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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.79 no.3 Porto Alegre May/June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572003000300010 

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ARTIGO ORIGINAL

 

Efeito da posição do prematuro no desmame da ventilação mecânica

 

Effect of preterm infant position on weaning from mechanical ventilation

 

 

Letícia C.O. AntunesI; Lígia M.S.S. RugoloII; Adalberto J. CrocciIII

IFisioterapeuta, Mestre em Pediatria na UNESP-Botucatu e docente na Universidade do Sagrado Coração-Bauru
IIProfa. Assistente Dra. do Departamento de Pediatria da UNESP-Botucatu
IIIProf. Dr. do Instituto de Biociências da UNESP-Botucatu

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: o objetivo deste estudo foi determinar o efeito do posicionamento em prono na estabilidade cardiorrespiratória de prematuros, durante o desmame da ventilação mecânica e na evolução do desmame ventilatório.
MÉTODO: de janeiro a dezembro de 1999, uma amostra de 42 prematuros, com peso de nascimento menor que 2.000 g, em ventilação mecânica na primeira semana de vida, foram, no início do desmame, randomizados em dois grupos: supino (n = 21), e prono (n = 21). A freqüência cardíaca, freqüência respiratória, saturação de oxigênio e parâmetros ventilatórios foram avaliados a cada hora. A duração e as complicações do desmame também foram avaliadas.
RESULTADOS: em ambos os grupos, a média da idade gestacional foi de 29 semanas, a maioria dos pacientes foi de muito baixo peso ao nascimento, com síndrome do desconforto respiratório, e a mediana da duração do desmame foi de 2 dias. Não houve diferença entre os grupos na freqüência respiratória, na freqüência cardíaca e na saturação de oxigênio; entretanto, episódios de dessaturação foram mais freqüentes em supino (p = 0,009). No grupo prono, os parâmetros ventilatórios foram diminuídos mais rapidamente, e a necessidade de reintubação foi menos freqüente (4% x 33%). Não houve efeitos adversos da posição prona.
CONCLUSÃO: aesses resultados sugerem que a posição prona é segura e benéfica durante o desmame da ventilação mecânica, e pode contribuir para o sucesso do desmame em prematuros.

Palavras-chave: prematuro, desmame, ventilação mecânica, posição.


ABSTRACT

OBJECTIVE: the purpose of this study was to determine the effects of prone positioning on cardiorespiratory stability and weaning outcome of preterm infants during weaning from mechanical ventilation.
METHOD: from January to December 1999, a sample of 42 preterm infants, with birthweight < 2,000 g, mechanically ventilated in the first week of life, were randomly divided, in the beginning of the weaning process, in two groups according to the position: supine position (n = 21) or prone position (n = 21). Heart rate, respiratory rate, transcutaneous oxygen saturation and ventilatory parameters were recorded every one hour. Length of the weaning process and complications were also assessed.
RESULTS: in both groups the mean gestational age was 29 weeks, most of the patients presented very low birthweight and respiratory distress syndrome. The mean length of the weaning process was 2 days. There were no differences between the groups regarding respiratory rate, heart rate and transcutaneous oxygen saturation, however, oxygen desaturation episodes were more frequent in supine position (p = 0.009). Ventilatory parameters decreased faster and reintubation was less frequent in the prone group (4% versus 33%). No adverse effects of prone positioning were observed.
CONCLUSION: these results suggest that prone position is a safe and beneficial procedure during the weaning from mechanical ventilation and may contribute to weaning success in preterm infants.

Key words: premature, weaning, mechanical ventilation, position.


 

 

Introdução

Há grande questionamento na literatura quanto às posições supina e prona dos recém-nascidos (RN). Para o RN de termo sadio, a American Academy of Pediatrics (1992) recomenda que não seja adotada a posição prona, devido a associação, observada em vários estudos epidemiológicos, entre a posição prona ao dormir e a síndrome da morte súbita infantil1-3. Portanto, com base nos conhecimentos atuais, considera-se que, para os RNs de termo sadios, a posição prona não é adequada nem segura, e deve ser evitada.

Entretanto, existem alguns benefícios da posição prona na mecânica pulmonar, como maior volume corrente, melhor função diafragmática e menor incoordenação toracoabdominal4,5.

Para o prematuro sadio ou mesmo doente, a posição prona apresenta vários benefícios na função respiratória, promovendo aumento da oxigenação, decréscimo do CO2 expirado, melhora da complacência e da função diafragmática e diminuição da assincronia toracoabdominal6-9.

Os efeitos do posicionamento do RN têm sido investigados em diversas circunstâncias do período neonatal, mas existe um período crítico, que é o desmame da ventilação mecânica, no qual o efeito da posição ainda não foi avaliado. Assim, este estudo foi proposto em prematuros durante o desmame da ventilação mecânica, com o objetivo de determinar os efeitos da posição prona na saturação de oxigênio (SpO2), na freqüência respiratória e na freqüência cardíaca; na redução dos parâmetros do ventilador; na duração do desmame, freqüência de complicações e sucesso do mesmo.

 

Métodos

Este estudo clínico prospectivo e randomizado foi realizado na unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP, no ano de 1999, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do HC-FMB-UNESP, parecer nº 302/98. Foram estudados RNs prematuros em ventilação mecânica, cujos pais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e que preencheram os seguintes critérios de inclusão:

- idade gestacional menor que 37 semanas e peso de nascimento inferior a 2.000 g;
- necessidade de ventilação mecânica na primeira semana de vida, por um período maior que 48 horas;
- ausência de malformações congênitas e de condições clínicas ou cirúrgicas que impossibilitassem o posicionamento em prono;
- início do processo de desmame do ventilador no período do dia em que o pesquisador estava presente na UTI.

Os critérios de exclusão foram:

- intercorrência clínica ou cirúrgica que impossibilitasse a manutenção da posição randomizada, no início do estudo, ou que interrompesse o processo de desmame;
- impossibilidade de obtenção de todos os dados do protocolo;
- violação inadvertida do protocolo, ou permanência do RN fora da posição de estudo por mais que uma hora ao dia, além do previsto.

Dos 43 RNs incluídos, apenas um foi excluído devido ao não cumprimento do protocolo de estudo. Nenhum RN foi a óbito no período de estudo.

A idade gestacional foi calculada pela data da última menstruação de certeza, ou pelo método de New Ballard10.

O início do desmame da ventilação mecânica foi definido pela equipe médica quando em função da melhora clínica, radiológica e gasométrica do RN. Com parâmetros do ventilador abaixo de 0,5 de fração inspirada de O2 (FiO2), 20 cmH2O de pressão positiva inspiratória (PIP) e 40 cpm de freqüência respiratória, mantendo-se o RN estável e com valores gasométricos adequados, ou seja, PaO2 = 50-70 mmHg e PaCO2 = 35-45 mmHg, era iniciada a regressão progressiva desses três parâmetros ventilatórios. Neste momento, foi realizada a randomização do paciente por meio de sorteio de envelopes lacrados, que definiam a posição, supina ou prona, que foi adotada até a extubação. Foram assim constituídos os dois grupos de estudo: prono n = 21 e supino n = 21. Após a extubação, todos os RNs foram posicionados em supino para aplicação de 5 cmH2O de pressão positiva contínua em vias aéreas, por via nasal (CPAPn), e foram avaliados quanto ao sucesso do desmame até 48 horas após a extubação, que é um período crítico para a falha na extubação11. Não foi utilizada aminofilina durante ou após o desmame, e a fisioterapia respiratória não foi realizada de rotina. As técnicas fisioterapêuticas foram realizadas por um fisioterapeuta que desconhecia os objetivos do estudo, bem como do posicionamento; as sessões tinham duração de, no máximo, 20 minutos e consistiam de desobstrução brônquica: drenagem postural, percussão manual e aspiração das secreções. Foi socilitado pelo médico o pedido de fisioterapia para cinco RNs do grupo supino, e para seis do grupo prono.

Os RNs alocados no grupo supino foram mantidos nesta posição durante todo o período de estudo. Os RNs do grupo prono eram colocados em supino no período das 7h às 10h para higiene, exame físico, coleta de exames laboratoriais e radiografia torácica. Os dados registrados durante este período não foram considerados na análise dos resultados.

Os RNs foram monitorizados continuamente quanto à saturação de O2 e freqüência cardíaca. A freqüência respiratória, a freqüência cardíaca, a saturação de O2, os parâmetros do ventilador e as intercorrências de cada paciente foram avaliados e registrados pela enfermagem a cada uma hora, no protocolo da pesquisa.

Quanto aos parâmetros ventilatórios (FiO2, PIP e freqüência respiratória do ventilador), foram considerados os valores médios de cada dia e, para as outras variáveis, valorizou-se a ocorrência, em pelo menos duas avaliações ao dia, das seguintes alterações:

- valores da SpO2 menores que 90%, requerendo aumento transitório da FiO2;
- freqüência respiratória maior que 60 cpm;
- freqüência cardíaca maior que 160 bpm.

A presença de atelectasia foi definida com base no achado da radiografia de tórax, realizada nos casos de dificuldade no desmame e nas primeiras 12 horas pós-extubação, em todos os RN. A apnéia foi definida como uma pausa inspiratória maior que 20 segundos ou de menor duração, mas associada à bradicardia e/ou cianose.

O sucesso do desmame foi definido pela permanência do RN extubado durante 48 horas pós-extubação.

Na comparação entre os grupos supino e prono, utilizou-se o teste t de Student ou o teste de Mann Withney para as variáveis quantitativas, e o teste do c2 ou exato de Fisher para as variáveis categóricas, com nível de significância em 5%12.

 

Resultados

As características demográficas e a morbidade da amostra estudada estão apresentadas na Tabela 1.

A mediana da idade no início de desmame no grupo supino situou-se na primeira semana (quatro dias), e no grupo prono na segunda semana de vida (11 dias), sem diferença estatística. Em ambos os grupos, o tempo de desmame foi breve, com mediana de dois dias (Tabela 2).

 

 

Nas primeiras 24 horas do desmame, apenas um paciente em cada grupo pôde ser extubado; entre 24 e 48 horas, 57% dos pacientes em cada grupo foram extubados, e, ao término do terceiro dia do processo de desmame, somente três RNs do grupo supino e um do grupo prono continuavam intubados. Por este motivo, os efeitos da posição do RN foram avaliados nos três primeiros dias do desmame.

Não houve diferença nos valores médios da SpO2 (95%x96%), freqüência respiratória (48 x 49) e freqüência cardíaca (144 x 147) nos grupos supino e prono, respectivamente.

O número de pacientes que apresentaram SpO2 < 90% foi significativamente maior no grupo supino, conforme mostra a Figura 1.

 

 

No primeiro dia do desmame, três pacientes do grupo supino e cinco do grupo prono apresentaram taquicardia (p = 0,697); episódios de taquipnéia ocorreram em dois pacientes do grupo supino e em cinco do grupo prono (p = 0,251). Houve diminuição destas intercorrências no segundo dia (apenas dois pacientes em cada grupo tiveram taquipnéia) e desaparecimento no terceiro dia de desmame.

A Tabela 3 mostra que a posição do RN não teve influência significativa na FiO2, utilizada nos primeiros três dias do desmame, mas a posição prona favoreceu a diminuição da PIP e da freqüência respiratória do respirador, com diferença significativa entre os grupos supino e prono.

Na Tabela 4, observa-se que, dentre as complicações do desmame, as atelectasias predominaram nos dois grupos, sem diferença significativa entre eles, entretanto, a necessidade de reintubação foi mais freqüente no grupo supino (p = 0,049). As principais causas de reintubação foram as atelectasias, em cinco casos, e apnéia, em dois casos. Nesta amostra, não ocorreu extubação acidental ou qualquer efeito indesejável do posicionamento.

 

Discussão

As características demográficas dos RNs mostram que os dois grupos de estudo foram homogêneos.

A casuística foi constituída basicamente de prematuros de muito baixo peso, com idade gestacional média de 29 semanas, refletindo o perfil dos pacientes atendidos na UTI neonatal desta instituição. Esta é uma característica importante da amostra, pois estes RNs apresentam elevada morbimortalidade neonatal e grandes limitações em sua função respiratória, seja no controle central da respiração, na imaturidade anatômica e bioquímica pulmonar e também na mecânica respiratória13.

A idade no início do desmame não diferiu entre os grupos, mas individualmente houve grande variabilidade em função da morbidade apresentada por estes prematuros na primeira semana de vida. Pode-se dizer que o desmame foi realizado no momento oportuno, pois o tempo de desmame foi relativamente curto, com mediana de dois dias. A duração do desmame é pouco referida na literatura, mas há consenso em que a ventilação mecânica deve ser mantida pelo tempo mínimo necessário, até que o paciente seja capaz de manter adequadamente sua respiração espontânea. A cada dia, estando o paciente estável e com melhora nas trocas gasosas, o médico deve questionar se o paciente é capaz de respirar espontaneamente, evitando assim horas ou dias de ventilação desnecessária e suas tradicionais complicações14.

A menor ocorrência de episódios de diminuição da SpO2 em prono, no primeiro dia de desmame, pode ser devida à melhora da mecânica respiratória, pois em prono ocorre diminuição na assincronia toracoabddominal8,15.

Não evidenciamos efeito do posicionamento na freqüência cardíaca e na freqüência respiratória dos prematuros estudados, e, neste aspecto, não há consenso na literatura. No estudo de Mendonza et al. (1991), os valores de freqüência cardíaca foram menores na posição prona, enquanto que Sahni et al. (1999) encontraram o inverso, e Lioy & Manginelo (1988) relataram diminuição da freqüência respiratória nos RNs em prono. Esta variabilidade pode ser decorrente de diferenças na casuística e no método dos estudos7,16,17.

A posição prona favoreceu a redução mais rápida de alguns parâmetros ventilatórios, como a PIP e a freqüência respiratória, o que pode ser atribuído à melhora da mecânica respiratória em prono. Este é um resultado importante, que não havia sido anteriormente investigado na literatura.

O sucesso da extubação depende da capacidade do paciente efetuar a respiração espontânea e manter adequadas trocas gasosas. Sabe-se que no RN, principalmente no prematuro, a alta complacência da caixa torácica pode reduzir a eficiência da ventilação, e existe risco maior de falha na extubação, quando o esforço respiratório resultar em volume corrente insuficiente, quando houver aumento na carga dos músculos respiratórios, ou quando o controle inspiratório central for insuficiente. A extubação associa-se transitoriamente a aumento na carga diafragmática, recrutamento de músculos acessórios e aumento da freqüência respiratória, que são importantes adaptações mecânicas para sustentar a ventilação minuto e manter os volumes pulmonares. Quando o RN é incapaz de realizar estas adaptações, surgem as apnéias, que constituem importante causa de insucesso da extubação11.

Uma preocupação durante o desmame e após a extubação refere-se à presença de atelectasia, que é causa relativamente freqüente de prolongamento e/ou insucesso no desmame da ventilação mecânica. Neste estudo, a freqüência de atelectasia foi duas vezes maior em supino do que em prono, tanto durante o desmame como após a extubação. As atelectasias ocorreram mais freqüentemente em lobo superior do pulmão direito, podendo estar relacionadas com a mobilização e o mau posicionamento da cânula orotraqueal, causando intubação seletiva à direita, além do risco sempre presente de acúmulo de secreções nos pacientes intubados. Considerando que o acúmulo de secreções em vias aéreas está diretamente relacionado com o tempo de permanência da cânula traqueal, seria esperado que a ocorrência de atelectasia fosse maior nos pacientes do grupo prono, cuja mediana da idade de extubação foi de 11 dias, enquanto que em supino foi quatro dias; entretanto, a posição prona pode ter colaborado para menor movimentação dos pacientes, e conseqüentemente, da cânula traqueal18-20.

Após a extubação, os RNs deste estudo foram mantidos com pressão positiva contínua em vias aéreas por via nasal, o que tem sido recomendado, principalmente no recém-nascido de muito baixo peso, para prevenir o aparecimento de atelectasias e apnéias e, assim, favorecer o sucesso da extubação21. Apesar destes benefícios esperados, o CPAP nasal não garantiu o sucesso da extubação em todos os pacientes estudados, e 19% da amostra necessitou de reintubação nas primeiras 48 horas pós-extubação.

Estudo recente com 30 prematuros extremos, para investigar os fatores que predizem falha na extubação, mostrou que 1/3 dos prematuros necessitaram de reintubação, e a baixa idade gestacional foi o melhor preditor de falha na extubação22.

Nosso percentual de falha na extubação (19%) está de acordo com o referido na literatura, em que se encontra cifras variáveis, de três a 19% em adultos, e de 22 a 33% em neonatos prematuros11,22,23. Pode-se dizer que a posição prona foi benéfica em relação a este desfecho, pois apenas um paciente do grupo prono foi reintubado, enquanto que sete (33%) do grupo supino necessitaram de reintubação, sendo esta diferença estatisticamente significativa.

A preocupação com a falha na extubação justifica-se por associar-se com aumento na morbimortalidade e prolongamento do tempo de UTI e de hospitalização24.

Neste estudo, não ocorreu extubação acidental, ou outras complicações mais raras, associadas ao posicionamento prono por tempo prolongado, como edema subcutâneo posicional, edema de face, lesão de córnea, perda de acesso vascular e úlceras de pressão25,26.

Os resultados deste estudo clínico, realizado com metodologia simples e recursos não dispendiosos, mostraram que a posição prona foi benéfica para prematuros durante o desmame da ventilação mecânica, pois favoreceu o sucesso da extubação, sem alterar os parâmetros fisiológicos e sem efeitos indesejáveis. Assim, consideramos que a posição prona pode ser uma boa opção para prematuros durante o desmame da ventilação mecânica. Novos estudos devem avaliar a eficácia e segurança deste posicionamento em prematuros, pois os dados atuais disponíveis ainda não são suficientes para recomendar o uso rotineiro desta posição.

 

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Endereço para correspondência
Dra. Letícia Cláudia de Oliveira Antunes
UTI Neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP
Rua Dr. José Adriano Marrey Júnior, 622
CEP 18603-610 - Botucatu, SP
E-mail: letantunes@hotmail.com.br

Artigo submetido em 06.01.02, aceito em 26.02.03.