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Bragantia

Print version ISSN 0006-8705On-line version ISSN 1678-4499

Bragantia vol. 57 n. 1 Campinas  1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87051998000100015 

DISPONIBILIDADE HÍDRICA NO SOLO PARA A CULTURA DO MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM FUNÇÃO DE ÉPOCAS DE SEMEADURA E CULTIVARES (1)

 

ROGÉRIO REMO ALFONSI (2,4), ORIVALDO BRUNINI (2,4), MARCELO BENTO PAES DE CAMARGO (2,4) e JOSÉ RICARDO MACEDO PEZZOPANE (3)

 

 

RESUMO

Estudou-se, para regiões produtoras de milho paulistas, a variação do armazenamento de água no solo (ARM) durante a estação de crescimento de cultivares superprecoces, precoces e tardios, com a simulação de épocas de semeadura. A variação do ARM foi obtida de balanços hídricos seqüenciais, para períodos de dez dias. Calcularam-se as probabilidades do ARM ³ 50 mm e da precipitação (P) ³ à evapotranspiração de referência (Eto), em nível decendial para todo o ano e regiões estudadas. Essas probabilidades foram associadas aos estádios de desenvolvimento dos três tipos de cultivares de milho em função da época de semeadura simulada, especialmente em relação ao florescimento e enchimento de grãos. Tais associações permitiram deduzir as melhores épocas de semeadura para cada tipo de cultivar e região, considerando-se as ocorrências dos períodos críticos à cultura com os de maior probabilidade de ARM no solo. As regiões Norte, Noroeste, Leste e Nordeste do Estado de São Paulo apresentam maior probabilidade de ARM ³ 50 mm do que as demais, para as épocas tradicionais de semeadura, de outubro a dezembro. Para as semeaduras tardias, ou seja, para o milho "safrinha", a região do Vale do Paranapanema e o Sudoeste do Estado apresentam maior potencialidade de produção do que as outras regiões.

Termos de indexação: disponibilidade hídrica, milho, época de semeadura.

 

ABSTRACT

SOIL WATER AVAILABILITY FOR THE CORN CROP IN SÃO PAULO STATE, BRAZIL, BASED ON SOWING DATES AND CULTIVARS

Several corn crop regions of the State of São Paulo, Brazil, were studied concerning soil water content during the growing season, related to the cycles of super earlier, earlier and late cultivars in several simulated sowing dates. It was considered the soil water content parameter (ARM) as a result of a ten day water balance model. It was calculated these probabilities of the ARM greater than 50 mm, during the year for all regions studied. These probabilities were related with the crop growth stages for the 3 cycles considered, specially during the flowering and grain filling. The best sowing dates for the three cultivars, were characterized by the high probabilities of attendance of water demand by rainfall, during critical growth stages, giving different potential yield by region. The North, Northwest, East and Northeast regions presented in the highest yield potentialities, for the normal sowing dates (October to December). For the late sowing dates ("safrinha"), the region of "Vale do Paranapanema" and Southwest region presented higher yield potential than the other regions.

Index terms: water availability, corn sowing date, crop growth stage.

 

1. INTRODUÇÃO

O Estado de São Paulo apresenta, de maneira geral, condições macroclimáticas adequadas à exploração agrícola de diversas culturas de verão, com uma distribuição de chuvas mais concentrada entre outubro e março, com um período relativamente seco de abril a setembro. Mesmo no período chuvoso, a distribuição de chuvas no Estado é irregular, podendo diferenciar regiões com potenciais agrícolas distintos (Alfonsi, l996). Atualmente, nas áreas produtoras nacionais de milho, ocorrem duas safras distintas: uma corresponde a 95% da produção total, no período mais chuvoso, e a outra, aos 5% restantes, denominada de plantio extemporâneo ou "safrinha", realizada após as semeaduras tradicionais (Cogo, l992).

Mesmo com condições macroclimáticas favoráveis, são comuns, durante o ciclo da cultura do milho, períodos de estiagens coincidentes com estádios de desenvolvimento com alta demanda hídrica, como florescimento e enchimento de grãos, com reflexos na produção final. Um planejamento agrometeorológico que possa minimizar a ação dessas ocorrências adversas representará, com certeza, uma melhoria no rendimento agrícola, com maior lucratividade ao produtor rural (Tommaselli & Villa Nova, 1994).

A variabilidade, tanto espacial como temporal, da disponibilidade hídrica dos solos, é de suma importância na quantificação das necessidades hídri-cas dos vegetais. Contudo, determinações diretas e freqüentes desse termo são bastante dificeis e trabalhosas, sobretudo em grandes áreas territoriais (Ortolani & Camargo, l987). Um dos modos mais comumente adotados para a estimativa do armazena-mento de água no solo e da evapotranspiração de culturas é a aplicação do método de balanço hídrico apresentado por Thornthwaite & Mather (1955).

O armazenamento de água a ser considerado nos estudos de balanço hídrico é função da profundidade de exploração das raízes no solo (volume explorado pelo sistema radicular). Em função do tipo de solo, profundidade das raízes e tipo de cultura, podem ser definidos limites (máximo e mínimo) do armazenamento de água no solo, dentro dos quais a cultura tem seu desenvolvimento favorecido.

As condições edáficas paulistas são bem distintas entre as regiões (Prado, 1995), e isso reflete diretamente nos diferentes valores de armazenamento de água no solo, os quais influenciam a cultura do milho durante seu desenvolvimento. Solos argilosos retêm uma quantidade maior de água em relação aos arenosos, para a mesma profundidade. Normalmente, pode-se considerar para solos de textura média, uma capacidade de disponibilidade de água da ordem de 1 mm/cm de solo (Alfonsi et al., 1990).

O presente trabalho tem como objetivo avaliar o armazenamento de água no solo, para cultivares superprecoces, precoces e tardios de milho, para varias regiões do Estado, como subsídio às definições de épocas de semeadura mais favoráveis à sua exploração econômica.

 

2. MATERIAL E MÉTODOS

Utilizaram-se dados de precipitação pluvial e temperatura do ar, em nível decendial, de quatro localidades paulistas, representativas de distintos tipos climáticos e regiões, a saber: Mococa (latitude: 21o28' S; longitude: 47o01'W; altitude: 665 m); Votuporanga (latitude: 20o25' S; longitude: 49o59'W; altitude: 505 m); Capão Bonito (latitude: 24o02'S; longitude: 48o22'W; altitude: 702 m); Assis (latitude: 22o47'S; longitude: 50o26'W; altitude: 560 m), representando, respectivamente, as regiões Leste/Nordeste, Norte/Noroeste, Sul/Sudoeste e Oeste/Vale do Paranapanema.

Com os dados de precipitação pluvial e temperatura do ar, executaram-se os balanços hídricos decendiais de forma seqüencial, para todos os locais, de 1961 a 1990, segundo o método proposto por Thornthwaite & Mather (1955), utilizando-se de um programa de computador desenvolvido por Barbieri et al. (1991), considerando o valor de 75 mm como o de armazenamento máximo de água no solo (ARM). Esse mesmo método foi adotado nas determinações da evapotranspiração de referência (Eto).

Como os solos das regiões analisadas apresentam características distintas de armazenamento hídrico, a análise do balanço hídrico proposto tem valor comparativo, pois somente contabiliza climaticamente a entrada e a saída de água do sistema, pela precipitação e evapotranspiração, método plenamente viável na comparação qualitativa da disponibilidade hidrica entre diferentes regiões, como mostraram Pereira & Camargo (1989). Adotou-se o valor do ARM de 50 mm como o limite de água facilmente disponível às plantas, abaixo do qual a cultura passa a ser afetada (Alfonsi, 1996). Para a cultura do milho, estudaram-se os ciclos vegetativos correspondentes aos cultivares considerados: superprecoces, precoces e tardios ou normais. Para efeito de estudo, considerou-se o comprimento do ciclo a partir da semeadura até o início da maturação fisiológica, o qual é detectado pelo escurecimento na base dos grãos da ponta da espiga (Fornasieri Filho, 1992).

Para os três tipos de cultivares, simularam-se 21 épocas de semeadura, espaçadas de dez em dez dias, a partir de 1o de setembro a 21 de março, englobando, nas condições do Estado, o cultivo do milho denominado "safrinha". Os comprimentos dos ciclos, para cada cultivar e semeadura simulada, foram definidos a partir da técnica do uso de graus-dia, segundo Brunini et al. (1995).

A partir de distribuição teórica de probabilidade, foram calculados dois parâmetros agrocli-máticos: P1 = probabilidade de o armazenamento de água no solo (ARM) ser maior ou igual a 50 mm; e P2 = probabilidade de a precipitação pluvial (P) ser maior ou igual à evapotranspiração de referência (Eto). Esses parâmetros foram calculados decendial-mente, para todo o ciclo do cultivar e épocas de semeadura consideradas, por meio das freqüências observadas na simulação dos balanços hídricos, utilizando-se o modelo matemático de distribuição de probabilidade da função gama incompleta.

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores de P1 e P2 encontram-se, por decêndios e localidades estudadas, nas Figuras 1 e 2, onde estão representados, por uma linha horizontal, o comprimento do ciclo de cada cultivar de milho estudado, em função de sua época de semeadura, e o período crítico demarcado (florescimento e enchimento de grãos).

 

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Figura 1. Probabilidades (%) decendiais das ocorrências do armazenamento de água no solo (ARM) maior ou igual a 50 mm, para uma retenção máxima de água no solo de 75 mm, e da precipitação pluvial (P) maior ou igual à evapotranspiração de referência (Eto), para as localidades paulistas de Mococa e Votuporanga, e representação do comprimento do ciclo (------- ) com o período crítico ( ), para três cultivares de milho e várias épocas de semeadura.

 

 

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Figura 2. Probabilidades (%) decendiais das ocorrências do armazenamento de água no solo (ARM) maior ou igual a 50 mm, para uma retenção máxima de água no solo de 75 mm, e da precipitação pluvial (P) maior ou igual à evapotranspiração de referência (Eto), para as localidades paulistas de Assis e Capão Bonito, e representação do comprimento do ciclo (--------- ) com o período crítico ( ), para três cultivares de milho e várias épocas de semeadura.

 

Para a localidade de Mococa, representando as regiões Leste/Nordeste do Estado, os maiores valores de P1 se concentraram no período dezembro-fevereiro, enquanto os valores de P2 foram mais elevados no período novembro-janeiro, com pequeno decréscimo em fevereiro e março. Esse fato revela as melhores condições de umidade do solo e fornecimento de água às plantas nesse período, para essas regiões. Ao associar os resultados de P1 e P2 aos ciclos dos vários cultivares de milho, nota-se que houve maior coincidência do período crítico para a cultura, com as melhores condições de umidade para as semeaduras de outubro-dezembro. A mesma observação poderia ser feita com relação à semea-dura de setembro, para o cultivar normal ou tardio, apresentando a região, no entanto, para essa época de semeadura, restrições de umidade no início do ciclo da cultura.

A partir das semeaduras de janeiro, os valores de P1 e P2 são bastante reduzidos, chegando a níveis quase nulos durante o inverno, condições essas que limitam os plantios mais tardios na região Leste/Nordeste.

Votuporanga, no Norte/Noroeste do Estado, apresentou valores máximos de P1 e P2 em período bem mais curto que as outras localidades, correspondente a dezembro-janeiro. Associando-se tais resultados ao comprimento do ciclo dos cultivares de milho, as melhores épocas de semeadura para os três cultivares seriam durante outubro e novembro. Para as semeaduras mais tardias, essas regiões apresentaram restrições hídricas, chegando os valores de P1 a ficar quase nulos entre junho e setembro.

Para Capão Bonito e Assis, a distribuição de chuvas no curso do ano é mais homogênea - Figura 2. Os períodos em que foram encontrados os menores valores de P1 e P2 corresponderam aos meses de abril e maio, para Capão Bonito, abril, para Assis, e julho, agosto e novembro para ambas.

Os períodos de dezembro a março e maio a julho apresentaram os maiores valores de probabilidade de ocorrência de decêndios chuvosos, refletindo-se na maior probabilidade de manter o armazena-mento de água no solo acima dos 50 mm, o que significa, nesses períodos, maior disponibilidade hídrica para as plantas. Portanto, associando-se esses dados com as linhas do comprimento do ciclo para os cultivares de milho analisados, pode-se sugerir que as melhores épocas de semeadura para os cultivares superprecoces e precoces são as realizadas em outubro e novembro. Para o cultivar tardio, as melhores condições ocorreriam em setembro e outubro, correspondendo a semeaduras em épocas normais.

Pela Figura 2, nota-se a possibilidade de semeaduras tardias para essas localidades, considerando o atendimento hídrico nos estádios fenológicos críticos, cultivos esses denominados de "safrinha". Para Capão Bonito, que apresenta, em função de sua localização geográfica, temperaturas baixas no inverno, o plantio do milho "safrinha" seria limitado, não devendo se estender a fevereiro, devido às probabilidades de ocorrência de temperaturas baixas no período de florescimento e enchimento de grãos (Camargo & Alfonsi, 1995).

Para Assis, com temperaturas mais elevadas em relação a Capão Bonito, no inverno, a prática do plantio do milho "safrinha" é maior, podendo estender-se até março.

 

4. CONCLUSÕES

1. O parâmetro agroclimático armazenamento de água no solo (ARM), obtido de balanços hídricos seqüenciais, mostrou-se adequado para regionalizar a disponibilidade hídrica para a cultura do milho no Estado de São Paulo.

2. As regiões Norte/Noroeste e Leste/Nordeste revelaram melhores condições de disponibilidade hídrica para a cultura do milho nas semeaduras de outubro e novembro.

3. Para as regiões Sudoeste e Vale do Parana-panema, os períodos de dezembro a março e maio a julho apresentaram condições adequadas de disponibilidade hídrica para a cultura do milho, permitindo o cultivo do milho "safrinha", com potencial de produção maior do que em outras regiões do Estado.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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(1) Trabalho apresentado no IX Congresso Brasileiro de Meteorologia, Campos do Jordão (SP) em novembro de 1996. Recebido para publicação em 4 de julho e aceito em 28 de novembro de 1997.

(2) Centro de Ecofisiologia e Biofísica, Instituto Agronômico (IAC), Caixa Postal 28, 13001-970 Campinas (SP).

(3) Estagiário, bolsista da CAPES.

(4) Com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq.

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