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Bragantia

Print version ISSN 0006-8705

Bragantia vol.20 no.unico Campinas  1961

http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87051961000100019 

Ocorrência do vírus do mosqueado do morangueiro no estado de São Paulo

 

Occurrence of the strawberry mottle virus in São Paulo

 

 

Ana Maria B. CarvalhoI; A. S. CostaI; L. S. CamargoII

IEngenheiros-agrônomos, Seção de Virologia
IIEngenheiro-agrônomo, Seção de Olericultura e Floricultura, Instituto Agronômico

 

 


RESUMO

Verificou-se a ocorrência de estirpes do vírus do grupo denominado mosqueado («strawberry mottle») em plantações de morangueiro no Estado de São Paulo. Variedades antigas, como a Dr. Morère. acham-se totalmente infetatas. sendo portadoras sem sintomas. Alguns clones novos plantados apenas por poucos anos em campo, já se acham parcialmente infetados, indicando que há transmissão da moléstia sob condições naturais.
Sintomas de palidez das nervuras, mosqueado, paralisação no crescimento e encrespamento são apresentados por plantas de Fragaria vesca infetadas pelos vírus dêsse grupo. Numerosas espécies de plantas-teste habituais foram inoculadas com diferentes isolados do vírus, por meio do vetor, mas os resultados foram geralmente negativos. Afídios virulíferos, colonizados sôbre plantas novas de Cassia accidentalis, Chenopodiam quinoa, Leonotis nepaetifolia e Leonurus sibiricus. induziram o aparecimento de sintomas. Não se conseguiu retransmitir o vírus dessas espécies para F. vesca, existindo, portanto, dúvidas sôbre a verdadeira identidade do vírus que infetava tais plantas.
O vírus do mosqueado não foi aparentemente transmitido pela semente. Também não se mostrou transmissível mecânicamente para Frogaria vesca. O virus obtido por inoculação com o vetor em Chenopodium quinoa e que se supõe ser o do mosqueado, pôde se transmitido mecânicamente de C. quinoa para C. quinoa. mas não para F. vesca.
O pulgão Pentatrichopus fragaefolii mostrou-se eficiente vetor do mosqueado, conseguindo-se obter em média mais de 50% de infecção em infestações com 1 afidio por planta. Aphis gossypii também transmitiu o vírus do mosqueado, mas com muito menor eficiência.
Não se conseguiu transmitir o mosqueado com uma espécie de Cuscuta que ocorre comumeute em Campinas. Em testes de transmissão por enxertia de fôlhas, os resultados foram muito fracos devido ao mau pegamento.
O pulgão Pentatrichopus fragaefolii tornou-se vírulífero quando alimentado em planta infetada por 30 minutos. Com o aumento no período de alimentação na fonte de vírus aumentou a eficiência de transmissão. Insetos virulíferos foram capazes de infetar plantas sadias quando alimentados sôbre elas por 15 minutos. Insetos virulíferos alimentados por 1 hora em planta sadia ainda retinham o vírus. Após 6 horas de alimentação já não mais o retinham.


SUMMARY

The ocurrence of virus strains similar to those of the strawberry mottle virus has been recorded in several strawberry plantings in the state of São Paulo. Old, standard varieties are symptomless carriers and are usually 100 per cent infected. Some new clones, representing various crosses, were partly infected after a Few plantings in the field.
The symptoms induced by die virus on Fragaria uesca seedlings were vein clearing, crinkling, and stunting. Most of the virus isolates seemed to resemble curly dwarf. Studies on host range carried out by means of the vector gave mostly negative results, but symptoms were obtained on Cassia occidentalis, Chenopodium quinoa, Leonotis nepaetifolia, and Leonorus sibiricus Although this happened when inoculations were made with different sources of the strawberry mottle virus, it cannot be stated with certainty that the symptoms obtained on these four species were really caused by the mottle virus, since it was possible that the original sources contained another virus.
The strawberry mottle virus was transmitted efficiently by Pentatrichopus fragaefolii and only occasionally by Aphis gossypii. Seed transmission was negative. Tests on mechanical inoculation were also negative. However, the virus obtained on Chenopodium quinoa plants by means of the vector could be transmitted mechanically to seedlings of the same species, but not to Fragaria vesca. A local species of Cuscuta did not transmit the mottle virus and transmission with leaf scions grafted on leaves was generally low because of poor take.
Pentatrichopus fragaefolii became infective after feeding 30 minutes on the virus source. Its efficiency apparently increased as the feeding time on the virus source increased. Viruliferous vectors were able to infect healthy plants in 15 minutes. Virus was retained by viruliferous vectors after feeding on a healthy plant for one hour. After a 6-hour feeding period the insects lost infectivity.


 

 

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LITERATURA CITADA

1. FRAZIER, NORMAN W. & POSNETTE, ADIAN F. Relationships of the strawberry viruses of England and California. Hilgardia 27:455-513. 1958.         [ Links ]

 

 

Recebida para publicação em 23 de fevereiro de 1961.

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