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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.65 no.2A São Paulo June 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2007000200020 

Polimorfismo da apolipoproteína e nos familiares em primeiro grau de pacientes com doença de Alzheimer familial ou esporádica

 

Apolipoprotein e polymorphism in first-degree relatives of patients with familial or sporadic Alzheimer's disease

 

 

João de Castilho CaçãoI; Dorotéia Rossi Silva SouzaII; Waldir Antonio TognolaIII; Maria Regina Pereira de GodoyIV; Marcela Augusta de Souza PinhelV

Departamento de Medicina I, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto SP, Brazil (FAMERP)
IMédico Geriatra da Disciplina de Clínica Médica - FAMERP, Coordenador do Programa de Residência Médica em Geriatria e Gerontologia - FAMERP
IIGeneticista, Docente da Disciplina de Bioquímica e Biologia Molecular - FAMERP
IIILivre Docente, Docente do Departamento de Neurociências - FAMERP
IVMestre, Docente da Disciplina de Clínica Médica - FAMERP
VMestre, Bióloga da Disciplina de Bioquímica e Biologia Molecular - FAMERP

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: A apolipoproteína E (apo E) é reconhecida como fator de risco para doença de Alzheimer (DA).
OBJETIVO: Analisar o polimorfismo da apo E nos familiares em primeiro grau de pacientes com DA familial ou esporádica do tipo tardio, comparando a famílias sem DA.
MÉTODO: Foram estudados 40 pacientes com DA familial ou esporádica do tipo tardio, sendo os grupos classificados como provável, segundo critérios da NINCS-ADRDA.
RESULTADO: O alelo e3 foi o mais freqüente em todos os grupos. Observou-se freqüência mais elevada de e4 comparando os familiares dos probandos aos do grupo controle (p<0,0001). O alelo e2 mostrou diferença significante apenas entre familiares do grupo controle e DA familial (p=0,026).
CONCLUSÃO: O polimorfismo da apo E não diferencia DA familial da esporádica. O estudo de famílias permite amplificar a representatividade dos alelos e2 e e4, revelando, seu valor como fator protetor e de risco para DA, respectivamente.

Palavras-Chave: doença de Alzheimer, apolipoproteína E, demência, genética.


ABSTRACT

INTRODUCTION: Apolipoproteín E (apo E) has been recognized as a risk factor for Alzheimer disease (AD).
OBJECTIVE: To analyze apo E polymorphism in first-degree relatives of patients with familial or sporadic late-onset AD comparing with families without AD.
METHOD: Forty patients with familial or sporadic late-onset of AD, being both groups classified as probable, according of NINCS-ADRDA’s criteria.
RESULTS: Allele e3 was the most frequent in all of these groups. Higher frequency of e4 when comparing the relatives of the probands with the relatives of the control group (p<0,0001) was observed. Allele e2 showed significant difference only between relatives of familial AD and relatives of control group (p=0,026).
CONCLUSION: Apo E polymorphism has not differentiated familial from sporadic AD. The study of families allows to amplify the alelles e2 and e4 representativity, revealing, their value as protecting factor and of risk for AD, respectively.

Key Words: Alzheimer disease, apolipopotein E, dementia, genetics.


 

 

A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência1, sendo a quarta causa mais freqüente de morte em países desenvolvidos2. Os critérios diagnósticos mais empregados para DA são da Associação Psiquiátrica Americana: DSM-IV3, além de critérios propostos por um grupo de trabalho do Instituto Nacional de Neurologia dos EUA (NINCDS-ADRDA)4. A DA tardia é reconhecida pelos sintomas com início aos 65 anos de idade ou mais, e corresponde a aproximadamente 95% do total de casos. Há evidências da associação entre o alelo e4 do gene para apolipoproteína E (apo E), mapeado no cromossomo 19q13.2 humano, com a doença. Por outro lado, a herança do alelo e2 parece reduzir o risco e retardar o aparecimento de DA atuando como efeito protetor5.

Aproximadamente 15% dos casos de DA têm história familial positiva6,7. Farrer et al.8, em estudo de meta-análise, confirmaram associação entre DA e alelo e4 na população hispânica. Em países da América Latina, também foi detectada tal associação9. Dados semelhantes foram encontrados em estudos brasileiros, com freqüência alélica para apo e4 reduzida nos pacientes com DA do tipo tardio em relação aos países do hemisfério norte10-17. Entre outros fatores, além da etnia, questionou-se a interferência do número das casuísticas na análise de polimorfismos genéticos. Nesse contexto, o estudo da apo E em familiares de pacientes com DA proporciona a genotipagem de maior número de indivíduos com fator genético semelhante ao probando, possibilitando ampliar a resposta genética, e revelar a real associação do polimorfismo da apo E e DA na população.

Este estudo teve como objetivos: (1) analisar o polimorfismo genético da apo E em pacientes com DA do tipo tardio familial comparado a DA esporádica e idosos sem a doença, e em seus familiares.

 

MÉTODO

Os genótipos para apo E e a freqüência de seus alelos foram analisados em 200 indivíduos divididos em seis grupos assim descritos:

– Grupo Familial (GF) – 20 pacientes com DA do tipo tardio familial;

– Grupo Esporádico (GE) – 20 pacientes com DA do tipo tardio esporádica:

– Grupo Controle (GC) – 21 idosos sem demência;

– Familiares do Grupo Familial (FGF) – 56 familiares em primeiro grau do grupo familial;

– Familiares do Grupo Esporádico (FGE) – 45 familiares em primeiro grau do grupo esporádico;

– Familiares do Grupo Controle (FGC) – 38 familiares em primeiro grau do grupo controle.

Foram selecionados pacientes caucasóides, independente do sexo, portadores de DA familial ou esporádica do tipo tardio e seus familiares em primeiro grau. Os grupos controle constituiram-se de indivíduos de 65 anos ou mais, sem déficit cognitivo e seus familiares. O diagnóstico de DA se baseou em critérios estabelecidos pelo NINCDS– ADRDA4.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa CEP/FAMERP (Processo 2222/2000), e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre Informado.

Os indivíduos foram estudados considerando freqüências alélicas e genotípicas para apo E e idade de manifestação da doença. Foi realizada uma coleta de sangue por punção venosa para o estudo de variantes genéticas da apo E, incluindo amplificação do DNA por PCR (polymerase chain reaction) (Mastercycler - Eppendorf ) e análise do polimorfismo de tamanho dos fragmentos de restrição (RFLP, restriction fragment length polymorphism) com enzima Hha I.

A análise estatística foi realizada por métodos paramétricos e não paramétricos, conforme a natureza das variáveis envolvidas. O nível de significância para rejeição da hipótese de nulidade foi 5%. Os cálculos estatísticos foram realizados aplicando-se os programas Statxact 5 (Cytel Software Corporation), Splus e Minitab.

 

RESULTADOS

Verificou-se predomínio do sexo feminino em todos os grupos. Em relação à idade houve semelhança entre os grupos com DA familial e esporádica, sendo que ambos apresentaram indivíduos significantemente mais idosos que no grupo controle.

O alelo e3 foi o mais freqüente em todos os grupos, variando de 0,73 (FGE) a 0,93 (GC).

O alelo e4 mostrou associação significante com DA familial ou esporádica. A freqüência do alelo e4 foi quatro vezes maior nestes grupos (GF=0,22; GE= 0,20, respectivamente) em relação ao grupo controle (GC=0,05). Houve prevalência do alelo e4 também nos familiares dos probandos (FGF=0,26; FGE=0,24), revelando-se, nesse caso, oito vezes maior que nos familiares dos controles (FGC=0,04; p<0,0001).

A análise de genótipos com pelo menos um alelo e4 (Tabela) mostrou freqüência de 40% no grupo com DA familial, 35% com DA esporádica e 9,5% nos controles, resultando em diferença significante entre os controles e demais grupos (p=0,017; p=0,034, respectivamente). Entretanto, a freqüência dos genótipos e-/e4 não diferenciou os grupos com DA familial e DA esporádica. Isso foi confirmado nos familiares com genótipos e-/e4 (Tabela), apresentando prevalência de 52% entre familiares de pacientes com DA familial e de 46,5% entre familiares de pacientes com DA esporádica, significantemente mais elevada em relação aos controles (8%; p<0,0001); não houve diferença entre os familiares dos probandos (p=0,069).

Analisou-se também associação entre presença do alelo e4 e idade de início dos sintomas. O grupo dos pacientes com DA familial e aqueles com DA esporádica, com pelo menos um alelo e4, mostraram leve precocidade para o início dos sintomas (72,8±7,6 e 73,0±6,6 anos, respectivamente), em relação aqueles sem o alelo e4, cujo início ocorreu aos 74,6±7,6 e 75,0 ±6,6 anos, respectivamente. Entretanto, sem diferença significante entre pacientes com ou sem alelo e4 nos grupos com DA familial (p=0,63) e DA esporádica (p=0,53).

Em relação ao alelo e2, embora não detectado no grupo com DA familial, mostrou-se presente em dois casos (5%) de DA esporádica, e em apenas um (2,5%) controle, mas sem diferença significante entre os grupos (Tabela). Entretanto, o alelo e2 apresentou prevalência significantemente mais elevada nos familiares de controles (0,053), comparado aos familiares de pacientes com DA familial que não apresentaram esse alelo (p=0,026; Tabela), sugerindo seu efeito protetor para a doença.

 

DISCUSSÃO

A maior prevalência do sexo feminino foi similar a de outros autores18-20. Isto pode ser explicado pela maior expectativa de vida das mulheres elevando sua proporção entre os idosos, associa-se a isso a maior sobrevida das mulheres acometidas por DA em relação aos homens. A idade foi semelhante entre os grupos com DA familial e DA esporádica e diferiu quando comparados ao grupo controle. É importante o fato de a idade não diferir entre os grupos de probandos (DA familial ou esporádica), pois o polimorfismo da apo E parece influenciar a gravidade e progressão da doença, e a idade de manifestação dos sintomas.

O polimorfismo da apo E não diferencia DA familial e DA esporádica, sendo que ambos os tipos mostram associação com o alelo e4.

A associação significante para o alelo e4 e DA familial ou esporádica é semelhante a de outros estudos brasileiros10,13,14,17, e mostra resultados concordantes também com outros envolvendo populações do Hemisfério Sul9. Nesse estudo, apesar da associação do alelo e4 com DA familial e esporádica, indistintamente, sua freqüência tanto em pacientes com DA, quanto em controles é menor que aquela observada em estudos envolvendo população de países do Hemisfério Norte.

Em estudos de polimorfismos genéticos o tamanho da amostra deve ser valorizado12. Familiares em primeiro grau de probandos, portanto indivíduos com fator genético herdado e provavelmente semelhante ao de seus ascendentes, permitem ampliar a casuística. No presente estudo a casuística de 61 indivíduos que compunham os três grupos iniciais, ampliou-se para 200 indivíduos, somados os 139 familiares. Portanto, ainda que apenas 40 indivíduos sejam portadores de DA, esperava-se que seus familiares em primeiro grau, tendo a possibilidade de possuir constituição genética semelhante, permitisse ampliar a casuística e expandir a distribuição dos alelos, confirmando a associação do polimorfismo da apo E com a doença. Nesse contexto, detectou-se freqüência do alelo e4 oito vezes maior nos familiares dos probandos (FGF=0,26; FGE=0,24) que nos familiares dos controles (FGC=0,04; p<0,0001; Tabela). Notou-se ampliação da resposta genética, considerando a freqüência do alelo e4 mais acentuada entre os familiares dos probandos, que nos próprios pacientes. O estudo de familiares em primeiro grau de pacientes com DA pode tornar-se uma estratégia para aumentar a casuística, auxiliando na detecção da real prevalência do polimorfismo da apo E como fator de risco para DA familial ou esporádica.

A análise de genótipos com pelo menos um alelo e4 mostrou semelhança entre os grupos com DA familial ou esporádica, sendo ambos diferentes do grupo controle. Isso foi confirmado nos grupos de familiares. Nesse caso, constatou-se também ampliação da resposta genética herdada de seus antecessores. Corder et al.21 mostraram que 80% dos casos de DA familial e 64% dos casos de DA esporádica apresentam genótipo com pelo menos um alelo e4, comparado a 31% em grupo controle sem a doença. Comparando nossos resultados com os da referida citação nota-se freqüência acentuadamente menor em todos os grupos, refletindo provavelmente o papel da etnia na freqüência e expressão do polimorfismo genético da apo E.

A associação entre presença do alelo e4 e idade de início dos sintomas não foi significante nos grupos com DA. Nesse caso, questiona-se o número reduzido da amostra, considerando que esses resultados contrastam com a maioria dos estudos realizados no Hemisfério Norte21-23. Com relação ao alelo e2, houve diferença significante apenas entre os familiares do grupo controle comparado aos familiares do grupo com DA familial, sugerindo efeito protetor para a doença. Vários autores5,14,22 mostraram baixa freqüência do alelo e2 em grupos sem a doença (0,003 a 0,13) e menores ainda em pacientes com DA (0,01 a 0,10), reforçando a associação entre o alelo e2 e o baixo risco para DA. Também neste caso o estudo de familiares em primeiro grau de pacientes com DA, permitiu ampliar a representatividade do alelo e2 e mostrar seu valor como fator protetor. O alelo e3 foi o mais prevalente, independente da presença de DA. Esses dados são semelhantes aos obtidos para a população caucasóide em geral8,9,24-26. Estudos mostram que apesar do alelo e3 ser o mais prevalente, inclusive na DA (0,45 a 0,62), sua freqüência é ainda mais elevada em indivíduos sem a doença (0,74 a 0,86)14,22,27. Familiares de pacientes com DA familial ou esporádica e de controles também mostraram freqüência elevada do alelo e3 (0,732; 0,730; 0,907, respectivamente).

Em conclusão, o polimorfismo da apo E, não diferencia DA familial e DA esporádica, mostrando em ambos associação com o alelo e4. A distribuição dos alelos para apo E nos pacientes com DA e idosos sem a doença determina sua prevalência nos seus familiares em primeiro grau, ampliando sua representatividade a partir do aumento da casuística. O estudo de famílias possibilita avaliar a distribuição de alelos raros como e2, sugerindo seu efeito protetor para DA familial, tendo em vista sua maior representatividade em familiares de controles, comparado a DA familial e seus familiares.

Agradecimentos – Ao Prof. Dr. José Antonio Cordeiro pelas orientações nas análises estatísticas. A Zélia Cristina Régis Brazolin, bibliotecária, pela colaboração no levantamento de dados e revisão bibliográfica.

 

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Recebido 4 Julho 2006, recebido na forma final 6 Dezembro 2006. Aceito 24 Janeiro 2007.

 

 

Dr. João de Castilho Cação - Avenida Juscelino K. de Oliveira 3000 / casa 67 - 15091-450 São José do Rio Preto SP - Brasil. E-mail: jccacao@terra.com.br