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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.71 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492008000200027 

RELATOS DE CASOS

 

Incisões relaxantes limbares ou incisões no meridiano mais curvo associadas a facoemulsificação com implante de lente intra-ocular multifocal: relato de três casos

 

Limbal relaxing incision or the more curved meridian incision associated to phacoemulsification with multifocal intraocular lens implant: three case reports

 

 

Wilson Takashi HidaI; Antonio Francisco Pimenta MottaII; Daniela Lumi InomataIII; Martha de Queiroz Monteiro JalesIII; Antonio Carlos Facio JúniorIII; Newton Kara José JúniorIV; Celso Takashi NakanoV

IFellow do setor da Catarata da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP) - Brasil
IIFellow do setor da Catarata da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
IIIResidente do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
IVAssistente do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil
VFellow do setor da Catarata da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo (SP) - Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O implante de lentes intra-oculares (LIOs) multifocais é um grande avanço na reabilitação de pacientes permitindo boa acuidade visual sem correção óptica para longe e perto. Contudo pacientes com alguns graus de astigmatismo corneano tem indicação limitada. Este artigo relata três pacientes que foram submetidas a facoemulsificação com implante de lentes intra-oculares multifocais (AcrySof® Restor®, Alcon Labs) após incisão relaxante limbar (IRL) no olho dominante e incisão no eixo mais curvo da topografia no olho contralateral. Não foi encontrado nenhuma análise relacionada a dominância ocular e relaxante limbar na literatura. Acredita-se que essa associação pode ampliar as indicações de implante das lentes intra-oculares multifocais em pacientes com astigmatismo corneano significativo, devendo-se confirmar esta possibilidade por meio de futuros estudos.

Descritores: Implante de lente intra-ocular; Facoemulsificação/metodos; Limbus corneae; Astigmatismo/cirurgia; Topografia da córnea; Acuidade visual; Humano; Masculino; Feminino; Adulto; Meia-idade; Relatos de casos [Tipo de publicação]


ABSTRACT

The use of multifocal intraocular lenses (IOLs) is a great advance in the treatment of patients with cataract allowing near and distance uncorrected visual acuity recovery. However patients with some degrees of corneal astigmatism have some limitations. We present 3 cases that were indicated for phacoemulsitfication and multifocal intraocular lens implant (AcrySof® Restor®, Alcon Labs) after limbal relaxing incision (LRI) in the dominant eye and axis topographic incision in the fellow eye. There was no similar case report in the literature. It is believed that this association can extend the indications for multifocal intraocular lens implants in patients with significant corneal astigmatism and this possibility should be confirmed by future studies.

Keywords: Lens implantation, intraocular; Phacoemulsification/methods; Limbus corneae; Astigmatism/surgery; Corneal topography; Visual acuity; Human; Male; Female; Adult; Middle aged; Case reports [Publication type]


 

 

INTRODUÇÃO

O resultado refrativo das cirurgias de catarata vem-se assemelhando cada vez mais à cirurgia ceratorefrativa, devido às novas técnicas cirúrgicas, aos novos instrumentos e aos modelos e materiais das lentes intra-oculares (LIOs)(1).

O desenvolvimento de aparelhos de última geração para medida do comprimento axial, como o IOL Master® (Carl Zeiss Meditec Inc.), baseado na interferometria a laser, e também nas novas fórmulas para cálculo do poder dióptrico da LIO, vem permitindo resultados mais precisos em relação às ametropias esféricas(2-6). Entretanto, para atingir-se a excelência nos resultados refracionais finais, o manejo do astigmatismo corneal vem ganhando grande importância(1,7-18). Diante do crescente uso das LIOs multifocais, é necessário que o astigmatismo corneal pós-operatório seja menor que 0,75 dioptrias. A eficácia dessas lentes diminui com a existência de astigmatismo maior que esse valor. Sabe-se que 36% a 45% da população idosa com catarata tem mais que 1,0 dioptrias de astigmatismo corneal e que aproximadamente 5% apresenta mais que 2,50 dioptrias(1).

Com o objetivo de reduzir o astigmatismo corneal e conseqüentemente o astigmatismo refrativo após a facoemulsificação, algumas técnicas vêm sendo utilizadas, como ceratectomia astigmática (AK), implante de LIOs tóricas, aplicação de excimer laser (bioptics) e combinações desses procedimentos(1,7-20). Adicionalmente a essas técnicas, o posicionamento e a extensão da incisão principal da facoemulsificação, assim como associação com as incisões relaxantes limbares (IRLs), têm mostrado bons resultados no controle do astigmatismo(14,21). Estas IRLs podem corrigir até cerca de 4,00 dioptrias ou mais de astigmatismo corneal(15,21).

A literatura é escassa em estudos sobre IRLs associadas a LIOs multifocais.

Alguns autores descreveram em relatos de casos de quatro pacientes jovens submetidos a facoemulsificação com implante de LIO multifocal unilateral com olho contralateral fácico não présbita e dominante, que a acuidade visual e velocidade de leitura são semelhantes(22).

Outros estudos demonstraram superioridade na função binocular no implante de LIOs multifocais em ambos os olhos sobre a implantação unilateral, sugerindo que pacientes podem satisfazer-se com implantação de LIO multifocal apenas no olho dominante(23-27).

Novos aparelhos e técnicas vêm sendo desenvolvidas para medir os defeitos ópticos, como os refratores automatizados e analisadores de frente de onda. Estes últimos podem medir as aberrações do olho tanto de baixa ordem quanto de altas ordens, por meio da aberrômetria de Hartmann-Shack, Tscherning, Tracey ou esquiascopia espacial dinâmica (OPD-Scan)(28-30).

O objetivo deste trabalho é relatar três casos de pacientes submetidos a facoemulsificação com implante de lente intra-ocular multifocal associada a incisões relaxantes limbares (IRL) no olho dominante e incisões no meridiano mais curvo da topografia no olho contralateral.

 

RELATO DE CASOS

O caso 1 refere-se à paciente J.G.F., 53 anos de idade, aposentada, natural e procedente de São Paulo, encaminhada ao nosso serviço para cirurgia de catarata. A paciente se queixava de baixa acuidade visual progressiva em ambos os olhos havia cerca de 1 ano. Ao exame oftalmológico, apresentava acuidade visual com a melhor correção óptica no olho direito 20/200 e no olho esquerdo 20/40. O comprimento ocular axial era de 22,69 mm no olho direito e 22,88 mm no esquerdo, sendo utilizada a fórmula de Holladay I. A lente intra-ocular implantada tem poder dióptrico de +20,50 em ambos os olhos, a refração alvo foi de 0,09 DE no olho direito e -0,04 DE no esquerdo e o olho dominante era o direito, determinado pelo teste do cartão com orifício.

O caso 2 refere-se à paciente A.M., 65 anos de idade, aposentada, natural e procedente de Piracicaba, encaminhado ao nosso serviço para cirurgia de catarata. A paciente se queixava de baixa acuidade visual progressiva em ambos os olhos havia cerca de 2 anos. Ao exame oftalmológico, apresentava acuidade visual com a melhor correção óptica no olho direito de 20/100 e no olho esquerdo 20/80. O comprimento ocular axial era de 24,41 mm no olho direito e 24,53 mm no esquerdo, sendo utilizada a fórmula de Holladay I. A lente intra-ocular implantada tem poder dióptrico de +19,50 em ambos os olhos, a refração alvo era de -0,09 DE no olho direito e -0,1 DE no esquerdo e o olho dominante era o esquerdo, determinada pelo teste do cartão com orifício.

O caso 3 refere-se ao paciente, J.E.B., 58 anos de idade, aposentado, natural e procedente de São Bernardo, encaminhado ao nosso serviço para cirurgia de catarata. O paciente se queixava de baixa acuidade visual progressiva em ambos os olhos havia cerca de 6 meses. Ao exame oftalmológico, apresentava acuidade visual com a melhor correção óptica no olho direito de 20/80 e no olho esquerdo 20/40. O comprimento ocular axial era de 25,48 mm no olho direito e 25,05 mm no esquerdo, sendo utilizada a fórmula de Holladay I. A lente intra-ocular implantada tem poder dióptrico de +16,00 no olho direito e +17,00 no esquerdo, a refração alvo era de 0,12 DE no olho direito e 0,33 DE no esquerdo e o olho dominante era o esquerdo, determinada pelo teste do cartão com orifício.

A avaliação pré-operatória do pacientes incluiu: acuidade visual sem e com a melhor correção óptica, refratometria dinâmica, biomicroscopia, medida da pressão intra-ocular, exame do fundo de olho, ceratometria, biometria e videoceratografia computadorizada (EyeSys Corneal Analysis SystemTM, versão 4.0, EyeSys Technologies, Inc.). O valor ceratométrico utilizado para a localização e extensão das incisões foi fornecido pelo exame realizado no Orbscan II (opd scan). O cálculo do poder da lente intra-ocular foi realizado pelo método ultra-sônico de imersão(4-6), pelo mesmo cirurgião, em todos pacientes. Todos os pacientes negavam ser portadores de diabetes, hipertensão arterial ou outras alterações sistêmicas ou oftalmológicos. A pressão intra-ocular era normal e a fundoscopia não apresentava alterações em ambos os olhos. Confirmado o diagnóstico de opacidade do cristalino, foi indicada a cirurgia de facoemulsificação com implante de LIO em ambos os olhos com IRL no olho com maior astigmatismo topográfico dominante e incisão no meridiano mais curvo da topografia no olho contralateral.

Foram submetidos a cirurgia de catarata com implante de LIO multifocal dobrável (SA60D3 Acrysof® Resto®, Alcon Labs) realizada por um único cirurgião experiente. A técnica cirúrgica utilizada consistiu na marcação prévia do meridiano de 180 graus, com o paciente sentado olhando para o infinito; em seguida, foi feita incisão auto-selante "clear cornea" de 2,75 mm no meridiano mais curvo num dos olhos, e temporalmente associada a duas incisões relaxantes no meridiano mais curvo, de acordo com o nomograma de Louis Nichamin, no outro olho(10).

Nas incisões relaxantes limbares, foi utilizada a lâmina de diamante calibrada em 600 micra para realização das IRLs pouco anterior às paliçadas de Vogt, como no nomograma de Gills, sendo a extensão destas determinadas pelo nomograma de Nichamin, como nos quadros 1A-B(10,14,21).

 

 

 

 

A incisão acessória foi feita fora da IRL com bisturi de 15o. Foi realizado facoemulsificação convencional, utilizando-se o Neosonix Infinity Vision System (Alcon Labs, Forth Worth, Texas), com implante de LIO no saco capsular em todos os pacientes.

O quadro 2 mostra a ceratometria topográfica e o eixo mais curvo, segundo as topografias da córnea pré-operatória e pós-operatória.

 

 

Todos os pacientes relatam não haver diferença entre os olhos após a cirurgia quanto à qualidade de visão sem correção óptica, tanto de dia quanto à noite, de longe ou de perto.

O quadro 3 demonstra a refração e o equivalente esférico pré-operatórios e pós-operatórios.

 

 

No período pós-cirúrgico foi prescrita fluorquinolona de quarta geração (gatifloxacina 0,3%) por duas semanas, associada a corticóides tópicos (dexametasona 0,1%) por 30 dias de modo regressivo.

A média da aberração esférica nos olhos submetidos a IRL foi 0,171 e nos olhos submetidos a incisões no meridiano mais curvo foi 0,194 (p=0,71). A média da aberração de alta ordem nos olhos submetidos a IRL foi 0,481 e nos olhos submetidos a incisões no eixo mais curvo foi 0,697 (p=0,41).

Não houve complicações per-operatórias nas incisões (como queimadura, alargamento incisional, necessidade de sutura corneal), nem outros procedimentos oculares no período de acompanhamento pós-operatório, ou infecção pós-operatória. A acuidade visual pós-operatória no 90º dia sem correção óptica foi de 20/20 para longe e J1 (34 cm) para perto em todos pacientes. Nenhum paciente apresentou visão intermediária. Exame de estereopsia com teste de Titmus foi 40 segundos de arco em todos os pacientes.

 

DISCUSSÃO

A redução do astigmatismo corneal tem motivado os cirurgiões ao desenvolvimento de algumas técnicas utilizando incisões corneais e/ou limbares no ato operatório, destacando-se o ajuste na localização da incisão corneal principal de acesso à câmara anterior para facoemulsificação e também a realização de IRLs na periferia da córnea, ambas visando a aplanação do meridiano mais curvo(1,7-18). Cada técnica apresenta vantagens, sendo a primeira mais simples de ser realizada por não necessitar de outras incisões corneais, além das realizadas habitualmente, e também por serem confeccionadas com as lâminas usadas rotineiramente na facoemulsificação com pequena incisão, sem uso de instrumentos adicionais.

Nas IRL, uma grande vantagem consiste em não haver necessidade de alterar a posição operatória preferida por alguns cirurgiões, o que aumenta o conforto e a segurança na cirurgia, porém as incisões relaxantes pareadas feitas no meridiano mais curvo, de acordo com um nomograma, necessitam de uma lâmina acessória além de um marcador para delimitar a sua extensão(15). Apesar disso, as confecções delas na extrema periferia da córnea são simples de serem feitas por um cirurgião experiente e praticamente isentas de complicações, mantendo-se sem alterações no astigmatismo até 1 ano após IRL, devido à sua similaridade com as incisões convencionais da facoemulsificação(31).

Com relação à neutralização do astigmatismo, alguns estudos mostram que as incisões no meridiano mais curvo são capazes de induzir uma redução astigmática de até aproximadamente 1,0 dioptria, dependendo do tamanho da incisão e sua localização na córnea(1,9). A redução do astigmatismo corneano alcançado nas IRL durante a cirurgia se mostra maior que as realizadas no eixo mais curvo, sendo possível alcançar uma correção de até 4,0 dioptrias segundo Gills(7,10,14,21).

Em quatro relatos de casos, onde pacientes jovens submetidos a implantante de LIO multifocal unilateral, observou que não houve diferença de aberrações de alta ordem ou esférica entre os olhos de todos os pacientes na análise de "wavefront"(22). Não houve discordância nos dados relativos à análise de "wavefront" entre nossa amostra e a literatura. Não foi encontrada nenhuma análise relacionada à aberrometria e relaxante limbar na literatura.

Alguns estudos demonstraram que o implante de LIOs multifocais bilateralmente apresentou superioridade estatística comparado com o implante unilateral(23). No grupo em que foi implantada LIO multifocal unilateral no olho dominante, 80% dos pacientes negaram o uso de correção óptica. No grupo em que foi implantada LIO multifocal no olho não dominante, 78% relataram dependência do uso de correção óptica, principalmente para leitura. No nosso relato, todos pacientes demonstraram satisfação sem correção óptica para longe ou para perto, não identificando diferença entre os olhos. A correspondência retínica dos dois olhos é similar com relação à orientação, tamanho e resposta à velocidade ou à direção de movimento. Via de regra, o estímulo que vem de um olho predomina e produz resposta neuronal maior(31-33).

Não foi encontrada nenhuma análise relacionada à dominância ocular e relaxante limbar na literatura. Este trabalho concluiu que a incisão relaxante limbar demonstrou ser eficiente na diminuição do astigmatismo corneal após 18 meses de pós-operatório, mantendo a qualidade visual tanto do olho dominante submetido a IRL como do olho contralateral sem IRL em pacientes com lentes intra-oculares multifocais. Persistindo esta estabilidade incisional há possibilidade de melhora da dependência da correção óptica e qualidade de vida.

Sugerimos a realização de novos estudos para avaliar a incisão relaxante limbar com lente intra-ocular multifocal para demonstrar a eficácia, segurança e reprodutibilidade desta técnica, além da satisfação dos pacientes.

 

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Endereço para correspondência:
Wilson Takashi Hida
R. Afonso de Freitas, 488 - Apto. 61
São Paulo (SP) CEP 04006-052
E-mail: witaks@yahoo.com.br

Recebido para publicação em 24.07.2006
Última versão recebida em 24.10.2007
Aprovação em 08.11.2007

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP) - Brasil.

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