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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.71 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492008000600016 

ARTIGO ORIGINAL

 

Análise da qualidade de vida de portadores de uveítes de causas infecciosas e não infecciosas pelo questionário NEI-VFQ-25

 

Analysis of the life quality of infectious and non-infectious patients with uveitis using the NEI-VFQ-25 questionnaire

 

 

Paula Resende Aquino de Assis Pereira MelloI; Adriano de Carvalho RomaII; Haroldo Vieira Moraes JúniorIII

IPós-graduanda nível mestrado do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - Rio de Janeiro (RJ) - Brasil
IIMestre, Médico colaborador do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ - Rio de Janeiro (RJ) - Brasil
IIIProfessor adjunto e chefe do Setor de Uveíte do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ - Rio de Janeiro (RJ) - Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes portadores de uveítes infecciosas e não infecciosas avaliados no setor de uveíte do serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ, por meio da aplicação do questionário NEI-VFQ-25, de modo a esclarecer melhor a importância do diagnóstico e tratamento das uveítes, assim como suas conseqüências na função visual e social dos pacientes.
MÉTODOS: Estudo prospectivo composto de 30 pacientes com uveítes que foram divididos em dois grupos conforme a etiologia, infecciosa e não infecciosa, tendo sido aplicado duas vezes em cada paciente o questionário NEI-VFQ-25 que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde geral e visual.
RESULTADOS: A toxoplasmose foi a principal causa de uveíte infecciosa, enquanto a não infecciosa foi a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Quanto à qualidade de vida, a saúde geral é melhor no grupo de causa infecciosa, sendo que a saúde ocular é regular nos dois grupos. Apesar do déficit visual não provocar grandes distúrbios e restrições sociais, ambos os grupos apresentam comprometimento emocional importante, sendo que no grupo de causa não infecciosa, esse comprometimento gera grau maior de dependência para a realização de tarefas do cotidiano.
CONCLUSÃO: A maior dependência social e na realização de atividades do dia-a-dia no grupo de uveítes de causa não infecciosas, se explica pelo modo crônico e recidivante dessas afecções, o que leva à qualidade de vida inferior se comparada ao outro grupo.

Descritores: Qualidade de vida; Saúde ocular; Questionários; Uveítes/etiologia; Infecções oculares


ABSTRACT

PURPOSE: To evaluate the life quality of patients with infectious and non-infectious uveitis evaluated at the uveitis service of the Hospital Universitário Clementino Fraga Filho-UFRJ, using the NEI-VFQ-25 questionnaire in order to clarify the importance of uveitis diagnosis and treatment as well as its consequences to visual and social functions of the patients.
METHODS: Prospective study of 30 patients with uveitis, who were divided into two groups according to the etiology, infectious and non-infectious, with the NEI-VFQ-25 form that evaluates the life quality regarding general and visual health which was applied twice to each patient.
RESULTS: The main cause of infectious uveitis was toxoplasmosis, and of the non-infectious was Vogt-Koyanagi-Harada syndrome. Concerning quality of life, general health is better in the infectious uveitis group, but ocular health is regular in both groups. Although visual deficit does not cause great disturbances and social restrictions, both groups show important emotional alteration, but in the non-infectious group this alteration causes a higher dependence level regarding daily activities.
CONCLUSION: The greater social dependence as well as that regarding performance of daily activities in the uveitis group of non-infectious cause is explained by the chronic and relapsing mode of these affections, which turns life quality lower if compared to the other group.

Keywords: Life quality; Ocular health; Questionnaires; Uveitis/etiology; Eye infections


 

 

INTRODUÇÃO

Considerando a importância da capacidade visual do indivíduo para a sua independência na realização de suas atividades cotidianas e sobrevivência no mundo, torna-se importante a avaliação da qualidade de vida de pessoas portadoras de alguma patologia que provoque comprometimento visual(1-3).

Visto que a maioria dos médicos se preocupa mais com o fator doença e os meios para que se alcance a cura, não é dada importância às conseqüências socioeconômicas e psicológicas que o déficit visual determina na vida do doente, assim como muitas vezes, este também se preocupa ape-nas em ficar curado, não se importando com as suas futuras restrições(2-6). "Alguns pacientes estão mais preocupados com os episódios recorrentes da inflamação e a necessidade do uso de medicações freqüentes. Outros estão concentrados no resultado visual final, mesmo se a inflamação for leve, não se importando com a freqüência dos medicamentos"(7-8).

Para tanto, a avaliação da qualidade de vida desses pacientes, permite a otimização de estratégias de tratamento e meios de inseri-los adequadamente à estrutura social a que pertencem(1,4,9). "Somente através do entendimento da relação do paciente com a sua doença, o médico poderá escolher melhor a terapêutica e orientá-lo melhor quanto ao prognóstico, tempo de evolução e possibilidades de recuperação"(7,10-11) .

Dentre as diversas patologias que acometem a visão, priorizamos neste estudo as uveítes, que são inflamações que acometem o trato uveal (íris, corpo ciliar e coróide)(5,7).

As uveítes podem ser classificadas de diversas maneiras, segundo as estruturas acometidas, o curso clínico (agudo, subagudo ou crônico), a uni ou bilateralidade, a etiologia e o aspecto clínico como se apresentam(7).

Os autores dividiram a amostra em dois grupos segundo a causa: infecciosas e não infecciosas.

O questionário de função visual (VFQ) foi desenvolvido pelo "National Eye Institute" (NEI) com o objetivo de criar um instrumento para avaliar a influência da incapacidade visual e dos sintomas visuais em domínios de saúde genéricos, tais como, o bem-estar emocional e função visual; em adição a domínios orientados para tarefas relacionadas a atividades diárias. Esta avaliação é realizada por meio de perguntas que determinam o grau de dificuldade para executar determinadas tarefas, como: descer escadas, ler placas na rua, assim como outras atividades do cotidiano(2,3,9-11,14-18).

O questionário de função visual NEI-VFQ-25 é um produto de análise e redução de itens do NEI-VFQ-51, realizada com a finalidade de diminuir o tempo de administração do questionário, torná-lo menos cansativo para o paciente e mais prático para o uso na rotina diária dos serviços de saúde(14-15).

O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida dos portadores de uveítes infecciosas e não infecciosas por meio da aplicação do questionário NEI-VFQ-25, de modo a esclarecer melhor sobre a importância do diagnóstico e tratamento das uveítes, assim como suas conseqüências na função visual e social dos pacientes.

 

MÉTODOS

Foram avaliados 30 pacientes atendidos no setor de uveíte do departamento de oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ. Todos os pacientes apresentavam o diagnóstico confirmado no período do estudo, por meio de exame oftalmológico e complementar.

Esta pesquisa foi realizada no período de novembro de 2006 a abril de 2007.

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital acima referido e devidamente registrado na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Os 30 pacientes incluídos no estudo foram divididos em dois grupos: portadores de uveítes infecciosas e uveítes não infecciosas. Treze pacientes foram do grupo de causas infecciosas e 17 do grupo de causas não infecciosas. Em relação ao grupo de uveítes infecciosas, nove casos apresentaram o diagnóstico de toxoplasmose e o restante da amostra com um caso de cada diagnóstico: necrose retiniana aguda em pacientes HIV positivos, retinite por citomegalovírus, tuberculose ocular e coroidite multifocal. Quanto ao grupo de uveítes não infecciosas, seis casos apresentaram diagnóstico de Vogt-Koyanagi-Harada, cinco de artrite reumatóide juvenil, quatro com doença de Behçet, um caso do esclerite e um com retocolite ulcerativa.

Foi aplicado o questionário National Eye Institute - Visual Function Questionnaire - 25 (NEI-VFQ-25), que avalia a saúde geral do paciente, assim como a qualidade de vida relacionada à saúde visual (Anexo 1).

Este questionário tem validade e confiabilidade estatisticamente comprovados(14).

O questionário é composto de três partes, sendo a primeira com quatro perguntas relacionada com a saúde geral e visão. A segunda parte é formada por doze perguntas sobre dificuldades em realizar algumas atividades e a terceira parte com nove perguntas sobre como as coisas que são feitas podem ser afetadas pela visão. O mesmo foi aplicado duas vezes em cada paciente com intervalo mínimo de 15 dias, sendo que, em caso de grande discrepância entre as respostas da primeira e da segunda aplicação, o mesmo foi considerado inválido. As respostas são numeradas de um até seis, sendo considerada inválida aquelas que tiveram variação maior ou igual a 3. Havendo pequena diferença (variação menor ou igual a 2), considera-se a última resposta para fins estatísticos.

Foram colhidos os seguintes dados: sexo, idade, escolaridade, profissão, procedência. Todos os pacientes foram orientados quanto aos objetivos e a metodologia empregada, assinando após esta orientação, o termo de consentimento livre e esclarecido.

Após a consulta ao serviço de Bioestatística, para a obtenção dos resultados foi decidido pela análise estatística descritiva.

 

RESULTADOS

Dos 30 pacientes avaliados, 13 foram do grupo de uveítes infecciosas (43,33%) e 17 do grupo de uveítes não infecciosas (56,66%).

Entre os pacientes com diagnóstico de uveíte infecciosa, 6 (46,15%) foram do sexo masculino e 7 (53,84%) do sexo feminino. A média de idade foi de 34,15 anos, variando de 16 a 62 anos. Nove (69,23%) pacientes foram brancos, 3 (23,07%) pardos e 1 (7,69%) negro.

Quanto à procedência, 7 (53,84%) foram do Rio de Janeiro e 6 (46,15%) de outros estados.

Em relação à escolaridade, 3 (23,07%) tinham segundo grau completo, 3 (23,07%) segundo grau incompleto, 5 (38,46%) primeiro grau incompleto, 1 (7,69%) primeiro grau completo e 1 (7,69%) analfabeto.

Em relação ao grupo com uveítes não infecciosas, 6 (35,29%) foram do sexo masculino, 11 (64,70%) do sexo feminino. A média de idade foi de 33,05 anos variando de 7 a 70 anos.

Dez (58,82%) pacientes foram brancos, 6 (35,29%) pardos e 1 (5,88%) negro.

Quanto à procedência, 16 (94,11%) foram do Rio de Janeiro e 1 (5,88%) de outro estado.

Em relação à escolaridade, 5 (29,41%) tinham segundo grau completo, 2 (11,76%) segundo grau incompleto, 2 (11,76%) primeiro grau completo, 8 (47,05%) primeiro grau incompleto e nenhum analfabeto.

No quadro 1 temos os resultados do questionário VFQ-25.

 

 

DISCUSSÃO

No grupo estudado, constatamos que a principal causa de uveítes infecciosas foi a toxoplasmose, e entre as não infecciosas foi a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada.

Nossos resultados estão de acordo com os achados da literatura. A causa mais comum das uveítes infecciosas posteriores é a toxoplasmose, acometendo 80% dos casos no Brasil, e a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é responsável por 2% a 4% das uveítes, sendo a principal causa de uveítes não infecciosas(7,19-20).

Observamos que a prevalência, tanto nas uveítes infecciosas quanto nas não infecciosas foi maior no sexo feminino, sendo a maior parte branca, com primeiro grau incompleto e média de idade de trinta e três anos (33,6). Estes resultados quanto ao sexo e idade média relacionados às uveítes não infecciosas, equivalem-se aos achados da literatura(14,21). Em relação à principal causa de uveítes infecciosas, a faixa etária acometida varia entre a 1ª e 2ª décadas de vida(7,21).

No nosso trabalho, a prevalência foi maior na quarta década de vida. Esta diferença foi devido a não investigação da origem, congênita ou adquirida, da doença. Pois, os pacientes do estudo já estavam com o diagnóstico estabelecido, o que impediu a diferenciação entre a causa congênita ou adquirida.

Comparando a qualidade de vida entre os grupos, percebemos que os pacientes com uveítes de causas infecciosas consideram a saúde geral boa, e os de causas não infecciosas, insatisfatória. Como a saúde geral está diretamente relacionada à saúde ocular, o curso da doença assim como o tempo de duração da atividade inflamatória e o número de recorrência são condições determinantes para o surgimento de complicações, o que justifica os nossos resultados(22-24).

Quanto à saúde ocular, o resultado foi regular para ambos os grupos, com presença de dor ocular na maioria dos casos.

Grande parte dos pacientes, nos dois grupos, relatou muita dificuldade com as atividades que requerem boa visão para longe e perto. Esta dificuldade pode estar relacionada não apenas à uveíte, mas também a outras doenças associadas, como erro refracional e catarata.

Nos dois grupos analisados, a maioria não apresentou alterações na distinção de cores, enquanto que relacionado à visão periférica, grande parte apresentou alterações, sendo sutis no grupo de uveítes infecciosas e de moderadas a significativa no outro grupo.

Quanto aos aspectos sociais e psicológicos, observamos que o acometimento visual, dependendo de sua etiologia, pode provocar restrições em suas vidas. No entanto, observamos que nos casos de etiologias não infecciosas, a maioria apresenta dependência nas suas atividades diárias.

Analisando o questionário, notamos um maior número de respostas inválidas no grupo de uveítes infecciosas, portanto, não foi possível justificar este resultado pelas características da doença, já que os pacientes do estudo eram submetidos ao acompanhamento clínico de rotina e nenhum deles apresentou doença em atividade durante o período que foi realizado a pesquisa, não havendo mudança da acuidade visual que pudesse interferir na qualidade de vida, ou por outros motivos, como o nível intelectual dos pacientes.

Em relação ao grupo das uveítes não infecciosas, foram poucas as respostas inválidas, não havendo também, alteração do curso clínico da doença no período estudado, não interferindo na qualidade de vida. Portanto, não foi possível encontrar uma explicação que justificasse a diferença de respostas inválidas entre os grupos.

Desse modo, vemos que as dependências sociais e a realização das atividades diárias é menos observada entre os portadores de uveítes infecciosas se comparado aos portadores de uveítes não infecciosas. Fato este que se explica pelo comportamento recidivante e crônico dessas afecções, ocasionando maior chance de complicações, o que mostra que a qualidade de vida desses pacientes é ligeiramente inferior se comparado ao outro grupo, o que nos faz refletir a respeito de diferentes abordagens e estratégias de tratamento e acompanhamento entre os grupos, assim como, a utilização de futuros cuidados de saúde.

Como as decisões clínicas e cirúrgicas são feitas baseadas apenas nos valores da acuidade visual, e que o mundo real é composto de objetos de diferentes freqüências luminosas e contrastes, a avaliação apenas da acuidade visual é uma forma simples de verificação da qualidade de vida, tornando-se importante a verificação da percepção do paciente de seu próprio desempenho visual.

O questionário NEI-VFQ 25 pode ser usado para avaliar a influência das várias doenças oculares e as intervenções necessárias para o bem-estar do dia-a-dia dos pacientes.

 

CONCLUSÃO

Pelo fato crônico e recidivante das uveítes de causas não infecciosas, a qualidade de vida dos pacientes deste grupo torna-se inferior, sendo causada por uma maior dependência social e dificuldade na realização das atividades do dia-a-dia. Portanto, as estratégias de tratamento, deste grupo de pacientes, devem abranger tanto os aspectos de saúde visual quanto a saúde mental.

 

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Endereço para correspondênica:
Paula Resende Aquino de Assis Pereira Mello
Rua Desembargador Canedo, 375 - Apto. 502
Muriaé (MG) — CEP 36880-000
E-mail: paula.raap@gmail.com

Recebido para publicação em 30.09.2007
Última versão recebida em 16.06.2008
Aprovação em 14.08.2008

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - Rio de Janeiro (RJ) - Brasil.
Nota Editorial: Depois de concluída a análise do artigo sob sigilo editorial e com a anuência dos Drs. Carlos Roberto Neufeld e Moysés Eduardo Zajdenweber sobre a divulgação de seus nomes como revisores, agradecemos suas participações neste processo.

 

 

Anexo 1. Questionário NEI-VFQ-25

 

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