SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.56 issue2PRODUÇÃO DE SEMENTES DE CULTIVARES PRECOCES DE SOJA EM DUAS ÉPOCAS E DOIS LOCAIS PAULISTAS: I. CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS E PRODUTIVIDADECURVAS DE MATURAÇÃO E ESTIMATIVA DO TEOR DE SÓLIDOS SOLÚVEIS PARA A VIDEIRA 'NIAGARA ROSADA' COM BASE EM DADOS METEOROLÓGICOS author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

  • Article in xml format
  • How to cite this article
  • SciELO Analytics
  • Curriculum ScienTI
  • Automatic translation

Indicators

Related links

Share


Bragantia

Print version ISSN 0006-8705On-line version ISSN 1678-4499

Bragantia vol. 56 n. 2 Campinas  1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87051997000200010 

PRODUÇÃO DE SEMENTES DE CULTIVARES PRECOCES DE SOJA EM DUAS ÉPOCAS E DOIS LOCAIS PAULISTAS:
II. QUALIDADE FISIOLÓGICA(1)

 

PRISCILA FRATIN MEDINA(2), LUIZ FERNANDES RAZERA(3,6),JULIO MARCOS FILHO(4,6) e NELSON BORTOLETTO(5)

 

 

RESUMO

Tendo em vista os sérios problemas encontrados na qualidade de sementes de soja, principalmente de cultivares precoces produzidas na época de cultivo tradicional no Estado de São Paulo (com semeadura em novembro), este trabalho foi realizado com o objetivo de reunir informações sobre a qualidade fisiológica de sementes de cinco cultivares de ciclo precoce, semeados em duas épocas e regiões distintas do Estado. Assim, sementes dos cultivares IAC-100, IAC-16, IAC-Foscarin-31, BR-4 e IAS-5 foram obtidas de semeaduras realizadas em novembro de 1989 e março/abril de 1990, nos municípios de Campinas e de Votuporanga. A avaliação da qualidade fisiológica, realizada por meio de diferentes testes, após as colheitas e na época de semeadura da safra seguinte, demonstrou que o retardamento da semeadura para o final do verão/início de outono proporcionou a obtenção de sementes com maiores níveis de viabilidade e de vigor em ambas as localidades, sendo que, em Votuporanga, as vantagens foram ainda maiores.

Termos de indexação: soja, Glycine max (L.) Merrill, sementes, qualidade fisiológica, época de semeadura, armazenamento.

 

ABSTRACT

SEED PRODUCTION OF EARLY MATURING SOYBEAN CULTIVARS IN TWO DIFFERENT PERIODS AND LOCATIONS OF SÃO PAULO STATE, BRAZIL: II. PHYSIOLOGICAL QUALITY

Early soybean cultivars, produced in the traditional season (sowed in November) in São Paulo State, Brazil, often show poor physiological seed quality. IAC-100, IAC-16, IAC-Foscarin-31, BR-4 and IAS-5 early cultivars were sown in November and March/April in Campinas and Votuporanga counties. The physiological quality of the seeds was evaluated immediately after harvesting and at the time of next planting season. Seeds had better vigour and viability when sowing time was delayed until the end of Summer or beginning of Autumn. The advantages of this procedure were greater in Votuporanga than in Campinas.

Index terms: soybean, Glycine max (L.) Merrill, seeds, physiological quality, planting date, storage.

 

 

1. INTRODUÇÃO

No Estado de São Paulo, quando se semeiam os cultivares precoces de soja em épocas propícias à máxima produtividade (outubro/novembro), a maturação e a colheita ocorrem no fim de fevereiro e início de março, período que coincide, freqüentemente, com flutuações de pluviosidade e altas temperaturas. Diversos autores relataram as dificuldades para a obtenção de sementes de soja de qualidade aceitável e que mantenham a viabilidade e o vigor durante o armazenamento, quando produzidas em regiões com essa característica climática (Cartter & Hartwig, 1962; Caviness, 1978; Silva et al., 1979; Dassou & Kueneman, 1984; Paolinelli et al., 1984a, e Costa et al., 1987).

Entretanto, alternativas têm sido sugeridas, com o objetivo de melhorar a qualidade dessas sementes produzidas nas regiões tropicais. Entre elas, o cultivo na entressafra, buscando a ocorrência da maturação em período seco e de temperaturas mais baixas é uma proposta que tem sido avaliada em diversos países, com atenção especial à produção de sementes dos cultivares precoces. Na literatura internacional, encontram-se dados a esse respeito, desde o final da década dos 40s até os nossos dias (Feaster, 1949; Torrie & Briggs, 1955; Abel, 1961; Green et al., 1965; Nicholson & Sinclair, 1973, e Tekrony et al., 1984).

No Brasil, as pesquisas direcionadas à avaliação da qualidade de sementes de soja, produzidas em épocas mais tardias em relação à convencional (semeadura em outubro/novembro) foram efetuadas nos principais Estados produtores de soja, a partir do fim dos anos 70s. Nesse sentido, Pereira et al. (1979) no Paraná, Paolinelli et al. (1984b) em Minas Gerais, Tragnago & Bonetti (1984) no Rio Grande do Sul e Nakagawa et al. (1984a,b, 1986) em São Paulo realizaram experimentos visando avaliar a qualidade de sementes produzidas em várias épocas, empregando diversos cultivares de ciclos de maturação diferentes, semeados de outubro a dezembro. De modo geral, os autores chegaram a conclusões semelhantes, verificando que, principalmente, os cultivares precoces apresentavam sementes de melhor qualidade nas semeaduras efetuadas a partir do início de dezembro.

No entanto, não há na literatura informações relativas a semeaduras de janeiro em diante. Considera-se que a instalação de campos de produção de sementes de cultivares precoces de soja em março/abril, com o emprego de irrigação suplementar, pode reduzir ainda mais o risco de ocorrência de condições climáticas desfavoráveis durante a maturação das sementes; além disso, a redução do período de armazenamento, até a época do plantio da safra seguinte, contribuiria favoravelmente à qualidade da semente.

Este trabalho foi realizado com o objetivo de reunir informações sobre a qualidade fisiológica de sementes de cultivares precoces de soja, obtidas de semeadura na estação seca, em comparação à época convencional, em diferentes regiões paulistas.

 

2. MATERIAL E MÉTODOS

O presente trabalho foi desenvolvido em 1990 no Laboratório do Sistema de Produção de Sementes do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo (IAC). Utilizaram-se sementes dos cultivares IAC-100, IAC-16, IAC-Foscarin-31, BR-4 e IAS-5, produzidas nos municípios de Campinas (altitude 669 m, latitude 20°25' S e longitude 47°5' W) e Votuporanga (altitude 505 m, latitude 20°25' S e longitude 49°59' W), em duas épocas distintas, com semeadura em 29/11/89 (S1) e 27/3/90 (S2) em Campinas e 20/11/89 (S1) e 3/4/90 (S2) em Votuporanga.

O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com cinco repetições para cada cultivar, em esquema fatorial (dois locais x duas épocas de semeadura). Cada ensaio constou de parcelas constituídas por cinco linhas de 6 m de comprimento, espaçadas de 0,5 m. A área útil da parcela foi de 7,5 m2, consistindo na utilização das três linhas centrais, desprezando-se 0,5 m das extremidades e as duas linhas laterais como bordadura.

Os solos dos locais do experimento (Latossolo Vermelho-Escuro, textura argilosa em Campinas, e Podzolizado Vermelho-Amarelo, textura média, em Votuporanga) foram adubados com fósforo e potássio, com base nos resultados das análises químicas do solo e nas recomendações do Boletim 100 do Instituto Agronômico (Raij et al., 1985). A inoculação com Rhizobium foi feita no sulco, no momento da semeadura.

Durante o desenvolvimento da cultura, até a fase de máximo acúmulo de matéria seca nas sementes (R7), a água foi suplementada por aspersão, sempre que necessário, tanto em S1 quanto em S2. Controlaram-se as plantas daninhas por meio de capinas manuais e, os percevejos (Nezara viridula, Euchistus heros e Piezodorus guildinii), de acordo com Gazzoni et al. (1981).

Os dados de precipitação pluvial e de temperaturas máximas e mínimas diárias, referentes aos períodos de condução dos experimentos, bem como os estádios de desenvolvimento dos genótipos, as características agronômicas e a produtividade encontram-se em Medina et al. (1997).

Quando as culturas dos dois locais e das duas épocas apresentavam 95% das vagens com a coloração padrão do cultivar, procedeu-se à colheita manual das plantas.

A debulha manual das vagens, a embalagem das sementes em saco de algodão e o armazenamento em condições normais de ambiente foram realizados no Sistema de Produção de Sementes do IAC.

Os dados de umidade relativa e de temperatura (máxima, mínima e média), referentes ao período de armazenamento (compreendido entre abril e dezembro de 1990) e coletados no Posto Meteorológico do Centro Experimental de Campinas, encontram-se na figura 1.

 

56n2a4bf1.GIF (8116 bytes)

Figura 1. Dados de umidade relativa (UR) do ar e de temperatura mínima, média e máxima, observados durante o armazenamento das sementes de soja, em Campinas 1990 (S1 é o período de armazenamento das sementes produzidas em Campinas e Votuporanga na época de semeadura 1 e S2, na época de semeadura 2).

 

Realizaram-se os testes descritos a seguir, destinados às avaliações da viabilidade e do vigor das sementes, logo após as colheitas, nas épocas E1 (em maio e agosto de 1990, respectivamente, para as semeaduras S1 e S2) e por ocasião da semeadura da safra seguinte, na época E2 (novembro de 1990).

Tetrazólio: efetuado em duas subamostras de cinqüenta sementes por repetição, pré-condicionadas em papel-toalha umedecido e mantidas a 30°C durante dezesseis horas. Em seguida, foram conservadas em solução de cloreto de 2-3-5 trifenil tetrazólio a 0,075%, por três horas, em estufa a 40°C. Após o desenvolvimento da coloração, foram lavadas em água corrente, avaliadas individualmente e classificadas de 1 a 8. A viabilidade foi representada pela soma das porcentagens de sementes pertencentes às classes 1 a 5 e, o nível de vigor, mediante classes 1 a 3. Foi caracterizada também a redução da qualidade das sementes, em vista da deterioração por "umidade", segundo critérios de França Neto et al. (1988).

Envelhecimento artificial: conduzido em duas subamostras de cinqüenta sementes por repetição, em caixas plásticas tipo gerbox como compartimento individual (minicâmaras), a 42°C, durante 48 horas, conforme método sugerido por Tao (1979). A germinação posterior foi avaliada no quarto dia da semeadura.

Condutividade elétrica: realizado em duas subamostras de cinqüenta sementes por repetição, de acordo com o método proposto por Loeffler et al. (1988); as sementes foram colocadas em copos plásticos (diâmetro da base de 6 cm) após pesagem (precisão de 0,01 g); a cada copo, adicionaram-se 75 mL de água destilada (25°C); as sementes imersas permaneceram em germinador a 25°C, por 24 horas. A condutividade da solução foi estimada em condutivímetro e a média das amostras, expressa em mmhos.cm-1.g-1.

Emergência de plântulas: efetuada em campo, onde se semearam duas subamostras de cinqüenta sementes por repetição; cada uma foi distribuída em sulco com 2 m de comprimento e 0,02 m de profundidade, mantendo-as eqüidistantes: cada sulco a 0,50 m do outro. Realizaram-se contagens aos quinze dias da semeadura, computando-se as porcentagens de emergência. Efetuaram-se três testes de novembro a dezembro de 1990.

Os dados médios das duas subamostras, obtidos nesses testes, foram submetidos à análise da variância com a transformação arco seno wpe1.jpg (1086 bytes), comparando-se as médias pelo teste de Tukey a 5%.

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme era previsto, quando se efetuou a semeadura na época convencional (S1), o período reprodutivo da cultura da soja coincidiu com temperaturas elevadas e considerável freqüência de chuvas tanto em Campinas quanto em Votuporanga. Tal situação, segundo diversos autores, aumenta nitidamente a atividade fisiológica das sementes e as predispõe ao ataque de patógenos, resultando na redução da germinação e do vigor (Caviness, 1978, Costa et al., 1987); ainda, segundo Marcos Filho (1979), a semente de soja é particularmente sensível a essas condições, pelas suas características morfológicas e químicas.

Quando se realizou a semeadura tardia (S2), o período de desenvolvimento das sementes (R5 a R8) foi bem mais seco e frio, em comparação a S1, nos dois locais estudados e, portanto, favorável à obtenção de sementes de soja de melhor qualidade, conforme observaram Pereira et al. (1979); Paolinelli et al. (1984b); Tragnago & Bonetti (1984) e Nakagawa et al. (1984a,b, 1986).

No entanto, comparando-se as semeaduras de Campinas (S1 e S2) quanto à viabilidade e ao vigor das sementes, após a colheita (E1), constatou-se que os testes não destacaram a superioridade de nenhuma das épocas de semeadura estudadas (Quadros 1 e 2). As diferenças significativas entre S1 e S2 foram esporádicas, de forma que apenas para o cultivar IAS-5, o teste de tetrazólio 1-3 (Quadro 1) e para `BR-4', o teste de envelhecimento artificial (Quadro 2) revelaram superioridade das sementes produzidas em S2.

 

56n2a4bq1.GIF (26710 bytes)

 

 

56n2a4bq2.GIF (28581 bytes)

 

Pelo quadro 3, porém, verifica-se que os sintomas de deterioração das sementes que permaneceram mais tempo armazenadas (S1), detectados pelo teste de tetrazólio, foram significativamente superiores aos das sementes obtidas de S2, para todos os cultivares (Classes 1-8), levando, inclusive, à maior perda de viabilidade de sementes do que em S2 (Classes 6-8).

 

56n2a4bq3.GIF (27306 bytes)

 

Comparando-se as duas semeaduras de Votuporanga (S1 e S2), todos os testes em E1 confirmaram a superioridade da viabilidade (Quadro 1) e do vigor (Quadros 1 e 2) das sementes produzidas na época tardia (S2). As temperaturas elevadas (atingindo 36°C), observadas nessa localidade em S1, foram responsáveis, provavelmente, pela baixa qualidade fisiológica das sementes colhidas. Segundo Tachibana et al. (1968) e Falivene et al. (1980), a exposição da planta de soja a períodos crescentes de temperatura elevada (32°C de dia e 28°C à noite), na fase de desenvolvimento das sementes, leva a níveis também crescentes de deterioração dos cotilédones, resultando em necroses e declínio linear na germinação e no vigor.

O alto nível de sementes com sintomas de deterioração causada por temperatura e umidade relativa elevadas, obtidas em Votuporanga em S1 (Quadro 3), ressalta a questão levantada por Marcos Filho et al. (1985), quanto à viabilidade de produção de sementes de cultivares precoces de soja em regiões semelhantes a essa, considerando-se a mesma época de semeadura.

De fato, comparando os dois locais estudados, constata-se que a semeadura na época convencional (S1) foi mais prejudicial à qualidade fisiológica das sementes obtidas em Votuporanga (Quadros 1 a 4). Entretanto, praticamente, não houve diferenças de qualidade fisiológica entre as sementes produzidas em ambos os locais em S2.

Na figura 1, encontram-se as condições de temperatura e umidade relativa do ar, referentes ao período de armazenamento das sementes em Campinas, compreendido entre a colheita e a época em que se semearia a safra seguinte de soja no Estado de São Paulo (E2): verifica-se que as sementes produzidas em S1 nos dois locais e colhidas no final de março de 1990 permaneceram armazenadas por período mais prolongado (cerca de oito meses), no qual ocorreram temperaturas e umidades relativas do ar elevadas em março e abril (fase inicial do armazenamento) e, novamente, em setembro-novembro (fase final do armaze-namento). No entanto, as sementes obtidas de S2, além de permanecer armazenadas por um período mais curto (em torno de 4 meses), sofreram a ação de temperaturas e umidades relativas do ar mais elevadas apenas na fase final do armazenamento (setembro-novembro).

Considerando-se as sementes de Campinas, os testes em E2 passaram a demonstrar superioridade da viabilidade e do vigor das sementes produzidas em S2, em conseqüência da obtenção de maiores porcentagens de sementes de S1, com sintomas de deterioração causada por temperatura e umidade elevadas durante a maturação, associada a seu armazenamento mais prolongado até a época de semeadura da safra seguinte. Os testes de tetrazólio 1-5 e 1-3 (Quadro 1) revelaram isso para os cultivares IAC-Foscarin-31 e IAS-5 e, o teste de envelhecimento artificial (Quadro 2), para todos os cultivares. Apenas o teste de condutividade elétrica (Quadro 2) não foi sensível às diferenças de qualidade das sementes colhidas em S1 e S2 em Campinas. Pelo quadro 3, verifica-se nitidamente que as diferenças entre as porcentagens de sementes com sintomas de deterioração (Classes 1-8) obtidas de S1 e S2 acentuaram-se após o armazenamento (E2) para todos os cultivares, embora só o `IAC-Foscarin-31' e o `IAS-5' tenham apresentado perdas de viabilidade de sementes (Classes 6-8) superiores quando produzidas em S1 em comparação a S2.

Considerando-se as sementes de Votuporanga, também associaram-se os efeitos do armazenamento prolongado à pior qualidade fisiológica inicial das sementes obtidas em S1, de forma que em E2 acentuaram-se ainda mais as diferenças de viabilidade (Quadro 1) e vigor (Quadros 1, 2 e 3) entre as sementes oriundas de S1 e S2 constatadas após a colheita (E1). Este fato fica bem evidenciado, no quadro 3: em E2 foram nítidos os acréscimos nas porcentagens de sementes com sintomas de deterioração e nas porcentagens de sementes que perderam a viabilidade, pela temperatura e umidade relativa do ar elevadas.

Para as sementes produzidas em Campinas, testes de emergência de plântulas no campo (Quadro 4) confirmaram a superioridade das sementes produzidas na época tardia (S2) em algumas situações, de forma que as médias obtidas para as sementes colhidas em S1 foram inferiores às das obtidas em S2, para os cultivares IAC-Foscarin-31, BR-4 e IAS-5, no segundo teste, e para os cultivares IAC-16 e BR-4 no terceiro. Por outro lado, em Votuporanga, os três testes evidenciaram a superioridade das sementes produzidas em S2 em comparação às de S1.

 

56n2a4bq4.GIF (22315 bytes)

 

 

4. CONCLUSÕES

1. A opção pelo cultivo da soja na entressafra com semeadura em março-abril e irrigação suplementar proporciona maior garantia de produção de sementes de cultivares precoces de soja de alta qualidade fisiológica, principalmente em regiões como Votuporanga, em cuja época convencional predominam condições climáticas prejudiciais à obtenção de sementes de qualidade satisfatória.

2. A melhor qualidade inicial, aliada ao menor período de armazenamento das sementes de cultivares precoces de soja, produzidas em época tardia, concorrem para maior garantia de manutenção da viabilidade e do vigor até a sua utilização na safra seguinte.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABEL, G.H. Response of soybeans to dates of planting in the Imperial Valley of California. Agronomy Journal, Madison, 53(2):95-98, 1961.         [ Links ]

CARTTER, J.L. & HARTWIG, E.E. The management of soybeans. Advance in Agronomy, San Diego, 14:359-412, 1962.         [ Links ]

CAVINESS, C.E. Environmental effects on soybean seed quality. In: SOYBEAN SEED RESEARCH CONFERENCE, 8., Chicago, 1978. Proceedings. American Seed Trade Association, 1978. p.79-85.         [ Links ]

COSTA, A.V.; SEDIYAMA, T.; SILVA, R.F. da; SEDIYAMA, C.S.; FONTES, L.A.N.; GOMES, J.L.L.; ROLIM, R.B. & MONTEIRO, P.M.F. de O. Alguns fatores que afetam a qualidade fisiológica da semente de soja. Goiânia, EMGOPA, 1987. 48p. (Documentos, 2)         [ Links ]

DASSOU, S. & KUENEMAN, E.A. Screening methodology for resistance to field weathering of soybean seed. Crop Science, Madison, 24:774-779, 1984.         [ Links ]

FALIVENE, S.M.P.; MIRANDA, M.A.C. de & ALMEIDA, L.D'A. de. Temperatura e ocorrência de necrose dos cotilédones em soja. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 2(1):43-51, 1980.         [ Links ]

FEASTER, C.V. Influence of planting date on yield and other characteristics of soybeans grown in Southeast Missouri. Agronomy Journal, Madison, 41(2):57-67, 1949.         [ Links ]

FRANÇA NETO, J. de B.; PEREIRA, L.A.G.; COSTA, N.P. da; KRZYZANOWSKI, F.C. & HENNING, A.A. Metodologia do teste de tetrazólio em sementes de soja. Londrina, EMBRAPA-CNPSo, 1988. 60p. (Documentos, 32)         [ Links ]

GAZZONI, D.; OLIVEIRA, E.B. de; CORSO, I.C.; FERREIRA, B.S.C.; BOAS, G.L.V.; MOSCARDI, F. & PANIZZI, A.R. Manejo de pragas da soja. Londrina, EMBRAPA-CNPSo, 1981. 44p. (Circular técnica, 5)         [ Links ]

GREEN, D.E.; PINNELL, E.L.; CAVANAH, L.E. & WILLIAMS, L.F. Effect of planting date and maturity date on soybean seed quality. Agronomy Journal, Madison, 57(1):165-168, 1965.         [ Links ]

LOEFFLER, T.M.; TeKRONY, D.M. & EGLI, D.B. The bulk conductivity test as an indicator of soybean seed quality. Journal of Seed Technology, Lansing, 12(1):37-53, 1988.         [ Links ]

MARCOS FILHO, J. Qualidade fisiológica e maturação de sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill). Piracicaba, 1979. 180p. Tese (Doutorado em Agronomia) - ESALQ-USP, 1979.         [ Links ]

MARCOS FILHO, J.; CARVALHO, R.V. de; CÍCERO, S.M. & DEMÉTRIO, C.G.B. Qualidade fisiológica e comportamento de sementes de soja (Glycine max (L.) Merrill) no armazenamento e no campo. Anais da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", 42(1):195-249, 1985.         [ Links ]

MEDINA, P.F.; RAZERA, L.F.; MARCOS FILHO, J. & BORTOLETTO, N. Produção de sementes de cultivares precoces de soja em duas épocas e dois locais paulistas: I. Características agronômicas e produtividade. Bragantia, Campinas, 56(2):291-303, 1997.         [ Links ]

NAKAGAWA, J.; MACHADO, J.R. & ROSOLEM, C.A. Efeito da densidade de plantas e da época de semeadura na produção e qualidade de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 8(3):99-112, 1986.         [ Links ]

NAKAGAWA, J.; ROSOLEM, C.A. & MACHADO, J.R. Efeito da época de semeadura na qualidade de sementes de três cultivares de soja, em Botucatu-SP. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 6(1):25-38, 1984a.         [ Links ]

NAKAGAWA, J.; ROSOLEM, C.A. & MACHADO, J.R. Desempenho de sementes de soja originárias de culturas estabelecidas em diferentes épocas. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 6(3):61-76, 1984b.         [ Links ]

NICHOLSON, J.F. & SINCLAIR, J.B. Effect of planting date, storage conditions and seedborne fungi on soybean seed quality. Plant Disease Reporter, St. Paul, 57(9):775, 1973.         [ Links ]

PAOLINELLI, G. de P.; TANAKA, M.A.S. & ARANTES, N.E. Germinação e vigor de sementes de soja produzidas nas safras 1980/81 e 1981/82 em Minas Gerais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA, 3., Campinas, 1984. Anais. Londrina, EMBRAPA-CNPSo, 1984a. p.975-983.         [ Links ]

PAOLINELLI, G. de P.; TANAKA, M.A.S. & REZENDE, A.M. de. Influência da época de semeadura sobre a qualidade fisiológica e sanitária de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 6(1):39-50, 1984b.         [ Links ]

PEREIRA, L.A.G.; COSTA, N.P. da; QUEIROZ, E.F. de; NEUMAIER, N. & TORRES, E. Efeito da época de semeadura sobre a qualidade de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 1(3):77-89, 1979.         [ Links ]

RAIJ, B. van; SILVA, N. M. da; BATAGLIA, O.C.; QuAggio, j.A.; HIroce, L.; CANTARELLA, H.; BELLINAZZI jÚNIOR, R.; DECHEN, A.R. & TRANI, P.E. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, Instituto Agronômico, 1985. 107p. ( Boletim técnico, 100)         [ Links ]

SILVA, C.M. da; MESQUITA, A.N. de & PEREIRA, L.A.G. Efeito da época de colheita na qualidade da semente de soja. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, 1(2):41-48, 1979.         [ Links ]

TACHIBANA, H.; METZER, R.B. & GRABE, D.F. Cotyledon necrosis in soybean. Plant Disease Reporter, St. Paul, 52(6):459-462, 1968.         [ Links ]

TAO, K.J. An evaluation of alternative methods of accelerated aging seed vigor test for soybeans. Journal of Seed Technology, Lansing, 3(2):30-40, 1979.         [ Links ]

TEKRONY, D.M.; EGLI, D.B.; BALLES, J.; TOMES, L. & STUCKEY, R.E. Effect of date of harvest maturity on soybean seed quality and Phomopsis sp. seed infection. Crop Science, Madison, 24(1):189-193, 1984.

TORRIE, J.H. & BRIGGS, G.M. Effect of planting date on yield and other characteristics of soybeans. Agronomy Journal, Madison, 47(5):210-212, 1955.         [ Links ]

TRAGNAGO, J.L. & BONETTI, L.P. Diferentes épocas de semeadura no rendimento e outras características de alguns cultivares de soja no Rio Grande do Sul. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA, 3., Campinas, 1984. Anais. Londrina, EMBRAPA-CNPSo, 1984. p.57-69.         [ Links ]

 

(1) Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor. Trabalho apresentado no 5o Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal, Lavras (MG), 1995. Recebido para publicação em 2 de dezembro de 1996 e aceito em 17 de setembro de 1997.

(2) Seção de Sementes, Instituto Agronômico (IAC), Caixa Postal 28, 13001-970 Campinas (SP).

(3) Sistema de Produção de Sementes, IAC.

(4) Departamento de Agricultura, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP), Caixa Postal 9, 13418-900 Piracicaba (SP).

(5) Estação Experimental de Votuporanga, IAC.

(6) Com bolsa de produtividade científica do CNPq.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License