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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2004

http://dx.doi.org/10.2223/1128 

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ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores associados à obesidade em escolares

 

 

Rodolfo GiuglianoI; Elizabeth C. CarneiroII

IMédico Pediatra. Doutor, professor titular da Universidade Católica de Brasília
IIMestre em Educação Física

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a relação entre obesidade em escolares e atividade física e horas de sono da criança, escolaridade e obesidade dos pais.
MÉTODOS: Avaliação de peso, estatura, índice de massa corporal e adiposidade (estimada pelas dobras cutâneas tricipital e subescapular) de escolares seguida da classificação das crianças em normais, baixo peso, sobrepeso ou obesidade pelo índice de massa corporal por idade. Foram avaliados 452 escolares e selecionadas 68 crianças com sobrepeso e obesidade e 97 normais para preenchimento de questionários quanto a atividade física e horas de sono diárias da criança, escolaridade, atividade física, peso e estatura dos pais.
RESULTADOS: A prevalência de sobrepeso e obesidade foi de 21,1% nos meninos e 22,9% nas meninas. A adiposidade diferiu na comparação das crianças normais com as demais (p < 0,01). Nas crianças com sobrepeso e obesidade, a adiposidade correlacionou-se diretamente com o tempo de permanência sentado e inversamente com as horas de sono (p < 0,05). A ocorrência de sobrepeso e obesidade foi maior nas crianças cujas mães tinham menor escolaridade (p < 0,01). A freqüência de sobrepeso e obesidade nos pais das crianças com sobrepeso e obesidade foi maior do que nos pais das crianças normais (p < 0,01). O sedentarismo predominou na maioria dos pais.
CONCLUSÃO: O estudo destaca a inatividade das crianças como um dos fatores associados à obesidade. As horas diárias de sono apresentaram-se como fator positivo na manutenção do equilíbrio pôndero-estatural. A escolaridade materna e a ocorrência de sobrepeso e obesidade nos pais estão associados com sobrepeso e obesidade nos filhos.

Sobrepeso, sono, índice de massa corporal, sedentarismo.


 

 

Introdução

A obesidade é considerada atualmente como um problema de saúde pública tanto na população jovem como na adulta1. Os dados referentes às crianças brasileiras, levantados em 1989 pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN) e pelo Programa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), apontam que cerca de um milhão e meio de crianças são obesas, com maior prevalência nas meninas e nas áreas de maior desenvolvimento2. No entanto, esse perfil está mudando, e a obesidade vem aumentando no sexo masculino e nas classes menos favorecidas3.

A obesidade pode iniciar em qualquer idade, desencadeada por fatores como o desmame precoce, a introdução inadequada de alimentos, distúrbios do comportamento alimentar e da relação familiar, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento4. Whitaker et al.5 e Price6 relatam a necessidade da identificação precoce do excesso de peso em crianças para diminuir o risco de se tornarem adultos obesos. Os autores enfatizam dois fatores que podem contribuir para dobrar o risco da obesidade em adultos jovens: obesidade em um dos pais ou sua presença na infância. Ambos os fatores não devem ser considerados isoladamente, mas em interação. Cutting et al.7 concluem que o modelo de comportamento tendendo à inatividade e inadequação da dieta familiar é um fator que pode levar à obesidade precoce. Por outro lado, a inter-relação com jovens atletas e a orientação e motivação pelos pais foram relatados como influências positivas na prevenção da obesidade8.

Nas últimas décadas, as crianças tornaram-se menos ativas, incentivadas pelos avanços tecnológicos. Uma relação positiva entre a inatividade, como o tempo gasto assistindo televisão, e o aumento da adiposidade em escolares vem sendo observada9,10. A atividade física, por outro lado, diminui o risco de obesidade, atuando na regulação do balanço energético e preservando ou mantendo a massa magra em detrimento da massa de gordura11.

Este estudo teve por objetivo investigar a relação de atividade diária e horas de sono com sobrepeso e obesidade em escolares. Foram estudados também alguns fatores familiares, como escolaridade, obesidade e atividade física diária dos pais em relação à obesidade dos filhos.

 

Métodos

O estudo foi realizado no ano de 2000, envolvendo escolares de ambos os sexos, na faixa etária de 6 a 10 anos, como parte do projeto PREVINE (Programa de Estudos e Vigilância Nutricional de Escolares), desenvolvido pela Universidade Católica de Brasília (UCB). A proposta deste projeto é a avaliação e o registro anual, em cartão impresso, do peso, estatura e índice de massa corporal (IMC) dos escolares, desde a educação infantil até o ensino médio, visando o diagnóstico precoce e a orientação dos alunos e familiares quanto ao sobrepeso, obesidade e baixo peso. O projeto recebeu o aval do Comitê de Ética da UCB. Participam do PREVINE alunos do Centro Educacional da Católica de Brasília, escola privada localizada no campus universitário da UCB, que atende crianças de classe média e média-alta da cidade de Taguatinga, DF. O número de estudantes é de cerca de 2.500 alunos, o que corresponde a aproximadamente 2,1% dos estudantes de escola privada de Brasília12. Todos os alunos podem participar do PREVINE, desde que autorizados por escrito pelos pais.

A avaliação antropométrica dos escolares foi realizada no Laboratório de Avaliação Nutricional (LAN) da UCB, onde foram medidos o peso, a estatura e as dobras cutâneas tricipital e subescapular. Os instrumentos utilizados foram uma trena metálica de parede, marca Sanny, (Kirchnner & Wilhelm, Medizintechnik, Alemanha), com precisão de 2 m/0,1 cm para a medida da estatura; uma balança digital marca Filizola (Indústria Filizola S/A, Brasil), com capacidade de 0 a 150 kg/100 g para a medida do peso, e um adipômetro marca Lange (Beta Technology Incorporated, Cambridge, Maryland, EUA) com precisão de 0,5 mm para as medidas das dobras cutâneas. Todas as medidas antropométricas foram efetuadas de acordo com o Anthropometric Standardization Reference Manual13.

Na primeira fase do estudo, foi calculado o IMC das crianças, dividindo-se o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado. A porcentagem de gordura corporal (%GC) foi estimada a partir das medidas das dobras cutâneas tricipital e subescapular14. Os escolares foram, então, classificados em normais, com sobrepeso ou obesidade a partir do IMC por idade, segundo os limites propostos por Cole et al.15, e com baixo peso nos casos inferiores ao 5º percentil do IMC por idade16 (Tabela 1).

 

 

Para a segunda fase do estudo, foram selecionadas todas as crianças com sobrepeso e obesidade (grupo SO) e um grupo-controle composto por crianças normais (grupo normal), pareadas por sexo e faixa etária. O grupo-controle foi limitado a 50 crianças por sexo devido a restrições de tempo, pois as entrevistas eram demoradas e somente podiam ser feitas fora do horário de aula.

Os pais podiam preencher os questionários em casa. Para verificar a atividade dos pais, utilizou-se questionário baseado em modelo proposto por Ross & Jackson17, adaptado à pesquisa, no qual eles deveriam procurar se enquadrar em um estilo de vida sedentária, de atividade leve ou moderada-intensa, de acordo com modelos propostos. Para as crianças, adotou-se um questionário tipo recordatório das atividades físicas diárias, como proposto por Sallis et al.18, adaptado para o nosso estudo, no qual procurou-se registrar o tempo diário de permanência sentado, horas de sono e tempo de lazer em atividades motoras. Foram incluídas também, no caso das crianças, questões relativas à prática de esportes, freqüência a clubes e/ou academias e atividades nas horas de lazer. Todos os questionários aplicados foram previamente testados para verificar possíveis dificuldades no preenchimento.

Para a análise estatística foi utilizado o cálculo das médias (x), desvio padrão (dp) e freqüência percentual (%). O coeficiente de correlação linear de Pearson foi utilizado para avaliar o nível de associação entre as variáveis testadas. Utilizou-se o teste t de Student para comparar os resultados médios das variáveis analisadas e o c2 para a comparação de freqüências. A regressão linear múltipla foi utilizada para detectar a influência de variáveis sobre o sobrepeso e a obesidade. Foram consideradas significantes as diferenças com p < 0,05 para um intervalo de confiança de 95%. Os dados foram analisados através do programa SPSS 10.0 (SPSS Inc.).

 

Resultados

Escolares

Foram examinados na primeira fase 452 escolares, sendo 203 do sexo masculino (44,9%) e 249 do sexo feminino (55,1%). Do total de meninos examinados, 85 (41,9%) tinham entre 6 e 8 anos de idade, e 118 (58,1%), entre 9 e 10 anos de idade. Quanto às meninas, 112 (45,0%) tinham entre 6 e 8 anos de idade, e 137 (55,0%), entre 9 e 10 anos de idade.

Na Tabela 2 está apresentada a freqüência de crianças normais, com baixo peso, sobrepeso e obesidade. A ocorrência de obesidade e sobrepeso em conjunto foi semelhante nos dois sexos, atingindo 21,1% dos meninos e 22,9% das meninas.

 

 

A porcentagem de gordura corporal média foi crescente, partindo-se das crianças com baixo peso para as normais e destas para as com sobrepeso e obesidade, em ambos os sexos (Tabela 3). As diferenças observadas foram significativas (p < 0,01). As crianças normais do sexo feminino tinham porcentagem de gordura corporal mais elevada do que as do sexo masculino (p < 0,01).

 

 

Houve concordância entre o diagnóstico de sobrepeso e obesidade segundo o IMC/idade15 e a adiposidade excessiva nas crianças, conforme os limites de gordura corporal propostos por Lohman19, de 20% para meninos e 25% para meninas. A freqüência de adiposidade excessiva entre meninos e meninas normais ou falso-negativos, segundo o IMC/idade, foi de 20,0% e 18,2% respectivamente, na sua maioria situações limítrofes quanto à adiposidade. A concomitância entre adiposidade excessiva e sobrepeso e obesidade oscilou entre 97,3% nas meninas e 95,2% nos meninos, indicando uma baixa ocorrência de casos falso-positivos ao se utilizar o IMC/idade.

Para a segunda fase do estudo, foram convidadas para a entrevista todas as crianças com sobrepeso e obesidade, correspondendo a 43 meninos e 57 meninas (grupo SO), e 50 crianças normais de cada sexo (grupo normal), escolhidas por sorteio, após pareamento por sexo e idade, em relação às crianças com sobrepeso e obesidade. A participação das famílias das crianças com sobrepeso e obesidade foi pequena (61,8%), compreendendo 33 meninos 35 meninas, quando comparada à participação das famílias das crianças normais (97%).

Dados sobre a atividade diária e horas de sono dos escolares são apresentados na Tabela 4. Observa-se que cerca de 75% da rotina diária das crianças estão distribuídos entre horas de sono e permanência sentado. Foram constatadas diferenças na rotina diária entre os grupos estudados quanto ao "tempo de permanência sentado", mais elevado no grupo SO que no grupo normal, em ambos os sexos. A diferença torna-se significativa (p < 0,05) quando se comparam as crianças normais com as obesas.

 

 

A porcentagem de gordura corporal nas crianças do grupo SO apresenta correlação direta e significativa (r = +0,306; p = 0,05) com o tempo diário médio de permanência sentado e uma correlação inversa e significativa (r = -0,278; p < 0,02) com o tempo diário médio de sono (Figuras 1 e 2). O mesmo padrão foi observado utilizando-se o IMC ao invés da gordura corporal. As correlações não foram significativas nas crianças do grupo normal.

 

 

 

 

A prática de esportes foi, de maneira geral, mais freqüente nos meninos (63,8%) do que nas meninas (43,5%) (p < 0,01), havendo também uma tendência da prática desportiva ser mais freqüente nas crianças normais do que nas com sobrepeso. Os esportes habitualmente praticados pelos meninos foram a natação e o futebol de salão, e pelas meninas, a natação e o tênis.

A freqüência a clubes e academias foi semelhante entre os grupos e sexos, e a análise de regressão múltipla não apresentou relação entre a gordura corporal e esses parâmetros.

Pais

A Tabela 5 apresenta o grau de escolaridade dos pais das crianças. Nota-se claramente que a população estudada pertence a um grupo diferenciado, pois mais de 50% dos pais têm ou cursam o nível superior. É mais freqüente a baixa escolaridade e menos freqüente o curso superior nas mães das crianças do grupo SO quando comparadas às do grupo normal. A análise estatística dos dados mostrou uma correlação significativa e inversa (r = -0,239; p < 0,01) entre a escolaridade materna e a ocorrência de sobrepeso e obesidade nas crianças. Isso não ocorreu em relação à escolaridade paterna.

 

 

O peso e a estatura foram registrados pelos pais e confirmados por avaliação direta, durante as entrevistas, havendo boa concordância com os valores informados. Observam-se diferenças consideráveis comparando-se a ocorrência de sobrepeso e obesidade nos pais das crianças do grupo normal e do grupo SO (Tabela 6). O IMC médio é significativamente maior nos pais das crianças do grupo SO em relação aos pais das crianças do grupo normal (p < 0,01). Também a freqüência de sobrepeso e obesidade é consideravelmente mais elevada nos pais das crianças do grupo SO quando comparados aos pais das crianças normais. No caso das mães das crianças normais, a freqüência de sobrepeso e obesidade foi de 22,73%, enquanto que nas mães das crianças do grupo SO, foi de 35,07%. Nos pais das crianças do grupo normal, a ocorrência de sobrepeso e obesidade foi de 48,19%, enquanto que nos pais do grupo SO, foi de 74,33% (p < 0,01). A freqüência de sobrepeso e obesidade nas crianças foi de 51,8% quando ambos os pais eram obesos, 50% quando um dos pais era obeso, e 19,6% quando nenhum dos pais era obeso. Houve uma correlação fortemente positiva entre o sobrepeso e a obesidade dos pais e o sobrepeso e a obesidade das crianças (p < 0,001).

 

 

O padrão diário de atividades físicas dos pais tendeu ao sedentarismo, principalmente das mães. Não foi constatada associação significativa entre a prática de atividade física pelos pais e a ocorrência de sobrepeso e obesidade nas crianças.

 

Discussão e conclusões

A prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares encontrada nesta pesquisa corrobora os resultados de outros estudos desenvolvidos no país20 e na América do Sul21, evidenciando a gravidade do problema e a necessidade da inclusão do sobrepeso e obesidade na infância como um grave problema de saúde pública. O projeto PREVINE da UCB vem instituindo e testando a avaliação anual de escolares, desde a educação infantil até o ensino médio, baseado no uso de cartão impresso e adoção do IMC/idade como indicador diagnóstico.

A tendência ao sedentarismo, demonstrada neste estudo pela associação entre o tempo de permanência sentado e a porcentagem de gordura corporal nas crianças do grupo SO, concorda com a observação de outros autores9,10 quanto à importante participação da inatividade como fator associado à obesidade na infância. Por outro lado, o fato observado neste estudo de que o número de horas de sono diárias pode favorecer a redução da gordura corporal em crianças mostra que o sono pode atuar favoravelmente na manutenção da composição corporal em crianças e deveria ser estimulado, principalmente nos casos de sobrepeso e obesidade. Não encontramos outros relatos na literatura nesse sentido. É importante salientar, no entanto, que as correlações em ambos os casos, apesar de significativas, foram baixas, suscitando a necessidade de mais estudos, principalmente no que concerne à influência do sono no equilíbrio energético na infância, achados estes que podem ser considerados como preliminares.

É conhecido o caráter familiar da obesidade22, constatado pela concomitância entre a obesidade no escolar e nos seus pais. A importância da educação, principalmente materna, é demonstrada pela maior ocorrência de sobrepeso e obesidade nos escolares cujas mães tinham um menor grau educacional, sugerindo que a educação materna é um fator de risco para a obesidade dos filhos.

O estudo mostra uma ocorrência elevada de sobrepeso e obesidade em escolares de classe média e média-alta de Brasília, DF, atingindo valores superiores a 20% em ambos os sexos. A classificação utilizada baseada em padrão internacional de IMC/idade mostrou uma boa correlação com adiposidade. Dos fatores estudados, podem ser considerados como predisponentes ao sobrepeso e obesidade em escolares: inatividade, redução das horas diárias de sono, menor escolaridade materna e ocorrência de sobrepeso ou obesidade em um ou ambos os pais. Deve ser ressaltado que os resultados apresentados neste estudo foram obtidos a partir de uma amostragem relativamente pequena, composta por escolares de classe média e média-alta de Brasília, necessitando, portanto, de avaliações mais amplas para a sua extensão a outros escolares do país.

 

Agradecimentos

A Vânia Pereira Nunes pela dedicação e trabalhos técnicos. Ao Prof. Eduardo da Silva Sena, coordenador do Setor de Educação Física e Esportes (SEDEFE) do Centro Educacional da Católica de Brasília, pelo apoio e incentivo.

 

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Endereço para correspondência
Rodolfo Giugliano
Universidade Católica de Brasília (UCB)
Laboratório de Avaliação Nutricional (LAN)
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Artigo submetido em 28.05.03, aceito em 01.10.03