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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.25 no.1 São Paulo Mar. 1967

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1967000100005 

Leptomeningite e tumor da região optoquiasmática

 

Meningitis and tumor of the opto-chiasmatic region. Report of two cases

 

 

J. A. Gonçalves da SilvaI; Sylvio SaraivaII; A. Spina-FrançaIII

IClínica Neurológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Prof. Adherbal Tolosa): Médico-estagiário
IIClínica Neurológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Prof. Adherbal Tolosa): Médico-assistente
IIIClínica Neurológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Prof. Adherbal Tolosa): Professor-assistente

 

 


RESUMO

São registrados dois casos de tumores situados no assoalho da fossa craniana média (carcinoma sólido da hipófise e craniofaringeoma) acompanhados de leptomeningite de etiologia não determinada. Especialmente no segundo caso esta se caracterizava pela ocorrência de repetidos surtos de exacerbação. Em ambos o diagnóstico inicial foi de leptomeningite, tendo sido o insucesso das medidas terapêuticas adotadas que levou a estudos radiológicos, na tentativa de evidenciar focos que pudessem estar mantendo a infecção. Em ambos os casos o exame radiológico forneceu dados que permitiram orientar o diagnóstico de tumor do assoalho da fossa craniana média. As condições clínicas, no entanto, impediram que fossem adotadas em tempo útil medidas terapêuticas que visassem diretamente o tumor, vindo os pacientes a falecer.
A possibilidade da ocorrência de meningites em tumores dessa região é discutida, bem como a natureza séptica ou asséptica da reação inflamatória.
Os casos apresentados permitem concluir que, em processos meningíticos de evolução longa, acompanhados de surtos de agudização, nos quais nem mesmo durante os surtos agudos é encontrado o agente etiológico no LCR, a possibilidade da ocorrência de tumores do assoalho da fossa média do crânio deve ser estudada. O estudo deve ser feito precocemente, para permitir a adoção de medidas terapêuticas adequadas, visando diretamente o tumor, em tempo hábil, na tentativa de evitar que os surtos meningíticos venham a comprometer a vida do paciente.


SUMMARY

A study was made of a patient with carcinoma of the hypophisis which invaded the sphenoid bone and made protrusion under the nasopharyngeal mucosa, and that of a patient with craniopharyngeoma. The patients had no symptoms proper to the tumors but presented several episodes of meningitis. The presence of the tumor, in both cases, was evidenced lately, when the failure of the antibiotic therapy became patent leading to the search of intracranial focuses of infection through radiologic examinations.
The nature of the leptomeningitic episodes is discussed. Their relation to possible communications between the oropharyngeal cavity and the subarachnoid space, secundary to the changes in the anatomic structures of the region provoked by the tumors, is emphasized since these communications make possible the invasion of the subarachnoid space by bacteria. Although this opinion is acceptable in respect to the cases related, it is not possible to exclude the aseptic nature of meningitic episodes observed as no pathogenic micro-organism was isolated from the CSF samples studied and the necroscopic examination showed no septation in the leptomeningeal structures that surrounded the tumor or no obvious focus of infection related to them. Considering the cases reported the authors point out that radiologic and neuro-radiologic examinations must be indicated, as soon as possible, in order to exclude such tumors in patients suffering from meningitis of obscure origin, specially when its course is delayed and/or marked by acute episodes or re-exacerbation.


 

 

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REFERÊNCIAS

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