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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572004000800005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores relacionados a hospitalizações por injúrias em crianças e adolescentes

 

 

Vera L. V. GasparI; Joel A. LamounierII; Fernando M. CunhaIII; José C. GasparIV

IMestre. Pediatra, Hospital Márcio Cunha. Professora de Pediatria, Faculdade de Medicina do Vale do Aço, Ipatinga, MG
IIDoutor. Professor titular de Pediatria, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde – Saúde da Criança e do Adolescente, Belo Horizonte
IIIDoutor. Professor adjunto, Departamento do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG
IVPediatra, Hospital Márcio Cunha. Professor de Pediatria, Faculdade de Medicina do Vale do Aço, Ipatinga, MG

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar alguns fatores relacionados a injúrias que resultaram em hospitalizações de crianças e adolescentes.
MÉTODOS: Pesquisa prospectiva, descritiva e observacional realizada no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, Minas Gerais, no período de 1º de dezembro de 1999 a 30 de novembro de 2000. A amostra incluiu 696 crianças e adolescentes, na faixa etária de 0 a 19 anos, hospitalizados por injúrias. Para classificar os tipos e os locais de ocorrência das injúrias utilizou-se a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão.
RESULTADOS: As injúrias representaram 9,9% das hospitalizações de crianças e adolescentes; 69,7% dos pacientes eram do gênero masculino. Quanto à opinião dos informantes sobre as causas das injúrias, 57,2% citaram falhas humanas, 18% acreditavam que se deviam ao destino, e 12,7% não sabiam opinar. Somente 23,1% dos informantes haviam recebido, anteriormente, orientação sobre a prevenção de injúrias, e as principais fontes foram mídia, escola e empresa. Do total de eventos, 31,9% ocorreram nas residências. Acidentes de transporte causaram 34,5% das internações; quedas, 33,2%; exposição a forças mecânicas inanimadas, 9%; contato com animais venenosos, 5,2%; agressões, 5%; queimaduras, 4,9%; exposição a forças mecânicas animadas, 3,3%; intoxicações, 2,3%; e outros tipos, 2,6%.
CONCLUSÕES: Houve predomínio do gênero masculino. Foi baixo o percentual de informantes que haviam recebido, anteriormente, orientação sobre prevenção de injúrias. A faixa etária mais acometida foi a de 15 a 19 anos. Os acidentes de transporte e as quedas foram os mais freqüentes.

Palavras-chave: Prevenção de injúrias, causas de injúrias, acidentes de transporte, quedas.


 

Introdução

No Brasil, no ano de 2001, segundo dados do Datasus1, as causas externas de morbidade e mortalidade provocaram 21.526 óbitos de crianças e adolescentes, constituindo a principal causa de morte na faixa etária de 1 a 19 anos. A maior parte dos óbitos (13.657) ocorreu em jovens de 15 a 19 anos1. Outro aspecto relevante é que, para cada pessoa que morre, há muitas outras vítimas sobreviventes de injúrias que necessitam hospitalização, atendimento em pronto-socorro e tratamento ambulatorial2. Danseco et al.3 estimaram que uma em cada quatro crianças ou adolescentes sofre, por ano, algum tipo de injúria que necessita de cuidados médicos ou causa limitação de suas atividades. Há que se considerar, ainda, o grande sofrimento físico e emocional envolvido, as seqüelas e as vidas perdidas tão precocemente em decorrência das injúrias.

O estudo de Agran et al.4 sobre hospitalização e morte por injúrias na faixa etária de 0 a 19 anos mostrou que a maior taxa foi relacionada aos acidentes de transporte. A segurança no trânsito é um problema de saúde pública e envolve também vários outros setores, e todos precisam estar comprometidos firmemente com a prevenção5.

A visão atual, no que se refere às injúrias físicas, é que tanto as intencionais quanto as não-intencionais são consideradas passíveis de prevenção, sendo a freqüência delas variável de acordo com a idade, gênero, grupo social e região geográfica2. Segundo Blank6, diante de situação tão complexa quanto a representada pela prevenção das injúrias físicas, é necessário determinar "quais são os riscos específicos para tipos determinados de injúrias físicas, para a seguir, definir estratégias preventivas com foco dirigido". Assim, a coleta de dados relacionados às injúrias deve ser o primeiro passo direcionado à busca da prevenção, e essas informações são indispensáveis aos formuladores de políticas públicas para a disponibilização de maiores recursos destinados à prevenção7.

Existem poucos estudos brasileiros prospectivos sobre a internação de crianças e adolescentes por injúrias. Assim, esta pesquisa tem o objetivo de analisar alguns fatores relacionados às hospitalizações por injúrias em crianças e adolescentes.

 

Métodos

Trata-se de uma pesquisa prospectiva, descritiva e observacional, realizada no Hospital Márcio Cunha (HMC), referência regional, situado em Ipatinga, cidade localizada na região leste de Minas Gerais, a 217 km de Belo Horizonte. O estudo envolveu crianças e adolescentes na faixa etária de 0 a 19 anos hospitalizados em decorrência de injúrias. Não participaram do estudo pacientes vítimas de injúrias que permaneceram em observação no setor de emergência; somente foram incluídos os pacientes que necessitaram internação hospitalar em conseqüência da gravidade do quadro clínico ou da necessidade de procedimentos terapêuticos ou propedêuticos mais complexos.

Após a aprovação do projeto de pesquisa pela comissão de ética do HMC, foi realizada a coleta de dados no período de 1º de dezembro de 1999 a 30 de novembro de 2000. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas com os pais, com o responsável ou, ainda, com o próprio adolescente, durante o período de hospitalização, após concordância em participar do estudo. As entrevistas, que utilizaram um questionário como base, foram realizadas de maneira individualizada, contando unicamente com as presenças do informante e do entrevistador e, quando possível, do paciente. Procurou-se ocasião e horário adequados aos informantes para a realização das entrevistas. O questionário continha perguntas referentes a variáveis sociodemográficas, opinião dos pacientes ou responsáveis sobre as causas, orientação anterior sobre prevenção, circunstâncias, tipos de injúrias e diagnóstico. Os entrevistadores foram dois pediatras do corpo clínico do hospital e dois estudantes do sexto ano de medicina previamente treinados, para que houvesse uniformidade na abordagem das famílias e na coleta de dados. Um estudo piloto, com 10 pacientes, foi realizado em novembro de 1999 com a finalidade de avaliar o questionário.

Os dados do formulário de pesquisa foram analisados com o auxílio do programa Epi-Info 6.04. Do total de 7.082 crianças e adolescentes hospitalizados no período de realização da pesquisa, 702 (9,9%) foram por injúrias. A amostra final se constituiu de 696 pacientes, pois houve uma recusa, por parte dos pais, em participar do estudo, e dados de cinco pacientes não foram obtidos.

A distribuição dos pacientes quanto aos diversos tipos de injúrias e local de ocorrência foi baseada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão (CID-10)8, volume 1, capítulo XX. Os dados sobre os locais da residência onde os eventos aconteceram não são da mesma fonte, considerando-se que a CID-10 não contempla esta informação.

Para a análise estatística, utilizou-se o teste do qui-quadrado com tendência linear para comparar a proporção de tipos de injúrias por faixa etária. Quando foram comparados dois tipos de injúrias e o resultado do teste indicou semelhança na proporção de injúrias por faixa etária (p > 0,05), esses tipos foram reunidos em um único grupo. O resultado da odds ratio quantifica, então, a chance de determinada faixa etária apresentar aquele grupo de injúrias em relação a uma faixa etária estabelecida como padrão – nesse estudo, a "menor de 1 ano".

 

Resultados

O paciente mais jovem tinha 16 dias de vida, e o mais velho, 19 anos, 10 meses e 29 dias. A média de idade foi de 9,8±6,2 anos; 485 (69,7%) pacientes eram do gênero masculino e 211 (30,3%) do feminino, o que corresponde a uma relação de 2,3:1. A respeito do local de ocorrência das injúrias, 272 (39,1%) aconteceram na residência e 424 (60,9%) fora da residência (Tabela 1). Os resultados obtidos ao se perguntar aos informantes suas opiniões acerca das causas das injúrias encontram-se na Tabela 2.

 

 

 

 

Ao serem indagados se, anteriormente, já haviam recebido orientações sobre prevenção de injúrias, 161 (23,1%) informantes responderam afirmativamente, sendo que 120 receberam orientações de mais de uma fonte, totalizando 209 fontes de informações, distribuídas de acordo com a Tabela 2.

Os dados referentes à distribuição das hospitalizações quanto aos tipos de injúrias estão apresentados na Tabela 3.

 

 

Entre os 240 pacientes vítimas de acidentes de transporte, 103 (42,9%) tinham entre 15 e 19 anos, sendo que esta faixa etária predominou entre todas as modalidades desse tipo de acidente, com exceção dos pedestres, que foram os mais freqüentes na faixa etária de 5 a 9 anos, com 22 (47,8%) eventos. Dos pacientes vítimas de acidentes de transporte, 107 (44,6%) eram ciclistas, sendo 84 (78,5%) condutores e 23 (21,5%), passageiros. Dos condutores, 10 (11,9%) transportavam outros passageiros na bicicleta. Assim sendo, totalizaram-se 33 (30,8%) acidentes em que a bicicleta transportava mais de uma pessoa no momento do acidente. Nenhum dos ciclistas usava capacete.

Em relação às quedas, 79 (34,2%) ocorreram no mesmo nível e 20 (8,6%) eram crianças que caíram da cama; destas, 13 (65%) tinham idade inferior a 1 ano.

Observou-se que, dentre os acidentes relacionados à exposição a forças mecânicas inanimadas, 25 (39,7%) ocorreram durante o trabalho.

Dos seis pacientes vítimas de picadas por serpente, cinco foram picados nos pés; quatro estavam descalços e um usava chinelo.

Contato com uma fonte de calor ou com substâncias quentes e exposição a fogo e chamas totalizaram 34 (4,9%) hospitalizações; destas, 31 (91,2%) aconteceram em casa, sendo que 19 (61,3%) ocorreram na cozinha.

Quanto aos 16 pacientes vítimas de intoxicações, nove (56,3%) eram do gênero feminino; seis (37,%) ocorreram na faixa etária de 1 a 4 anos e foram acidentais; cinco (31,3%) aconteceram na faixa etária entre 15 e 19 anos, sendo que todas foram do gênero feminino e intencionais.

A distribuição dos pacientes por tipo de injúria e segundo a faixa etária e o gênero encontra-se na Tabela 4.

Na Tabela 5, o resultado do qui-quadrado de tendência linear mostra que, tomando-se a faixa etária "menor de 1 ano" como padrão, a chance de ocorrência de acidentes de transporte, exposição a forças mecânicas inanimadas e "outros tipos de injúrias" aumenta de forma contínua e diretamente proporcional à idade. Já as injúrias envolvendo exposição a forças mecânicas animadas e agressões diminuem até a idade de 9 anos, com aumento nas faixas etárias seguintes. Comportamento inverso é observado em relação aos acidentes envolvendo queimaduras, com aumento na faixa etária de 1 a 4 anos e diminuição nas seguintes. Quanto às injúrias envolvendo quedas, contato com animais e intoxicações, elas apresentam chance menor de ocorrência com o aumento da idade.

 

 

Ocorreram 16 (2,3%) óbitos entre os pacientes hospitalizados por injúrias; 12 foram devidos a acidentes de transporte, três a quedas e um a agressões.

 

Discussão

Nesta pesquisa, as hospitalizações por injúrias representaram 9,9% do total de internações de crianças e adolescentes. Esta proporção reflete a importância deste tema, ainda freqüentemente menosprezado em nosso meio6.

Quanto ao gênero, houve predomínio do masculino (2,3:1), o que está de acordo com diversos outros estudos1,3,9. Para esta diferença, uma possível explicação é que as pessoas do gênero masculino têm comportamento de maior risco9.

Apesar de, hoje em dia, as injúrias serem vistas como acontecimentos preveníveis2, essa visão ainda não alcançou um percentual significativo dos informantes dessa pesquisa, já que 18% acreditavam que as injúrias se devem ao destino, sendo, portanto, inevitáveis. Os que desconhecem as causas dos eventos precisam ser orientados quanto aos fatores de risco. Por outro lado, o percentual de informantes que já havia recebido orientação sobre prevenção de injúrias também foi muito baixo, bem menor que o de outro estudo brasileiro10. Para prevenir injúrias na infância, uma das estratégias é educar a população11. Segundo Brent & Weitzman12, os pediatras precisam exercer essa atividade, fornecendo orientação aos pais sobre os riscos ambientais.

Os acidentes de transporte, representados pelas várias modalidades, foram os mais freqüentes. A visão atual acerca das injúrias relacionadas ao trânsito é de que estas são, em grande parte, preveníveis e previsíveis, e que deve-se buscar proteção igual para todos os usuários, incluindo os de veículos não-motorizados, já que representam uma parcela importante das vítimas do trânsito5.

Na atual pesquisa, dentre os acidentes de transporte, o maior número ocorreu com ciclistas, e, em 30,8% dos casos, a bicicleta transportava mais de uma pessoa no momento do acidente, o que constitui fator de risco, por comprometer a estabilidade do veículo e aumentar o tempo necessário para que seja freado13. Embora muitos traumatismos cranianos possam ser evitados pelo uso de capacete14,15, nenhum dos pacientes fazia uso dele no momento do acidente, o que também foi observado por Pereira et al.16. Já Ortega et al.17, em Ohio, nos Estados Unidos, relataram que 26,1% dos ciclistas usavam capacetes.

As quedas ficaram em segundo lugar como causa de hospitalização. Segundo a Organização Mundial da Saúde2, elas ocupam o quinto lugar como causa de sobrecarga de doenças na faixa etária de 5 a 14 anos. Entre as crianças menores de 1 ano, as quedas foram o principal tipo de injúria, o que também foi observado em outras publicações18-20. Segundo Pickett et al.21, as quedas, nessa faixa etária, poderiam ser evitadas se os pais ou responsáveis tivessem percebido os riscos antecipadamente e tomado providências para evitá-las.

Entre as injúrias relacionadas à exposição a forças mecânicas inanimadas, 39,7% ocorreram durante o trabalho. O adolescente, inexperiente no manejo de máquinas, corre maior risco de acidentar-se; desta forma, é importante que ele seja ensinado a como lidar com os equipamentos e que haja supervisão22.

Quanto aos acidentes ofídicos, as picadas nos pés poderiam ser prevenidas com o uso de calçados adequados, medida preventiva já amplamente conhecida e eficaz. Gikas23 sugere o uso de botas de cano alto para a prevenção desse tipo de injúria.

A respeito das agressões por arma de fogo, ocorreram principalmente entre os adolescentes do gênero masculino, na faixa etária de 15 a 19 anos. Ressalta-se que a inexistência de armas de fogo nos ambientes doméstico e comunitário é o principal recurso para a prevenção desse tipo de injúria em crianças e adolescentes24.

As escaldaduras, causadas por contato com alimentos e água quente, ocorreram principalmente em casa, na cozinha, que é um local de risco reconhecido por outros autores12,25,26. De acordo com Agran et al.19, o pico da incidência de escaldaduras é entre 12 e 14 meses.

Com relação às intoxicações, apesar do pequeno número de casos, observou-se que foram o único tipo de injúria no qual houve maior número de pacientes do gênero feminino, devido às tentativas de suicídio ocorridas entre as adolescentes. A faixa etária de 1 a 4 anos foi a de maior risco para intoxicações acidentais.

A faixa etária de 15 a 19 anos apresentou a maior freqüência de injúrias, o que também foi observado nos dados do Datasus1.

A análise dos dados referentes aos tipos de injúria por faixa etária mostrou que o percentual de acidentes de transporte aumentou com a idade; inversamente, o percentual de quedas diminuiu.

O conhecimento da distribuição dos principais tipos de injúrias que levaram à hospitalização, de acordo com a faixa etária, contribui para que se possa fornecer orientação preventiva. Assim, recomenda-se: alertar os pais de crianças menores de 1 ano sobre os riscos de queimaduras e quedas, principalmente da cama; despertar a atenção dos pais de crianças de 1 a 4 anos para o perigo de quedas, queimaduras e acidentes de transportes; realçar, na faixa etária de 5 a 9 anos, o risco de quedas, acidentes de transporte, principalmente como pedestres, e injúrias relacionadas à exposição a forças mecânicas inanimadas; orientar os adolescentes de 10 a 14 anos sobre a prevenção de acidentes de transporte, de quedas e injúrias relacionadas a contato com animais venenosos; enfatizar, entre os adolescentes de 15 a 19 anos de idade, os riscos dos acidentes de transporte, das injúrias relacionadas à exposição a forças mecânicas inanimadas e agressões.

As limitações do estudo decorreram das características do HMC, que podem ter influenciado o perfil dos pacientes hospitalizados, uma vez que, para esse hospital, são encaminhados pacientes mais graves, que precisam de atendimento por especialistas, de recursos de diagnóstico por imagem e ou de terapia intensiva. Também não foram incluídos os pacientes que chegaram sem vida ao hospital, que faleceram no pronto-socorro ou que necessitaram de atendimento sem hospitalização.

Ressalta-se, assim, que não se trata de estudo epidemiológico. No entanto, os achados e o conhecimento da freqüência das injúrias que requerem hospitalização, bem como de alguns fatores relacionados a injúrias em crianças e adolescentes, poderá contribuir para ações preventivas.

 

Agradecimentos

Aos médicos Márcio Neves Franco e Fabrício Bride Soares, pela colaboração na realização das entrevistas, e a Marcelo Militão Abrantes, pela análise estatística.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Vera Lúcia Venâncio Gaspar
Rua Jequitibá, 688, Horto
CEP 35160-306 – Ipatinga, MG
Fone/Fax: (31) 3824.7062/3824.7270
E-mail: jcgaspar@terra.com.br

Artigo submetido em 16.12.03, aceito em 11.08.04