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POLIEMBRIONIA EM CLONES DE LARANJA 'PÊRA' E VARIEDADES ASSEMELHADAS

POLYEMBRYONY IN CLONES OF 'PÊRA' AND OTHERS SWEET ORANGE VARIETIES

Resumos

A poliembrionia é uma das principais limitações para os programas de melhoramento convencional, via hibridação sexual, em Citrus, ao lado do longo ciclo reprodutivo e longo período juvenil, uma vez que dificulta o reconhecimento de possíveis híbridos. Com a finalidade de verificar a taxa de poliembrionia em clones de laranja 'Pêra' e variedades assemelhadas, foram quantificados os embriões observados nas sementes e em sementeira e suas relações com o número, massa e taxa de germinação de sementes. A variedade Pêra, clone EEL, apresentou menor número médio de embriões por semente (1,4); a maioria dos genótipos, de 2 a 4 embriões por semente e a `Pêra Premunizada-1212', o maior valor médio (6,2 embriões por semente). A `Pêra Vimusa' apresentou 70,8% de germinação de sementes; os demais genótipos, valores inferiores a 50% de germinação. Em geral, o número médio de embriões por semente germinada variou de 1,3, para as variedades Redonda e Lamb's Summer, até 2,3, para a `Pêra GS-2000'. Todos os genótipos apresentaram de média a elevada taxa de poliembrionia.

Citrus sinensis (L.) Osbeck; embrionia nucelar; taxa de germinação; melhoramento


Polyembryony is one of the most important limitations to sexual breeding programs in Citrus, as well as the great reproductive cycle and long juvenility period, once it becomes difficult the recognition of possible hybrids. Aiming at to evaluate the intensity of polyembryony in different clones of `Pera' and other six sweet orange varieties similar to `Pera', quantification of embryos per seed and by seed germination in greenhouse were studied and related to number, weight and germination tax of seeds. The `Pera EEL' showed a fewer number of embryos per seed (1.4); most of genotypes showed from 2 to 4 embryos per seed and the `Pera Premunizada-1212' showed a larger value (6.2 embryos per seed). The `Pera Vimusa' showed 70.8% of seed germination and the other genotypes values below 50% of germination. The number of embryos by germinated seed varied from 1.3, for Redonda and Lamb's Summer varieties, to 2.3 for `Pera GS-2000'. All genotypes showed from median to high level of polyembryony.

Citrus sinensis (L.) Osbeck; nucelar embryony; germination tax; breeding


POLIEMBRIONIA EM CLONES DE LARANJA 'PÊRA' E VARIEDADES ASSEMELHADAS(1) (1) Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998.

EDSON TOBIAS DOMINGUES(2,5) (1) Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998. , JOAQUIM TEÓFILO SOBRINHO(2) (1) Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998. , AUGUSTO TULMANN NETO(3) (1) Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998. e VIVIANA YOSHIE SUGAHARA(4) (1) Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998.

RESUMO

A poliembrionia é uma das principais limitações para os programas de melhoramento convencional, via hibridação sexual, em Citrus, ao lado do longo ciclo reprodutivo e longo período juvenil, uma vez que dificulta o reconhecimento de possíveis híbridos. Com a finalidade de verificar a taxa de poliembrionia em clones de laranja `Pêra' e variedades assemelhadas, foram quantificados os embriões observados nas sementes e em sementeira e suas relações com o número, massa e taxa de germinação de sementes. A variedade Pêra, clone EEL, apresentou menor número médio de embriões por semente (1,4); a maioria dos genótipos, de 2 a 4 embriões por semente e a `Pêra Premunizada-1212', o maior valor médio (6,2 embriões por semente). A `Pêra Vimusa' apresentou 70,8% de germinação de sementes; os demais genótipos, valores inferiores a 50% de germinação. Em geral, o número médio de embriões por semente germinada variou de 1,3, para as variedades Redonda e Lamb's Summer, até 2,3, para a `Pêra GS-2000'. Todos os genótipos apresentaram de média a elevada taxa de poliembrionia.

Termos de indexação:Citrus sinensis (L.) Osbeck, embrionia nucelar, taxa de germinação, melhoramento.

ABSTRACT

POLYEMBRYONY IN CLONES OF `PÊRA' AND OTHERS SWEET ORANGE VARIETIES

Polyembryony is one of the most important limitations to sexual breeding programs in Citrus, as well as the great reproductive cycle and long juvenility period, once it becomes difficult the recognition of possible hybrids. Aiming at to evaluate the intensity of polyembryony in different clones of `Pera' and other six sweet orange varieties similar to `Pera', quantification of embryos per seed and by seed germination in greenhouse were studied and related to number, weight and germination tax of seeds. The `Pera EEL' showed a fewer number of embryos per seed (1.4); most of genotypes showed from 2 to 4 embryos per seed and the `Pera Premunizada-1212' showed a larger value (6.2 embryos per seed). The `Pera Vimusa' showed 70.8% of seed germination and the other genotypes values below 50% of germination. The number of embryos by germinated seed varied from 1.3, for Redonda and Lamb's Summer varieties, to 2.3 for `Pera GS-2000'. All genotypes showed from median to high level of polyembryony.

Index terms:Citrus sinensis (L.) Osbeck, nucelar embryony, germination tax, breeding.

1. INTRODUÇÃO

Uma das características dos Citrus é o desenvolvimento de dois ou mais embriões na semente. Na maioria dos casos, entretanto, além do embrião zigótico, os embriões extras são desenvolvidos assexuadamente por divisões mitóticas do nucelo, sem a intervenção dos gametas: tais embriões são chamados de nucelares ou apomíticos (Chapot, 1975). Em um número limitado de casos, os embriões extras são produzidos pela fissão do zigoto ou por dois gametófitos no mesmo óvulo, originando gêmeos idênticos e não reproduzem a planta mãe: são designados embriões sexuais ou zigóticos (Chapot, 1975; Medina Filho et al., 1993). Segundo Cameron & Frost (1968), a reprodução pela embrionia nucelar é controlada por um gene dominante e, em vista de as plântulas originadas reproduzirem geneticamente a planta mãe, preservam a heterozigocidade originada por hibridação ou mutação. A embrionia nucelar permite, ainda, a "renovação clonal" de variedades comerciais, mantendo a identidade genética das variedades e eliminando patógenos existentes, como os vírus, os quais têm dificuldade em atingir os tecidos dos embriões somáticos nas sementes.

A embrionia nucelar é, no entanto, uma das principais limitações para os programas de melhoramento via hibridação sexual dessas espécies perenes, juntamente com os longos períodos juvenis e ciclos reprodutivos, já que dificultam o reconhecimento de possíveis híbridos. Os embriões nucelares, normalmente mais vigorosos, competem com os zigóticos. A espécie produtora de laranjas-doces [Citrus sinensis (L.) Osbeck] é considerada poliembriônica, não sendo citados casos de monoembrionia em variedades dessa espécie, o que seria de grande interesse para programas de hibridação sexual (Frost & Soost, 1968; Chapot, 1975; Prates, 1977). Domingues et al. (1996c, 1997), estudando 44 variedades de laranja-doce do banco de germoplasma de citros do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (CCSM/IAC), encontraram uma variedade produtora de sementes monoembriônicas, o que estimulou a continuidade dos trabalhos nesse sentido.

Mais de 80% da citricultura nacional baseia-se na cultura de laranja-doce, e a variedade Pêra é responsável por mais de 50% dessa produção. Devido a sua importância comercial, tanto para o mercado interno de frutas frescas como para o processamento industrial, é fundamental seu estudo sob os aspectos morfológicos, agronômicos e genéticos, buscando-se clones superiores. O banco de germoplasma do CCSM/IAC contém em torno de 50 acessos de laranja `Pêra' (Domingues et al., 1995). Os pesquisadores desse Centro têm trabalhado no sentido de selecionar clones de tal laranja mais produtivos e com melhores qualidades de frutas: Teófilo Sobrinho et al. (1992, 1996) e Domingues et al. (1996b, 1997a, b) são exemplos mais recentes. Outros programas envolvendo o melhoramento dessa variedade via hibridação sexual seriam grandemente facilitados se houvesse clones monoembriônicos e com boa fertilidade.

Este trabalho teve por finalidade estudar a taxa de poliembrionia em sementes de diferentes clones de laranja `Pêra' e de variedades assemelhadas, pela contagem dos embriões na semente e após germinação em telado e suas relações com o número, massa e taxa de germinação de sementes.

2. MATERIAL E MÉTODOS

O experimento amostrado encontrava-se no 12o ano de produção (ano agrícola de 1995), no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, IAC, com 6 blocos casualizados, com uma planta por parcela, em um latossolo vermelho-escuro distrófico, clima do tipo de Köppen e sem irrigação. Retiraram-se sementes de 18 frutos coletados na porção mediana das copas de 11 clones da `Pêra' (Bianchi, Dibbern, EEL, GS-2000, Olímpia, Premunizada-1212, Premunizada-1743, R. Gullo-1569, R.Gullo-1570, Pirangi e Vimusa) e das variedades Redonda, Ovale, Ovale de Siracusa e Ovale San Lio, Corsa Tardia e Lambsummer, com características morfológicas semelhantes à laranjeira `Pêra'; todas enxertadas sobre limoeiro Cravo (Citrus limonia Osbeck).

Avaliou-se a taxa de poliembrionia pela contagem direta dos embriões nas sementes e mediante a germinação de sementes em casa de vegetação, baseando-se em método descrito por Moreira & Gurgel (1947) e Gurgel & Soubihe Sobrinho (1951). As sementes, retiradas de frutos maduros, foram secas ao ar. A contagem direta de seus embriões foi feita no Laboratório de Radiogenética do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), pela retirada da testa e do tégmen de 16 sementes por variedade e da contagem dos embriões com cotilédones visíveis, sob lupa. A semeadura foi realizada em outubro de 1995, com 24 sementes de cada genótipo, em substrato Plantimax adubado com Osmocot (80 g do adubo de formulação 17:9:11 para cada 18 L do substrato), individualmente, à profundidade média de 1 cm, em bandejas de isopor (120 "células" com 16 cm2 de área superficial e 10 cm de profundidade). As bandejas foram mantidas em telado, sob boa iluminação, ventilação e umidade adequadas à germinação.

Iniciaram-se as avaliações 20 dias depois da semeadura, finalizando-as 40 dias após. Mediu-se o número de sementes germinadas por tratamento e o número de embriões germinados por semente, obtendo-se as taxas de germinação e de poliembrionia. Mediante o percentual de sementes germinadas por variedade e do número de embriões por semente germinada, calcularam-se as taxas de germinação e de poliembrionia, além da massa simples de 30 sementes secas ao ar. Realizou-se a análise da variância para número de sementes por fruto, de embriões por semente e taxa de poliembrionia nas sementes. As médias foram contrastadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Para os demais dados, foram apresentadas as médias ou percentuais em vista de a taxa de germinação variável interferir no número de repetições. O número médio de embriões por semente germinada foi calculado pela relação do total de embriões germinados pelo total de sementes germinadas. A taxa de poliembrionia foi estimada pela relação entre o número de sementes com mais de um embrião observado ou germinado pelo total de sementes avaliadas ou germinadas por variedade. A análise de correlação, produto-momento de Pearson, entre as médias dos caracteres, foi realizada a 5% de probabilidade.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

No Quadro 1, encontram-se os valores médios referentes à massa de 30 sementes, ao número de sementes por fruto e de embriões observados na semente, percentual de germinação das sementes e número médio de embriões por semente germinada. O menor número de sementes foi observado em frutos das variedades Ovale, Ovale San Lio e Corsa Tardia, com cerca de uma semente por fruto, e da variedade Pêra, clones: Dibbern, EEL e GS-2000, com aproximadamente três sementes. As variedades com maior número de sementes por fruto foram Pêra Pirangi, Ovale de Siracusa e Pêra Olímpia, com seis a sete sementes. Diversamente das variedades de porta-enxertos, que normalmente possuem muitas sementes poliembriônicas, as quais produzem mudas vigorosas e homogêneas, nas variedades copa estudadas no presente trabalho é comum selecionar aquelas que produzem frutos com o menor número de sementes possível (Hodgson, 1967; Figueiredo, 1991).


As variedades apresentaram diferenças nos valores médios para a massa das sementes; enquanto a `Pêra', clones Dibbern, R. Gullo-1569 e R.Gullo-1570, produziram sementes mais leves (2,7 e 2,8 g para 30 sementes), a Lamb's Summer revelou sementes mais pesadas (4,9 g para 30 sementes) e as demais variedades estudadas, respostas intermediárias. A massa das sementes apresentou correlação significativa com o percentual de germinação de sementes (0,65) e com o número de embriões por semente germinada (0,61).

Quanto ao número de embriões verificados diretamente nas sementes, a `Pêra EEL' teve os valores mais baixos, com 1,4 embrião por semente. A maioria das variedades, no entanto, apresentou de 2 a 4 embriões por semente, e a `Pêra Premunizada-1212', o maior valor médio (6,2 embriões por semente).

Com exceção da `Pêra Vimusa', com 70,8% de germinação em telado, as demais variedades revelaram valores menores que 50%. As que mostraram menores valores médios foram a `Pêra EEL', `Pêra Pirangi' e a `Ovale de Siracusa' (4,2%) e, maiores, a `Pêra R. Gullo-1569', `Pêra Bianchi' e `Pêra Olímpia' (em torno de 45%).

Esses dados estão de acordo com os de Moreira & Gurgel (1941), os quais consideraram uma média de 50% de germinação boa para o estudo da poliembrionia em citros e obtiveram apenas 9,8% de germinação para sementes de laranja `Pêra'. Talvez isso se deva à elevada taxa de infertilidade de pólen e à elevada formação de sementes vazias nessas variedades (Domingues et al., 1996a, 1997). O reduzido número de sementes desenvolvidas nos frutos da variedade Pêra, associado às elevadas taxas de infertilidade do pólen, podem estar relacionados com a embrionia nucelar. Segundo Cameron & Frost (1968), a embrionia nucelar deve ter favorecido o acúmulo de genes recessivos por mutação, incluindo aqueles que diminuem o vigor e a fertilidade, e esses genes, quando numerosos, tendem a eliminar o sucesso da reprodução sexuada, especialmente por autofecundação e, embora existam exceções, a polinização é necessária para a formação dos embriões nucelares; não se sabe, no entanto, o quanto a fecundação é importante para isso.

As variedades estudadas apresentaram-se poliembriônicas pelos dois métodos utilizados. Com exceção da `Pêra EEL', `Pêra Pirangi' e `Pêra Premunizada-1212', as demais apresentaram número médio de embriões por semente germinada superior a um: a `Redonda', com 1,3 embrião, a `Pêra GS-2000, com 2,3 embriões por semente germinada e, as outras, com valores intermediários. De modo geral, as sementes com um embrião apenas por semente germinada foram mais comuns, seguidas das que produziram dois, e assim sucessivamente, o número máximo de embriões por semente germinada foi igual a 4 e ocorreu para a `Pêra Bianchi' (Quadro 1).

Confrontando-se os resultados da contagem dos embriões com cotilédones visíveis na semente e os obtidos por semente germinada, observa-se que este último valor é sempre menor, indicando a maior eficiência na determinação da poliembrionia pelo primeiro método, uma vez que, nas germinações, a diferença de vigor entre os embriões e a competição entre os mesmos leva a essa diminuição. Não se constataram variedades monoembriônicas pela contagem dos embriões com cotilédones visíveis na semente.

Moreira et al. (1947) apresentaram sistema de classificação da poliembrionia em Citrus. Consideraram a poliembrionia baixa quando de 0 a 15% na sementeira e de 0 a 30% na contagem de embriões na semente; média, quando varia de 15 a 30% na sementeira, e de 30 a 60% na contagem de embriões na semente; e, alta quando superior a 30% na sementeira e superior a 60% na contagem de embriões na semente. De acordo com esses critérios, as variedades analisadas revelaram poliembrionia de média a elevada, seja pelos dados de observação direta, seja pela germinação na sementeira. Neste último caso, as exceções foram a `Pêra EEL', `Pêra Premunizada-1212' e `Pêra Pirangi', que, provavelmente, devido à baixa taxa de germinação, não permitiram a observação de mais de um embrião por semente germinada. As taxas de poliembrionia, normalmente elevadas, concordam com os resultados em trabalhos com laranjas-doces [Citrus sinensis (L.) Osbeck] e exemplificados por Moreira et al. (1947), Prates (1977) e Domingues et al. (1996c, 1997); e não mostraram correlação significativa com número, massa e taxa de germinação de sementes.

Segundo Chapot (1975), podem ser encontradas variedades de Citrus com os seguintes tipos de sementes:

1. Variedades com sementes com um embrião zigótico e outro, ou vários, nucelares, caso comum, onde o número de nucelares varia de um a vinte, ou mais. Pelo aborto do embrião zigótico, podem-se encontrar os casos 2 e 3;

2. Variedades que apresentam sementes com vários embriões nucelares apenas, como ocorre com o tangelo `Sampson';

3. Variedades que possuem sementes contendo normalmente um único embrião nucelar, e se mais de um, sempre nucelares, como normalmente encontrado nas cidras;

4. Variedades que apresentam sementes com embriões nucelares e sementes que podem mostrar ambos, um zigótico e um ou mais nucelares. É o mais comum nas laranjas-doces e limões;

5. Variedades que produzem sementes monoembriônicas, nunca apresentando embriões nucelares, é o caso das tangerinas `Temple' e `Clementina' e da maioria das variedades de toranjas.

As variedades monoembriônicas de Citrus, como as tangerinas `Clementina' e `King' e, principalmente de toranjas, são úteis em programas de melhoramento por facilitar o reconhecimento dos híbridos (Frost & Soost, 1968). Mesmo atualmente, com o auxílio de marcadores moleculares, a monoembrionia facilitaria o melhoramento de muitas espécies desse gênero, que, apesar de heterozigotas, apresentam variedades muito diversas fenotipicamente, mas bem assemelhadas geneticamente, caso de C. sinensis (laranjas-doces) e C. limon Burm. f. (limões verdadeiros) (Cameron & Frost, 1968; Soost & Cameron, 1975) e técnicas atuais, envolvendo o estudo de isoenzimas, RFLP ou RAPD, nem sempre são capazes de detectar polimorfismo entre os indivíduos (Luro et al., 1992, 1995).

Nas citações de Frost & Soost (1968), Chapot (1975) e Prates (1977), não existiam indicações de variedades monoembriônicas de laranja-doce (C. sinensis). Domingues et al. (1996c, 1997) estudaram 44 variedades pertencentes aos principais grupos de laranja-doce: com acidez (como a laranja `Pêra'), de baixa acidez (como a `Lima'), com umbigo (como a `Bahia') e sangüíneas (como a `Rubi Blood') quanto à taxa de poliembrionia, pela observação do número de embriões com cotilédones visíveis na semente e pela germinação em telado e in vitro. A maioria apresentou de média a elevada poliembrionia para os três métodos de estudo utilizados, e a variedade Pêra de Abril como monoembriônica. Em estudo adicional, avaliaram o elevado polimorfismo morfológico e isoenzimático e a segregação nas progênies obtidas a partir dessa variedade, a qual pode vir a adquirir grande importância em programas de estudos genéticos básicos e de melhoramento envolvendo laranja-doce.

No presente trabalho, observou-se que a maioria das variedades estudadas, com maior ou menor taxa de poliembrionia, mostrou sementes com apenas um embrião observado ou germinado. Não se pode afirmar se estes são de origem sexual ou somática. Como citado, existem algumas variedades de Citrus para as quais ocorre a germinação de um único embrião, de origem nucelar.

A observação dessas variedades como poliembriônicas, como ocorre para a maioria das variedades de laranjas-doces, não é de todo negativa, pois, como mencionado, essa característica permite a germinação de embriões somáticos, vigorosos, com genótipo idêntico ao da planta mãe e livre dos principais patógenos que se acumulam durante os sucessivos ciclos de propagação vegetativa. A principal desvantagem da poliembrionia se refere à dificuldade de obtenção e detecção de híbridos em programas de melhoramento via hibridação sexual, uma vez que os embriões somáticos, geralmente em maior número, competem com o zigótico (Frost & Soost, 1968).

Em citros, os fatores climáticos são muito efetivos em produzir alterações em partes das plantas, como folhas e frutos. Luz, temperatura e vento são importantes nesse sentido. Tanto o ambiente como a "idade clonal" dos indivíduos (maior ou menor juvenilidade) podem modificar características como tamanho, forma, produção e paladar dos frutos. E avaliações adequadas de novas variedades exigem observações em diferentes ambientes, por longo período (Cameron & Frost, 1968). Desse modo, também a embrionia pode ser afetada pelo ambiente e se expressar com maior ou menor intensidade para diferentes condições nutricionais, variedades polinizadoras, anos e locais (Moreira & Gurgel, 1940, 1941; Frost & Soost, 1968). O presente trabalho não pretende fixar valores exatos de intensidade de poliembrionia para os genótipos estudados. Mais importante que isso, procurou estimar tal intensidade e constatar a inexistência de monoembriônicos, que, caso contrário, seriam de grande auxílio para estudos genéticos básicos e de melhoramento via hibridação sexual envolvendo Citrus sinensis e, em especial, a variedade Pêra.

4. CONCLUSÕES

1. A taxa de germinação de sementes das variedades estudadas foi inferior a 50%, com exceção da `Pêra Vimusa'.

2. O número de embriões na semente foi sempre superior ao número daqueles de semente germinada, indicando a maior eficiência na determinação da poliembrionia pelo primeiro método, já que nas germinações, a diferença de vigor entre os embriões e a competição entre os mesmos interfere na avaliação.

3. Todas as variedades apresentaram de média a elevada taxa de poliembrionia.

AGRADECIMENTOS

À Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; ao CNPq, pela bolsa de doutorado, e ao FUNDECITRUS, pela colaboração. Às estudantes Bruna Gardenal Fina e Luciane Aparecida Oliveira, pelo auxílio na coleta de dados.

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(2) Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Instituto Agronômico, Caixa Postal 4, 13490-970 Cordeirópolis (SP).

(3) Centro de Energia Nuclear na Agricultura/USP, Caixa Postal 96, 13400-970 Piracicaba (SP).

(4) UNESP, Caixa Postal 199, 13506-900 Rio Claro (SP).

(5) Bolsa de Doutorado do CNPq.

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  • (1)
    Parte da tese apresentada pelo primeiro autor para a obtenção de título de doutor no Curso de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da ESALQ/USP, Piracicaba (SP). Recebido para publicação em 10 de julho de 1997 e aceito em 2 de setembro de 1998.
  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      27 Maio 1999
    • Data do Fascículo
      1998

    Histórico

    • Aceito
      02 Set 1998
    • Recebido
      10 Jul 1997
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