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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.1435 

ARTIGO ORIGINAL

 

Miopatias inflamatórias na infância: correlações clínica e laboratorial com alterações capilaroscópicas

 

 

Ana K. S. NascifI; Maria T. R. A. TerreriII; Cláudio A. LenII; Luis E. C. AndradeIII; Maria O. E. HilárioIV

IPós-graduanda, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP
IIProfessora assistente, Departamento de Pediatria, UNIFESP, São Paulo, SP
IIIProfessor adjunto, Departamento de Medicina, UNIFESP, São Paulo, SP
IVProfessora adjunta, chefe da Disciplina de Alergia, Imunologia Clínica e Reumatologia, Departamento de Pediatria, UNIFESP, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Nas doenças reumáticas, principalmente dermatomiosite e esclerodermia, a capilaroscopia periungueal é importante auxílio no diagnóstico e no seguimento dos pacientes. Em adultos, é descrita a relação entre a melhora das alterações capilaroscópicas e a melhora da atividade da doença. O nosso objetivo foi avaliar 13 pacientes com miopatias inflamatórias e correlacionar atividades clínica e laboratorial com as alterações da capilaroscopia periungueal.
MÉTODOS: Foram incluídos 13 pacientes com dermatomiosite juvenil (critérios de Bohan e Peter) (média de idade de 8,8 anos) e cinco pacientes com síndrome de sobreposição (média de idade de 15,7 anos). Foram avaliadas as atividades clínicas (alterações cutâneas típicas e fraqueza muscular) e laboratoriais (aumento de enzimas musculares e provas inflamatórias) da doença e sua relação com as alterações da capilaroscopia periungueal (presença de ectasias capilares, megacapilares e áreas de deleção). Para a realização da capilaroscopia, foi utilizado um microscópio com iluminação especial com aumentos de 10 a 16 vezes.
RESULTADOS: Foram avaliados 18 pacientes, sete deles em duas ou mais ocasiões, no total de 26 exames capilaroscópicos (13 realizados na fase ativa da doença e 13 na fase inativa). Dos 13 exames durante a fase ativa, 12 apresentavam padrão esclerodérmico; dos 13 realizados na fase inativa, oito não apresentavam alterações de capilaroscopia ou apresentavam melhora importante dos achados. Portanto, em 20 dos 26 exames houve correlação entre atividades clínica e laboratorial e achados capilaroscópicos (p = 0,01).
CONCLUSÕES: Em resumo, a capilaroscopia periungueal é um exame não-invasivo que apresenta boa correlação com a atividade da doença e pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico, no seguimento e, principalmente, nas reagudizações da doença.

Palavras-chave: Capilaroscopia periungueal, dermatomiosite juvenil, miopatias inflamatórias, crianças.


 

 

Introdução

As miopatias inflamatórias idiopáticas da infância são um grupo relativamente heterogêneo de doenças que apresentam o comprometimento muscular como característica comum. A dermatomiosite juvenil (DMJ) é a miopatia inflamatória idiopática mais freqüente na infância e caracteriza-se por alterações multissistêmicas agudas e crônicas com inflamação não supurativa linfocítica de musculatura esquelética, da pele e do trato gastrintestinal. A forma juvenil está associada a uma vasculopatia afetando pequenos vasos: capilares, vênulas e pequenas arteríolas1.

A etiologia da DMJ é desconhecida. Entretanto, processos auto-imunes estão envolvidos na patogênese dessa doença; alterações da imunidade mediada por células e presença de imunocomplexos são descritas2-6.

O curso clínico da DMJ é variável e correlaciona-se com a severidade da vasculopatia7. A maioria das crianças apresenta um curso não-progressivo, monocíclico com duração de meses e remissão completa8-10, podendo ocorrer exacerbações com remissões parciais. Alguns pacientes apresentam a forma crônica ou persistente com duração de anos11-12.

O diagnóstico de DMJ baseia-se nos critérios de Bohan & Peter13. Pode ocorrer associação entre miosite e esclerodermia denominando-se síndrome de sobreposição, ou manifestação de acometimento cutâneo isolado na ausência de acometimento muscular, denominando-se dermatomiosite amiopática14,15.

A microangiopatia característica das miopatias inflamatórias pode ser comprovada pela capilaroscopia periungueal (CPU). Esta consiste de um exame não-invasivo, para estudo da rede capilar por microscopia óptica com aumento de 10 a 16 vezes16,17. Vários trabalhos têm descrito achados capilaroscópicos nas diversas colagenoses, como DMJ, esclerodermia, doença mista do tecido conjuntivo (DMTC), síndrome de sobreposição e fenômeno de Raynaud18-27. Pacientes com DMJ, esclerodermia, DMTC ou síndrome de sobreposição apresentam alterações capilaroscópicas típicas. A presença de capilares ectasiados ou megacapilares e de lesões avasculares traduzindo deleção capilar caracteriza o padrão SD (padrão esclerodérmico), que reflete o grau de severidade e comprometimento microangiopático e, portanto, a atividade da doença. A presença de capilares em arbusto é descrita na DMJ como um elemento diferencial em relação à microangiopatia observada na esclerose sistêmica. De acordo com vários estudos, a severidade da microangiopatia está relacionada com o prognóstico da doença, e há uma associação entre o grau de alterações capilares e a cronicidade e as complicações ulcerativas24,25,28. Existe apenas um trabalho na literatura que associou as alterações capilaroscópicas com a atividade clínico-laboratorial na DMJ24. Outros estudos demonstraram que as alterações capilaroscópicas ocorrem independentemente da atividade da doença, porém se correlacionam com as formas mais graves e persistentes25.

O nosso estudo teve como objetivo avaliar pacientes com DMJ e com associação de miosite com esclerodermia (sobreposição) e correlacionar a atividade clínico-laboratorial com as alterações da CPU.

 

Material e métodos

Foram avaliados 13 pacientes com diagnóstico de DMJ e cinco com síndrome de sobreposição acompanhados no ambulatório de reumatologia pediátrica de nosso serviço no período de maio de 1998 a maio de 2003. O diagnóstico de DMJ foi baseado nos critérios de Bohan e Peter (Tabela 1)13. O diagnóstico dos cinco pacientes com síndrome de sobreposição de miosite com esclerodermia foi baseado nas características clínicas e histológicas.

 

 

As atividades clínica e laboratorial dos pacientes foram avaliadas através da revisão de prontuários médicos, levando em conta os seguintes parâmetros: presença de alterações cutâneas típicas (Gottron, heliotropo e hiperemia periungueal) e/ou fraqueza muscular (história e escore muscular), e/ou aumento de enzimas musculares (creatinoquinase - CPK, desidrogenase láctica - DHL, aldolase e transaminase glutâmico-oxalacética - TGO) e das provas inflamatórias (velocidade de hemossedimentação - VHS). O escore de força muscular foi modificado do instrumento The Childhood Myositis Assessment Scale, sendo a variação da força muscular entre 0 e 6229.

Para realização da CPU, foi utilizado um microscópio óptico, com aumentos de 10 e 16 vezes, equipado com régua graduada acoplada na objetiva direita para permitir a contagem do número de capilares por milímetro. Foram examinados os dedos das mãos (com exceção dos polegares). A epi-iluminação foi feita por uma lâmpada incandescente de tungstênio, e foi utilizado um óleo secante sobre a região periungueal, a fim de se obter uma diafanização da pele. Os pacientes foram orientados a não manipularem a cutícula, 1 mês antes do exame, para evitar traumas. Todos os exames foram realizados por um mesmo examinador (M.T.R.A.T.), que desconhecia o grau de atividade da doença dos pacientes avaliados. Os parâmetros analisados foram: microhemorragias, alargamento capilar (ectasias e megacapilares), alterações morfológicas (arbustos) e grau de deleção. O número de microhemorragias foi avaliado pela contagem de micropetéquias, sendo valorizada sua distribuição quando em padrão difuso. Capilares ectasiados foram definidos como apresentando largura aumentada de quatro ou mais vezes em relação aos demais. Já os megacapilares foram definidos como aneurismas com alças aumentadas em mais de 10 vezes o tamanho normal. Capilares em arbusto foram definidos como aqueles com pequenos ramos em diferentes direções. O grau de deleção foi medido da seguinte forma: grau 0 - ausência de áreas de deleção; grau 1 - uma ou duas áreas de deleção descontínuas; grau 2 - mais de duas áreas descontínuas; grau 3 - áreas de deleção extensas ou confluentes. A média de cada parâmetro de cada paciente foi calculada pela soma dos valores obtidos em cada dedo dividida pelo número de dedos analisados, ou seja, oito. Foram considerados alterados os exames que apresentavam ectasias ou megacapilares, algum grau de deleção e hemorragias difusas em dois ou mais dedos. O padrão SD foi caracterizado pela presença de capilares ectasiados ou megacapilares e de lesões avasculares traduzindo deleção capilar.

Todos os pacientes e controles deram consentimento informado para participação no estudo, o qual foi previamente aprovado pelo comitê de ética do Hospital São Paulo.

A comparação das médias das variáveis quantitativas nos dois grupos (com ou sem atividade da doença) foi realizada com o teste t de Student para duas amostras independentes com variâncias iguais (Morettin). Previamente, testamos a igualdade das variâncias nos dois grupos por meio do teste de Levene.

O teste exato de Fisher foi utilizado para estudar a associação entre atividade ou não de doença com as variáveis categóricas.

Adotamos o nível de significância de 5%.

 

Resultados

Dezoito pacientes foram avaliados, sendo que sete pacientes foram avaliados em duas ou mais ocasiões, tendo sido realizados, no total, 26 exames capilaroscópicos. Dentre estes, 13 foram realizados na fase ativa de doença e 13 durante a fase inativa. A média de idade dos 13 pacientes com DMJ à época da avaliação foi de 8,8 anos, 10 eram do sexo feminino, 11 eram caucasóides. Um dos pacientes apresentava dermatomiosite amiopática. A média de idade dos cinco pacientes com síndrome de superposição à época da avaliação foi de 15,7 anos, sendo três do sexo feminino e três caucasóides.

Em relação aos exames em fase ativa de doença, alterações cutâneas estiveram presentes em 10 (10/13 apresentaram sinal de Gottron, 8/13 heliotropo e 3/13 vasculite periungueal). Em nenhuma ocasião de exames em fase inativa de doença os pacientes apresentaram alterações cutâneas, havendo diferença significante entre os dois grupos (p = 0,001). A fraqueza muscular esteve presente em 8/13 ocasiões em que os exames foram realizados em atividade de doença, com escore médio de 17,2, e foi estatisticamente mais freqüente do que no grupo com doença inativa (p = 0,011). Apenas um paciente com doença inativa apresentou fraqueza muscular, com escore de 10. As enzimas musculares apresentaram-se elevadas em 11/13 ocasiões em que a CPU foi realizada em fase ativa de doença (4/13 CPK, 11/13 DHL, 1/4 aldolase e 6/13 TGO). Apenas dois pacientes em fase inativa de doença apresentaram aumento de enzimas musculares (CPK e DHL). O aumento de enzimas musculares foi estatisticamente mais freqüente no grupo com doença ativa do que no grupo com doença inativa (p = 0,001). Aumento de VHS ocorreu em apenas 4/13 ocasiões em que a CPU foi realizada em fase ativa de doença, não tendo havido diferença estatística em relação ao grupo com doença inativa. As alterações cutâneas estiveram presentes na grande maioria das crianças com CPU realizada na fase ativa da doença e associaram-se às alterações musculares (fraqueza e/ou aumento de enzimas musculares) em 70% dos casos (p = 0,043).

Os dados clínicos e laboratoriais dos pacientes com DMJ e síndrome de sobreposição com ou sem atividade de doença encontram-se na Tabela 2.

 

 

Observamos que o grau de deleção foi estatisticamente mais elevado no grupo com doença ativa do que no grupo com doença inativa (p = 0,031).
As alterações capilaroscópicas estão apresentadas na Tabela 3.

 

 

Dos 13 exames realizados durante a fase ativa, 12 apresentaram o padrão SD (presença de ectasias ou megacapilares e deleção capilar), ou seja, foram considerados alterados. Por outro lado, dos 13 realizados na fase inativa da doença, apenas cinco mostraram alterações capilaroscópicas importantes e compatíveis com padrão SD (alto grau de deleção). Entretanto, 5/8 pacientes com exame capilaroscópico na fase inativa apresentaram algum grau de deleção, porém em apenas um dedo (três pacientes), baixo grau de deleção (um paciente) ou melhora do grau de deleção em relação ao exame de fase ativa (um paciente), mostrando assim uma associação entre clínica e capilaroscopia. Alguns pacientes apresentaram ectasia discreta (média de 3,11/paciente), porém sem nenhuma ou pouca deleção. Portanto, dos 26 exames realizados, em 20 houve correlação entre atividades clínica e/ou laboratorial e achados capilaroscópicos (p = 0,01).

Em sete pacientes, a CPU foi realizada duas ou mais vezes. Em 5/7, a doença evoluiu de ativa para inativa. Destes, em dois a CPU estava inicialmente alterada com posterior normalização, em um houve uma melhora desta sem normalização e em dois pacientes esta não se alterou.

As Figuras 1 mostram a CPU de paciente com DMJ, mostrando padrão esclerodérmico (aumento de 16X).

 

 

Discussão

Os nossos achados mostraram que os pacientes com doença ativa evoluem com persistência das alterações capilaroscópicas que traduzem o padrão SD. Observamos que a deleção capilar foi a alteração capilaroscópica que mostrou diferença estatística entre os pacientes com ou sem atividade de doença e é a variável mais importante no sentido de caracterizar o padrão SD. As variáveis ectasia capilar, megacapilar e capilar em arbusto podem não mostrar diferença estatística, pois refletem a neovascularização característica da recuperação da microangiopatia. Ao contrário da esclerodermia, em que as alterações capilaroscópicas, principalmente a deleção, são pouco dinâmicas, os pacientes com DMJ podem apresentar involução das lesões em questão de meses na fase inativa da doença. Isso foi bem observado em nossos pacientes, nos quais encontramos uma correlação estatística entre os achados capilaroscópicos e a atividade da doença. O fato de não termos observado melhora dos achados da CPU em dois pacientes que foram avaliados na fase ativa e inativa da doença pode ser devido ao tempo de intervalo entre os dois exames não ter sido suficiente para a melhora capilaroscópica. Entretanto, é importante lembrar que o método de capilaroscopia é um exame adicional de grande valia que pode apresentar limitações em alguns casos.

Silver & Maricq avaliaram nove pacientes com DMJ e encontraram correlação entre as alterações capilaroscópicas e o curso clínico da doença. Dos nove pacientes, sete evoluíram com a forma persistente da doença e apresentaram alterações microvasculares severas que flutuaram, mas nunca normalizaram. Os outros dois pacientes tinham a doença transitória ou monocíclica com alterações capilares menos graves e normalização destas concomitantemente à involução das pápulas de Gottron e normalização da força muscular e das enzimas musculares24.

As doenças reumáticas auto-imunes, como a DMJ e outras doenças associadas à DMJ (como síndrome de sobreposição), têm um predomínio de vasculopatia de pequenos vasos, ocorrendo alterações vasculares no músculo e na pele e também em diversos órgãos1.

As alterações cutâneas estiveram presentes na grande maioria das crianças com doença ativa e tiveram associação significante com as alterações musculares (fraqueza e/ou aumento de enzimas musculares) em 70% dos casos.

Quatro de 11 pacientes com doença ativa apresentaram aumento de enzimas musculares, porém sem comprometimento de força. Isso pode ocorrer porque as alterações laboratoriais são de aparecimento mais precoce do que o quadro clínico e o tratamento adequado impede a evolução para a fraqueza muscular.

Apenas dois pacientes com doença inativa apresentaram aumento de enzimas musculares, porém sem alterações cutâneas ativas e sem fraqueza muscular, razão pela qual foram considerados sem atividade de doença. Um deles teve alteração na capilaroscopia. Apenas um paciente com doença inativa apresentou fraqueza muscular com escore de 10, fato atribuído à seqüela de atrofia muscular decorrente da miosite.

Como era esperado, observamos aumento da freqüência de alterações cutâneas, fraqueza muscular e elevação de enzimas musculares no grupo de pacientes com doença ativa.

A VHS não se mostrou um exame sensível, como já descrito na literatura, para avaliação da atividade das miopatias inflamatórias30.

A CPU tem-se consagrado como um método não-invasivo capaz de detectar alterações vasculíticas em capilares. O seu uso tem sido indicado no diagnóstico de algumas doenças reumáticas auto-imunes, bem como no seu prognóstico21,23,27.

Entretanto, poucos autores encontraram correlação entre as alterações capilaroscópicas e a atividade de doença24. Na infância, esse achado é ainda menos definido.

As alterações capilaroscópicas seguem determinadas etapas. Com o processo inflamatório capilar, ocorre rompimento desses vasos e a microhemorragia de distribuição difusa antecede o processo de deleção. Em uma tentativa de suprir os capilares deletados, ocorre aumento da largura dos capilares restantes com aparecimento de capilares ectasiados e megacapilares. Com a remissão do quadro inflamatório vascular, ocorre neovascularização com formação de novos vasos e desaparecimento das áreas de deleção. Com isso, há recuperação da morfologia capilar, o que pôde ser observado em nossos pacientes.

Em resumo, a CPU é um exame não-invasivo que fornece boa correlação com a atividade da DMJ e pode ser um instrumento adicional para avaliação dos pacientes com doença ativa e recorrências.

 

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Correspondência:
Maria T. R. A. Terreri
Rua Loefgreen, 2381/141, Vila Clementino
CEP 04040-004 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 9459.6226
E-mail: alergia.reumato@terra.com.br

Artigo submetido em 19.04.05, aceito em 24.08.05.