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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.4 Porto Alegre July/Aug. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572006000500010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Anemia em lactentes de baixa renda em aleitamento materno exclusivo

 

 

Marco Antonio A. TorresI; Josefina A. P. BragaII; José Augusto A. C. TaddeiIII; Fernando J. NóbregaIV

IMestre. Pediatra nutrólogo, Disciplina de Nutrição e Metabolismo, Departamento de Pediatria, Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), São Paulo, SP. In memoriam.
IIPediatra hematologista. Professor Doutor adjunto, Disciplina de Especialidades Pediátricas, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
III Professor livre-docente e chefe, Disciplina de Nutrologia, Departamento de Pediatria, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
IVProfessor titular aposentado, Disciplina de Nutrologia, Departamento de Pediatria, UNIFESP, São Paulo, SP. Orientador, Curso de Pós-Graduação em Nutrição,UNIFESP-EPM, São Paulo, SP. Coordenador, Programa Einstein de Nutrição na Comunidade (PENC), UNIFESP, São Paulo, SP. Coordenador, Núcleo de Ensino e Pesquisa em Nutrição Humana, Instituto de Ensino e Pesquisa, Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO:Verificar o comportamento dos valores da hemoglobina e a prevalência de anemia entre lactentes de termo de 3 a 6 meses de idade em aleitamento materno exclusivo.
MÉTODOS: Estudo transversal em 242 lactentes de 3 a 6 meses de idade com peso de nascimento superior a 2.500 g, em aleitamento materno exclusivo e em acompanhamento no Programa de Promoção do Crescimento e Desenvolvimento do Lactente do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis. A dosagem de hemoglobina foi realizada por meio de punção digital entre o terceiro e o sexto meses de vida. Adotaram-se os valores de Hb < 10,3 g/dL (Saarinen) e Hb < 10 g/dL (Brault-Dubuc) como critério de anemia nas idades de 3 a 5 meses e Hb < 11,0 g/dL (OMS) para os lactentes de 6 meses.
RESULTADOS: A media da hemoglobina foi de 11,3 e 11,4 g/dL aos 3 e 4 meses, 11,2 e 11,1 g/dL aos 5 e 6 meses, respectivamente. A porcentagem de anêmicos variou conforme a idade e o padrão adotado, sendo de 11,8, 10,2 e 8,3% aos 3, 4 e 5 meses, segundo o critério adotado por Brault-Dubuc, e de 20,6, 14,8 e 10,4%, respectivamente, para o critério de Saarinen. Aos 6 meses, a prevalência de anemia foi de 37,5%.
CONCLUSÕES: Observaram-se prevalências de anemia variando entre 8,3 e 37,5% nos lactentes do terceiro ao sexto mês de vida, que justificam maior atenção do pediatra em relação aos níveis de hemoglobina em lactentes em aleitamento materno exclusivo, que pertençam a famílias de baixa renda e que apresentem fatores de risco para deficiência de ferro.

Palavras-chave: Anemia,aleitamento materno,deficiência de ferro.


 

 

Introdução

O aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida é a forma ideal para se alimentar um lactente, garantindo suas necessidades nutricionais, padrão de crescimento e desenvolvimento adequados e estreitamento do vínculo mãe-filho. É muito freqüente, em nosso meio, a ausência de amamentação, sua interrupção precoce, ou a introdução de outros alimentos na dieta do lactente, principalmente antes dos 4 meses de idade. Isso traz conseqüências para sua saúde, como o contato com proteínas estranhas a seu organismo, prejuízo na digestão e assimilação de nutrientes e exposição a agentes infecciosos que se refletem no padrão de seu crescimento e desenvolvimento1-4.

Existe consenso entre os profissionais de saúde de que a prática do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida impede a instalação da deficiência de ferro e da anemia ferropriva. Mesmo que o aleitamento materno previna a anemia ferropriva no lactente, existem controvérsias sobre o período de proteção que o leite materno confere5-8.

A maior dificuldade em tratar essa questão talvez esteja na ausência de um padrão do comportamento da hemoglobina em crianças em aleitamento materno exclusivo, nos 6 primeiros meses de vida.

Este trabalho foi realizado com o objetivo de verificar o comportamento da hemoglobina e a ocorrência da anemia em lactentes de termo amamentados exclusivamente ao seio até o sexto mês de vida utilizando duas das curvas existentes na identificação dessa carência nutricional

 

Métodos

Trabalho realizado em 242 lactentes de 3 a 6 meses de idade, nascidos com peso superior a 2.500 g, alimentados exclusivamente no seio materno, sucessivamente matriculados no Programa de Promoção do Crescimento e Desenvolvimento do Lactente (PPCD) do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis no período de janeiro de 2003 a março de 2004 e submetidos a dosagem de hemoglobina entre 3 e 6 meses de idade. Esse tamanho amostral permite estimar prevalências da ordem de 45% com precisão e erro tipo I de 0,10.

A favela de Paraisópolis é a segunda maior comunidade carente do município de São Paulo. Situada no bairro do Morumbi, rodeada por edifícios e moradias de alto luxo, tem população estimada em 60.000 habitantes. Dentro dessa comunidade, o Hospital Albert Einstein implantou o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis, que consiste de um ambulatório para atendimento de crianças de 0 a 10 anos e de um centro de promoção e atenção à saúde, onde se realiza o PPCD.

O PPCD é um programa de ações educativas junto a mães de recém-nascidos e lactentes de 0 a 1 ano de idade, realizado por equipe interprofissional, complementar à puericultura realizada pelas unidades básicas de saúde. Sua atuação é embasada em três pilares: estímulo ao aleitamento materno, recuperação e estreitamento do vínculo mãe-filho e ações educativas em saúde e nutrição.

O trabalho é realizado por meio de atividades em grupos com a participação média de 20 mães. O tempo de duração de cada encontro educativo é de 2 horas. Durante esse período, são realizadas atividades voltadas para a necessidade da faixa etária da criança, como tira-dúvidas, estimulação do desenvolvimento neuromotor, avaliação fonoaudiológica, fortalecimento do vínculo mãe-filho, discussão de temas e práticas em cozinha experimental. Cada uma dessas atividades é feita por um tipo de profissional que ocupa um período de tempo nos encontros educativos e está presente de acordo com a necessidade da faixa etária do lactente9.

No momento da matrícula, é preenchido um instrumento contendo as informações socioeconômicas do núcleo familiar, os dados da gestação, parto e nascimento da criança. A cada retorno, as informações são atualizadas e anotados os dados da alimentação. Durante os 3 primeiros meses de vida, o lactente é acompanhado semanalmente. Dos 3 aos 6 meses, quinzenalmente. Dos 6 aos 12 meses, mensalmente.

O estímulo ao aleitamento materno é um dos objetivos principais do PPCD, e toda a equipe interprofissional atua de forma integrada na promoção, manutenção e resolução dos problemas apresentados pela mãe durante o aleitamento. É bastante freqüente o sucesso na relactação, na qual esse procedimento é factível.

A vigilância da anemia carencial ferropriva foi feita com uma coleta de sangue antes do lactente completar 6 meses. A dosagem de hemoglobina foi obtida por meio de punção digital e realizada pelo método colorimétrico em aparelhos portáteis Hemocue10. Para caracterização da anemia, utilizaram-se os padrões de Saarinen et al.11, que consideram anêmico o lactente dos 3 aos 5 meses que apresente hemoglobina inferior a 10,3 g/dL, além do padrão de Brault-Dubuc et al.12, que adotam valor inferior a 10,0 g/dL para as idades especificadas. A partir dos 6 meses, foi utilizado o padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS), que caracteriza anemia quando a hemoglobina for inferior a 11,0 g/dL13.

O cálculo da hemoglobina estimada para cada idade estudada foi realizado segundo equação proposta por Szarfarc et al.14, atendendo às seguintes premissas: o recém-nascido tem 75 mg Fe/kg de peso, 85% dos quais sob a forma de hemoglobina; o volume sangüíneo corresponde a 85 mL/kg de peso, e cada grama de hemoglobina contém 3,4 mg de ferro. Então:

Hb estimada = (PN x 75 x 0,85 x 100) / (3,4 x 85 x PA) g/dL, onde PN e PA são, respectivamente, peso ao nascer e peso atual em kg.

Para análise dos dados, utilizaram-se os programas Epi-Info (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta, GA, EUA) e Stata 8.0 (Stata Corporation, College Station, TX, EUA). Para a avaliação estatística das diferenças de proporção, foi utilizado o teste do qui-quadrado. Na análise das diferenças de médias, utilizou-se ANOVA15. O nível de significância adotado em todas as análises foi de 0,05.

A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo (SP), Brasil.

 

Resultados

Os resultados da caracterização socioeconômica estão apresentados na Tabela 1. Os dados referentes à renda familiar mostraram que existem 6,7% das famílias sem nenhum ingresso de renda mensal e, em 38,3%, a renda per capita é inferior a 0,5 salário mínimo mensal, ou seja, 45,0% das famílias estudadas vivem abaixo da linha de pobreza.

Trabalham fora do lar 21,3% das mães entrevistadas. Do total de mães analisadas, 25,4% tinham idade inferior a 20 anos e 48,5% não tinham completado o ensino fundamental.

Em relação ao lactente, 33,5% nasceram com peso inferior a 3.000 g. Por ocasião da dosagem da hemoglobina, os 242 lactentes analisados dividiam-se quanto à idade dessa maneira: 34 (3 meses), 88 (4 meses), 48 (5 meses) e 72 (6 meses).

Na Figura 1, está representado o comportamento das médias das hemoglobinas observadas e estimadas para cada idade estudada e a curva do padrão de Saarinen et al.11.

 

 

Os valores observados são inferiores aos do padrão de Saarinen et al.11 em todas as idades estudadas, aumentando essa diferença à medida que aumenta a idade do lactente. Por sua vez, os valores observados são semelhantes aos estimados aos 3 e 4 meses e superiores aos 5 e 6 meses.

Os dados referentes à prevalência de anemia segundo a faixa etária, de acordo com os padrões de Saarinen et al. e de Brault-Dubuc et al.11,12, estão representados na Tabela 2. No total da amostra de lactentes entre 3 e 6 meses de idade em aleitamento materno exclusivo, encontrou-se anemia instalada em 18,2 e 21,5% em cada um dos padrões utilizados.

 

 

Na amostra, 55 lactentes nasceram com peso insuficiente (menor de 3.000 g) e 155 com peso superior a 3.000 g. A prevalência de anemia nesses dois grupos foi de 16,4 e 13,9%, respectivamente (c2 = 0,15, não-significante). Estudou-se, também, a relação entre a presença de anemia e a idade da mãe dividida em maiores e menores de 20 anos. Nos lactentes nascidos de mães maiores de 20 anos, encontrou-se prevalência de 14,5% e, em menores de 20 anos, de 19,0% (c2 = 0,72, não-significante).

 

Discussão

A anemia ferropriva apresenta elevada prevalência em lactentes em nosso país, inúmeras conseqüências são descritas na literatura, como maior risco de infecções, comprometimento do crescimento, alterações neurocognitivas. Assim, a prevenção e o tratamento precoce são essenciais. É reconhecido que lactentes que sofreram determinadas situações na fase intra-útero e perinatal apresentam maior risco para a deficiência de ferro. Podem determinar baixa reserva de ferro, ao nascimento, o diabetes melito materno, retardo de crescimento intra-uterino e condições que alteram a massa de eritrócitos no concepto, tais como hemorragia feto-materna, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, inserção velamentosa do cordão umbilical, transfusão feto-fetal e clampeamento precoce de cordão16-19. Embora controverso, alguns autores admitem que gestantes que apresentam baixas reservas de ferro (Hb < 8,5 g/dL) possam constituir importante causa de deficiência de ferro na infância16.

A velocidade de crescimento muito acelerada nos primeiros meses de vida pode levar ao aumento da necessidade de ferro, podendo causar esgotamento precoce do ferro endógeno e aumentando o risco de anemia.

Neste estudo, avaliaram-se apenas lactentes nascidos com peso superior a 2.500 g e alimentados exclusivamente ao seio materno. O ganho ponderal desses lactentes foi bastante acentuado em ambos os sexos, a partir do segundo mês de vida, situando-se o peso médio acima do percentil 50 da curva do NCHS até o sexto mês de vida, embora estivesse abaixo do percentil até os 2 meses de idade20.

Ao comparar o comportamento da curva das médias das hemoglobinas do padrão de Saarinen et al.11 e o observado na amostra estudada, fica evidente que as médias das hemoglobinas das crianças de Paraisópolis, mesmo nascidas de termo e com peso superior a 2.500 g, apresentam diferenças importantes desde os 4 meses (-1,1 g/dL) até os 6 meses (-1,5 g/dL). Uma explicação plausível para essa observação seria o crescimento ponderal acelerado dos 2 aos 6 meses de idade.

Por outro lado, na comparação entre as hemoglobinas observadas e esperadas, verificou-se que os lactentes amamentados exclusivamente ao seio apresentam média bastante superior ao esperado aos 5 e 6 meses de idade, apesar da elevada velocidade de crescimento observada nessas crianças, o que reforça a elevada biodisponibilidade do ferro encontrado no leite materno21.

A análise comparativa da presença de anemia utilizando dois padrões internacionais mostra diferenças importantes aos 3 meses de idade, em função do ponto de corte aos 2 meses, que é de 10,0 g/dL, e de pequenas diferenças aos 4 e 5 meses. Ambos mostram que existe percentual preocupante de lactentes que, antes de completar 6 meses de idade, apresentam anemia. Mais preocupante ainda é a constatação que, ao completar 6 meses, esse percentual chegue a 37,5%.

O encontro de altas taxas de anemia em nosso estudo assemelha-se ao observado por Chaves22, que observou concentrações médias de hemoglobina de 10 e 10,4 g/dL, respectivamente, aos 3 e 6 meses, em crianças em aleitamento materno exclusivo acompanhadas em centro de lactação. De referência para os países de língua portuguesa, esses achados também foram semelhantes aos encontrados por Vieira23, em lactentes de mesma faixa etária, acompanhados também em centro de referência para lactação em Belém do Pará.

Essa elevada taxa de anemia chama a atenção. Um dos pontos que poderia ser questionado seriam os valores de corte adotados para os níveis de hemoglobina, uma vez que existem controvérsias na literatura sobre a partir de qual valor da dosagem da hemoglobina é estabelecido o diagnóstico de anemia em crianças menores de 6 meses em aleitamento materno, além de que o valor proposto pela OMS24 para diagnosticar anemia após os 6 meses nem sempre se mostra adequado. Dessa forma procuramos, em nosso estudo, adotar mais que um parâmetro para definir anemia nessas crianças. A escolha de mais de um critério permitiu avaliarmos com maior segurança a prevalência de anemia nas respectivas faixas etárias.

Outra hipótese é a de que algumas crianças poderiam apresentar fatores de risco para deficiência de ferro, como baixa renda familiar, peso de nascimento inferior a 3.000 g, crescimento acelerado, e que talvez esses fatores isoladamente ou somados possam ter contribuído para a queda dos níveis de hemoglobina, visto que 1/3 dos lactentes nasceram com peso insuficiente e 45% das famílias estudadas vivem abaixo da linha de pobreza, somando-se o fato de que essas crianças apresentaram ganho de peso acima do esperado.

A dosagem de hemoglobina é o exame de escolha para estudos populacionais e a última manifestação da deficiência de ferro25. A utilização de outros exames para avaliar a deficiência de ferro poderia aprofundar o diagnóstico das reservas de ferro nessa população. Entretanto, o objetivo deste trabalho foi levantar a questão, sem questionar a importância, os benefícios e a efetividade do aleitamento materno exclusivo para todos os lactentes. A Sociedade Brasileira de Pediatria propõe o início da suplementação de ferro para crianças amamentadas exclusivamente ao seio a partir dos 6 meses de idade26,27.

Observaram-se prevalências de anemia variando entre 8,3 e 37,5% do terceiro ao sexto mês de vida, o que justifica uma maior atenção do pediatra em relação aos níveis de hemoglobina em lactentes menores de 6 meses em aleitamento materno exclusivo e que estejam em situação de risco para ferro-deficiência14. Cabe ainda ressaltar a importância do aleitamento materno, que permitiu ganho ponderal acentuado e apresentou papel protetor, impedindo níveis menores de hemoglobina nessas crianças.

 

Referências

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Correspondência:
José A. A. C. Taddei
Disciplina de Nutrologia - UNIFESP-EPM
Rua Loefgreen, 1647
CEP 04040-032 - São Paulo, SP
Tel./Fax: (11) 5573.1246
E-mail:taddei.dped@epm.br, nutsec@yahoo.com.br

Artigo submetido em 24.10.05, aceito em 22.03.06.