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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.70 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492007000500007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Sensibilidade ao contraste na retinopatia diabética tratada por panfotocoagulação com laser de argônio

 

Contrast sensitivity in diabetic retinopathy treated with argon laser panphotocoagulation

 

 

Otacílio de Oliveira Maia JúniorI; Walter Yukihiko TakahashiII; Marcos Wilson SampaioIII; Kenzo HokazonoIV; Alexandre Kazuo MisawaV

IPós-Graduando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP) - Brasil
IIDoutor, Médico Assistente e Chefe do Setor de Retina e Vítreo do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
IIIDoutor, Médico Assistente e Chefe do Setor de Visão Subnormal do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
IVMédico Residente do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
VEstagiário do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a sensibilidade ao contraste na retinopatia diabética (RD) tratada por panfotocoagulação com laser de argônio.
MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética e acuidade visual de 20/20, tratados com panfotocoagulação retiniana, conforme critérios do ETDRS. Os pacientes foram submetidos, inicialmente, a exame oftalmológico completo e teste de sensibilidade ao contraste (Vision Contrast Test System). Após 3 meses do tratamento, foram reavaliados por meio da acuidade visual e sensibilidade ao contraste.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 pacientes (28 olhos), todos portadores de diabetes tipo 2. A idade variou entre 45 a 77 anos (média de 57,8 ± 8,0), sendo 19 pacientes (67,9%) do sexo masculino e 9 (32,1%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 18 (64,3%) apresentavam RD proliferativa e 10 (35,7%), RD não proliferativa muito grave. Não foi observada nenhuma alteração na acuidade visual pós-tratamento. Quanto à sensibilidade ao contraste, não houve alteração entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas: 1,5 (p=0,191); 3,0 (p=0,850); 6,0 (p=0,374); 12,0 (p=0,674) e 18,0 (p=0,443).
CONCLUSÃO: Não foi evidenciada alteração significante na sensibilidade ao contraste de portadores de retinopatia diabética após panfotocoagulação com laser de argônio no período estudado.

Descritores: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética/terapia; Coagulação por laser; Diabetes mellitus/complicações; Acuidade visual


ABSTRACT

PURPOSE: To evaluate contrast sensitivity in patients with diabetic retinopathy (DR) treated with argon laser panphotocoagulation.
METHODS: Prospective study of patients with diabetic retinopathy and 20/20 visual acuity, treated with retinal panphotocoagulation, following ETDRS criteria. The patients were submitted, initially, to complete ophthalmologic evaluation and contrast sensitivity testing (Vision Contrast Test System). After 3 months of treatment, they were reevaluated by means of visual acuity and contrast sensitivity.
RESULTS: The sample comprised 28 patients (28 eyes), all with type II diabetes. A ranged from 45 to 77 years (mean 57.8 ± 8.0), 19 (67.9%) patients were male and 9 (32.1%) female. Regarding the type of retinopathy, 18 (64.3%) had proliferative DR and 10 (35.7%) very severe non proliferative RD. No visual acuity alteration was observed after treatment. In relation to contrast sensitivity, there were no alterations between pre and post-treatment in all evaluated spacial frequencies 1.5 (p=0.191); 3.0 (p=0.850); 6.0 (p=0.374); 12.0 (p=0.674) e 18.0 (p=0.443).
CONCLUSION: There was no significant alteration in the contrast sensitivity of patients with diabetic retinopathy after panphotocoagulation with argon laser in the studied period.

Keywords: Diabetic retinopathy; Diabetic retinopathy/therapy; Laser coagulation; Diabetes mellitus/complications; Visual acuity


 

 

INTRODUÇÃO

A retinopatia diabética (RD) é uma importante causa de perda na acuidade visual e, de acordo com o "Early Treatment Diabetic Retinopathy Study" (ETDRS), a panfotocoagulação retiniana com laser de argônio deve ser considerada em portadores de RD não proliferativa grave e na RD proliferativa, podendo evitar perda visual em casos selecionados e estabilizar a progressão da doença(1-2). Estudos prévios demonstraram que 25 a 43% dos olhos com RD proliferativa tratados com panfotocoagulação desenvolvem edema macular e distúrbios visuais(3-4). Complicações como alterações no campo visual(4) e na adaptação ao escuro(5-6), diminuição da acuidade visual(7) e decréscimo nas amplitudes do eletroretinograma(8) foram relatadas.

A quantificação mais comum de visão espacial é a determinação da acuidade visual por meio da tabela de Snellen, na qual o indivíduo visualiza letras que tem duas características básicas: tamanho e contraste(9). O teste avalia qual o menor tamanho de letra que é identificado, mantendo-se o contraste alto e constante das letras pretas em relação ao fundo branco em que se situam. Contudo, o grau de visibilidade de uma figura genérica pode ser alterado, reduzindo seu contraste até um limite abaixo do qual não é mais reconhecida, independente do seu tamanho(10). Os testes de sensibilidade ao contraste baseiam-se no conceito de função de sensibilidade ao contraste, que é a capacidade de perceber pequenas variações de luminosidade entre regiões que não apresentam bordas nítidas de separação. Esta importante propriedade de discernir contraste é distinta do poder de discriminação aferido pelas medidas convencionais da acuidade visual. Portanto, a habilidade do indivíduo perceber detalhes de objetos é determinada em grande parte como o mesmo distingue contrastes(11). Por outro lado, pacientes com limitações na capacidade de diferenciar contrastes podem ter dificuldades em diversas situações do cotidiano(10,12).

A panfotocoagulação retiniana pode induzir alteração na acuidade visual e edema macular, acarretando baixa transitória ou permanente da visão(3,12-13). Entretanto, recentemente, não foi observada perda visual significante após panfotocoagulação nos portadores de RD com acuidade de 20/20 e sem edema macular(14).

Como a avaliação da acuidade visual, por meio da tabela de Snellen, fornece uma informação limitada sobre a qualidade de visão e, como mencionado anteriormente, a sensibilidade ao contraste é fundamental para mensurar esta qualidade, o presente estudo objetiva avaliar a sensibilidade ao contraste em portadores de retinopatia diabética com acuidade visual de 20/20, tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. Este trabalho faz parte de pesquisa mais ampla a respeito do tema.

 

MÉTODOS

Estudo prospectivo de pacientes do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), portadores de RD com indicação de panfotocoagulação retiniana, conforme critérios do ETDRS. Outros critérios de inclusão foram: indivíduos de ambos os sexos, qualquer idade, acuidade visual com correção de 20/20, ausência de edema macular, sem tratamento retiniano prévio e sem outras doenças retinianas. Os critérios de exclusão foram: catarata, opacidades na córnea, complicações da RD (hemorragia vítrea e/ou descolamento de retina) ou diminuição da acuidade visual no "follow-up".

Os pacientes foram submetidos, inicialmente, à medida da acuidade visual com melhor correção (tabela de Snellen), teste de sensibilidade ao contraste e a exame oftalmológico completo, incluindo biomicroscopia da mácula. Todos os pacientes foram submetidos à panfotocoagulação retiniana com laser de argônio (Ophthalas 532 Eyelite, Alcon Surgical), segundo padronização recomendada pelo ETDRS(15) e reavaliados, por meio da acuidade visual e da sensibilidade ao contraste, no terceiro mês do tratamento. Foi considerado apenas um olho por paciente.

O teste de sensibilidade ao contraste utilizado foi o "Vision Contrast Test System" (VCTS 6500, Vistech Consultants Inc). Nesse teste, as freqüências espaciais, representadas em ciclos por graus, medem a sensibilidade do paciente a um objeto de tamanho específico, sendo testadas cinco freqüências: A= 1,5; B= 3,0; C= 6,0; D= 12,0; E= 18,0. As baixas freqüências testam objetos de tamanho grande, enquanto as altas freqüências, sensibilidade a pequenos objetos. Cada freqüência testada inicia-se com alto nível de contraste, o qual diminui progressivamente. O paciente simplesmente relata o "patch" de menor contraste que ele pode enxergar (Figura 1).

 

 

A distância da tabela e a iluminação do ambiente foram padronizados pelo Setor de Visão Subnormal, conforme orientação do fabricante. A fim de comparar resultados, os valores padrões de normalidade em candelas/m2 para cada freqüência espacial são apresentados (Tabela 1).

 

 

Inicialmente todas as variáveis foram analisadas descritivamente. Para as variáveis quantitativas, esta análise foi feita por meio da observação dos valores mínimos e máximos e do cálculo de médias e desvios-padrão. Para as variáveis qualitativas, calcularam-se freqüências absolutas e relativas. Para a análise da hipótese de igualdade entre os dois momentos avaliados, utilizou-se o teste não-paramétrico de Wilcoxon para cada parâmetro de sensibilidade ao contraste.

O estudo foi desenvolvido entre março a novembro de 2005, sendo aprovado pela Comissão de Ética para Análise de Projetos e Pesquisa da Diretoria Clínica do HC-FMUSP e todos os pacientes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

 

RESULTADOS

A amostra foi composta por 28 pacientes, sendo todos portadores de DM tipo 2. A idade variou entre 45 e 77 anos (média de 57,8 ± 8,0), sendo 19 pacientes (67,9%) do sexo masculino e 9 (32,1%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 18 (64,3%) apresentavam RD proliferativa e 10 (35,7%), RD não proliferativa muito grave. Não foi observada nenhuma alteração na acuidade visual no pós-tratamento. Quanto à sensibilidade ao contraste, não houve alteração estatisticamente significante entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas: 1,5 (p=0,191); 3,0 (p=0,850); 6,0 (p=0,374); 12,0 (p=0,674) e 18,0 (p=0,443). As análises quantitativas para cada freqüência espacial estão demonstradas na tabela 2.

 

 

DISCUSSÃO

Para indivíduos normais, a sensibilidade ao contraste e acuidade visual são correlatas; entretanto, em alguns tipos de disfunções visuais encontradas (por exemplo no glaucoma, na catarata, na neurite óptica e na retinopatia diabética) podem cursar com diminuição da sensibilidade ao contraste, apesar da acuidade visual não se alterar(16).

Por meio do Cambridge Low Contrast Sensitivity Chart, estudos evidenciaram redução temporária da sensibilidade ao contraste após 1-2 semanas da panfotocoagulação e a mesma retornou aos limiares anteriores ao tratamento, após 3 meses da aplicação do laser. Essa redução temporária foi justificada pelo efeito ofuscante do laser e pela disrupção e desorientação dos fotorreceptores(17).

Em pacientes com RD tratada previamente com laser foi verificado que a sensibilidade ao contraste, com e sem ofuscamento, foi menor que no grupo não tratado. Além disso, o tempo de recuperação visual ao limiar prévio, no teste de "photostress", foi maior nos pacientes submetidos ao tratamento(18). Outro estudo demonstrou que este retardo é devido à perda completa dos segmentos externos dos fotorreceptores, evidenciada após 6 meses da aplicação do laser(19).

No presente estudo, a sensibilidade ao contraste foi avaliada em portadores de RD com acuidade visual de 20/20, submetidos à panfotocoagulação com laser de argônio. Como estudos prévios não estabeleceram acuidade de 20/20 como critério de inclusão, os resultados desses trabalhos podem ter sido afetados por esta variável, já que foi evidenciado que a fóvea possui maior percepção às freqüências espaciais elevadas e a retina periférica, às baixas. Não foram observadas alterações estatisticamente significantes entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas, denotando uma preservação da sensibilidade ao contraste após a panfotocoagulação. O tempo de seguimento adotado de três meses, aparentemente curto, foi estabelecido para obter-se uma correlação temporal com o tratamento.

Os novos padrões de exigência e qualidade farão com que o teste de sensibilidade ao contraste seja mais praticado não apenas em pesquisas, mas também na clínica oftalmológica rotineira, detectando alterações subclínicas mais precoces possíveis. Na RD, a panfotocoagulação com laser de argônio se faz necessária, muitas vezes, sem alterações quantitativas e/ou qualitativas da visão. Daí a importância que estudos demonstrem o grau de iatrogenia causado por este tratamento para, assim, serem avaliados os riscos e benefícios baseados em evidências.

 

CONCLUSÃO

Não foi evidenciada alteração significante na sensibilidade ao contraste de portadores de retinopatia diabética e acuidade de 20/20, após panfotocoagulação com laser de argônio. A importância disto se deve ao fato de que os estudos levam em consideração, na maioria das vezes, a visão quantitativa, podendo não estar alterada na vigência do tratamento. Assim, sugerem-se estudos que também abordem as alterações qualitativas para melhor esclarecer iatrogenia causada pela panfotocoagulação com laser.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Otacílio de Oliveira Maia Júnior
Rua Adelmário Pinheiro, 10
Salvador (BA) CEP 41900-540
E-mail: omaiausp@uol.com.br

Recebido para publicação em 14.01.2007
Aprovação em 11.06.2007

 

 

Trabalho desenvolvido no Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - Setor de Retina e Vítreo - São Paulo (SP) - Brasil.

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