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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.28 no.1 São Paulo Mar. 1970

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1970000100005 

Tratamento medicamentoso de 1217 pacientes epilépticos. II: estudo em relação à idade de início, ao tempo de doença e à freqüência das crises

 

Drug treatment of 1217 epileptic patients. II — A study regarding the age of onset, the disease duration and the frequency of seizures

 

 

Luís Marques-Assis

Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Prof. Adherbal Tolosa): Assistente

 

 


RESUMO

Foram estudados 1.217 pacientes epilépticos, adultos em sua maioria, sem alterações neurológicas focais e sem sinais de hipertensão intracraniana. Foram utilizados, para o tratamento, apenas os medicamentos mais difundidos em nosso meio. O estudo foi feito em relação à idade de início da doença, ao tempo de doença e à frequência das crises epilépticas.
Quanto à evolução dos casos estudados relativamente à idade de início da doença, o autor concluiu que a evolução foi pior nos casos cuja moléstia teve início na primeira década; considerados apenas os casos desse grupo, aqueles cujas crises se instalaram no primeiro ano de vida não tiveram pior evolução; nos casos em que a doença se manifestou após os 10 anos, a idade de início não influiu sobre a evolução.
O estudo da evolução relativamente ao tempo de doença permitiu ao autor concluir que quanto maior o tempo de doença, menores os índices de remissão.
No que se refere às influências da severidade da epilepsia no seu prognóstico, o autor concluiu ser tanto menor a probabilidade de remissão do quadro quanto mais freqüentes as crises (30,5% de remissão nas formas mais severas contra 47,6% nas formas benignas).
Finalmente, levando em conta a má evolução de alguns casos com formas iniciais da doença, atendidos e orientados precocemente, o autor admite a existência de fatores imponderáveis e imprevisíveis que exercem influência negativa no prognóstico das epilepsias.


SUMMARY

The evolution of 1217 epileptic patients submitted to anti-epileptic drug treatment is studied. Barbiturates, hydantoin, primidone and/or trimethadione were administered. The study was made in regard to the age of onset, the disease duration and the frequency os seizures.
Concerning the age of onset the author draws the following conclusions: the evolution was worse in the cases with onset in the first decade; considering only these cases, a worse evolution was not found in the patients whose disease had begun in the first year; when the disease started at 10 years or more, the age did not influence the evolution.
The greatest the disease duration the lowest the remission index; the cases with less than one year of disease presented the best evolution.
The evolution was worse in the most severe cases: 30,5% of remission in the cases with more frequent fits against 47,6% in the cases with less than one seizure each 90 days.
Since some initial forms, even when submitted to early treatment, had bad evolution, the presence of imponderable and unpredictable factors exercting negative influences in the prognosis of the epilepsies is admissible.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

 

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