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Bragantia

Print version ISSN 0006-8705On-line version ISSN 1678-4499

Bragantia vol.41 no.1 Campinas  1982

http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87051982000100014 

ARTIGOS

 

Comportamento de dois cultivares de soja em função do manganês do solo1

 

Differential manganese tolerance of two soybean cultivars

 

 

Manoel Albino Coelho de MirandaI, 2; Hipólito Assunção Antonio MascarenhasI, 2; Eduardo Antonio BulisaniI, 2; José Maria Aires da Silva ValadaresII, 2; Rúter HiroceIII

ISeção de Leguminosas, IAC
IISeção de Pedologia, IAC
IIISeção de Química Analítica, Instituto Agronômico, IAC

 

 


RESUMO

Foi estudado, em casa de vegetação, o comportamento dos cultivares de soja Biloxi e Forrest, em amostras subsuperficiais de Latossolo Roxo distrófico dos municípios paulistas de Campinas, Guaíra, Guatapará e Cândido Mota, contendo respectivamente 2,9, 6,4, 11,3 e 12,9 ppm de Mn solúvel em ácido dietilenotriaminopentacético (DTPA). A expressão da toxicidade de Mn foi avaliada 27 dias após o plantio, através de notas atribuídas aos sintomas visuais; produção de matéria seca das raízes e parte aérea; e da análise química da parte aérea. O cultivar Biloxi não apresentou sintomas de toxicidade até ao nível de 6,4 ppm de Mn no solo (Guaíra), enquanto o 'Forrest' já os apresentava nesse nível. A medida que se tornavam mais elevados os teores de Mn no solo, mais agudos se apresentavam os sintomas de toxicidade e menor a produção de matéria seca, sendo que o 'Forrest' mostrou muito maior sensibilidade, o que foi confirmado pelo aumento do teor de Mn na parte aérea. Sendo eficiente na absorção do Mn do solo e na manifestação dos sintomas de toxicidade a níveis baixos deste elemento, o 'Forrest' é o cultivar adequado para utilizar como indicador de níveis tóxicos de Mn. A concordância entre as notas atribuídas aos sintomas visuais, à produção de matéria seca e ao índice (teor de Mn/peso seco), demonstra que as notas podem ser critério apropriado para realizar o "screening" de material genético num programa de melhoramento, para tolerância a Mn tóxico.


SUMMARY

A pot study was made in the greenhouse using soybean cultivars Biloxi and Forrest and sub-soil samples of Dusky Red Latosol distrophic soil of four counties namely Campinas, Guaíra, Guatapará and cândido Mota of the State of São Paulo, which contained 2.9, 6.4, 11.3 and 12.9 ppm of DTPA pH 7.3 soluable Mn. The Mn toxicity was evalued 27 days after planting for visual symptoms, dry matter production of above ground parts and roots, and chemical analyses of dry matter of above ground parts. The cultivar Biloxi did not show visual symptoms at the 6.4 ppm level of Mn in the soil (Guaira) whereas Forrest showed initial symptoms of Mn toxicity at this level. As the Mn availability in the soil increased there was greater evidence of Mn toxicity symptoms and less dry matter production. The cultivar Forrest showed to be most affected by Mn toxicity which was confirmed by increase in the Mn concentration of dry matter of the above ground parts. As Forrest showed to be more efficient in the uptake of Mn from the soil and also showed visual symptoms of toxicity at low levels it can be used as an indicator of Mn in the soil. A good relationship between scores given for visual symptoms, dry matter production for the above ground parts, and the index (Mn concentration/dry matter production) shows the possibility, that scores for visual symptoms of Mn toxicity can be utilized efficiently, for screening genetic material tolerant to Mn in a soybean breeding program.


 

 

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Recebido para publicação a 5 de agosto de 1981.

 

 

1 Trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Ciência do Solo em Salvador (BA) de 30 de agosto a 5 de setembro de 1981.
2 Com bolsa de suplementação do CNPq.

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