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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572004000200005 

ARTIGO ORIGINAL

 

O crescimento de crianças alimentadas com leite materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida

 

 

Rosa F. S. V. MarquesI; Fábio A. LopezII; Josefina A. P. BragaIII

IMestre em Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina
IIProfessor adjunto do Departamento de Pediatria, Disciplina de Nutrição e Metabolismo da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Professor Titular do Departamento de Pediatria da Universidade Santo Amaro
IIIProfessor adjunto do Departamento de Pediatria, Disciplina de Especialidades Pediátricas da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a evolução do crescimento de crianças alimentadas exclusivamente com leite materno durante os primeiros 6 meses de vida.
MÉTODOS: Estudo longitudinal de 184 crianças que receberam atenção primária em instituição pública (Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo) de Belém (PA), entre fevereiro de 2000 e janeiro de 2001. Finalizaram o estudo 102 lactentes nascidos a termo, com peso igual ou superior a 2.500 g, sem intercorrências no período neonatal e alimentados exclusivamente com leite materno sob livre demanda desde o nascimento. Acompanhados mensalmente, foram avaliados os registros de peso e comprimento ao nascer, no primeiro, quarto e sexto meses de vida. Avaliou-se o crescimento através das médias de peso e estatura para cada idade, comparando-se os resultados com o percentil 50º dos gráficos de crescimento do National Center for Health Statistics (NCHS) e com outros estudos anteriores com crianças brasileiras em aleitamento materno exclusivo.
RESULTADOS: As crianças tiveram crescimento adequado, dobrando de peso antes do quarto mês de vida, com desaceleração do ganho pôndero-estatural após o quarto mês, porém chegando aos 6 meses com médias de peso superiores aos padrões utilizados para comparação.
CONCLUSÕES: Os resultados mostraram que crianças em aleitamento materno exclusivo chegaram aos 6 meses com peso médio superior ao percentil 50º do NCHS, confirmando as vantagens nutricionais do leite materno, principalmente quando as mães recebem orientação sobre a técnica adequada para amamentar.

Aleitamento materno, lactentes, nutrição.


 

 

Introdução

O crescimento saudável é alcançado com uma alimentação adequada. Na fase inicial da vida, o leite humano é indiscutivelmente o alimento que reúne as características nutricionais ideais, com balanceamento adequado de nutrientes, além de desenvolver inúmeras vantagens imunológicas e psicológicas, importantes na diminuição da morbidade e mortalidade infantil. A amamentação é, então, importante para a criança, para a mãe, para a família e para a sociedade em geral1-8.

No primeiro ano de vida, fase de crescimento rápido, o peso e o comprimento são as variáveis mais importantes para se avaliar o estado nutricional de uma criança e, assim, monitorar seu crescimento4.

Quanto aos padrões de crescimento, principalmente no segundo trimestre de vida, há necessidade de mais estudos longitudinais sobre crescimento e práticas alimentares em crianças saudáveis, com valores de referência reconhecidos internacionalmente para a validade de comparações9,10.

Estudos disponíveis sobre alimentação infantil e crescimento concluem que não existe nenhuma curva de crescimento disponível e confiável para lactentes alimentados exclusivamente ao seio materno, visto que resultados parcialmente discordantes têm sido encontrados. É consenso que o aleitamento materno exclusivo proporciona um crescimento ótimo de 0 a 3 meses. Dos 3 aos 6 meses, freqüentemente a curva ponderal dessas crianças, em países em desenvolvimento, desvia-se um pouco para baixo em relação às curvas de referência disponíveis. A interpretação desse fenômeno não é unânime: para alguns, representa uma insuficiência de crescimento; para outros, é normal, e as curvas de referência é que não são adequadas1,4,5,9.

Com a disponibilidade de um Programa de Incentivo, Promoção e Apoio ao Aleitamento Materno que acompanha lactentes até os 6 meses de vida, estimulando a manutenção do aleitamento materno exclusivo, tornou-se possível, em um estudo tipo coorte, descrever o crescimento pôndero-estatural dessas crianças, que têm o leite materno como única fonte nutritiva nessa fase da vida.

 

Métodos

A amostra foi constituída inicialmente por 184 crianças selecionadas entre as 409 matriculadas no PROAME (Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo) da Unidade de Referência Especializada Materno-Infantil e Adolescente, em Belém (PA), no período de fevereiro de 2000 a janeiro de 2001. Foram estabelecidos como critérios de inclusão no estudo: recém-nascidos a termo, com peso de nascimento igual ou superior a 2.500 g, idade gestacional entre 38 e 42 semanas, sem intercorrências no período neonatal e em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. O tamanho da amostra foi inicialmente calculado pelo programa estatístico BioEstat11.

Finalizaram o estudo 102 lactentes que mantiveram o aleitamento materno exclusivo, sem estabelecer horário, número ou duração das mamadas, até os 6 meses de vida. Da amostra inicial, 55,43% dos lactentes foram excluídos ao longo do estudo por terem, em algum momento, introduzido qualquer alimento além do leite materno ou por não terem comparecido às consultas agendadas para a antropometria.

Foi considerada como aleitamento materno exclusivo a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS): "quando a criança recebe somente leite materno, diretamente da mama ou extraído, e nenhum outro líquido ou sólido, com exceção de gotas ou xaropes de vitaminas, minerais e/ou medicamentos"12.

Inicialmente, as crianças foram acompanhadas quinzenalmente; dos 2 aos 6 meses, o acompanhamento foi mensal. Em todos os atendimentos, as mães participavam de palestras sobre a importância e as vantagens do aleitamento materno exclusivo, orientações sobre a técnica correta de amamentar e esclarecimento de dúvidas sobre amamentação. Após a palestra, as crianças recebiam atendimento individual, com mensuração de peso e comprimento, avaliação clínica e observação das mamadas. As mães eram motivadas a amamentar seus filhos exclusivamente ao seio durante os 6 primeiros meses de vida, tinham as consultas agendadas e livre acesso para retornarem sempre que achassem necessário. Aos 6 meses de vida, recebiam alta do programa, com orientação para iniciar o desmame.

O protocolo de pesquisa foi analisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Hospital São Paulo (CEP nº 264/01).

O peso e o comprimento foram obtidos em todas as consultas, sempre pela mesma auxiliar de enfermagem treinada; porém, para o estudo, foram consideradas as medidas ao nascer trazidas das maternidades e aquelas obtidas nas consultas mais próximas de 30 dias, 4 meses e 6 meses de vida, para serem feitas as comparações com o percentil 50º do National Center for Health Statistics (NCHS, 1977) e com as médias encontradas por Murahovschi e Chaves em estudos semelhantes com lactentes brasileiros em aleitamento materno exclusivo1,13,14.

As crianças foram pesadas sem roupa em balança pesa-bebê Filizola com capacidade máxima para 16 kg, aferida pelo Inmetro no início do estudo. O comprimento foi aferido com régua antropométrica padronizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com a criança deitada em decúbito dorsal, a cabeça fixada por um auxiliar, os joelhos estendidos e os pés formando um ângulo de 90 ºC, apoiados pela base de madeira da régua. As leituras eram realizadas em gramas e em centímetros, respectivamente.

Para a realização da análise estatística, foram utilizados os programas Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows, versão 8,0 (1997), e Microsoft Excel 1997. As análises estatísticas descritivas foram feitas através do cálculo de medidas-resumo, levando em consideração a natureza das variáveis envolvidas. Para a análise inferencial dos resultados, foram utilizados testes paramétricos e não-paramétricos, levando-se em consideração a natureza das distribuições dos valores ou a variabilidade das medidas efetuadas. Em todos os testes, fixou-se em 0,05 ou 5% (alfa < 0,05%) o nível para a rejeição da hipótese de nulidade, assinalando-se com um asterisco (*) os valores significantes.

 

Resultados

Das 102 crianças que participaram deste estudo, 55,88% (57) eram do sexo masculino e 44,12% (45) do sexo feminino.

Ao compararmos as médias de peso segundo o sexo, encontramos, no sexo masculino, média de peso menor ao nascer, igualando-se com 1 mês de vida e superando, a partir do 4º mês, a do sexo feminino (Tabela 1).

Considerando-se as médias para peso e idade, podemos dizer que as crianças do sexo masculino ganharam, no primeiro mês de vida, 36,24 g/dia; do primeiro ao quarto mês, 31,72 g/dia; e do quarto ao sexto mês, 15,51 g/dia. As crianças do sexo feminino tiveram ganho ponderal diário de 35,03 g/dia no primeiro mês, 27,57 g/dia do primeiro ao quarto mês, decrescendo para 15,55 g/dia do quarto ao sexto mês de vida. Os resultados mostram que, independentemente do sexo, as crianças apresentaram uma redução em torno de 50% do ganho ponderal diário após o quarto mês de vida; porém, se considerados os 6 primeiros meses desse estudo, com uma média de 184 dias, observa-se que as crianças em aleitamento materno exclusivo ganharam, em média, 26,12 g/dia, tendo todas as crianças dobrado seu peso de nascimento antes dos 4 meses de idade, chegando eutróficas aos 6 meses.

Todas as crianças duplicaram seu peso de nascimento antes do quarto mês de vida, e nenhuma criança evoluiu para desnutrição ao longo do estudo.

Quanto ao comprimento, novamente o sexo feminino teve média de comprimento (49,2 cm) maior que o sexo masculino (48,7 cm) ao nascer, quadro que se inverteu a partir do quarto mês de vida (Tabela 1).

O crescimento linear no primeiro semestre de vida foi de 17,9 cm e 16,4 cm para os sexos masculino e feminino, respectivamente; porém, até os 4 meses, os meninos cresceram, em média, 14,5 cm ou 81% da média total de crescimento para os 6 primeiros meses de vida, enquanto que as meninas cresceram 14,2 cm ou 86,5% da média total. Entre o quarto e o sexto mês de vida, o aumento do comprimento médio mensal teve redução de aproximadamente 50%.

 

Discussão

No final da década de 70, após longo período de declínio, começa a retomada em prol do aleitamento materno, buscando uma nutrição adequada e a conseqüente diminuição da mortalidade infantil. A partir daí, inúmeros estudos foram desenvolvidos sobre o leite materno, suas vantagens, sua composição e sua importância sobre o crescimento infantil6,8,15.

A quantidade de estudos sobre padrão de alimentação e crescimento é imensurável; porém, à medida que se vai definindo a faixa etária e, depois, o tipo de alimentação, a tendência é que esse número diminua, ficando menor ainda quando se trata de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida, uma vez que essa população é muito seleta e cada vez mais rara na maioria das comunidades16.

É inegável a importância do aleitamento materno na nutrição das crianças, sendo consenso que o aleitamento materno exclusivo, principalmente nos primeiros 6 meses de vida, seja a forma mais adequada e ideal para se alimentar uma criança, suprindo todas as suas necessidades nutricionais para que mantenha seu crescimento dentro da normalidade nesse período3,12,17,18.

A avaliação do crescimento de nossa população foi comparada com a curva padrão de referência mundial do NCHS13, com o padrão de curvas de crescimento elaboradas por Murahovschi para crianças em aleitamento materno exclusivo1 e com o estudo de Chaves14, pela similaridade entre os estudos.

As médias de peso encontradas ao nascer coincidem com as relatadas por Nóbrega et al.19, com média de peso para recém-nascidos brasileiros de 3.253 g para crianças do sexo masculino e 3.139 g para as do sexo feminino.

Para que nossa avaliação não fosse errônea, necessitaríamos de padrões de referência aceitos internacionalmente, baseados em crianças que recebessem exclusivamente leite humano até os 6 meses de vida, seguindo as recomendações da OMS20, que implicam aleitamento materno exclusivo até 4 a 6 meses de vida. Na impossibilidade de tal referência, utilizamos a do NCHS13, apesar de ser considerada inadequada por ter peso e comprimento medidos apenas ao nascimento, com 1, 3 e 6 meses, e por ser baseada em crianças com alimentação predominantemente artificial nos primeiros meses de vida4,21,22.

Ao compararmos as médias encontradas para peso e comprimento com as médias de referência do NCHS13 ao nascer, com 1 mês e com 6 meses, encontramos 41,16% do total das crianças do estudo com peso igual ou superior ao percentil 50º ao nascimento; aos 6 meses de vida, 71,56% estavam acima do percentil 50º (Tabelas 2 e 3).

No Brasil, Murahovschi et al.1 construíram curvas de crescimento para lactentes menores de 6 meses aleitados exclusivamente ao seio e pertencentes a duas classes sociais bem distintas, encontrando também resultados superiores às do NCHS13. Com isso, conclui-se que as crianças em aleitamento natural têm crescimento ótimo, independentemente da classe social.

Ao compararmos nossos resultados com os de Murahovschi et al.1, pela semelhança do local de estudo e forma de alimentação das crianças, encontramos resultados similares ou até maiores, com diferenças estatisticamente significantes quanto ao peso entre os meninos aos 4 e aos 6 meses, e entre as meninas desde o primeiro mês (Tabela 4). Quanto à medida de comprimento, as duas amostras só apresentaram uma diferença estatisticamente significante (p = 0,018): o comprimento médio foi maior entre as crianças do sexo feminino do estudo de Murahovschi et al. no sexto mês de vida (Tabela 5).

Quando comparamos nossos resultados com os achados de Chaves14, apesar de termos 53,92% das crianças com peso de nascimento entre 3.000 e 3.500 g, enquanto Chaves tinha 45,2%, encontramos diferenças estatisticamente significantes em duas das idades comparadas (Tabela 6).

 

 

Nas Figuras 1 e 2, podemos observar o padrão de crescimento das crianças do PROAME (Belém, PA) comparando nossos resultados com as curvas de referência do NCHS13, de Murahovschi1 e de Chaves14 para peso e comprimento. Nas três idades possíveis de comparação, notamos que há a mesma tendência, chegando a ocorrer sobreposição. Porém, aos 6 meses, a curva de peso desse estudo é superior às outras.

 

 

 

 

Os dados da literatura são contraditórios quando se referem a crescimento ou velocidade de crescimento de crianças em aleitamento materno, e a comparação entre eles é difícil devido à diversidade de metodologias. Alguns autores têm demonstrado que crianças em aleitamento materno apresentam deficiência de crescimento após os 3 meses de vida23,24,25,26, enquanto outros demonstram ser satisfatório o crescimento das crianças em aleitamento materno tanto exclusivamente quanto predominantemente – estes últimos achados são concordantes com os do nosso estudo, onde as crianças duplicaram o peso de nascimento antes do quarto mês de vida5,10,18,27.

Certamente, o ótimo ganho ponderal das crianças do nosso estudo é resultado de todo um trabalho de apoio e orientação que as mães recebem no programa de amamentação, para que o aleitamento seja feito sob livre demanda, com técnica adequada e orientações sobre como a criança deve desenvolver uma pega correta, a fim de sugar adequadamente todos os tipos de leite (principalmente o leite posterior, rico em gordura, de alto valor energético) e, assim, ganhar mais peso. Isso sem falar no fato de o programa mostrar todas as vantagens que o aleitamento materno pode trazer para a mãe, seu filho e sua família.

 

Conclusões

Crianças alimentadas exclusivamente ao seio nos 6 primeiros meses de vida apresentaram ganho ponderal adequado quando comparado aos padrões existentes, sendo acentuado nos primeiros 4 meses e desacelerando posteriormente; todas as crianças dobraram seu peso de nascimento antes do quarto mês de vida, chegando aos 6 meses eutróficas, com médias de peso superiores às relatadas nas referências utilizadas para comparação.

O crescimento estatural também se apresentou adequado, com desaceleração após os 4 meses de idade, sendo notada a diferença entre os sexos apenas aos 6 meses, quando os meninos estavam maiores que as meninas.

Assim, comprovamos ser o leite materno (como fonte única de nutrientes) o alimento ideal para um crescimento adequado nos primeiros 6 meses de vida, sem a necessidade de complementações; basta dar apoio à mãe quanto à amamentação e orientar e incentivar o aleitamento materno exclusivo.

 

Agradecimentos

Às mães das crianças do PROAME, por terem compreendido o valor científico da pesquisa, à equipe de profissionais do PROAME, pela ajuda na coleta dos dados, e à Gianni Yanaguibashi, pela orientação da análise estatística.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Rosa Vieira Marques
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Artigo submetido em 26.05.03, aceito em 12.11.03