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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.83 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000200010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Evolução em duas séries históricas do índice de massa corporal em adolescentes

 

 

Isa de Pádua CintraI; Maria Aparecida Zanetti PassosII; Mauro FisbergIII; Helymar Costa MachadoIV

INutricionista. Professora adjunta, Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente, Departamento de Pediatria, Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), São Paulo, SP
II
Nutricionista. Mestre, Programa de Pós-Graduação Especialidades Pediátricas, Departamento de Pediatria, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
IIIMédico. Professor adjunto, Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente, Departamento de Pediatria, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
IVEstatístico, Departamento de Estatística, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar a evolução do índice de massa corporal (IMC) entre dois estudos realizados com essa população.
MÉTODOS: Os dados do IMC de 8.020 adolescentes de 10 a 15 anos de São Paulo, que participaram da pesquisa "Perfil nutricional de adolescentes de escolas públicas e particulares de São Paulo", no ano de 2005, foram comparados com os valores obtidos por meio da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) de 1989. Foi utilizado o teste binomial para comparação de proporções, após a transformação dos dados através dos percentis.
RESULTADOS: Entre as duas pesquisas, foi verificado um incremento significativo nos valores do IMC, referentes aos percentis 85 e 95, para os adolescentes de 10 a 15 anos do sexo masculino e para os de 10 a 14 anos do sexo feminino. A análise comparativa da diferença entre os percentis P5 e P95 de IMC nas amostras de São Paulo e da PNSN indica que, em São Paulo, há um provável aumento de adolescentes nas faixas superiores de IMC em relação ao estudo da PNSN.
CONCLUSÃO: Estes resultados demonstram uma tendência a maiores valores médios do IMC encontrados entre os adolescentes durante estes dois períodos de estudo, demonstrando a necessidade de maior monitorização dessa medida como forma de prevenir o excesso de peso nessa população.

Palavras-chave: Adolescente, índice de massa corporal, sobrepeso, obesidade.


 

 

Introdução

A obesidade em crianças e adolescentes vem aumentando rapidamente em diversas cidades do Brasil e em vários países, indicando que não é mais um problema de saúde pública somente do Ocidente1. Sendo assim, a Organização Mundial da Saúde2 (OMS) reconheceu a obesidade como a maior epidemia de saúde pública no mundo, indicando a necessidade de métodos de investigação práticos e viáveis que estimem sua prevalência e permitam comparações internacionais3.

No Brasil, entre os anos de 1974/1975 e 1989 houve um processo de transição nutricional, com redução da desnutrição infantil e aumento na obesidade4, sendo estabelecida uma projeção para o aumento anual de 0,5% em crianças com obesidade5. No entanto, em cidades brasileiras, o sobrepeso e a obesidade já atingem 20% das crianças e adolescentes, sendo que, em Recife, a prevalência foi de 35%6, em Salvador de 15,8%7, e na cidade de Santos (SP) foram encontrados 15,7% de sobrepeso e 18% de obesidade8,9. Embora muitos estudos não sejam representativos de suas próprias regiões, destaca-se o estudo na cidade de Santos8,9, por ser populacional e não amostral.

A obesidade está associada a importantes problemas de saúde na população pediátrica. O índice de massa corporal (IMC)10-12 tem sido fator de risco precoce para a morbidade e mortalidade, além de uma medida amplamente correlacionada com essas condições, tanto em crianças como na população adulta. Vários trabalhos utilizam os valores do IMC entre os percentis 85 e 95, de acordo com o sexo e idade, para classificar o sobrepeso, e os valores iguais ou acima do percentil 95 para classificar a obesidade12-14. É importante destacar que o sobrepeso seria considerado quando houvesse excesso de peso corporal total, em função de um limiar de peso específico, ao passo que a obesidade seria o excesso de gordura corporal total ou regional3.

Este estudo teve como objetivo comparar os dados da distribuição do IMC, em percentis, dos adolescentes de 10 a 15 anos recentemente avaliados na cidade de São Paulo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição, com base nos resultados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição15, publicados por Anjos et al.16, como forma de acompanhar a evolução do sobrepeso e obesidade dessa população de São Paulo.

 

Métodos

Participaram deste estudo 8.020 adolescentes, sendo 55% (4.372) do sexo feminino e 46% (3.648) do sexo masculino de 43 escolas (32 públicas e 11 particulares) das regiões Norte (17%), Centro-Oeste (17%), Leste (37%) e Sul (29%) da cidade de São Paulo.

O número de escolas existentes em São Paulo foi fornecido pelas Delegacias Regionais de Ensino, sendo a participação aleatória, desde que tivessem, no mínimo, 200 alunos matriculados entre as 5ª e 8ª séries. Quando havia alguma objeção por parte da mesma, novo sorteio era realizado, tendo sido estabelecida uma relação de proporcionalidade entre as escolas públicas e particulares.

As escolas incluídas neste trabalho foram aquelas que tiveram a autorização da sua diretoria, e somente participaram do estudo os adolescentes que tiveram o consentimento por escrito dos seus pais ou responsáveis. Os critérios de exclusão dos adolescentes foram: gestação, faixa etária inferior a 10 anos e superior a 15 anos e aqueles que apresentassem qualquer comprometimento físico que impedisse a avaliação antropométrica rotineira.

Este estudo fez parte do Projeto Diagnóstico Precoce da Obesidade e Estilo de Vida dos Adolescentes, que visa traçar o perfil nutricional dos alunos de escolas públicas e particulares. O referido projeto foi coordenado pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) do Departamento de Pediatria da UNIFESP e pela Força Tarefa de Atividade Física e Controle de Peso (ILSI Brasil).

A realização deste estudo obedece aos princípios éticos para pesquisa envolvendo seres humanos, conforme resolução CNS 196/96, e foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (CEP nº 0977/03).

A avaliação antropométrica foi realizada por uma equipe de 20 estagiárias e cinco coordenadoras, previamente treinadas quanto às técnicas e padronização dos métodos utilizados.

O peso foi obtido em balança digital portátil, marca Seca®, com capacidade para 150 kg, sendo os adolescentes pesados de pé sobre a plataforma, descalços, com roupas leves e em posição firme com os braços ao longo do corpo. A estatura foi determinada por meio de estadiômetro de parede, marca Seca®, a 90º em relação ao piso e de acordo com os parâmetros estabelecidos por Jelliffe17 e OMS18. Por meio dessas medidas, foi calculado o IMC, dividindo-se o peso, em kg, pela estatura em m ao quadrado, tendo sido utilizado para a avaliação do estado nutricional o critério proposto pelo Centers for Disease Control and Prevention19.

Para descrever o perfil da amostra, segundo as diversas variáveis em estudo, foram feitas tabelas de freqüência das variáveis categóricas e estatísticas descritivas (média, desvio padrão, valores mínimo e máximo) das variáveis contínuas (idade, altura, peso e IMC).

Os dados do IMC foram previamente ordenados, considerando-se do menor valor (mínimo) ao maior valor (máximo) e subdivididos em 100 partes de tamanhos equivalentes, denominados percentis, adotando os valores correspondentes a P5, P15, P25, P50, P75, P85 e P95, de acordo com o sexo e a faixa etária.

Para a comparação dos percentis de IMC entre os dois estudos, foram fixados os valores obtidos no estudo da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) e comparados aos valores da amostra do estudo realizado em São Paulo. A análise foi feita de acordo com cada idade e sexo, utilizando o teste binomial para comparação de proporções entre os estudos em questão.

 

Resultados

Os adolescentes do sexo feminino (n = 4.372) e masculino (n = 3.648) apresentaram valores médios muito semelhantes de idade (13,03 e 13,06 anos), peso (49,48 e 50,55 kg), estatura (155,77 e 157,75 cm) e IMC (20,26 e 20,07 kgm2).

A distribuição do IMC em percentis dos adolescentes de 10 a 15 anos do sexo feminino e masculino da cidade de São Paulo será apresentada na Tabela 1, e dos adolescentes na mesma faixa etária, publicados por Anjos et al.16, segundo os dados da PNSN (1989), na Tabela 2.

Na seqüência, serão apresentadas as análises comparativas dos percentis de IMC entre os adolescentes da cidade de São Paulo (n = 8.020) e os valores obtidos na pesquisa PNSN de 1989 (n = 8.701), de acordo com o sexo e idade. Fixando-se os valores dos percentis P85 e P95 do estudo da PNSN, obteve-se o respectivo percentual de adolescentes na amostra da cidade de São Paulo que apresentavam IMC até aquele valor. Em seguida, foi feito o teste binomial para comparação de proporção para verificar se havia diferença significativa dos valores esperados de P85 e P95. Pelos resultados da Tabela 3, houve diferença significativa dos valores dos percentis P85 e P95 do IMC entre as amostras, para cada sexo e idade, exceto para o P85 do sexo feminino na idade de 15 anos.

Pelos resultados da Tabela 4, verificou-se que houve diferença significativa dos valores da diferença entre os percentis P5 e P95 do IMC entre as amostras, para cada sexo e idade, exceto para o sexo feminino na idade de 15 anos. O percentual obtido de adolescentes na amostra de 2005 é sempre menor do que o valor esperado de 90%, indicando um provável aumento de adolescentes nas faixas superiores de IMC.

 

Discussão

A utilização de medidas antropométricas tem sido amplamente utilizada na avaliação do estado nutricional de indivíduos e populações, pois são mais práticas e de menor custo, mas, como todo método de avaliação, tem suas limitações20-22.

Este estudo demonstrou que os adolescentes de São Paulo, de 10 a 15 anos de idade, vêm apresentando um importante aumento nos valores de IMC nos diferentes percentis, indicando que, com o passar dos anos, há uma tendência cada vez maior ao ganho de peso corporal, principalmente entre o sexo masculino.

Estudo comparando os inquéritos nacionais de 1975 e 1997 observou que, nas meninas, houve um aumento em torno de 5 unidades de IMC no percentil 95 para aquelas de 10 a 12 anos e em torno de 3 unidades para as de 13 anos ou mais velhas, sendo que os maiores incrementos do IMC ocorreram nos limites superiores da distribuição22. Em período menor, também verificamos incrementos importantes para o sexo feminino, e as maiores diferenças também ocorreram entre aquelas mais jovens e que se encontravam nos limites superiores do IMC.

Outro estudo, ao fazer a comparação entre os dados do National Diet and Nutrition Survey com os do British Standards Institute de adolescentes britânicos de 11 a 16 anos23, verificaram, por meio do escore do desvio padrão, um aumento médio do IMC de 0,47 e 0,53 unidade para o sexo masculino e feminino, respectivamente. Embora no presente estudo não tenha sido analisado o valor do IMC em escore, foi verificado que, em relação ao estudo britânico, houve uma inversão quanto aos maiores incrementos observados para o sexo feminino. Um ponto importante no atual trabalho é que a nossa avaliação foi realizada de forma simultânea no sexo masculino e feminino, ao contrário dos dados do British Standards Institute, não tendo, portanto, a interferência do tempo, que hoje sabemos ter um grande impacto, não somente sobre o aumento da prevalência da obesidade, como também sobre sua gravidade.

Recentemente, foram publicados pontos de corte do IMC para a avaliação do estado nutricional de crianças e adolescentes brasileiros utilizando os dados da PNSN, sendo os valores de IMC correspondentes ao excesso de peso e obesidade, inferiores24 aos encontrados nos percentis 85 e 95 dos adolescentes de 10 a 15 anos de São Paulo. Esses dados reafirmam uma tendência ao aumento do peso corporal nesta população.

Passos25, ao comparar os valores de IMC dos adolescentes da cidade de São Paulo nos diferentes percentis com aqueles publicados por Must et al.26, CDC27 e Cole et al.19, também verificou que esses adolescentes apresentavam os pontos de corte superiores aos parâmetros internacionais, tendo maior aproximação com os pontos de corte estabelecidos por Cole, demonstrando que os valores encontrados nesta população estão bem acima daqueles considerados adequados. As principais diferenças ocorreram nas extremidades superiores (P85 e P95) e nos adolescentes mais jovens de ambos os sexos.

No sentido de tentar reduzir o aumento da prevalência da obesidade entre os jovens brasileiros14,28,29, sugerimos que sejam adotados critérios de avaliação mais rígidos, como os pontos de corte recentemente propostos para a população brasileira24, que, além de serem defendidos por autores internacionais3, estariam mais próximos da nossa realidade, permitindo que seja feito um diagnóstico de excesso de peso mais precoce e que seja estabelecida a intervenção para a obesidade juvenil, de forma a proporcionar uma melhor qualidade de vida1,3,24,25,30.

 

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Artigo submetido em 10.07.06, aceito em 01.11.06.