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Arquivos de Gastroenterologia

Print version ISSN 0004-2803On-line version ISSN 1678-4219

Arq. Gastroenterol. vol.38 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-28032001000100003 

ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE

 

CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CANAL ANAL: análise de 11 casos

 

Ana Paula GUIMARÃES*, Délcio MATOS**, Roberto SEGRETO*** e Nora Manoukian FORONES****

 

 


RESUMO ¾ Racional - O câncer de canal anal é um tipo raro de neoplasia, sendo responsável por 4% dos tumores de intestino grosso. São descritos os aspectos clínicos e o tratamento dos pacientes com câncer escamoso desta região. Casuística - Analisaram-se, retrospectivamente, 11 pacientes com carcinoma espinocelular de canal anal. Nove pacientes eram do sexo feminino e dois do masculino. A idade média dos pacientes foi de 57,6 anos (variação 35-82 anos). Resultados - Os sintomas mais freqüentes foram sangramento retal, tumoração e dor local. Seis pacientes tinham lesão benigna prévia local e dois tinham doença metastática na ocasião do diagnóstico. Todos foram submetidos a quimioterapia sistêmica com 5-fluorouracil e mitomicina. Após o tratamento quimio e radioterápico, quatro apresentavam doença residual e foram submetidos a ressecção abdômino-perineal. Três pacientes apresentaram recidiva e quatro morreram pela evolução da própria doença. Conclusão - A maioria dos doentes era do sexo feminino. A químio e a radioterapia podem ser tratamentos curativos nos pacientes com doença localizada; no entanto, aqueles com doença residual devem ser submetidos a ressecção abdômino-perineal. Embora o câncer espinocelular de canal anal seja doença curável, quatro pacientes foram a óbito por terem sido diagnosticados em fase avançada.

DESCRITORES ¾ Carcinoma de células escamosas. Neoplasias do ânus.


 

 

INTRODUÇÃO

O câncer de canal anal apresenta-se como um tipo infreqüente de neoplasia. Nos EUA observa-se que cerca de 1% a 2% dos cânceres de intestino grosso e 3,9% dos tumores anorretais são de canal anal(16, 33). O tipo histológico mais comum é o espinocelular, observado em até 47% dos casos, seguido pelos tipos, cloacogênico, adenocarcinoma e, mais raramente, melanoma ou adenocarcinoma mucinoso(33).

Dados epidemiológicos evidenciam diferentes fatores de risco para o desenvolvimento da patologia como, as doenças sexualmente transmissíveis, o coito anal, o homossexualismo, o tabagismo, as doenças perianais e a imunodepressão(7, 10, 14, 18, 19).

O canal anal se estende do reto até a pele perianal. O estadiamento deste câncer obedece ao sistema UICC (International Union Against Cancer) de 1987, onde T equivale ao tamanho e à invasão do tumor nas diferentes camadas do órgão, N faz relação a invasão de linfonodos e M a presença ou não de metástases (Quadro 1). Os tumores menores que 2 cm e os bem diferenciados têm melhor prognóstico(25, 33).

 

 

No que se refere ao tratamento, a cirurgia de ressecção abdômino-perineal de reto era o tratamento de escolha(27); hoje se opta em primeira linha pela radioterapia, associada ou não à quimioterapia(3, 4, 6, 8, 12, 22).

Neste estudo foram avaliados os pacientes com carcinoma espinocelulares de canal anal, tratados e acompanhados no ambulatório do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo ¾ Escola Paulista de Medicina UNIFESP-EPM.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Realizou-se análise retrospectiva de 11 casos, sendo 9 mulheres e 2 homens, atendidos no setor de Oncologia da Disciplina de Gastroenterologia da UNIFESP-EPM, no período de janeiro de 1995 a junho de 1999. A idade média dos pacientes foi de 56,8 anos (35 a 82 anos). Todos apresentavam exame anatomopatológico com diagnóstico de carcinoma espinocelular (CEC). Analisaram-se as histórias clínicas, o tratamento realizado (radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia), o aparecimento de recurrência e a sobrevida (Quadro 2). Entre os antecedentes pessoais, avaliaram-se a promiscuidade sexual, a doença anterior em região anal, o tabagismo e o uso de drogas endovenosas.

 

 

RESULTADOS

Foi observada maior prevalência do carcinoma espinocelular de canal anal no sexo feminino em relação ao sexo masculino (4,5:1).

Na investigação da história clínica, observou-se presença de sangramento em 91%, mudança das características das fezes (afilamento) em 54%, sensação de corpo estranho em região anal em 36%, dor em região anal em 36%, prurido anal em 27%, incontinência fecal em 18% e emagrecimento em 45%.

Quanto aos antecedentes pessoais, três pacientes eram tabagistas, um fazia uso de drogas endovenosas e apenas um paciente relatou promiscuidade sexual. Dos 11 pacientes 6 possuíam lesão prévia em região anal, sendo 4 com lesões sugestivas de HPV e 2 com botões hemorroidários.

Quanto ao estádio, houve grande variação: três pacientes eram estádio II, cinco eram estádio III e dois estádio IV (Quadro 3); um dos pacientes abandonou o tratamento antes mesmo de terminar o estadiamento. Todos os pacientes foram submetidos a quimioterapia com 5-fluorouracil (5-FU) e mitocina, nas dosagens de 15 mg/m2 de mitomicina no primeiro dia e de 1 g/m2 de 5-FU por dia, por infusão contínua por 4 dias (1o ao 4o dia). A radioterapia realizada foi externa, nas dosagens de 4500-5500cGy divididas em 25 sessões, de início, no 1o dia de quimioterapia. A toxicidade observada foi leve a moderada, sendo náuseas e ardor no local da punção, as principais queixas. Não foram observadas leucopenias severas (glóbulos brancos inferiores a 2000/mm3) ou plaquetopenia inferior a 50000/mm3. Também não foram observados diarréias ou vômitos que justificassem internação do paciente para reposição hidroeletrolítica (toxicidade 3 ou 4).

 

 

Quatro pacientes foram encaminhados à cirurgia para ressecção de tumor residual. A doença foi considerada irressecável em um deles, sendo submetido a novas sessões de quimioterapia com 5-FU e mitocina. Um dos doentes que desenvolveu recurrência, também foi submetido a quimioterapia com 5-FU e cisplatina. Esta última foi prescrita na dosagem de 75 mg/m2 no 1o dia de quimioterapia, associada ao 5-FU nas mesmas dosagens que no esquema anterior. Neste esquema não foi observada toxicidade renal, mas náuseas e vômitos foram sintomas freqüentes, que não impediram a continuidade do tratamento. O uso de antieméticos como o ondansetron associado a dexametasona torna-se necessário na realização deste esquema.

Dois doentes abandonaram o tratamento, sendo que um deles não tinha terminado o estadiamento ou iniciado qualquer terapêutica. Entre os três que desenvolveram recurrência, um foi a óbito após 3 meses, o outro após 2 anos e o terceiro continua vivo com 40 meses de acompanhamento, após o diagnóstico da doença. Entre os doentes com doença metastática, a sobrevida foi de 18 meses, em média. Dois destes tinham doença metastática na ocasião do diagnóstico e também foram a óbito. Os demais doentes estão em acompanhamento no Serviço por um período que varia entre 20 e 60 meses.

 

DISCUSSÃO

O carcinoma espinocelular de canal anal é muito menos freqüente que o adenocarcinoma de reto; por isso, durante 5 anos observaram-se apenas 11 pacientes com tumores nesta região. GALLÉN e PLA(14) também observaram apenas 20 casos, em 14 anos, no Hospital Delmar, em Barcelona.

A população acometida por esta neoplasia foi predominantemente do sexo feminino (82%), semelhante à descrita por RICH et al.(31), OLIVEIRA(27), HABR-GAMA et al.(15), que observaram maior freqüência deste câncer na população do sexo feminino. GABRIEL(13), em 1941, e MORSON(26), em 1959, demonstraram que, ao contrário do adenocarcinoma de reto, o carcinoma epidermóide de canal anal tinha distribuição semelhante nos dois sexos. GABRIEL(13) observou, também, que os tumores no sexo masculino eram menos agressivos que nas mulheres.

Em relação à idade, observou-se grande variação, sendo 36% com idade inferior a 50 anos, ao contrário do observado no adenocarcinoma de reto, onde a maior parte da população tem mais de 50 anos(33).

Muitos autores relacionam esta neoplasia a doenças prévias locais que causariam irritação crônica no canal anal, como condilomas, fístulas, hemorróidas ou abscessos(1, 7). Entre os doentes desta série, observaram-se que 27% apresentavam doença local por papiloma vírus e 18% por hemorróidas. Apenas um paciente fazia uso de drogas endovenosas. Quanto à promiscuidade, torna-se difícil a verdadeira investigação devido a falta de relatos dos pacientes que omitem dados referentes a suas atividades sexuais.

O diagnóstico de carcinoma epidermóide é relativamente fácil(3, 11), porém a semelhança dos sintomas com os quadros hemorroidários (dor local, sangramento e tumoração anal), a negligência médica em não examinar a região anal ou ainda o desconhecimento da patologia, fazem com que o diagnóstico seja feito, em muitos casos, em fases avançadas da doença.

A disseminação do CEC de canal anal é diferente da descrita no adenocarcinoma de reto. Neste, a disseminação é principalmente hematogênica ou por contiguidade, com formação de metástase pulmonar e hepática. Ao contrário, no CEC as metástases nestes órgãos são raras e a disseminação linfática para gânglios inguinais e mesmo mesentéricos, são mais freqüentes. Esta via de disseminação torna a radioterapia local e da região inguinal necessária ao tratamento, independente da ressecção do tumor. Devido a este fato, ao tipo de cirurgia mutiladora necessária para ressecção destes tumores com conseqüente colostomia definitiva e aos bons resultados observados em outras neoplasias espinocelulares, como nos tumores de laringe, a quimioterapia e a radioterapia tornaram-se o tratamento de eleição destes doentes. Após o término do tratamento, a lesão local deve ser avaliada; se persistente deverá, então, ser ressecada cirurgicamente(21, 23, 30). A principal droga quimioterápica usada tem sido a 5-FU combinada com a mitocina e/ou cisplatina por 4 a 5 dias(9, 24, 28, 29, 30, 32, 33). Associada à quimioterapia, realiza-se a radioterapia com dose de radiação entre 4500 e 5500cGy, dividida em 5 semanas(20, 30, 31, 32). Nos estádios iniciais, menores doses de radiação (3000cGy) têm bons resultados com menos efeitos colaterais(34, 35).

Com esta terapêutica, observa-se índice de sobrevida de 70%, após 5 anos. A doença confinada ao plano muscular está associada a menor risco de recidiva local e menor mortalidade(17). A mitomicina parece ser uma das drogas de melhor eficácia e menor toxicidade. Alguns autores(28, 36) preconizam o uso de outras drogas, como a cisplatina ao invés da mitocina nos doentes que não tiveram resposta total ou mesmo como primeira droga associada ao 5-FU, nos doentes com tumores avançados. No entanto, a sobrevida não parece ser maior nos doentes que usaram cisplatina e os efeitos colaterais são superiores. Por isso preferiu-se o esquema 5-FU e mitocina como primeira escolha, sendo a cisplatina indicada nos casos de recidiva não-ressecável do tumor. Nos casos de doença residual optou-se por ressecção tumoral. Mesmo nos casos avançados, a cirurgia após radio e quimioterapia pode curar 50% dos doentes.

Nos idosos, sem condições cirúrgicas ou nos doentes com tumores in situ, o tratamento local com laser pode ser indicado(2, 37).

Conclui-se que o carcinoma espinocelular de canal anal teve maior incidência no sexo feminino. A quimioterapia associada à radioterapia pode ser tratamento curativo nos doentes com doença localizada; no entanto, pacientes com doença residual devem ser submetidos a ressecção abdômino-perineal. Embora o câncer espinocelular de canal anal seja doença curável, quatro pacientes foram a óbito por terem sido diagnosticados em fase avançada.

 

 


Guimarães AP, Matos D, Segreto R, Forones NM. Squamous cell carcinoma of the canal anal: analysis of 11 patients. Arq Gastroenterol 2001;38(1):9-12.

ABSTRACT ¾ Background - Anal cancer is an uncommon malignancy accounting for only a small (4%) percentage of intestinal cancer. The authors described the clinical aspects and the treatment of the patients with squamous cell carcinoma of the canal anal. Patients - Eleven patients with squamous cell carcinoma treated among 1995 and 1999, were analyzed retrospectively. Nine were women and two were men. The mean age was 57.6 years old (range 35-82 years old). Results - The most common symptoms were rectal bleeding, local tumor and pain. Six of them had previous anal benign disease and two had metastases at the diagnosis. All were submitted to systemic chemotherapy with 5-fluorouracil and mitomicin and radiotherapy with 4500cGy. Four patients had residual disease after chemo radiation and salvage surgery with abdominoperineal resection was done. Three patients had recurrence and four died from the disease. Conclusion - Most of our patients were women. The chemo radiation can be a curable treatment in patients with local disease; conversely in patients with residual disease, abdominoperineal resection must be done. Although anal cancer is an often curable disease, four patients died because the diagnosis was done in advanced stage.

HEADINGS ¾ Carcinoma, squamous cell. Anus neoplasms.


 

 

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Recebido em 10/12/1999.
Aprovado em 17/10/2000.

 

 

* Aluna do Curso de Especialização em Gastroenterologia Clínica da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP-EPM, São Paulo, SP.

** Professor Livre-Docente da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica da UNIFESP-EPM.

*** Professor Livre-Docente do Setor de Radioterapia da UNIFESP-EPM.

**** Professor Adjunto da Disciplina de Gastroenterologia Clínica da UNIFESP-EPM.

Endereço para correspondência: Dra. Nora Manoukian Forones - Rua Botucatu 740, 2o andar - 04023-900 - São Paulo, SP. e-mail: nora@gastro.epm.br

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