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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.79 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000100014 

Fatores prognósticos e sobrevida em recém-nascidos com hérnia diafragmática congênita

Prognostic factors and survival in neonates with congenital diaphragmatic hernia

Luis R. Longo dos Santos1, João G. Maksoud-Filho2, Uenis Tannuri3, Wagner C. Andrade4, João G. Maksoud5

RESUMO

ABSTRACT

Objetivo:analisar a importância de fatores prognósticos para sobrevida, no período neonatal, de pacientes com hérnia diafragmática congênita (HDC) tratados no Hospital das Clínicas da FMUSP e comparar os resultados com os da literatura. Com isso, permitir a atualização do aconselhamento familiar e orientar mudanças de conduta em nosso serviço.

Método: estudo retrospectivo de 27 casos consecutivos de recém-nascidos com HDC, admitidos no serviço de cirurgia pediátrica do Instituto da Criança do HCFMUSP entre abril de 1991 e janeiro de 2002, e comparação estatística com dados de meta-análise da literatura.

Resultados: dos 27 pacientes, 12 nasceram na instituição, e 15 foram transferidos após o nascimento. Doze (44%) tiveram diagnóstico pré-natal, e 85% (23/27) eram nascidos de termo. A maioria apresentou desconforto respiratório precoce e necessitou intubação em sala de parto. Seis crianças (22%) reuniam critérios para indicação de ECMO. Vinte pacientes (74%) foram submetidos à correção cirúrgica, e sete (26%) evoluíram a óbito sem conseguir estabilização clínica mínima para a cirurgia (cinco destes apresentavam critérios para indicação de ECMO). A mortalidade pós-operatória foi de 25% (5/20). A sobrevida global no período neonatal foi de 56% (15/27). A sobrevida dos nascidos em nosso hospital foi de 33% (4/12), e dos casos externos foi de 73% (11/15). Desconforto respiratório grave, indicação precoce de ventilação mecânica e hipoxemia grave (pO2 pós-ductal < 100mmHg apesar de terapêutica máxima) foram fatores de mau prognóstico, estatisticamente significativos.

Conclusão: nossa elevada mortalidade de recém-nascidos com HDC é estatisticamente semelhante à descrita na literatura internacional. No grupo de pacientes não responsivos ao tratamento padrão disponível, a utilização de ECMO poderia reduzir a mortalidade. A repercussão desta estratégia terapêutica na sobrevida global depende de outros fatores não analisados neste estudo. O aconselhamento dos familiares de pacientes com HDC, em nosso serviço, pode seguir o mesmo padrão do referido na literatura mundial.

hérnia diafragmática congênita, ECMO, insuficiência respiratória no recém-nascido.

Objective: to evaluate the prognostic factors importance to survival in neonatal period of newborns with congenital diaphragmatic hernia treated at Hospital das Clínicas, School of Medicine of Universidade de São Paulo, and to compare the outcome with data published in medical literature. So that the results of this study might allow updating family counseling and guiding changes in clinical management of our department.

Methods: retrospective study of 27 consecutive newborns with congenital diaphragmatic hernia admitted to the Pediatric Surgery Department of Instituto da Criança, School of Medicine of Universidade de São Paulo, from April 1991 to January 2002, and statistical comparison with medical literature metanalysis data.

Results: of 27 patients, 15 were born at our institution and 12 were admitted by transference after birth. Twelve (44%) have had congenital diaphragmatic hernia diagnosed prenatally and 23 (85%) were full-term newborns. Most patients presented early respiratory distress and needed intubation at delivery room. Six newborns presented criteria for indication of extracorporeal membrane oxygenation. Twenty patients (74%) were submitted to operative repair and seven (26%) died without the minimal clinical stabilization necessary for surgical procedure (five of these patients reached criteria for indication of extracorporeal membrane oxygenation). The postoperative mortality was 25% (5/20). The overall survival of neonatal period was 56% (15/27). The survival of patients that were born at our hospital was 33% (4/12), and the survival of the newborns admitted by transference was 73% (11/15). Severe respiratory distress, early indication to mechanical ventilation and severe hypoxemia (post-ductal pO2 < 100 mmHg despite all efforts) were identified as predictors of bad outcome with statistical significance.

Conclusion: our high mortality rate of newborns with congenital diaphragmatic hernia is statistically similar to that described in international publications. In the group of non-responsive patients to standard treatment available, the use of extracorporeal membrane oxygenation should be able to reduce mortality. The impact of this therapeutical strategy in the overall survival depends on other factors that were not analyzed in the present study. Family counseling of patients' parents on congenital diaphragmatic hernia in our department may follow the same patterns referred in world medical literature.

congenital diaphragmatic hernia, extracorporeal membrane oxygenation, newborn respiratory failure.



Introdução

O tratamento de recém-nascidos (RN) com hérnia diafragmática congênita (HDC) continua sendo um desafio para cirurgiões pediátricos e neonatologistas.

Nas últimas décadas, avanços na terapia da hipertensão pulmonar primária (HPP) do recém-nascido, tais como ventilação suave com hipercapnia permissiva (1,2), ventilação por oscilação de alta freqüência (VAF) (3), uso de óxido nítrico (ON) como vasodilatador pulmonar seletivo (4) e oxigenação extracorpórea por membrana (ECMO) (5,6) foram incorporados ao tratamento de RN portadores de HDC. Paralelamente, a possibilidade de diagnóstico ultra-sonográfico pré-natal e as tentativas de intervenção intra-útero abriram novas perspectivas de sucesso (7-9). Apesar de relatos iniciais apontando redução na mortalidade, algumas análises retrospectivas não confirmaram um impacto significativo na sobrevida global (10-12).

O binômio hipoplasia-hipertensão pulmonar permanece como principal fator de mortalidade (13). Vários fatores prognósticos, pré e pós-natais, foram descritos para definir a gravidade da doença e as chances individuais de sobrevida, objetivando orientação de condutas médicas e aconselhamento familiar (14-20). Embora nenhum desses parâmetros possa ser considerado isoladamente, alguns continuam mundialmente aceitos e utilizados para avaliação comparativa da qualidade dos cuidados oferecidos a esses recém-nascidos (21).

Recentemente, Beresford e Shaw apresentaram meta-análise baseada em 35 publicações relativas a evolução de RNs ou de fetos com diagnóstico de HDC (22). Nesta avaliação, foram comparados dados de mortalidade, correlacionando-os ao diagnóstico e ao tratamento realizados. Os resultados estão resumidos na Tabela 1.

O objetivo de nosso trabalho é analisar a importância de fatores prognósticos na sobrevida no período neonatal de pacientes com HDC tratados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), e comparar os resultados com os da literatura, permitindo, com isso, gerar dados atualizados para a orientação familiar e para mudanças de conduta em nosso serviço.

Método

Análise retrospectiva de prontuários de 27 recém-nascidos (RN) com HDC, tratados pelo serviço de cirurgia pediátrica do ICr-HCFMUSP, entre abril de 1991 e janeiro de 2002.

O tratamento empregado em cada caso, conforme a gravidade, incluiu: (1) suporte hidroeletrolítico e nutricional por via parenteral; (2) controle hemodinâmico e gasométrico, a partir de cateterização de artéria umbilical, tibial ou radial; (3) suporte respiratório através de oxigenoterapia suplementar, ventilação mecânica convencional com hipercapnia permissiva, ou ventilação por oscilação de alta freqüência; (4) uso de surfactante exógeno, sedação, drogas vasoativas e óxido nítrico inalatório; (5) indicação cirúrgica após estabilização clínica (cirurgia retardada) (23-26).

Os fatores prognósticos analisados foram: desconforto respiratório ao nascimento (escore de < Apgar 6 no 5o minuto de vida), necessidade de intubação precoce (< 6 horas de vida), hipoxemia grave mantida (pO2 pós-ductal inferior a 100mmHg apesar de terapêutica máxima), associação de malformações somáticas graves, hipertensão pulmonar grave (ecocardiograma com gradiente > 40 mmHg ou repercussão em VD) e indicação potencial de ECMO (definida como pO2 < 50 mmHg por mais de 4 horas e ausência de resposta à terapêutica convencional disponível em RN com peso maior que 2.000g, sem hemorragia de SNC e sem malformações cardíacas ou outras incompatíveis com a vida) (27).

Os dados referentes à mortalidade e aos fatores prognósticos foram analisados e comparados com aqueles apresentados por Beresford et al., utilizando o teste do qui-quadrado com correção de Yates, ou teste exato de Fisher uni ou bicaudal, com significância para valores de p < 0,05.

A concepção e a realização deste trabalho foram aprovadas pela Comissão de Ética em Pesquisa de nossa instituição.

Resultados

Dentre os 27 pacientes, 12 nasceram em nossa instituição e 15 foram transferidos com intervalo médio de 3,2 dias de vida (15 horas - nove dias). Doze (44%) tiveram diagnóstico pré-natal, sendo 11 destes nascidos no HCFMUSP. O peso médio de nascimento foi de 2.805 g (1.107-4.420 g), com 85% (23/27) nascidos de termo.

Foram diagnosticadas malformações congênitas complexas em 8 casos (30%), sendo três (11%) malformações cardíacas.

Em relação a fatores prognósticos, 56% (15/27) apresentaram escore de Apgar < 6 no 5o minuto de vida, e 59% (16/27) foram intubados precocemente (maioria em sala de parto). A hipertensão pulmonar (HP) foi avaliada no pré-operatório através de ecocardiograma em 70% (19/27) dos pacientes. Destes, metade apresentava HP grave.

Seis crianças apresentavam critérios de indicação de ECMO, conforme definidos acima, porém o método não estava disponível. Apenas uma destas sobreviveu.

Vinte pacientes (74%) foram submetidos à correção cirúrgica, e sete (26%) evoluíram a óbito sem alcançar condições clínicas mínimas para cirurgia. Destes que morreram na fase de preparo pré-operatório, cinco seriam candidatos a ECMO, e em dois o método estaria contra-indicado, devido a baixo peso e cardiopatia grave. A mortalidade pós-operatória foi de 25%(5/20). Não ocorreram óbitos intra-operatórios.

A mortalidade global no período neonatal foi de 44% (12/27). A mortalidade dos RN externos foi de 27% (4/15) e dos nascidos no HCFMUSP foi de 67% (8/12).

A mortalidade em diferentes subgrupos, comparada com aquela descrita por Beresford e Shaw, é apresentada na Tabela 2. A análise dos fatores prognósticos em nossa casuística está discriminada na Tabela 3.

Discussão

O grupo de recém-nascidos com HDC, tratados em nossa instituição no período analisado, é bastante heterogêneo, incluindo desde crianças com desconforto respiratório moderado e sem outras anomalias, até aquelas com grave hipoplasia pulmonar e malformações complexas associadas. Estas diferenças explicam, em parte, a discrepância entre a mortalidade dos casos acompanhados desde o pré-natal e nascidos em nossa instituição, e dos casos diagnosticados e transferidos após o nascimento. No primeiro grupo, concentra-se a maioria dos RNs em estado grave e com pior prognóstico. A menor mortalidade dos casos transferidos após o nascimento e sem diagnóstico pré-natal pode ser atribuída a viés de seleção, pois muitos dos casos graves atendidos inicialmente em serviços de neonatologia com menores recursos terapêuticos evoluem a óbito antes que seja possível a transferência para serviços especializados e não são, portanto, incluídos nas estatísticas (28).

Boloker et al., analisando 120 casos consecutivos de HDC, tratados em um único centro e com terapêutica padronizada, encontraram também diferenças entre o grupo de RN nascidos na instituição e os transferidos após o nascimento, observando, no segundo, menor incidência de malformações graves e menor mortalidade (29). Concluíram que estas diferenças estavam relacionadas a uma pré-seleção e que, excluindo-se os casos com malformações somáticas e/ou pulmonares incompatíveis com a vida e os casos com complicações neurológicas, é possível atingir sobrevida superior a 80% através do tratamento com ventilação suave e cirurgia retardada, evitando a mortalidade relacionada a iatrogenias.

Comparando a mortalidade em nossa casuística e a sumarizada pela meta-análise publicada por Beresford e Shaw, não encontramos diferença estatisticamente significativa em nenhum dos subgrupos analisados. A mortalidade em nossa instituição é, inclusive, na maioria dos subgrupos, numericamente semelhante à média encontrada na literatura.

Entretanto, entre as crianças com critérios para indicação de ECMO, nossa mortalidade foi quase o dobro da referida na literatura (83% versus 44%, p = 0,06 unicaudal). Em função do tamanho da amostra, não foi possível estabelecer significância estatística nesta casuística. Porém, o próprio intervalo de confiança, de 95%, estabelecido para a média de mortalidade dos pacientes com indicação de ECMO na meta-análise de Beresford (34-50%) está bastante afastado da nossa mortalidade neste subgrupo. Das sete crianças que evoluíram a óbito antes de atingir condições clínicas mínimas para a cirurgia, cinco tinham critérios para indicação de ECMO. Estes dados sugerem que a efetiva utilização de ECMO em nosso serviço poderia reduzir a mortalidade nesse subgrupo. A repercussão na mortalidade global dependeria, entretanto, do número de crianças admitidas com indicação de ECMO e de nossos resultados efetivos com o método.

A definição de fatores prognósticos confiáveis é uma preocupação constante dos centros que tratam pacientes com HDC. Com base nesses fatores, seria possível diferenciar as crianças que se beneficiariam efetivamente de terapêuticas agressivas e dispendiosas daquelas em que esse tratamento serviria apenas para prolongar o sofrimento do paciente e de seus familiares.

Vários fatores prognósticos foram descritos por diversos centros, tais como anoxia perinatal e precocidade do início dos sintomas, índices ventilatórios, medidas de complacência pulmonar, ocorrência de pneumotórax decorrente de ventilação agressiva, capacidade de atingir pO2 >100 mmHg, grau de hipertensão pulmonar, precocidade do diagnóstico antenatal, tamanho do defeito diafragmático, herniação do fígado para o tórax, associação de cardiopatia ou outras malformações complexas (30). Estes parâmetros relacionam-se com a gravidade da hipoplasia pulmonar e da hipertensão pulmonar. Assim, RNs com sintomas precoces e intensos, e não-responsivos à terapêutica, apresentariam graves malformações pulmonares e outras de difícil reversão agudamente, enquanto em outros a hipertensão pulmonar pode ser manejada com diferentes estratégias, quebrando-se o círculo vicioso de HP - hipercapnia e hipoxemia - acidose - HP agravada.

Nenhum fator isoladamente se mostrou ideal para prever a sobrevida em todas as instituições. Isso decorre tanto da variabilidade dos tratamentos empregados em cada centro como da extrema instabilidade clínica desses RNs, que podem apresentar deterioração clínica súbita devido à piora da hipertensão pulmonar.

Dos fatores prognósticos desfavoráveis classicamente referidos, obteve-se correlação estatística, em nossa casuística, para necessidade de intubação precoce, escore de Apgar < 6 no 5o minuto de vida, e impossibilidade de atingir pO2 maior que 100mmHg apesar da terapêutica máxima. Os demais fatores analisados, embora numericamente sugerissem relevância, não foram estatisticamente significativos devido ao tamanho da amostra analisada.

Concluímos que a mortalidade de recém-nascidos com diagnóstico de HDC permanece elevada em nosso serviço, porém em níveis semelhantes à média dos publicados na literatura internacional. No grupo de pacientes não-responsivos ao tratamento padrão disponível, a introdução da ECMO poderia possibilitar redução da mortalidade. A repercussão desta medida na sobrevida global depende de outros fatores não analisados neste estudo. A orientação dos familiares de pacientes com HDC em nosso serviço pode seguir o mesmo padrão do referido na literatura internacional.

Sobe

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Endereço para correspondência:
Dr. Luis Ricardo Longo-Santos
Rua Artur Bernardes, 256 – Centro
CEP 07013-030 – Guarulhos, SP
Fone: (11) 99613013 – Fax: (11) 3069.8668
E-mail: luisrls@icr.hcnet.usp.br

Sobe

Luis R. Longo dos Santos - Médico Preceptor da Disciplina de Cirurgia Pediátrica do HCFMUSP.

João G. Maksoud-Filho - Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. (FMUSP).

Uenis Tannuri - Professor Associado da Disciplina de Cirurgia Pediátrica da FMUSP.

Wagner C. Andrade - Residente de Cirurgia Pediátrica do ICr-HCFMUSP.

João G. Maksoud - Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Pediátrica da FMUSP.