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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.5 Porto Alegre  2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572004000600017 

CARTAS AO EDITOR

 

Redes neonatales

 

Sr. Editor,

De nuestra mayor consideración
Hemos leído con sumo interés el artículo publicado en el número de julio / agosto de 2004, referente al uso antenatal de corticoesteroides1. En el comentario editorial que acompaña a dicho artículo2, se menciona que "la utilización de corticoide antenatal fue del 61% antes de las 34 semanas, mayor que la de cualquier otro estudio latinoamericano de nuestro conocimiento" y se presentan como ejemplos de "redes multicéntricas", además de la RBPN, a la Vermont-Oxford y a la del NICHD.

Sin embargo, se ha cometido una omisión al no incluir al Grupo Colaborativo NEOCOSUR, una red neonatal cuyo objetivo es recolectar prospectivamente información sobre los recién nacidos menores de 1.500 gramos y sus madres. La red está conformada por 16 Unidades Neonatales de cinco países Sudamericanos (Argentina, Chile, Perú, Paraguay y Uruguay) y lleva acumulados desde 1997 un total de 3.812 prematuros menores de 1.500 g. Se ha publicado en revistas con referato3 y hemos efectuado múltiples presentaciones en diferentes reuniones científicas, Pediatric Academic Societies’ (PAS), Sociedad Latinoamericana de Investigación Pediátrica (SLAIP), los Encuentros Nacionales de Investigación de la Sociedad Argentina de Pediatría (SAP) y los Congresos Chilenos de Pediatría y Neonatología.

La cobertura de corticoides prenatal en la base NEOCOSUR asciende a la fecha al 68,9% (rango 51-100), superior a la comunicada en Montevideo, Uruguay4, y a la del presente estudio1. Estos datos confirman que la aplicación en poblaciones locales de prácticas preventivas cuya efectividad ya fue probada en ensayos clínicos, está extendida en nuestros países, aun cuando debemos seguir bregando insistentemente para aumentar la cobertura.

 

Carlos Grandi

MS, PhD. Investigador, Epidemiologia Perinatal y Boestadística, Maternidad Sardá, Buenos Aires, Argentina.
E-mail: cgrandi@intramed.net

José Ceriani Cernadas

Jefe de Departamento de Pediatría, Hospital Italiano, Buenos Aires, Argentina. E-mail: jceriani@hitalba.edu.ar

 

Referencias

1. Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. Uso neonatal de corticosteróide e evolução clínica de recém-nascidos pré-termo. J Pediatr (Rio J). 2004;80:277-84.

2. Barros F, Díaz-Rosello J. Redes multicêntricas e a qualidade de atenção neonatal. J Pediatr (Rio J). 2004;80:254-6.

3. Grupo Colaborativo Neocosur. Very-low-birth-weight infant outcomes in 11 South American NICUs. J Perinatol. 2002;22:2-7.

4. Matijasevich A, Barros F, Forteza C, Diaz-Rosello J. Atenção à saúde de crianças de muito baixo peso ao nascer, em Montevidéu, Uruguai: comparação entre os setores públicos e privado. J Pediatr (Rio J). 2001;77:313-20.

 


 

Resposta dos autores

 

 

Senhor Editor,

Obrigado pela oportunidade de poder responder à carta dos colegas Drs. Grandi e Ceriani Cernadas, de Buenos Aires. Inicialmente, queremos dizer que utilizamos como exemplos, em nosso Editorial, a Rede Vermont-Oxford e a NICHD norte-americanas, por serem as mais conhecidas, e não foi nossa intenção citar todas as redes existentes. A não-inclusão da rede NEOCOSUR, portanto, não deve ser vista como uma omissão.

É motivo de satisfação saber que a cobertura de utilização de corticóides neonatais na rede NEOCOSUR ascende "agora" a 68,9%. Na publicação do grupo1, referente a 385 recém-nascidos de muito baixo peso de 11 centros de quatro países sul-americanos, a prevalência de utilização de corticóides pré-natais foi de 56%. Portanto, esta cifra era inferior aos 61% do artigo que comentamos no editorial.

O CLAP vê com muito entusiasmo a iniciativa da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, assim como o trabalho da rede NEOCOSUR. O objetivo comum, de melhoria da qualidade da atenção neonatal na América Latina e no Caribe, pode ser alcançado pelo trabalho de grupos com essas características. É imprescindível a obtenção de informações epidemiológicas de boa qualidade, em nível populacional, que hierarquizem os programas e avaliem as intervenções realizadas.

 

Fernando C. Barros
José Luis Diaz Rossello

Centro Latino Americano de Perinatologia (CLAP) - OPAS/OMS, Montevidéu, Uruguai

 

Referência

1. Grupo Colaborativo Neocosur. Very-low-birth-weight infant outcomes in 11 South American NICUs. J Perinatol. 2002;22:2-7.