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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2006

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.1461 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de rinite alérgica em adolescentes do Distrito Federal: comparação entre as fases I e III do ISAAC

 

 

Wellington G. BorgesI; Dennis Alexander R. BurnsI; Maria Luísa B. M. FelizolaII; Bruno A. OliveiraIII; Cejana S. HamuIII; Vanessa C. FreitasIII

IPediatra e alergista/imunologista, Hospital de Base do Distrito Federal, DF
IIMestre. Professora, Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS), Distrito Federal, DF
IIIAcadêmico de Medicina, FEPECS, Distrito Federal, DF

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Determinar a prevalência de rinite alérgica em um grupo aleatório de escolares de Brasília (DF), com idade entre 13-14 anos; avaliar suas tendências ao longo de 6 anos e comparar as taxas de prevalência entre diferentes grupos socioeconômicos.
MÉTODOS: Dois estudos de corte transversal foram realizados com intervalo de 6 anos, usando o questionário escrito do protocolo ISAAC (fases I e III). Nesta pesquisa, 39 escolas foram escolhidas aleatoriamente, em oito regiões administrativas de Brasília, e divididas em três grupos, segundo as condições socioeconômicas da população.
RESULTADOS: Foram obtidos 3.009 questionários, sendo 53,5% do sexo feminino e 80% de alunos de escolas públicas. As prevalências de rinite diagnosticada, rinite recente e rinite alérgica foram 20, 29,3 e 12,2%, respectivamente. A prevalência de rinite foi maior nas escolas privadas do que nas escolas públicas (17,8 versus 14,1%) e predominou no sexo feminino. Também foi maior nas populações de melhor nível socioeconômico (23,5 versus 12,2%). Comparando com dados de 1996, houve aumento significativo da prevalência de rinite diagnosticada (12,7 versus 20%, p = 0,001), aumento que ocorreu em todos os níveis socioeconômicos.
CONCLUSÃO: Um grande número de crianças de 13 e 14 anos de idade do Distrito Federal está apresentando os sintomas relacionados à rinite, a maioria dos quais representa rinite alérgica.
Em um período de 6 anos, a prevalência de rinite alérgica aumentou de maneira significativa, predominando no sexo feminino, e foi maior em crianças de escolas privadas e de nível socioeconômico mais elevado.

Palavras-chave: Rinite alérgica perene, prevalência, adolescente, análise socioeconômica.


 

 

Introdução

Descrita como uma das doenças crônicas mais freqüentes na infância, a rinite alérgica tem apresentado variações substanciais nos índices de prevalência, que variam de 1,4 a 39,7%, de acordo com pesquisas realizadas em 155 cidades de países da África, Américas do Norte e do Sul, Ásia, Austrália e Europa, envolvendo 463.801 crianças de 13-14 anos de idade1. Além disso, há inúmeros relatos de aumento da prevalência da rinite nos últimos anos2-5.

A rinite alérgica, junto à sua íntima associação com a asma, apresenta-se como um problema de saúde pública em muitos países, levando à necessidade de monitoração contínua de suas tendências.

O projeto ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood) foi criado com o objetivo de avaliar a prevalência e evolução da asma e doenças alérgicas (rinoconjuntivite e dermatite atópica), através de um questionário escrito padronizado, traduzido e adaptado para os diversos idiomas, inclusive o português6. O protocolo já foi aplicado em 56 países, sendo que no Brasil tivemos oito cidades estudadas na fase I7. A fase III tem como objetivo avaliar as tendências dessas patologias8.

No Distrito Federal, o questionário foi aplicado no ano de 1996 (fase I)9. Utilizando metodologia idêntica, objetivamos estudar a prevalência atual da rinite alérgica em crianças de 13-14 anos de idade, de diversas localidades de Brasília (DF), pesquisar suas tendências, comparando com os dados obtidos em 1996 e avaliar a relação entre prevalência da rinite e a situação socioeconômica da população estudada.

A disponibilidade desses dados poderá tornar-se um instrumento para a criação de estratégias novas para a condução dessa patologia.

 

Métodos

Brasília apresenta características especiais, com populações bem definidas do ponto de vista socioeconômico e sua distribuição pelas cidades-satélites.

Oito entre 19 regiões administrativas do Distrito Federal foram escolhidas aleatoriamente para participar do estudo. Essas regiões foram distribuídas em três grupos, de acordo com o nível socioeconômico. Foi feita uma distribuição proporcional da amostra, de acordo com o número de alunos em cada grupo. As cidades foram escolhidas através de sorteio9:

Grupo I: n = 919 (30,5%) - Plano Piloto e Guará - melhor nível socioeconômico, com 82% das famílias com renda superior a cinco salários mínimos e 69% de seus estudantes freqüentando escolas privadas.

Grupo II: n = 1.664 (55,3%) - Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Núcleo Bandeirante - nível socioeconômico intermediário, com 65% das famílias com renda de cinco salários mínimos e 17% de alunos em escolas privadas.

Grupo III: n = 426 (14,1%) - Samambaia e São Sebastião - nível socioeconômico inferior, com 60% das famílias com renda menor que dois salários mínimos e apenas 0,4% dos estudantes freqüentando escolas privadas.

Os dados foram coletados no período de julho a outubro de 2002. Na fase I, os dados foram coletados durante todo o ano de 19969. Foi utilizado o questionário padronizado pelo ISAAC (fase III), que já foi amplamente detalhado em outras publicações10,11. Trinta e nove escolas foram selecionadas aleatoriamente, do mesmo modo que no estudo de 1996 (fase I)9. Suas características e localização foram obtidas junto à Secretaria de Educação do Distrito Federal.

A prevalência da rinite alérgica diagnosticada ou referida foi determinada através de respostas positivas à pergunta "já teve rinite?". A pergunta "teve espirros e coriza nos últimos 12 meses?" identificou adolescentes atualmente com rinite e, adicionada à pergunta "presença de coceira nos olhos com lacrimejamento", identificou rinite alérgica. A gravidade dos sintomas foi avaliada através das respostas às perguntas sobre "atividades atrapalhadas pelo problema nasal" (Figura 1).

 

 

Análise dos dados

Os dados obtidos foram transcritos para o programa de análise de dados (Epi-Info 2002), fornecido pelo ISAAC, e comparados aos dados do estudo realizado na fase I9, que utilizou metodologia e amostragem idênticas.

O teste do qui-quadrado foi aplicado para testar a significância estatística das comparações entre as duas pesquisas e dentro dos grupos socioeconômicos. Resultados de p < 0,05 foram considerados significativos.

 

Resultados

Os questionários foram preenchidos por 3.131 crianças de 13 e 14 anos de idade (53,5% do sexo feminino), em suas salas de aula, sob a supervisão de um pesquisador.

Do total de questionários, 122 foram descartados e 3.009 (96,1%) foram adequadamente respondidos. Escolas públicas participaram com 80% dos questionários válidos.

As freqüências de respostas afirmativas para as perguntas do questionário estão apresentadas na Tabela 1.

A prevalência de sintomas nasais ("espirros e coriza alguma vez") foi bastante elevada nessa população (42,7%), sendo que 29,3% relataram presença de sintomas nos últimos 12 meses (rinite atual). Entretanto, quando os sintomas foram limitados àqueles indivíduos com sintomas oculares concomitantes, a prevalência caiu para 12,3% (rinite alérgica).

Os sintomas nasais foram bastante intensos para interferir nas atividades diárias de apenas 4,3 % dos adolescentes. Outros 16,8% informaram que eram pouco incomodados pelos sintomas. Maior ainda foi o número de crianças que não se sentiram incomodadas pelos sintomas nasais (22,7%).

A variação mensal dos sintomas apresentou um padrão perene, com picos ocorrendo nos meses de junho, julho e agosto (Figura 2).

 

 

A prevalência de rinite diagnosticada ("já teve rinite") foi de 20%, sendo significativamente maior no sexo feminino (12,3 contra 7,8% do sexo masculino, p < 0,001, razão M/F = 0,63). A prevalência de rinite atual foi significativamente maior que a diagnosticada (29,3 versus 20%, p < 0,001).

Comparados com os dados da pesquisa de 1996, observa-se que houve aumento significativo das prevalências de rinite diagnosticada (de 12,7 para 20%, p = 0,001), sem alteração significativa da prevalência de rinite atual (30,2 para 29,3%, p = 0,46). Além disso, um número significativamente maior de crianças relatou que suas atividades não eram atrapalhadas pelo problema nasal (de 12,4 para 22,7%, p = 0,001). Por outro lado, aumentou o número de indivíduos que relataram piora moderada dos sintomas (de 1,6 para 3,2%, p = 0,001) (Tabela 1).

Alterações significativas foram observadas em outros itens pesquisados nos dois estudos. Houve aumento significativo da prevalência dos sintomas nos meses de junho, julho e agosto, porém houve reduções nos meses de fevereiro, novembro e dezembro (p < 0,05).

Analisada sob o ponto de vista socioeconômico, a prevalência da rinite diagnosticada foi maior nos grupos de melhor poder aquisitivo (G1 > G2 > G3), sendo significativa para G1 versus G2 (p = 0,045), G1 versus G3 (p = 0,001) e G2 versus G3 (p = 0,002). A prevalência da rinite atual também foi maior nos grupos de melhor poder aquisitivo (G1 > G2 > G3), sendo para G1 versus G2 (p = 0,03) e G2 versus G3 (p = 0,005), mas não foi significativa para G1 versus G3 (p = 0,101) (Tabela 2)

Há indicativos de melhora da gravidade dos sintomas em todos os grupos. A conjuntivite foi relatada de maneira similar pelos três grupos (Tabela 2).

Ao confrontarmos os dados da fase I com os da fase III, observamos aumento significativo da prevalência de rinite referida em todos os três grupos socioeconômicos. Porém, a análise da prevalência de rinite atual mostrou que não houve variação entre os grupos avaliados, o mesmo ocorrendo com a conjuntivite (Tabela 3).

A prevalência da rinite diagnosticada foi significativamente maior nas escolas privadas que nas públicas (26,8 versus 18,4%, p = 0,001). A rinite diagnosticada foi relatada associada à asma por 27,7% das crianças, enquanto 23,5% delas relataram associação com eczema. A ocorrência das três patologias (asma, rinite alérgica e eczema) simultaneamente foi relatada por apenas 8,8% das crianças. Por outro lado, dos indivíduos sem rinite, apenas 11,1% relataram ter asma. Das crianças com sintomas oculares, 79,9% informaram a presença de rinite atual.

 

Discussão

Através do protocolo ISAAC, mostramos que a prevalência de rinite em crianças de 13-14 anos de Brasília aumentou significativamente em um período de 6 anos. Também mostramos que as populações de melhor status socioeconômico são as mais freqüentemente afetadas por essa patologia.

Há alguns anos, o questionário ISAAC vem sendo aplicado em todo o mundo e tem-se mostrado útil na avaliação da prevalência e morbidade da asma e doenças alérgicas. É um questionário de fácil aplicação, podendo ser respondido rapidamente, na própria escola, sem perturbar o andamento de suas atividades.

O primeiro estudo realizado na América Latina utilizando esse protocolo (fase I) ocorreu em São Paulo e, em seguida, foram realizadas mais seis pesquisas em outras cidades brasileiras, envolvendo 20.587 adolescentes de 13-14 anos. Segundo seus autores, a média da prevalência da rinite diagnosticada foi de 34,2%, e a média da prevalência da rinite alérgica foi de 18%12.

De acordo com várias pesquisas aplicando a fase III do protocolo ISAAC, a prevalência de rinite alérgica vem aumentando em alguns países2-5. No Brasil, a média da prevalência da rinite foi de 16,8%13. Não foram detectadas mudanças em Porto Alegre, Salvador e São Paulo, mas aumentos foram observados em Curitiba e em Recife. No Distrito Federal, nossa pesquisa (fase III) mostrou que as prevalências de rinite diagnosticada (20%) e de rinite atual (29,3%) foram ambas acima da média nacional, e foi registrado um aumento significativo, em um período de 6 anos, acompanhando a tendência mundial.

Semelhante a estudos realizados na África do Sul14 e no Brasil15, verificamos prevalência maior de rinite alérgica em pacientes com melhores condições socioeconômicas. Nossos dados estão de acordo com os dados obtidos em estudos epidemiológicos da asma, como o de Britto et al., que relatou prevalência maior de asma em escolas privadas de Recife e em crianças cujos pais tinham maior grau de escolaridade16.

Uma preocupação que se tem quando se faz uma pesquisa baseada em respostas a questionários escritos está na habilidade da população estudada para compreender as questões e fornecer respostas adequadamente. Talvez esse seja o motivo porque a prevalência da rinite diagnosticada tenha sido significativamente maior nas escolas privadas e nos grupos de melhor poder aquisitivo. Além do aspecto cultural, a maior facilidade de acesso a serviços médicos pode ser responsável por essa prevalência maior nos grupos mais privilegiados financeiramente.

A gravidade da rinite parece ter diminuído desde 1996, na medida em que um número cada vez maior de adolescentes relatou não ser incomodado pelos sintomas nasais. Talvez esse fato tenha sido em função de tratamentos que vêm sendo incrementados em nosso meio, porém esse item não foi abordado nesta pesquisa. Do mesmo modo que na fase I, observamos gravidade similar da rinite nos três grupos socioeconômicos. Além disso, foi observada piora de um dos itens que avaliam a gravidade da rinite ("atividades moderadamente atrapalhadas") nos dois grupos de melhor nível socioeconômico, contrapondo com o elevado número de crianças que relataram melhora da gravidade.

Foi observada prevalência maior de rinite atual ("espirros e coriza nos últimos 12 meses") do que rinite diagnosticada ("já teve rinite?"). Acreditamos que o subdiagnóstico seja a causa do predomínio de rinite atual, do mesmo modo que se tem justificado para a asma17,18.

Observamos predominância de rinite no sexo feminino, semelhante a outras pesquisas19,20.

A variação sazonal da rinite alérgica, com prevalência maior no inverno em nossa pesquisa, já foi relatada por outros autores21,22.

A elevada prevalência de rinite em crianças com sintomas oculares confirma a íntima relação entre rinite e conjuntivite alérgicas.

Concluindo, a aplicação de métodos idênticos em duas pesquisas realizadas em populações semelhantes e pesquisadores diferentes, com intervalo de 6 anos, associada à representatividade da amostra, leva-nos a crer que tenhamos apurado, de maneira confiável, a tendência da prevalência da rinite alérgica em escolares de 13-14 anos do Distrito Federal.

Os dados obtidos apontam para um aumento significativo da prevalência da rinite alérgica. Além disso, constatamos que a morbidade foi maior nos grupos mais favorecidos economicamente e no sexo feminino.

 

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Correspondência:
Wellington G. Borges
SMPW Q12, conj. 3, lote 02-C
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Tel.: (61) 3245.1433, (61) 8168.4321
Fax: (61) 3245.1521
E-mail: wellingtonborges@terra.com.br

Artigo submetido em 29.08.05, aceito em 04.01.06.