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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.83 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000200006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação de impacto da implantação da iniciativa hospital amigo da criança

 

 

Antônio P. CaldeiraI; Eduardo GonçalvesII

IDoutor. Professor adjunto, Departamento de Saúde da Mulher e da Criança, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG.
II
Especialista. Professor assistente, Departamento de Saúde da Mulher e da Criança, UNIMONTES, Montes Claros, MG.

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o impacto da Iniciativa Hospital Amigo da Criança sobre as práticas de aleitamento materno entre mães da área urbana de Montes Claros (MG).
MÉTODOS: Realizou-se uma análise comparativa dos indicadores de aleitamento materno entre dois estudos transversais com amostras aleatórias de crianças com até 2 anos de idade, antes e depois da implantação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança para todos os serviços públicos de assistência ao parto na cidade. Curvas de sobrevida de Kaplan-Meyer foram construídas para os diversos padrões de amamentação. O teste de log rank foi usado para calcular o nível de significância das diferenças entre as curvas antes e após a Iniciativa.
RESULTADOS: As curvas de sobrevida mostraram que houve aumento nas taxas de aleitamento materno no período estudado. O teste de log rank mostrou diferenças estatisticamente significantes para os diversos padrões de amamentação (p < 0,000). A duração mediana do aleitamento materno em geral passou de 8,9 para 11,6 meses. A duração mediana do aleitamento materno exclusivo passou de 27 dias para 3,5 meses.
CONCLUSÕES A implantação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança em todas as maternidades públicas de Montes Claros aumentou significativamente as taxas de aleitamento materno do município. Como a situação ideal ainda não foi alcançada, novas estratégias devem ser implementadas para promover e apoiar as práticas de aleitamento materno.

Palavras-chave: Aleitamento materno, avaliação de programas e projetos de saúde, leite humano, promoção da saúde.


 

 

Introdução

O leite materno representa, seguramente, o melhor alimento para a criança nos primeiros meses de vida. Vários estudos apontam o relevante papel do aleitamento materno na redução da morbimortalidade infantil1-4. Contudo, a prática da amamentação não é universal, e índices satisfatórios dependem de estímulo e apoio contínuos5.

Com o objetivo de apoiar, incentivar e proteger a prática da amamentação, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) foi implantada, internacionalmente, no início da década passada6. A estratégia prioriza a mudança de atitude dos profissionais de saúde de hospitais e maternidades, procurando evitar práticas que favoreçam o desmame precoce. Nos Hospitais Amigos da Criança, as mães devem ser informadas sobre as vantagens do aleitamento e dos riscos associados ao uso de leites artificiais. Também devem receber informações básicas sobre a lactação, estímulos para produção do leite materno, dificuldades possíveis e soluções para os problemas mais comuns na prática da amamentação7.

O Brasil foi um dos primeiros países a implantar a IHAC, estimulando a adoção dos "Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno" em seus hospitais. O benefício associado à implantação da estratégia tem sido apontado por alguns estudos que avaliam o seu impacto. Todavia, tais avaliações são, quase sempre, restritas às instituições credenciadas ou a um pequeno grupo populacional8-11.

Na cidade-sede do presente estudo, existem três hospitais credenciados com o título de Hospital Amigo da Criança. O credenciamento desses hospitais ocorreu nos anos de 1998, 2000 e 2001. Essas instituições são responsáveis pela totalidade dos atendimentos públicos na assistência ao parto no município. O percentual de partos que ocorre em outras instituições (categoria privada/conveniada) é muito pequeno: menos de 3%. Considerando que, previamente à implantação da IHAC, houve um estudo de uma amostra representativa de lactentes do município sobre os índices de aleitamento materno12, a cidade se apresenta como um foro privilegiado para avaliação da IHAC em nível populacional. O presente estudo teve, portanto, como objetivo avaliar o impacto da IHAC para toda a área urbana do município, através de reavaliação dos indicadores de aleitamento materno.

 

Métodos

O presente estudo foi conduzido em Montes Claros, ao norte do Estado de Minas Gerais. Embora geograficamente inserida na região sudeste, trata-se de uma região com indicadores muito mais próximos da Região Nordeste do país. A cidade possui, atualmente, cerca de 340.000 habitantes e representa o principal pólo regional. A população é predominantemente urbana (apenas 5,8% da população pertencem à área rural). Neste cenário, realizou-se análise comparativa entre dois estudos transversais de verificação dos índices de aleitamento materno: antes e após a implantação da IHAC em três hospitais locais. Em 1996, foi realizado inquérito domiciliar, com amostra representativa de lactentes menores de 2 anos12. Em 2004, foi realizado novo inquérito com amostra de lactentes do município através de entrevistas realizadas em todas as unidades básicas de saúde da área urbana do município durante a campanha nacional de vacinação. Detalhes metodológicos do primeiro estudo estão disponíveis na respectiva publicação12. Para o cálculo amostral, admitiu-se uma margem de erro de apenas 3%, ampliando o número da amostra do estudo inicial para 1.514 crianças. O desenho amostral do último estudo foi o estratificado aleatório (ou estratificado casual simples), e o número de crianças selecionadas em cada unidade básica de saúde (estrato) foi proporcional ao número de crianças vacinadas no ano anterior na mesma unidade. Assim, procurou-se assegurar a presença de todas as áreas geográficas e de todos os seguimentos da população, controlando possíveis efeitos de alguma característica na distribuição das crianças nas unidades. Foram excluídas as crianças que nasceram ou residiam em outros municípios e as crianças adotadas ou cujos acompanhantes não tinham informações confiáveis sobre a história alimentar da criança.

Em ambos os estudos, a coleta de dados foi realizada por estudantes do curso médico da Unimontes, após treinamento específico e estudo-piloto. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um formulário de entrevista semi-estruturado, ensejando respostas curtas e rápidas. Para obtenção das informações referentes ao uso do leite materno durante as duas coletas de dados, foram consideradas as informações referentes às últimas 48 horas.

Foram consideradas amamentadas todas as crianças que faziam uso do leite materno, independente do uso concomitante de outros alimentos. Em aleitamento exclusivo, foram classificadas as crianças alimentadas somente com leite materno, não sendo admitido o uso de chás, água ou qualquer outro alimento nessa classificação. Aleitamento materno predominante foi designado para os lactentes que faziam uso de leite materno em associação com chás, água e/ou sucos. Considerou-se aleitamento parcial quando havia associação com outros leites ou alimentos. Foram classificadas como desmamadas as crianças que tinham cessado completamente o uso do leite materno.

Os dados coletados foram codificados e analisados através do software Epi-Info. Curvas de sobrevida de Kaplan-Meyer foram construídas para os diversos padrões de aleitamento materno antes (1996) e após (2004) a implantação da IHAC. As mesmas curvas foram também construídas em planilhas eletrônicas específicas para melhor visualização dos índices de amamentação. O teste de log rank foi utilizado para calcular o nível de significância entre as curvas. Ambos os estudos foram previamente aprovados pelo comitê de ética da instituição.

 

Resultados

O grupo avaliado era composto de 602 crianças no primeiro estudo e de 1.526 no segundo. O índice de recusa e exclusão foi desprezível em ambos os estudos (2,8 e 2,3%, respectivamente). As principais características dos grupos estudados são apresentadas na Tabela 1. Nesta tabela, as variáveis analisadas referem-se à população com idade igual ou superior a 4 meses, em ambos os grupos (494 e 1240 crianças ou 82 e 81%, respectivamente). Isso se justifica pelo critério de introdução precoce de outros alimentos utilizados à época do primeiro estudo (antes dos 4 meses). A única característica que diferenciou os grupos estudados em períodos distintos foi a escolaridade materna, que apresentou significativa melhora em relação ao número de mães que completou a primeira fase do ensino fundamental.

As curvas de sobrevida para os diversos padrões de aleitamento materno são apresentadas nas Figuras 1 a 3. A Figura 1 apresenta as curvas de sobrevida para o aleitamento materno exclusivo e evidencia um importante aumento do número de mães que adotam essa prática ao longo dos 6 primeiros meses de vida. O teste de log rank mostrou diferença estatisticamente significante entre as duas curvas (p < 0,000). A duração mediana do aleitamento materno exclusivo passou de 27 dias (em 1996) para 3,5 meses (em 2004).

 

 

 

 

 

 

A Figura 2 apresenta as curvas de aleitamento materno para a somatória do aleitamento exclusivo e aleitamento predominante (padrão definido pela expressão full, que não apresenta correspondência exata em português) para os anos de 1996 e 2004. Apesar de apresentar curvas aparentemente similares, o teste de log rank também mostrou diferença significativa para os primeiros 6 meses de vida (p < 0,000). A duração mediana para esse padrão de aleitamento materno passou de 120 para 151 dias nos anos estudados.

A Figura 3 mostra as curvas de duração do aleitamento materno em geral (incluindo o aleitamento materno parcial). No período estudado, a duração mediana passou de 8,9 para 11,6 meses. O teste de log rank também mostrou diferença significativa entre as duas curvas (p < 0,000).

Análise dos diversos padrões de aleitamento materno, estratificada segundo a escolaridade materna, não mostrou diferenças significativas entre as curvas. Essa estratificação foi necessária devido à diferença na escolaridade entre os dois grupos estudados.

 

Discussão

A avaliação de impacto da IHAC tem sido regularmente registrada na literatura internacional8-11. Todavia, poucos estudos estabelecem avaliações de impacto em nível populacional, como o que ora se apresenta. Na verdade, este estudo somente foi possível graças a uma particularidade local, onde todos os hospitais públicos do município se capacitaram para a iniciativa após a realização de um inquérito de base populacional sobre a situação do aleitamento materno. Tal particularidade possibilitou evidenciar significativa melhora nos índices de aleitamento materno em todo o município e, de modo especial, nos índices de aleitamento materno exclusivo após a implantação da iniciativa.

Não é possível afirmar que a melhora nos índices se deve exclusivamente à implantação da IHAC no município, mas é bastante provável que ela tenha sido a grande ferramenta de promoção da prática. Quando se assegura uma cobertura de 100% dos partos em instituições que executam os dez passos para a população mais carente (assistida pela rede pública de saúde), assegura-se também mais apoio e incentivo para as mães, com uniformidade das ações e informações prestadas pelos profissionais de saúde. Destaca-se o fato de que a população mais carente é precisamente a que mais se beneficia com os melhores índices de aleitamento materno4.

Existem, naturalmente, limitações a serem consideradas. Embora ambos os estudos tenham sido conduzidos com amostragem satisfatória, o primeiro foi realizado através de inquérito domiciliar, enquanto o segundo foi realizado através de entrevistas durante a campanha nacional de vacinação. Sabidamente, as mães que procuram as unidades de saúde tendem a ser mais cuidadosas e assumir mais ativamente atitudes de promoção da saúde, inclusive o aleitamento materno. Nesse caso, haveria um viés no levantamento mais recente, o viés de seleção, pois toda a amostra foi retirada da demanda espontânea no período de vacinação. Deve-se destacar, todavia, que as campanhas de vacinação já estão bem consolidadas em todo o país, e a cobertura vacinal, para o período e local considerados, foi próxima a 100% para as vacinas realizadas nos primeiros 2 anos de vida.

Os resultados obtidos são compatíveis com outros estudos de avaliação de impacto da iniciativa, que registram sempre impactos positivos8-11. No caso do presente estudo, porém, observou-se um incremento acima do referido nos demais estudos, que se limitam à análise das respectivas clientelas. Diferentemente de outros estudos8,11, os resultados obtidos mostram que o impacto da IHAC pode se estender além de 1 ou 2 meses. Braun et al., discutindo os resultados de uma avaliação de impacto da IHAC no Sul do Brasil11, salientam a necessidade de estratégias complementares à IHAC, no sentido de prolongar a sua efetividade. As autoras sugerem que ações que propiciem a formação de grupos de apoio (passo 10) devam ser mais efetivas. No presente estudo, os resultados obtidos seguramente refletem a atuação de grupos de apoio que atuam fora do ambiente hospitalar. Essa inferência se justifica porque, muitas vezes, o mesmo profissional atua nos hospitais e nas unidades básicas de saúde.

Frente ao grande impacto nos indicadores de saúde materno-infantis que o aleitamento materno exclusivo propicia1-4, o aumento observado no presente estudo (duração mediana de 27 dias para 3,5 meses) é bastante significativo. Igualmente relevantes foram os aumentos observados para o aleitamento materno predominante e para a duração do aleitamento materno em geral.

O conjunto das intervenções educativas e de mudanças de práticas, propiciado pela IHAC, tende a favorecer a amamentação de forma muito mais efetiva se houver um conjunto maior de atores sociais envolvidos. Isso se justifica pelo reforço daqueles passos que demandam um maior suporte extra-hospitalar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os passos da IHAC mais claramente estabelecidos são aqueles relativos à orientação e apoio para a nutriz. São eles: o passo três, que especifica a educação desde o pré-natal; o passo cinco, que recomenda demonstrar para as mães como oferecer o seio; e o passo dez, que determina apoio contínuo após a alta hospitalar. São esses também os passos reconhecidamente mais difíceis de serem implementados13. Talvez isso seja porque esses passos evolvam um maior suporte externo à instituição.

Seguramente, o envolvimento de maior número de atores sociais torna-se mais propício quando existem várias unidades hospitalares credenciadas como Amigas da Criança. Nesse caso, a realidade local, com todos os serviços públicos de assistência ao parto credenciados na IHAC, propiciou condições adequadas de implementação dos passos que exigem maior envolvimento extra-hospitalar, pois existe um maior número de profissionais de saúde reconhecendo a importância do aleitamento materno e promovendo a prática. Muito freqüentemente, essas atividades de orientação e incentivo para amamentação ultrapassam os limites do hospital/maternidade, e esses profissionais tornam-se referência para a família, para a comunidade onde moram e mesmo em outros locais de trabalho (fato comum entre trabalhadores da saúde).

Ao longo dos anos, outras ações têm favorecido a prática da amamentação, como a adoção da Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras14 e a participação mais ativa de entidades governamentais e não-governamentais na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. A contribuição óbvia dessas ações é o aumento nos índices de aleitamento materno em todo o país15-17. Ainda assim, os indicadores locais estão acima das médias estadual e nacional17.

Deve ser destacado, ainda, que, durante o período avaliado, houve expansão do Programa de Saúde da Família no Brasil (PSF). Uma das ações primordiais dessa estratégia é a promoção do aleitamento materno. Poderia se inferir, então, que os resultados do presente estudo estariam sofrendo as ações de promoção do aleitamento materno realizadas pelo PSF. Contudo, para o município estudado, a expansão do PSF foi muito lenta nos últimos anos, atingindo somente a modesta cobertura de 30% da população urbana em 2004. Ou seja, até a época do segundo estudo, a melhoria dos indicadores municipais provavelmente não se deve, de forma significativa, às atividades do PSF.

Concluindo, os índices de aleitamento materno mostraram significativa melhora após a implantação da IHAC em três hospitais locais. Se não é possível atribuir exclusivamente à iniciativa os aumentos verificados no presente estudo, também não há como negar o fato de que o nível de cobertura da iniciativa alcançado no município implica necessariamente um maior número de profissionais capacitados, promovendo e apoiando a prática da amamentação. Não se pode esquecer que, embora os índices apresentados se mostrem crescentes, a situação ideal ainda está distante, e novos esforços são necessários para atingir tal objetivo. Faz-se necessária vigilância constante às instituições credenciadas, para que o espírito de promoção do aleitamento materno seja mantido entre toda a equipe. Buscando a melhoria contínua dos índices de amamentação, novas iniciativas também devem ser testadas, especialmente aquelas que reforcem os grupos de apoio e as atividades educativas durante o pré-natal e durante o acompanhamento do binômio mãe-filho após a alta hospitalar, como, por exemplo, a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação.

 

Referências

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Correspondência:
Antônio Prates Caldeira
Rua Monte Pascoal, 225, Bairro Ibituruna
CEP 39401-347 – Montes Claros, MG
Tel.: (38) 3222.3879
Email: antonio.caldeira@unimontes.br

Artigo submetido em 03.08.06, aceito em 01.11.06.