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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.21 no.2 São Paulo June 1963

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1963000200007 

Análises de livros

 

 

LUDO VAN BOGAERT. Livro Jubilar. Um volume com 908 páginas contendo notas biográficas e a lista de trabalhos do homenageado, assim como 90 contribuições de seus amigos e discípulos coligidas pelo pessoal do Instituto Bunge (Berchem-Anvers). Editions Acta Medica Bélgica (Rue des Champs-Elysées 43, Bruxelles 5) 1962.

Neurologista de largo descortino com sólida base neuropatológica, clínico e pesquisador com vultosa bagagem de mais de 600 publicações, professor nato, tendo conseguido reunir em tôrno de si uma plêiade de discípulos apesar de não ter qualquer título universitário oficial, organizador de um instituto neurológico de renome universal, Ludo van Bogaert é, além disso tudo, credor da gratidão dos neurologistas de todo o mundo pelo muito que tem feito pelo progresso da Neurologia e das ciências que lhe são afins. Líder inconteste da Neurologia Mundial pelo planejamento e realização de simpósios e congressos de assuntos neurológicos em várias partes do mundo, Ludo van Bogaert, a quem seus pares já conferiram por dois quatriênios a presidência da Federação Mundial de Neurologia, projeta-se pela sua personalidade e pelas múltiplas facetas de sua intensa e profícua atividade. Ludo van Bogaert pode orgulhar-se de ter realizado obra ingente tanto no que se refere ao desenvolvimento da Neurologia e da Neuropatologia em seu país natal, como no sentido de estabelecer uma rêde internacional de comunicações de subido valor para o entrosamento de especialistas visando o desenvolvimento de tôdas as disciplinas que constituem, hoje, a ciência neurológica.

Daí resultou a afluência de trabalhos para a corporificação dêste livro jubilar, homenagem de discípulos, colegas e amigos ao professor, ao chefe, ao organizador, ao patrono, ao amigo sempre diligente e esforçado, por ocasião do seu 65º aniversário. Dos sentimentos daqueles que mantêm mais íntimo contato com Ludo van Bogaert dizem bem as apresentações que justificam a publicação dêste livro. Thomas J. Meyer, presidente do renomado Instituto Bunge, iniciando um testemunho que é, ao mesmo tempo, um louvor ao trabalhador infatigável e um comovido agradecimento ao organizador e chefe, diz: "Docteur en médicine constamment préoccupé de soulager les misères humaines, homme de science de grande valeur jouissant d'une réputation mondiale, administrateur soucieux d'assurer l'avenir de ce qu'il a créé, humaniste curieux de tout ce qui touche au développement du savoir et de la culture, collectionneur et artiste épris de beauté, il s'est intéressé à toutes les valeurs qui permettent à l'homme de s'élever au-dessus de lui-même, en dépit d'une car-rière remarquablement remplie". Um de seus mais assiduos colaboradores, J. Rader-mecker, ao esboçar a biografia do homenageado, diz, a certa altura: "Votre teuvre, vous l'avez faite d'une haleine et vous la continuez au même rythme. Toujours curieux, toujours intéressé, cherchant à multiplier les contacts humains, encoura-geant toute initiative nouvelle, lui inspirant la direction la plus efficace. Jamais fatigué, par on ne sait par quel miracle, vous dirigez tout en travaillant, vous or-donnez tout en executant, vous enseignez tout en examinant vos malades, tout en étant penché sur votre microscope".

A admiração que lhe votam amigos e colegas está expressa nos ofertorios que precedem numerosos dos 90 trabalhos contidos neste livro, onde há um pouco de tôdas as ciências neurológicas - neurologia clínica, neurocirurgia, neuropatologia, neuroquímica, neurorradiologia, liquorologia, eletrencefalografia, neuratomia, neuro-fisiologia - escrito por colaboradores de alto quilate, representando o que há de melhor em todo o mundo. O material publicado é extremamente variado em espécie, não permitindo análise, mesmo superficial. O livro é um repositório de documentos e de idéias preciosas, expostas como subsídios de grande valor. Dando

ênfase a esta "análise" sem analisar coisa alguma, Arquivos de Neuro-Psiquiatria serve-se da oportunidade para congratular-se com os que tiveram a idéia de publicar êste livro jubilar homenageando um homem ao qual poderia ser dado, com precipuas razões, o título de benemérito da Neurologia Mundial.

O. LANGE

 

DIE ARCHITEKTONIK DES MENSCHLICHEN STIRNHIRNS. Friedich Sanides. Um volume (16,5X24,5) com 201 páginas, 75 figuras e 48 estampas. Springer Verlag, Berlin-Gõttingen-Heidelberg, 1962.

Origináriamente apresentado como tese de docência-livre em neuroanatomia na Universidade de Frankfurt-am-Main, o livro constitui aquisição de alto valor para a neurologia, a psiquiatria, a neuroanatomia, a fisiología do sistema nervoso humano e para os campos afins de pesquisa. A apresentação material excelente, como é peculiar aos editores alemães, ressalta o valor intrínseco do escrito, o qual é fartamente ilustrado (as 75 figuras se compõem de fato de 108 ilustrações e as 48 estampas contêm ao todo 51 reproduções de lâminas histológicas) e traz bibliografia extensa, seguida de índice analítico. As 41 lâminas citoarquitetônicas igualam em perfeição às do clássico atlas de von Economo e Koskinas. Produzida inicialmente nos Institutos de Kleist e de Vogt, com os quais "desapareceram os últimos grandes representantes de uma grande época da pesquisa sôbre o cérebro", é esta notável produção dedicada à memória de Kleist.

O trabalho baseou-se nas novas concepções sôbre os campos cerebrais do homem, levando em conta as recentes contribuições e algumas das restrições de ordem teórica, especialmente de von Bonin e Bailey. O autor utilizou os métodos de coloração combinada para fibras e células, de modo a comparar cuidadosamente cada campo sob o aspecto mieloarquitetônico e o citoarquitetônico em cortes contíguos. Discute os resultados de tais pesquisas, extensamente, nos capítulos I e II, respectivamente "Citoarquitectonia em geral" e "Arquitectonia e circunvoluções". Nota assim que os limites entre os campos citoarquitetônicos se relacionam com os contornos girais - levando-se em conta o fundo dos sulcos e das cisuras - ao contrário do que se conhece através dos mapas de Brodmann e de Economo. Muito mais próximos dos resultados de Sanides são os de O. Vogt, porque baseados na mielo-arquitectonia, a qual levara aquêle grande mestre a elevar para 60 o total de campos corticais do lobo frontal, como é sabido. A concordância entre a distribuição geral dos giros e a dos novos campos arquitetônicos do autor (Sanides) não decorre de coincidência, diz êste, mas do fato de serem aqui encarados os processos evolutivos do córtex. Isto faz com que o autor possa projetar diretamente em fotografias do cérebro o próprio mapa arquitetônico (figs. 50-54, págs. 94 e 95). A esta concepção, que de certa forma faz voltar a pesquisa sôbre o cérebro à antiga divisão pré-arquitetônica, deseja opor quem esta análise assina, apenas como observação incidente, o fato de que neurofisiològicamente as unidades funcionais do córtex não correspondem às unidades morfológicas, quer dos giros, quer dos campos arquitetônicos. Assim, a nova concepção arquitetônico-genética vem trazer mais uma contribuição para a compreensão funcional do manto cortical.

No capítulo III - "O córtex frontal" - o principal e o mais extenso, o autor expõe o quadro morfológico (Windungsbild), as zonas limítrofes rinencefálicas e a concepção do "princípio das gradações girais". Descreve de modo perfeitamente concludente as nove zonas arquitetônicas do lobo frontal e os 51 campos simultaneamente citológicos e mieloarquitetônicos (págs. 94-176). No capítulo final, discute com precisão a nova carta arquitetônica.

Em suma, arquitectonia do córtex frontal, pelo que encerra de estudo sistemático da literatura, de documentação científica farta e original, de sugestões para novas pesquisas e de descortínio num campo científico que pareceria esgotado, não pode faltar na estante dos estudiosos de tão relevantes problemas da natureza humana.

ANÍBAL SILVEIRA

 

INFORMATION STORAGE AND NEURAL CONTROL. William S. Fields e Walter Abbott, editores. Um volume (16X23) com 411 páginas, 103 figuras e 21 tabelas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois), U.S.A., 1962.

O progresso nas ciências biológicas tem sido consideravelmente limitado pela nossa incapacidade em obter dados quantitativos objetivos em várias áreas de investigação. Os biostaticistas e geneticistas foram dos primeiros a reconhecer esta séria lacuna e a tentar preenchê-la. A conceito de conteúdo informativo variável foi introduzido quando o valor informativo de um grupo de observações foi definido como a recíproca da variância dos dados. À primeira vista, êste conceito parece entrar em conflito com as idéias atuais sôbre o alto conteúdo informativo de um dado de baixa probabilidade. Isto, porém, não é obrigatório, pois uma estreita faixa de variação implica na inclusão de observações pouco prováveis das extremidades da curva normal, de alto valor informativo, porquanto de pouca probabilidade. Outro passo importante resultou da aplicação às ciências biológicas, de leis físicas e químicas derivadas das ciências exatas. Assim, os estudos de Gause e Witt sobre a ação competitiva nos sistemas biológicos constitui a verificação experimental de vários modelos descritos por Lotka. A moderna era da biologia física, ou física biológica, recebeu grande impulso com a publicação da obra de Shannon - The Mathematical Theory of Communication - em 1948. Só agora começa a ser compreendido o impacto desta contribuição monumental.

O presente livro destina-se a apresentar, tanto aos cientistas básicos como aos clínicos, um espectro das aplicações da teoria da informação em Biologia. Depois de definida e explicada essa teoria, são discutidos os seguintes aspectos: informação nos sistemas biológicos, aspectos neurofisiológicos do armazenamento e transferência da informação, o sistema nervoso humano interpretado segundo a teoria da informação. O volume reúne as comunicações apresentadas à X Reunião Científica Anual da Sociedade Neurológica de Houston. Muitos dos conceitos e técnicas nêles relatados constituem atualmente apenas pesquisa básica, mas é indubitável que, no futuro, uma apreciação melhor dêstes fatos será extraordinariamente importante para os clínicos. Trata-se, portanto, de livro de sumo interêsse para todos quantos se dedicam ã pesquisa médica, particularmente no campo da Neurologia.

H. CANELAS

 

CEREBRAL INFARCTION. THE ROLE OF STENOSIS OF THE EXTRACRANIAL CEREBRAL ARTERIES. Peter O. Yates e Edward C. Hutchinson. Um volume com 95 páginas. Her Majesty's Stationery Office, Londres, 1961.

Há mais de um século e com relativa freqüência, autópsias de casos com enfartes cerebrais têm resultado negativas quanto à presença de lesões significantes nas artérias cerebrais; como possível causa dêsse fato, tem sido atribuída grande importância às oclusões das carótidas na região cervical. No presente trabalho, fruto da colaboração de um anátomo-patologista e de um clínico, são estudados, sob o ponto de vista histopatológico, 100 casos suspeitos de isquemia cerebral, sendo examinada tôda a árvore cérebro-vascular, desde a aorta até o encéfalo, incluindo os vasos dos sistemas carotideo e vértebro-basilar. Quando possível, foi tentada a correlação clínico-patológica. Em 35 casos em que havia enfarte cerebral foram verificados, no conjunto, 74 zonas enfartadas, 16 das quais no cerebelo. Em cêrca de metade dêsses casos havia oclusão ou pronunciada estenose das artérias locais; entretanto, significantes lesões estenosantes foram encontradas em 90% das artérias extracranianas. Na maior parte dos casos, as lesões vasculares (cerebrais ou extra-cerebrais) eram devidas a ateroma ou trombose; em vários casos foram assinaladas hemorragias no interior das placas ateromatosas. Em 33 dos 100 casos, havia pronunciada estenose ou oclusão de ambas as carótidas e das vertebrais; em 18 casos estavam estenosados apenas as carótidas internas e, em 7, apenas as artérias vertebrais. Assim, havia estenose ou oclusão das carótidas em 51 casos, sendo, ao todo, comprometidos 77 vasos, em 67 dos quais o processo estava localizado na altura do seio earotídeo; nos 40 casos em que existia estenose ou trombose das artérias vertebrais, o processo se distribuía difusamente pelo vaso, embora, na maior parte das vêzes, em seu início. Em 19 casos da série, uma ou mais artérias extracra-nianas (16 carótidas e 6 vertebrais) estavam inteiramente ocluidas por trombos. Além da estenose ou oclusão da carótida, das vertebrais ou de seus principais ramos, vários fatôres podem contribuir para a ocorrência de enfartes cerebrais. Em primeiro plano, desempenha papel essencial a ineficiência ou insuficiência da circulação colateral, quer através das anastomoses periféricas, quer entre as carótidas internas e externas, quer e principalmente, através do círculo de Willis. Além disso, também podem atuar a anemia, a anoxia e a hipotensão arterial (freqüentemente decorrente da isquemia do miocárdio). Duas conclusões importantes podem ser tiradas dêste interessante estudo: a) raramente o enfarte cerebral é condicionado por uma causa única, resultando, em geral, de uma combinação de fatôres sistêmicos e estenoses de artérias extra e intracranianas; b) o tratamento cirúrgico e a terapêutica pelos anticoagulantes ou pelas enzimas fibrinoliticas são úteis mas dependem de grande precisão no diagnóstico.

Apêndices em que são resumidas as 100 observações e onde, mediante diagramas, são representadas as lesões patológicas verificadas nos 35 casos de enfarte cerebral, a rica documentação iconográfica e a bem selecionada bibliografia valorizam êste pequeno livro, cuja leitura recomendamos aos especialistas.

R. MELARAGNO

 

DIFFERENTIALDIAGNOSE NEUROLOGISCHER KRANKHEITSBILDER. G. BoDECU-tel. Um volume (18,5X26,5) com 1152 páginas e 593 figuras, algumas em côres. Segunda edição revisada e melhorada. Georg Thieme Verlag, Stuttgart, 1963.

Seguindo diretrizes tradicionais de grandes mestres da Neurologia alemã - Wilhelm Erb, Adolf v. Strümpell, Friedrich v. Müller, Max Nonne - Bodechtel organizou, com a colaboração de outros eminentes especialistas, um tratado para o estudo clínico das afecções neurológicas, preocupando-se especialmente com os elementos de maior importância para o diagnóstico diferencial, fornecendo ao clínico orientação segura. Deixando de lado discussões de caráter mais ou menos acadêmico sôbre a patogenia e sem se preocupar com vultosas revisões bibliográficas, o livro de Bodechtel expõe o que realmente foi visto, apresentando o material com documentação fotográfica altamente demonstrativa, indicando os exames complementares para o esclarecimento etiológico. Tem, assim, o livro caráter eminentemente prático, sendo utilíssimo para aplicações clínicas imediatas, o que é refletido na grande aceitação que teve, obrigando à publicação desta segunda edição revisada e ampliada, em breve prazo após a primeira (1958) e que será complementada com as traduções para o italiano e para o castelhano, ambas já em preparo. Para fins expositivos o todo foi dividido em cinco partes: 1) Diagnóstico diferencial das doenças do sistema nervoso periférico; 2) Diagnóstico diferencial das afecções do sistema nervoso central; 3) Diagnóstico diferencial de afecções para-neurológicas; 4) Estudo de sintomas isolados (cefaléias, vertigens, perdas de consciência, crises epiléticas); 5) Exames complementares( líquido cefalorraqueano, eletrodiagnóstico e eletromiografia, eletrencefalografia). Óbviamente a parte maior é a segunda, compreendendo 7 capítulos nos quais são analisados, sucessivamente, os elementos para o diagnóstico diferencial dos distúrbios vasculares, das afecções inflamatórias, dos tumores, das degenerações, das anomalias e malformações, das intoxicações endógenas e exógenas, dos processos pós-traumáticos; muito útil é a inclusão de um capítulo sôbre os processos neurológicos iatrogênicos, no qual são analisadas certas possíveis conseqüências das injeções intravasculares para fins encefalográficos, das injeções paravertebrals, das punções raqueanas e ventriculares. Na parte relativa ao diagnóstico diferencial de afecções para-neurológicas (Grenzgebiete der neurolo-gischer Differentialdiagnose) são estudadas as afecções musculares (miastenias, mia-tonias, amiotrofias, miosites), as afecções ósseas do crânio e das vértebras que repercutem sôbre o sistema nervoso, as afecções endocrinas correlacionadas com a Neurologia.

Trata-se, pois, de livro cuja consulta terá grande utilidade prática, não só pela excelente orientação geral com que o material foi ordenado, como pela excelente documentação compreendendo perto de 600 figuras, tôdas de grande nitidez e fidelidade. Extenso índice remissivo final facilita a consulta. A impressão tipográfica e a clichetagem são primorosas.

O. LANCE

 

SCHMERZ UND SCHMERZHAFTIGKEIT. Alfred Prinz Auersperg. Monografia (16,5X24,5) com 76 páginas. Springer Verlag, Berlin-Göttingen-Heidelberg, 1963.

Alfred Auersperg sempre manifestou predileção pelos problemas relativos à dor, tendo publicado numerosos trabalhos, alguns dos quais nesta mesma revista, quando, nos idos de 1948-1949, esteve em nosso meio colaborando em vários departamentos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; nessa ocasião, além de demonstrar ser neurologista consumado e excelente psiquiatra, discutindo com segurança os casos que lhe eram apresentados, fêz pesquisas experimentais e clínicas relativas ã sensibilidade dolorosa, demonstrando espírito crítico na organização da metódica e grande sagacidade na apreciação da fenomenologia resultante. O material coligido nessas pesquisas, tôdas exigindo pertinácia e apuro técnico além de raciocínio dedutivo alicerçado em sólidos conhecimentos, feitas inicialmente em Viena, depois em São Paulo e, finalmente, na Universidade de Concepción (Chile), onde atualmente rege a cátedra de Clínica Psiquiátrica, foi agora reunido em monografia com a qual A. Auersperg se coloca no nível científico dos grandes vultos que se dedicaram ao estudo dos complexos problemas relativos à dor. Depois de analisar as características gerais dos diferentes tipos de dores íntero e exteroceptivas, o autor faz. exposição critica das idéias vigentes sôbre receptores periféricos e vias condu-toras da sensibilidade dolorosa e analisa o mecanismo de produção dos fenômenos dolorosos provocados experimentalmente e encontráveis na patologia, procurando salientar a importância primordial do sistema nervoso vegetativo na provocação, irradiação e manutenção do estado de dolorosidade. A primeira parte da monografia é dedicada à dor visceral, sendo lembradas e discutidas várias teorias aventadas para explicar a variabilidade do caráter das dores interoceptivas - diferenças na disposição das terminações nervosas viscerais, variações na especificidade das excita-ções adequadas, ação dos efeitos de somação de estímulos e de reações - e analisados os mecanismos fisiopatogênicos que influem na qualidade, localização e intensidade da sensação dolorosa. Na segunda parte, o autor estabelece os critérios para a distinção entre sensibilidade à dor (Schmerzempfindung) e sentimento de dolorosidade ( Sehmerzgefühl). Na primeira, a reação ao estímulo é imediata com rápida readaptação às novas condições estabelecidas pela lesão, do que resulta ser a dor bem delimitada, regional e temporalmente; além disso, a dor a cargo do sistema nervoso de relação é pouco influenciada por fatôres humorais e psíquicos. Na segunda, ao contrário, a dor provocada pelo agente nociceptivo é mais demorada, porém mais duradoura, pelo estabelecimento de círculos viciosos multissinápticos que explicam a maior difusão e irradiação da dolorosidade; estas dores, a cargo do sistema nervoso vegetativo, são marcadamente influenciáveis por condições humorais e psíquicas, e, mesmo, por condições ambientais. Esta parte da monografia termina com o estudo do significado biológico das reações dolorosas. No último capítulo, A. Auersperg analisa o substrato periférico dos mecanismos provocadores de dores, as bases fisiopatológicas das reações dolorosas de tipo preferencial estereotipado, as razões da topografia, irradiação e difusão das dores, as motivações de sua persistência mesmo depois de afastada a causa provocadora inicial, as interferências entre dolorosidades e psiquismo que fazem com que a dor confira à parte afetada uma espécie de existência independente, exigindo especial atenção e cuidado por parte do paciente.

O. LANGE

 

MORPHOLOGISCHE ASPEKTE DER EPILEPSIEN. JüRGEN Peiffer. Monografia (16,5X24,5) com 185 páginas e 29 figuras. Springer Verlag, Berlin-Göttingen-Heidelberg, 1963.

Depois de um capítulo introdutório no qual procura resumir os dados que existem a respeito de distúrbios que ocorrem na epilepsia - distúrbios metabólicos verificados durante e após as crises, distúrbios no suprimento de oxigênio, alterações vasomotoras, alterações eletrencefalográficas, conseqüências das crises sôbre o tecido cerebral - o autor analisa os resultados das pesquisas que coligiu no material arquivado, de janeiro de 1939 a junho de 1955, no Instituto de Patologia Cerebral de München, compreendendo o estudo clínico, eletrencefalográfico e neuroquímico de 2.870 casos de epilepsia, com o exame anátomo-patológico de 2.243 cérebros. Trata-se, pois, de um documentário de alto valor pela quantidade e qualidade, tendo o autor analisado a freqüência, a relação da incidência das crises com a idade dos pacientes, os tipos de crises epiléticas, as alterações metabólicas reveladas pelo estudo químico do sangue, as modificações do afluxo sangüíneo ao cérebro durante as crises, as alterações eletrencefalográficas. Do ponto de vista anátomo-patológico procurou demonstrar quais as alterações que ocorrem, em conseqüência das crises convulsivas, em diversos setores do sistema nervoso central. Procurando esclarecer o mecanismo das crises epiléticas, analisou detalhadamente os fatôres predisponentes gerais e focais (tara epilética familiar, tipo constitucional, idade, lesões cerebrais pregressas determinando cicatrizes e escleroses focais ou difusas, infecções, discrasias sangüíneas, intoxicações endógenas e exógenas, defeitos metabólicos congênitos, anomalias do suprimento vascular) e desencadeantes (processos cerebrais inflamatórios, edematosos e expansivos). O valor das alterações encontradas é discutido em síntese final na qual o autor procurou esquematizar fórmulas que expliquem a evolução dos distúrbios que ocorrem nos pacientes epiléticos, indicando os processos neuroquímicos que interferem no abortamento ou, ao contrário, no desencadeamento das crises e estabelecendo os momentos críticos na patogenia do complexo sintomático epilético em suas variadas formas e modalidades.

O. LANGE

 

QUESTIONI Dl PSICOLOGIA. Leonardo Ancona, editor. Um volume (18x25) com 837 páginas e 115 figuras. La Scuola Editrice, Via Cadorna 11, Brescia (Itália) 1962.

Èste volume, apresentado em edição primorosa e subscrito por especialistas italianos, a maior parte da Universidade de Milão, constitui o primeiro grande tratado de Psicologia Moderna em língua neolatina. Produto, em grande parte, de compilação, o livro conserva agudo e permanente espírito crítico e leva grande vantagem sôbre os de língua inglêsa: apesar de escrito por 19 autores que discorrem sôbre temas muito diversos, contém grande uniformidade no desenvolvimento do texto. Houve, para tornar a obra completa, certo sacrifício na ortodoxia metodológica; o que pôde ser estudado como Psicologia Experimental "sensu strictu" entrou no livro com apuro e atualidade; o que não pôde, seguiu a linha clássica do pensamento psicológico acadêmico, tomista, metafísico; e quando tornou-se necessário, a fenomenología completou o que faltava. Longe de constituir uma falha, desvantagem ou fraqueza, muito ao contrário, essa atitude do editor deu ao livro um nível enciclopédico como não vimos em outro de iguais proporções. Os autores adotaram ecletismo salutar, procurando cobrir todos os campos do objeto, com os melhores recursos conhecidos em cada setor dêsse conhecimento e com apoio na corrente de pensamento que melhor se ajustasse ao seu estudo: se no campo da condução nervosa, das sensações e da sensopercepção, os métodos de laboratório e os postulados reflexologies oferecem as melhores soluções, é dêles que o capítulo cuida; se no terreno das motivações e da afetividade é o condutismo que fornece explicações mais completas, é delas que o autor cuida; se na análise da personalidade a flexibilidade doutrinária garante visão mais ampla é através dela que se desenvolve o estudo.

Em verdade, no prefácio, Leonardo Ancona já adverte sôbre a planificação do livro, composto em dois planos prospectivos; o primeiro, "teórico geral", desenvolve problemas tradicionais de psicologia, estudando "os processos de informação", os "processos de aprendizado" e os "processos das motivações", completando-se com o estudo da "personalidade"; no segundo, dedicado ao estudo aplicado e talvez mais especulativo, surgem atitudes e técnicas estruturadas nos capítulos iniciais, possibilitando a integração de principios filosóficos e científicos oriundos das diversas escolas psicológicas, a fim de propor as hipóteses explicativas tendentes a clarear os mecanismos da conduta humana.

Ao repassar, nos capítulos iniciais, as escolas psicológicas e os métodos utilizados na indagação dos problemas dessa ciência, o autor (Constanze Scarpellini) faz fincapé nos princípios da psicologia experimental, estendendo o conceito além dos limites do laboratório, mostrando-se tolerante e cauteloso; ao considerar a questão do estudo do psíquico como ciência, principia por afirmar: "Todo fenômeno pode ser estudado de dois pontos de vista: o experimental e precipuamente indutivo, e o racional e principalmente dedutivo; em nosso campo pode haver uma Psicologia Experimental e outra dita Racional ou Filosófica". Mostra a necessidade de se estabelecer com clareza as relações existentes entre ambas, respeitando o campo de cada qual, como única posição equilibrada e fecunda capaz de determinar uma unificação explicativa em nível superior, dos fenômenos anímicos. Ao serem tratados os "fundamentos psicológicos", mostram-se os autores muito atualizados, apoiando-se em figuras esquemáticas simples, mas muito claras e de indiscutível bom gosto. As referências bibliográficas, não obstante a desordem, alinham o que há de melhor, de Sherrington a Lashley, de Grey Walter a Pavlov, de Magoun e Kluever aos cadernos do Instituto de Atividade Nervosa Superior (URSS), quase tudo recentíssimo, pouca coisa ultrapassando dez anos de publicação.

Temos, assim, num desenvolvimento compacto e uniforme, o desfile ordenado da matéria psicológica tal como é estudada nos nossos dias. Dedicado ao médico, ao estudante universitário, ao especialista e aos profissionais de diferentes perspectivas, realmente constitui tratado completo e erudito que pode servir tanto como compêndio de estudo sistemático dos problemas de psicologia humana, como também de volume de consulta capaz de satisfazer, pela diversificação da matéria, a diferentes categorias de interesse, como fonte de referência e informação. Dizer que a obra vem preencher uma lacuna seria apenas um lugar comum se, no caso, não refletisse, antes, uma grande verdade. É livro excelente e deve figurar em tôda estante especializada.

CLOVIS MARTINS

 

PERSONALITY IN EPILEPSY. J. Guerrant, W. W. Anderson, A. Fischer, M. R. Weinstein, R. M. Jaros e A. Deskins. Um volume (15, x 23,5) com 112 páginas e 35 tabelas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois), U.S.A., 1982.

Os problemas da existência de traços psicopáticos impressos na personalidade do epilético e o da deterioração mental como conseqüência da doença, continuam abertos à discussão e suscitam freqüentes debates. Expressões como "personalidade gliscróide", "caráter epilético", "psicose epilética", "demência epilética", têm livre curso entre os psiquiatras, apesar da grande imprecisão conceituai que encerram. Se levarmos em conta que o problema maior reside no fato de provirem de herança arraigada no pensamento clinico do comêço do século, sôbre a qual se desenvolveu o progresso eletrofisiológico e eletrencefalográfico, talvez saibamos as razões de tal confusão. Em nosso entender as discrepâncias e contradições estão se acentuando mais e mais no campo da investigação psiquiátrica em face do divórcio existente entre os especialistas clínicos, geralmente escorados em doutrinas e conceitos anteriores ao aparecimento da eletrencefalografia, e os eletrofisiologistas, muitas vêzes recrutados em outros campos da investigação médica, dotados de outra formação, versados em outra metodologia, orientados em suas investigações com o desprezo puro e simples daquela antiga porém valiosíssima contribuição clínica. Neste livro, de maneira mui hábil a evolução do pensamento médico a respeito do problema da personalidade do epilético é dividida em quatro períodos, denominados, segundo o conceito prevalente como: 1) da "deterioração epilética"; 2) do "caráter epilético"; 3) da "normalidade"; 4) da "peculiaridade psicomotora". O pensamento atual coloca a questão nos seguintes têrmos: a) os epiléticos "não psico-motores" podem apresentar desordens de personalidade atribuíveis ao acometimento de determinada estrutura cerebral, a crises incontroláveis, a drogas anticonvulsivas, a reações psicológicas em relação à família, ao tratamento e à rejeição social; b) metade, ou mais, dos "epiléticos psicomotores" apresentam alterações psíquicas severas da mais diversa natureza. Com o intuito de verificar, mediante critério moderno, o valor e a precisão de alguns conceitos consagrados pelo uso e pela tradição, os autores estudaram três grupos de pacientes: a) apresentando epilepsia psicomotora; b) padecendo de epilepsia "tipo grande mal idiopático"; c) portadores de doenças crônicas diversas não envolvendo o sistema nervoso. Objetivando grande rigor na seleção dos doentes, os autores procederam a minuciosos exames neurológico, psiquiátrico e psicológico, completados com exames paraclínicos (craniografias nas seis projeções clássicas, exames de liquor, baterias de testes inclusive o psico-diagnóstico de Rorschach, inventários psicológicos, questionários), tudo feito com cuidado para obter grupos homogêneos dos quais fôssem afastados portadores de lesões encefálicas ou doentes de outros tipos de manifestações ieta fins. O subjetivismo da observação psiquiátrica possivelmente tinha sido superado pelo recurso do tratamento estatístico dado aos questionários e o da comparação das observações de um e de outro psiquiatra feitas sôbre o mesmo doente, separadamente. As conclusões, ao final, resultam um tanto melancólicas, levando a crer que haja faltado apoio na casuística e tenha havido excessivo rigor e prudência por parte dos autores, dando como conseqüência ilações tímidas, algumas delas pouco precisas, apoiadas em expressões tão vagas e subjetivas como as que quiseram esclarecer; dizem, por exemplo, que as desordens de tipo "neurótico" são mais freqüentes no grupo dos doentes crônicos, as desordens de tipo "psicótico" são mais freqüentes no grupo psicomotor e as alterações de "personalidade" no grupo "grande mal". O critério estatístico, que permitiu aos autores exaustivo tratamento do material estudado, não dá conceito preciso às expressões "neurótico", "psicótico" e "de personalidade". Seria necessária outra pesquisa, tão rigorosa quanto esta para esclarecer o problema. De qualquer modo, trata-se da tentativa mais série e honesta que conhecemos para submeter à revisão conceitos pouco definidos, vagos, de largo curso nas ciências do comportamento.

CLOVIS MARTINS

 

SPEECH DIFFICULTIES IN CHILDHOOD. Rona M. Williams. Um volume (14X20) com 184 páginas. George G. Harrap & Co. Ltd., Londres-Toronto-Wellington-Sydney, 1963.

Êste livro, apresentado de maneira simples e despretensiosa, pretende ser um guia prático para país e professôres, tratando dos diversos defeitos de linguagem em crianças e contendo sugestões para sua correção. Entretanto, tem utilidade também para técnicos em ortofonía, mormente no Brasil, onde o assunto é ainda pouco conhecido. Há um capítulo introdutório no qual a autora explica, de maneira sumária, o desenvolvimento da linguagem na criança, suas etapas principais bem como o desenvolvimento e característicos da voz. Capítulos subseqüentes versam sôbre os retardos na aquisição da linguagem e analisam as distalias (linguagem confusa), as gagueiras, os distúrbios da voz e defeitos de linguagem decorrentes de deficiências físicas tais como déficit auditivo, lábio leporino, paralisia cerebral. Em cada um dêstes capítulos há explicação sôbre cada um dos defeitos, seguida de estudo rápido das possíveis causas e de sugestões para a sua correção. Os dois capítulos finais são de bastante utilidade: um dêles mostra, com boas ilustrações, como deve ser feito um exame apurado de linguagem para a determinação precisa do defeito; o outro trata extensamente dos exercícios apropriados para cada defeito de pronúncia em todos os sons da língua inglêsa. Trata-se de estudo cuidadoso, fornecendo os modos de correção para cada defeito; as correções poderão ser utilizadas pelos técnicos de qualquer país desde que haja o cuidado de adaptá-las para a respectiva língua. A par disso o livro oferece bons exercícios para a ginástica do aparelho fonatório (língua, lábios, palato e bochechas).

FANNY AMADO

 

SIMULATIONS MEDICALES: SIGNES, DIAGNOSTIC, PATHOGÉNIE, TRAITEMENT DES MALADIES SIMULÉES. Jean Albert-Weill e colaboradores. Um volume (15,5X24,5) com 268 páginas. G. Doin & Cie., Éditeurs, Paris, 1962.

Inicialmente, depois de conceituar a simulação e realçar a possibilidade da coexistência de síntomas simulados e sintomas reais, os autores demonstram o pouco valor da narco-análise e analisam outros métodos para evidenciar simulações freqüentes em clínica médica (dores, paralisias, tremores, contraturas, glicosúria, albuminuria), relatando vários casos pessoais. A seguir estudam a simulação das doenças mentais, advertindo contra a falsa concepção de que é fácil tal simulação; o que ocorre mais comumente é dissimulação, isto é, exagêro ou deformação de uma síndrome psicopática real. Nos detentos a simulação é mais freqüente em virtude de ser por êles conhecido o nexo entre estado mental e responsabilidade penal; entretanto, é pequena a incidência de síndromes características, predominando conjuntos sintomáticos e distúrbios do comportamento não passíveis de enquadramento nosológico (mutismo, estado pseudo-torporoso, alucinações, "crises de nervos", agitação psicomotora, respostas desconexas e absurdas). Na criança, incapaz de discernir entre mito e realidade, não ocorrem simulações própriamente ditas e sim mentiras atribuíveis, em grande número de casos, à mitomania própria da idade. Nas crianças em idade escolar e em adolescentes, o especialista defronta-se com mentiras e simulações motivadas por sentimento de inferioridade, de culpa, de inveja e de agressividade. Capítulo de importância é o que trata das relações entre simulação e acidentes do trabalho, sendo conceituada a sinistrose, não como uma conseqüência do acidente, mas motivada por leis sociais que impõem compensações quando ocorra diminuição da capacidade de trabalho. Outros capítulos são dedicados ao estudo das simulações em Obstetrícia e Ginecologia (gravidez imaginária, insatisfação sexual, dispareunia), em Otorrinolaringología e em Oftalmologia (otites, ccnjuntivites e queratites provocadas, surdez e cegueira psicógenas). Em apêndice é abordada a questão das greves de fome; é óbvio que não se trata própriamente de simulação, porém o objetivo almejado é análogo, isto é, tentar impor ao juiz ou à administração uma decisão favorável; é interessante assinalar a diferença da evolução e da recuperação entre os diversos elementos participantes da greve, pois, em geral, é o dirigente ou intelectual que tem um agravamento mais intenso do estado fisico e uma recuperação mais prolongada.

JAYME GONÇALVES

 

THE MENTAL WARD. Morgan Martin. Um volume (15,5X23,5) com 84 páginas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois). U.S.A., 1962.

O autor, partindo da premissa de que é necessário reformular os critérios adotados nos tratamentos psiquiátricos, procura mostrar o que deve ser feito no sentido de atender melhor não só à terapêutica como à reabilitação social dos pacientes. Depois de salientar quais são as diferenças básicas entre hospitais gerais e hospitais para psicopatas, em capítulos sucessivos o autor analisa a planificação geral, as modalidades administrativas, a arquitetura e as instalações desejáveis em hospitais psiquiátricos, assim como os modernos conceitos sôbre os recursos terapêuticos. Nos últimos capítulos são abordados problemas relativos ã terapêutica pela comunidade, às relações entre médicos e enfermeiros visando a criação de um ambiente favorável, à educação familiar complementar, tudo contribuindo para que os psiquiatras assumam integralmente as funções médieo-sociais indispensáveis para a terapêutica e readaptação dos doentes mentais.

JAYME GONÇALVES

 

LIVROS RECEBIDOS

Nota da Redação - A notificação dos livros recentemente recebidos não implica em compromisso da Redação da revista quanto à publicação ulterior de uma apreciação. Todos os livros recebidos são arquivados na biblioteca do Serviço de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

RE-FUNDAMENTACIÓN DE LA PSIQUITRÍA. Adolfo C. Lertora. Um volume (14,5X20) com 223 páginas, editado pelo autor. La Plata, Argentina, 1963.

NEURALGIAS GENUINAS DEL TRIGEMINO. Manuel C. Blanco. Um volume (15,5X23,5) com 134 páginas e 27 figuras. Libreria "El Ateneo" Editorial. Buenos Aires, 1962.

PROBLEME DER ZENTRALNERVÖSEN REGULATION. Coletânea de trabalhos apresentados a simpósio realizado em Bad Oeynhausener em 27-28 de outubro de 1961. Um volume (16,5X25) com 102 páginas e 52 figuras. Springer Verlag, Berlin-Göttingen-Heidelberg, 1962. Preço: DM 38,-.

PSYCHOMATIC MEDICINE. John H. Nodine e John H. Moyer, editores. Um volume (16X24) com 1002 páginas contendo 120 trabalhos apresentados ao The First Hahnemann Symposium, realizado em 1962. Lea & Febiger, Philadelphia, 1962.

MORPHOLOGISCHE ASPEKTE DER EPILEPSIEN. Jürgen Peiffer. Monografia (16,5X24,5) com 185 páginas e 29 figuras. Springer Verlag, Berlin-Göttingen-Heidelberg, 1963. Preço: DM 48,-.

MANUEL DE PSYCHIATRIE. Henri Ey, P. Bernard e Ch. Brisset. Um volume (17X22,5) com 1016 páginas e 31 figuras, edição revista e aumentada. Mas-son et Cie., Paris, 1963. Preço: F 10O.

DIFFERENTIALDIAGNOSE NEUROLOGISCHER KRANKHEITSBILDER. G. Bodechtel. Um volume (18,5X26,5) com 1152 páginas e 593 figuras, algumas em côres. Segunda edição revista e melhorada. Georg Thieme Verlag, Stuttgart, 1963. Preço: DM 120,-.

SOCIAL PSYCHIATRY. Maxwell Jones. Um volume (15,5X23,5) com 129 páginas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois), U.S.A., 1962. Preço: US$ 5.75.

LUDO VAN BOGAERT. Livre Jubilaire. Um volume com 908 páginas contendo notas biográficas e a lista de trabalhos do homenageado, assim como 90 contribuições de seus amigos e discípulos, coligidas pelo pessoal do Instituto Bunge (Berehem-Anvers) Editions Acta Medica Belgica (Rue des Champs-EIysées 43, Bruxelas 5) 1982.

INFORMATION STORAGE AND NEURAL CONTROL. William S. Fields e Walter Abbott, editores. Um volume (16X23) com 411 páginas, 103 figuras e 21 tabelas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois) U.S.A., 1962. Preço: US$ 13.75.

QUESTIONI Dl PSICOLOGIA. Leonardo Ancona, editor. Um volume (18X25) com 837 páginas e 115 figuras. La Scuola Editrice, Via Cadorna 11, Brescia (Italia), 1932.

SCHMERZ UND SCHMERZHAFTIGKEIT. Alfred Prinz Auersperg. Monografia (16,5X24,5) com 76 páginas. Springer Verlag, Berlin-Göttingen-Heidelberg, 1963. Preço: DM 12,80.

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