±6,1 na síndrome de Usher I e na síndrome de Usher II de 12,6 µV±5,2. As respostas de cones foram não detectáveis em 95% dos pacientes com síndrome de Usher I e em 100% dos pacientes com síndrome de Usher II. A amplitude média do flicker a 30 Hz nos pacientes com síndrome de Usher I foi de 3,1 µV±4,1 e do tempo de culminação de 34,0ms±6,2; nos pacientes com síndrome de Usher II a média de amplitude foi de 1,0 mV±0,6 e do tempo de culminação de 35,8 ms±3,1.
CONCLUSÃO:
A acuidade visual mostrou-se relativamente preservada nos dois grupos, porém com melhores resultados no grupo de síndrome de Usher II. Os achados eletrorretinográficos mostraram-se grandemente reduzidos em ambos os grupos, com a maioria dos pacientes apresentando respostas não detectáveis de bastonetes e cones.

Descritores: Retinite pigmentosa; Síndrome de Usher; Eletrorretinografia; Acuidade visual; Eletrofisiologia; Doenças retinianas; Portadores de deficiência visual


ABSTRACT

PURPOSE: Usher's syndrome (US) is a group of genetically distinct autossomal conditions, characterized by sensorineural hearing loss accompanied by a retinal dystrophy indistinguishable from retinitis pigmentosa (RP). The purpose of this study was to analyze full-field electroretinography (ERG) and visual acuity (VA) among patients with type I and II Usher's syndrome.
METHODS:
Electroretinography responses and visual acuity were studied in 22 patients (mean age at test = 26.8±16.8 years). Seventeen patients had SU type I and 5 patients were diagnosed as Usher's syndrome type II.
RESULTS:
Mean visual acuity was 0.9 logMAR (20/160, Snellen equivalent) for patients with Usher's syndrome type I and 0.4 logMAR (20/50, Snellen equivalent) for patients with Usher's syndrome type II. Scotopic rod and maximal responses were non-detectable in both groups. Mean amplitude for oscillatory potentials was 14.5 µV ±6.1 in Usher's syndrome type I and 12.6 µV±5.2 in Usher's syndrome type II. Cone responses were non-detectable in 95% of the patients with Usher's syndrome I and in 100% of patients with Usher's syndrome II. Mean amplitude for 30 Hz flicker photopic cone response was 3.1 µV±4.1 for Usher's syndrome type I and 1.0 µV±0.6 for type II with mean implicit time of 34.0 ms±6.2 (US I) and 35.8 ms±3.1 (type II).
CONCLUSIONS:
Visual acuity was relatively preserved in both groups, however Usher's syndrome II group showed better visual acuity results. Electroretinography findings were severely reduced in both groups, with most patients showing non-detectable rod and cone responses.

Keywords: Retinitis pigmentosa; Usher's syndrome; Electroretinography; Visual acuity; Electrophysiology; Retinal diseases; Visually impaired persons


 

 

INTRODUÇÃO

A síndrome de Usher (SU) foi descrita primeiramente por Von Graefe e, posteriormente, por Liebreich, mas foi Charles Usher, um médico oftalmologista britânico, quem descobriu, em 1914, a hereditariedade da síndrome, que passou a ter seu nome(1). A SU é definida como uma condição autossômica recessiva em que ocorre a associação de deficiências neurosensoriais hereditárias, com perda auditiva, parcial ou total, e diminuição progressiva da visão decorrente da degeneração das células fotorreceptoras da retina, os cones e bastonetes, denominada de retinose pigmentária (RP)(1-2). Nesta doença, os bastonetes são as primeiras células a serem afetadas, levando à cegueira noturna(1-2). A incidência da SU é de 3/100.000 pessoas, enquanto que no grupo de pacientes com deficiência auditiva, a prevalência dessa síndrome é de 3 a 6%(1-3). Um estudo realizado pelo Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-Cego e Múltiplo Deficiente Sensorial, recentemente, estimou a existência de 250 pessoas com surdocegueira no país(4).

Atualmente, a classificação mais empregada da síndrome de Usher é a constituída por quatro principais tipos, de acordo com a idade de aparecimento das deficiências e a severidade(1-2). A SU tipo I (SU I) é caracterizada pela perda grave e congênita da audição, ausência da função vestibular e o aparecimento da RP ainda na primeira década de vida; a SU tipo II (SU II) é caracterizada pela perda congênita moderada da audição, função vestibular preservada e início da RP na segunda década de vida; a SU tipo III (SU III) caracteriza-se pela perda auditiva progressiva que tem início tardio, ataxia vestibular, com início da RP na fase da puberdade, podendo apresentar psicose (síndrome de Hallgren); a SU tipo IV (SU IV) é a mais rara, caracterizada pela deficiência auditiva severa, RP e retardo mental(1-2).

O diagnóstico precoce da síndrome de Usher é importante para o planejamento familiar do paciente, bem como re-adaptações apropriadas para o funcionamento do paciente na sociedade(5). Um dos métodos mais usados na rotina clínica oftalmológica para o diagnóstico de RP é a eletrorretinografia de campo total (ERG)(5-7). O ERG é o registro complexo dos potenciais elétricos da retina em resposta à estimulação luminosa(5,8). Trata-se de um método que avalia quantitativa e objetivamente a função elétrica das células retinianas e pode preceder alterações fundoscópicas, além de diagnosticar ou excluir patologias retinianas hereditárias(8-9).

Outras funções visuais que têm sido estudadas na SU são a avaliação do campo visual periférico e a medida da acuidade visual. É comum ocorrer constrição do campo visual periférico, devido à perda da função dos bastonetes que estão localizados na periferia da retina, tendo como queixa principal a pobre visão noturna(10-11). Com relação à acuidade visual, estudos mostram acuidade visual de 20/70 ou melhor em aproximadamente 50% dos casos de SU(10,12-13).

O objetivo deste estudo é analisar as respostas do ERG de campo total, de acordo com o protocolo padrão recomendado pela International Society for Clinical Electrophysiology of Vision (ISCEV) e os valores da acuidade visual de pacientes com síndrome de Usher dos tipos I e II.

 

MÉTODOS

Este estudo foi realizado no Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina no período de dezembro de 1998 a abril de 2003, com análise retrospectiva dos prontuários de todos os pacientes com diagnóstico prévio de síndrome de Usher. Este estudo seguiu os princípios da Declaração de Helsinque.

Foram examinados neste período 22 pacientes (12 do sexo feminino e 10 do sexo masculino) com idades variando de 5 a 57 anos (média = 26,8±16,8 anos, mediana = 25,0), alocados em dois grupos: SU I – Dezessete pacientes com idades variando entre 5 e 50 anos (média = 23,6±15,6 anos, mediana = 21,5 anos) e SU II - Cinco pacientes com SU do tipo II com idades de 15 a 57 anos (média = 37,0±18,1 anos, mediana = 36,0 anos).

Grupo síndrome de Usher I: Dezessete pacientes, oito do sexo feminino (idade média = 24,1±15,0 anos, mediana = 26,5) e dez do sexo masculino (idade média = 22,2±16,2 anos, mediana = 18,0). A deficiência de visão noturna foi a principal queixa em 16/17 pacientes (94,1%) seguida de perda de campo visual periférico em 10/17 casos (58,8%). A consangüinidade esteve presente em aproximadamente metade dos casos (9/17), todos oriundos de pais primos de primeiro grau.

Grupo síndrome de Usher II: Cinco pacientes, quatro do sexo feminino (idade média = 37,3±20,9 anos, mediana = 38,5) e um do sexo masculino 36 anos. A deficiência de visão noturna foi a queixa principal em 4/5 pacientes; seguida de perda de campo visual periférico em 2/5 deles. A consangüinidade esteve presente em 2/5, com história de pais primos de primeiro grau.

 

PROCEDIMENTOS

A acuidade visual foi medida monocularmente, com a melhor correção óptica, pela tabela ETDRS a 4 metros de distância.

A eletrorretinografia de campo total (ERG) foi realizada após 30 minutos de adaptação ao escuro e dilatação máxima da pupila (diâmetro pupilar mínimo de 6 mm). Após esse período, as respostas foram obtidas, utilizando um eletrodo bipolar (GoldLens), em forma de lente de contato, sob anestésico tópico e metilcelulose a 2% para proteção da córnea. Um eletrodo terra foi colocado no lobo da orelha ipsilateral, preenchido com gel eletrolítico.

O ERG seguiu o protocolo padrão recomendado pela ISCEV, no qual cinco respostas foram registradas após apresentações de estímulos luminosos:

1) Resposta escotópica de bastonetes
2) Resposta escotópica máxima (cones e bastonetes)
3) Resposta escotópica de potenciais oscilatórios
4) Resposta fotópica de cones ao flash único
5) Resposta fotópica de flicker a 30Hz

Os parâmetros analisados foram as amplitudes das respostas, medidas em microvolts (µV) e o tempo de culminação da onda-b, medido em milisegundos (ms). Os valores das amplitudes menores do que 2 µV foram considerados não detectáveis (ND). Todos os valores foram comparados com os valores normais, utilizando o mesmo procedimento, padronizados no próprio Laboratório(14).

Os resultados obtidos do ERG, acuidade visual e idade dos dois grupos com síndrome de Usher foram comparados estatisticamente utilizando o teste t de Student. A acuidade visual desses dois grupos também foi comparada utilizando o teste estatístico Mann-Whitney.

 

RESULTADOS

A acuidade visual dos dois grupos foi comparável (Tabela 1). A média dos 15 pacientes que informaram a visão com SU I foi de 0,9 logMAR (20/160, equivalente de Snellen) e dos 5 pacientes com SU II de 0,4 logMAR (20/50, equivalente de Snellen), como mostra a tabela 2.

A figura 1 mostra registros do ERG de campo total representativos de pacientes com síndrome de Usher tipos I e II, respectivamente, juntamente com um exemplo de registro eletrorretinográfico de um adulto jovem normal.

Os valores de média e desvio padrão para a amplitude (µV) e o tempo de culminação da onda-b (ms) dos achados eletrorretinográficos estão demonstrados nas tabelas 3 e 4, respectivamente, comparados com os valores normativos do Laboratório.

 

 

 

 

As respostas dos bastonetes e as máximas respostas mostraram-se não detectáveis nos dois grupos. A amplitude média dos potenciais oscilatórios foi de 14,5 µV±6,1 na SU I e na SU II de 12,6 µV±5,2. As respostas de cones foram não detectáveis em 95% dos pacientes com SU I e em 100% dos pacientes com SU II. A amplitude média do flicker a 30 Hz nos pacientes com SU I foi de 3,1 µV±4,1 e a média do tempo de culminação foi de 34,0 ms±6,2; nos pacientes com SU II a média de amplitude foi de 1,0 µV±0,6 e do tempo de culminação de 35,8 ms±3,1.

A idade dos pacientes do grupo SU II não foi estatisticamente diferente que no grupo SU I.

 

DISCUSSÃO

Como esperado, o eletrorretinograma de campo total mostrou ser um exame útil no diagnóstico da síndrome de Usher, mesmo nos pacientes assintomáticos ainda quando jovens(5-6,9,15).

Existe controvérsia na literatura se a severidade dos sintomas oculares e os achados clínicos diferem em relação ao tipo de síndrome de Usher. Alguns autores acreditam que a forma mais severa de RP está relacionada à SU tipo I(16-17). Mais recentemente, outros estudos relataram que o prognóstico visual não está necessariamente associado ao tipo da SU(13,18). Em um estudo realizado nos Estados Unidos com 67 pacientes com síndrome de Usher(13) e outro trabalho com 39 pacientes, realizado na Alemanha(18), não encontraram diferença nos dois tipos. Os resultados obtidos no presente estudo confirmaram que a deficiência de visão noturna e o diagnóstico da RP ocorrem em ambas as formas de síndrome de Usher igualmente, não havendo diferença entre os grupos.

As respostas de bastonetes obtidas no ERG de campo total mostraram-se não detectáveis em ambos os grupos. As respostas de cones estavam drasticamente reduzidas tanto para as respostas fotópicas de cones, quanto para a estimulação de flicker a 30 Hz nos dois grupos.

Alguns autores acreditam que pacientes portadores de RP, associados a síndrome de Usher, são considerados como cegos legais, ou seja, apresentam acuidade visual <20/200 no melhor olho, com a melhor correção óptica(12,15,19). Entretanto, estudos mais recentes descreveram que, mesmo que a doença esteja avançada, a maioria dos pacientes tem a acuidade visual preservada, isto é, acuidade visual >20/40 no melhor olho(12-13,18-19). O presente estudo confirma a acuidade visual preservada no Grupo SU II, com média de 20/50. Embora a média da acuidade visual do Grupo SU I tenha sido de 20/160, os testes estatísticos não paramétricos mostraram que não houve diferença estatística significante entre os dois grupos. Apenas um paciente com SU I obteve acuidade visual de movimentos de mão no olho esquerdo. A ocorrência de cegueira legal, como descrita anteriormente(12,18-19) não foi encontrada nos grupos estudados.

Apesar do pequeno número de pacientes incluídos neste estudo e da diferença de participantes em cada grupo, a maioria dos casos teve diagnóstico prévio de síndrome de Usher tipo I (17/22 pacientes), contrariando alguns estudos que encontraram freqüência maior de síndrome de Usher tipo II(13,20-21).

O diagnóstico precoce da doença tem uma importância fundamental, principalmente, para a família dos pacientes, pois podem receber aconselhamento genético, evitando que outros membros da família nasçam com a síndrome, além de preparar os pacientes para uma vida social e econômica compatível com a sua capacidade visual.

 

CONCLUSÃO

Nos grupos estudados de síndrome de Usher tipo I e II, a acuidade visual mostrou-se relativamente preservada, sendo em média de 20/160 no grupo com SU I e de 20/50 no grupo com SU II. Os achados eletrorretinográficos mostraram-se severamente reduzidos em ambos os grupos, com a maioria dos pacientes apresentando respostas não detectáveis de bastonetes e cones.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Luana Mendieta
R. Botucatu, 822
São Paulo (SP) Cep 04023-062
E-mail: lmendieta@oftalmo.epm.br

Recebido para publicação em 01.04.2004
Versão revisada recebida em 24.08.2004
Aprovação 03.11.2004
Apoio: FAPESP no. 97/11493-3 para Solange Rios Salomão.

 

 

Trabalho realizado no Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP.

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