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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.84 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572008000700008 

v84n6a08

ARTIGO ORIGINAL

 

Plaqueta e leptina em adolescentes com obesidade

 

 

Denis FoschiniI; Ronaldo V. T. dos SantosII; Wagner L. PradoIII; Aline de PianoIV; Mara C. LofranoIV; Aniela C. MartinsIV; June CarnierIV; Danielle A. CarantiIV; Priscila de L. SanchesIV; Lian TockIV; Marco T. de MelloV; Sérgio TufikV; Ana R. DâmasoVI

IPrograma de Pós-Graduação em Nutrição, Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), São Paulo, SP. Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Universidade Metodista de São Paulo, São Paulo, SP
IIDepartamento de Biociências, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
IIIEscola Superior de Educação Física - Programa de Mestrado Associado, Universidade de Pernambuco (UPE), Recife, PE
IVPrograma de Pós-Graduação em Nutrição, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
VDepartamento de Psicologia, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP
VIPrograma de Pós-Graduação em Nutriçao, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP. Departamento de Biociências, UNIFESP-EPM, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Analisar a influência de obesidade na contagem de células imunológicas e na concentração dos hormônios cortisol e leptina, a fim de estabelecer uma relação entre as variáveis analisadas.
MÉTODOS: Foram recrutados 27 adolescentes obesos [índice de massa corporal (IMC) ≥ percentil 95[ e 21 não-obesos (IMC ≤ percentil 75), de ambos os sexos, com idade entre 15 e 19 anos, na fase pós-púbere. O IMC foi calculado através da divisão do peso pela altura ao quadrado e a composição corporal foi estimada por pletismografia no sistema Bod PodTM. Amostras de sangue foram colhidas para análise de leucócitos, neutrófilos, linfócitos, monócitos, plaquetas, cortisol e leptina. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi utilizado, seguido pelo teste t de Student independente supondo distribuição normal. O nível de significância estabelecido foi p < 0,05 e expresso como média ± desvio padrão. Os dados foram analisados utilizando o programa SPSS para Windows versão 12.0.
RESULTADOS: Não houve diferença entre o grupo obeso e o não-obeso na concentração sérica de leucócitos, neutrófilos, linfócitos, monócitos e cortisol. O grupo de adolescentes obesos apresentou maiores concentrações de plaquetas e leptina (p < 0,01). A prevalência de hiperleptinemia foi de 25,92% nos adolescentes obesos (15,38%, sexo masculino e 35,7%, feminino).
CONCLUSÕES: Os adolescentes obesos apresentaram maiores concentrações de plaquetas e leptina em comparação aos não-obesos. Observou-se que as adolescentes obesas apresentaram maior prevalência de hiperleptinemia do que os adolescentes obesos.

Palavras-chave: Adolescentes, obeso, não-obeso, leucócitos, cortisol, leptina.


 

 

Introdução

Tem-se observado um aumento expressivo na prevalência de obesidade e suas co-morbidades em todo o mundo. A obesidade predispõe os indivíduos a um risco aumentado de desenvolvimento de diversas doenças, incluindo aterosclerose, diabetes, doença hepática gordurosa não-alcoólica, certos tipos de câncer e algumas doenças medianas pelo sistema imune, como a asma1.

Essas patologias parecem estar associadas à grande quantidade de tecido adiposo encontrado nos indivíduos obesos. Os adipócitos secretam uma variedade de adipocinas e proteínas de fase aguda, que direta ou indiretamente aumentam a produção e a circulação de fatores relacionados a inflamação2. Atualmente a obesidade é caracterizada por um estado inflamatório crônico, em paralelo a outras complicações2.

As adipocinas podem apresentar ações antagonistas no processo inflamatório. Existem as tipicamente pró-inflamatórias, como as IL-1, IL-6, IL-8, a TNFα e aquelas produzidas pelas células Th1 (IL-2 e interferon-γ)3, a leptina e a resistina4. Entretanto, as adipocinas com ação antiinflamatória são: receptor antagonista de IL-1 (IL-1ra), fator transformador crescimento-β (TGF-β), citocinas produzidas pelas células Th2 (IL-4, IL-5 e IL-10)3 e adiponectina5. A leptina é considerada a mais abundante6 e exerce influência sobre o sistema imunológico e sobre a ativação e segregação das plaquetas.

Os dados existentes na literatura são controversos no que diz respeito à redução de massa gorda e alteração na concentração de citocina pró-inflamatória. Xenachis et al.7 observaram que a concentração circulante de TNF-α diminuiu com a redução da massa corporal, embora outro estudo não tenha encontrado esse resultado8.

Outro fator que poderia alterar a função das células imunológicas é o hormônio cortisol. O cortisol é conhecido como um potente hormônio responsável pela supressão de diversos processos inflamatórios e imunológicos9. A obesidade parece vir acompanhada de vários sinais de disfunções hipotalâmicas, similares àquelas observadas em roedores, mas geralmente em menor grau10. As alterações nas concentrações de cortisol em obesidade estão relacionadas à obesidade central11. Rosmond et al.12 encontraram correlações positivas com a circunferência abdominal e o diâmetro sagital-abdominal e, mais importante, com algumas variáveis metabólicas, como os triglicérides, a insulina, o colesterol HDL (correlação inversa), IGF-1 e com a pressão sangüínea, ou seja, com parâmetros indicativos de síndrome metabólica (SM). Em resumo, a obesidade central-visceral, provavelmente o principal mecanismo da SM, está relacionada a um aumento da atividade do eixohipotálamo-hipófise-adrenal. De fato, essa evidência foi observada em investigação anterior desenvolvida por nosso grupo de pesquisa13.

Em indivíduos obesos, a concentração de cortisol pode estar aumentada14, podendo ser decorrente da ação da leptina no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

A obesidade é uma doença metabólica crônica associada a doença cardiovascular e aterosclerose. A ativação e agregação plaquetária são os processos centrais na fisiopatologia da doença cardiovascular. O volume plaquetário médio (VPM), um determinante da ativação plaquetária, emerge como um novo marcador de risco para aterotrombose15.

Um possível fator de indução da ativação e agregação plaquetária é a leptina, aumentando os riscos cardiovasculares. A forma longa do receptor de leptina foi detectada em plaquetas humanas e observou-se in vitro que altas concentrações de leptina promovem agregação plaquetária. Esses achados levantam a possibilidade de que a leptina possa também promover a trombose e contribuir para outras alterações na obesidade16. Assim como os adultos, os adolescentes obesos apresentam alta concentração de leptina17. Viso González et al.18 demonstraram um estado de hiperleptinemia em adolescentes obesos.

Portanto, este estudo tem como objetivo analisar a influência do estado de obesidade na contagem de células imunológicas e na concentração dos hormônios cortisol e leptina.

 

Métodos

População

Em um Ambulatório para Intervenção em Obesidade (CEPE-GEO), foram recrutados 27 adolescentes obesos (IMC ≥ percentil 95) e 21 não-obesos (IMC ≤ percentil 75), de ambos os sexos, segundo a curva de crescimento do CDC19, com idade entre 15 e 19 anos e na fase púbere conforme método de avaliação de Tanner20.

Trata-se de um estudo descritivo transversal projetado para avaliar os níveis séricos de leucócitos, cortisol e leptina em adolescentes obesos e não-obesos. O estudo foi realizado de acordo com os princípios da Declaração de Helsinki e formalmente aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de São Paulo (protocolo nº 0135/04). Todos os participantes e/ou seus pais forneceram consentimento informado para participação na pesquisa. Todos os indivíduos foram submetidos a avaliação médica, incluindo histórico médico completo e exame físico.

Protocolo de estudo

Durante a primeira visita, os sujeitos passaram por avaliação médica, sendo avaliados quanto a sua fase púbere e perfil antropométrico (altura, peso, IMC e composição corporal foram medidos por Bod PodTM).

Medidas antropométricas

Os sujeitos foram pesados vestindo roupas leves e descalços utilizando-se uma balança da marca FilizolaTM com precisão de 0,1 kg. A altura foi medida com precisão de 0,5 cm utilizando-se um estadiômetro fixo na parede (Sanny, modelo ES 2030). O IMC foi calculado através da divisão do peso pela altura ao quadrado. A composição corporal foi estimada por pletismografia no sistema de composição corporal Bod PodTM (versão 1.69; Life Measurement Instruments, Concord, CA)21.

Análise sérica

Amostras de sangue foram colhidas no ambulatório por volta das 8 h, após jejum noturno. Após a coleta, o sangue foi centrifugado por 10 minutos a 5000 rpm e armazenado a -20 ºC para análises futuras. Os materiais usados eram descartáveis, adequadamente identificados e de qualidade reconhecida. O sangue foi colhido por um técnico treinado e qualificado.

Hemograma

O sangue para realização de hemograma foi colhido em tubos a vácuo com o anticoagulante EDTA. Na seqüência, um esfregaço foi obtido e o material foi corado pelo método panóptico. O mesmo tubo foi submetido a um sistema automatizado (Sysmex SF-3000, Roche Diagnostics, Sydney, Austrália), que usa a metodologia de citometria de fluxo, obtendo-se parâmetros da série vermelha (hemácias, hemoglobina, hematócritos e os índices hematimétricos), da série branca (contagem total e diferencial de leucócitos) e plaquetas.

Análise estatística

O teste de Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para verificar a hipótese de distribuição normal, seguido pelo teste t de Student independente supondo distribuição normal. O nível de significância estabelecido foi p < 0,05 e expresso como média ± desvio padrão. Os dados foram analisados utilizando o programa SPSS para Windows versão 12.0

 

Resultados

As características de cada grupo estão descritas na Tabela 1. A massa corporal, o IMC e o percentual de gordura apresentaram valores significativamente mais altos para o grupo obeso (p < 0,01). No presente estudo, o grupo de adolescentes obesos apresentou 78,4% a mais de massa corporal (kg) em comparação ao grupo não-obeso (107,95±10,34 e 60,45±8,91 kg, respectivamente). Nesse mesmo contexto, o grupo obeso obteve valor de gordura corporal 75,5% maior (8,06±4,86 no grupo não-obeso e 35,20±8,72% no grupo obeso) e os valores de massa livre de gordura foram significativamente mais altos no grupo obeso (69,26±9,38 kg) do que no grupo não-obeso (55,28±5,38 kg). Por outro lado, o grupo como um todo não apresentou diferenças significativas em idade e altura, quando comparados entre grupos.

Na Tabela 1, observa-se que não há diferença entre obesos e não-obesos com relação às concentrações séricas de leucócitos, neutrófilos, linfócitos, monócitos e cortisol. O grupo de adolescentes obesos apresentou uma maior concentração de plaquetas (p < 0,01).

A média e o desvio padrão das concentrações de leptina foram significativamente mais altos no grupo obeso do que no grupo não-obeso. Curiosamente, as adolescentes obesas apresentaram maior concentração em leptina do que os adolescentes do sexo masculino (21,52±6,58 e 12,58±4,17 ng/mL, respectivamente) (p < 0,05). Em contraste, a comparação de leptina no grupo de eutróficos não apresentou diferença significativa (Figura 1). A prevalência de hiperleptinemia foi de 25,92% nos adolescentes obesos (15,38%, sexo masculino e 35,7%, feminino).

 

 

Discussão

Até o momento, sabe-se que este foi o primeiro estudo com o propósito de comparar o perfil de células imunológicas entre adolescentes obesos e não-obesos. O principal achado da presente pesquisa foi que indivíduos obesos apresentaram maior contagem plaquetária quando comparados a indivíduos não-obesos.

Embora os dados epidemiológicos apresentem uma maior contagem de células brancas nos indivíduos obesos quando comparados aos eutróficos, a contagem absoluta de leucócitos dos indivíduos obesos permanece, geralmente, dentro dos valores normais22. Entretanto, praticamente não há relatos na literatura focando a contagem de células imunológicas em obesidade e, mais especificamente, em adolescentes obesos.

Outro estudo demonstrou que crianças obesas apresentam maior concentração de leucócitos circulantes, em particular, neutrófilos, monócitos e linfócitos23. Embora os mecanismos dessas elevações ainda não sejam claros, a obesidade infantil, assim como em adultos, está relacionada a níveis elevados de citocinas circulantes, como a IL-6 e a TNF-α24, podendo contribuir para o aumento no número de leucócitos circulantes25. É difícil explicar a diferença entre os resultados do presente estudo e dos estudos mencionados anteriormente. Apesar da maior leucocitose observada em crianças e adultos obesos, essas concentrações de leucócitos estavam dentro dos valores clinicamente aceitos.

Diferentemente, em nosso estudo, não foram observadas diferenças para a contagem de células brancas entre adolescentes obesos e eutróficos. Embora um aumento na leptina tenha sido observado no presente estudo, o que poderia estar relacionado a alterações imunológicas, essa condição parece alterar mais a função das células do que propriamente a contagem. Nesse contexto, a leptina parece ter participação nas respostas relacionadas à função imunológica, como as respostas inflamatórias26.

A função e a contagem das células imunológicas são influenciadas, também, pelo cortisol. Classicamente, observa-se um aumento na secreção de glicocorticóides em crianças, adolescentes e adultos obesos15.

Neste estudo, a comparação de concentração de cortisol entre grupos de obesos e não-obesos não foi significativa. Isso pode ser justificado pelo fato de o grupo não-obeso praticar exercícios físicos sistematicamente. O organismo humano decodifica o exercício físico como um estímulo estressante, produzindo, por meio do hipotálamo, uma forte descarga simpático adrenal, que resulta na liberação de cortisol pelo córtex da glândula supra-renal27.

A obesidade é uma doença metabólica crônica associada a doença cardiovascular e aterosclerose. A ativação e agregação plaquetária são os processos centrais na fisiopatologia da doença cardiovascular. O VPM, um determinante da ativação plaquetária, emerge como um novo marcador de risco para aterotrombose28. Pouco se sabe sobre a relação entre o índice de massa corporal (IMC) e os níveis de VPM em pacientes obesos. Toplak & Wascher29 relataram que, após a perda de peso, o VPM estava significativamente reduzido a valores iniciais. Coban et al.28 demonstraram que o VPM apresentou correlações positivas com o nível de IMC no grupo de obesos. Os dados do presente estudo sustentam essa hipótese, demonstrando que adolescentes obesos apresentam maior contagem plaquetária em comparação a adolescentes não-obesos.

Visto que a literatura conclui que a elevação da contagem plaquetária e o VPM estão significativamente associados à obesidade e contribuem para o desenvolvimento de diversas doenças, esforços significativos devem ser implementados para manter o peso dos adolescentes dentro dos limites considerados normais ou para reduzir seu peso se forem obesos, no intuito de diminuir os efeitos potencialmente prejudiciais do estado inflamatório induzido pela obesidade e os riscos de aterotrombose.

A leptina é um fator que induz a ativação e agregação plaquetária, aumentando, assim, os riscos cardiovasculares. Além disso, uma associação da leptina com trombose e alterações no equilíbrio hemostático tem sido sugerida16.

Os resultados do presente estudo demonstraram que adolescentes obesos têm maior contagem plaquetária em comparação a adolescentes não-obesos. Em adultos, essa relação já foi apresentada por Nakata30, entretanto, em adolescentes obesos, não há ainda registro documentado na literatura, deixando o tema inconclusivo.

A prevalência de hiperleptinemia foi maior nas adolescentes obesas, 35,7%, versus 15,38% nos obesos do sexo masculino. No grupo eutrófico, não houve prevalência de hiperleptinemia. No entanto, a contagem plaquetária foi similar entre os gêneros. Esses dados sugerem que, se a condição de hiperleptinemia não for controlada, as adolescentes podem se tornar mais suscetíveis a riscos cardiovasculares associados a ativação e agregação plaquetária dependente de leptina.

Fundamentados nos resultados encontrados no presente estudo, pode-se concluir que adolescentes obesos apresentam maiores concentrações de plaquetas e de leptina em comparação a adolescentes eutróficos, uma estatística que poderia favorecer alterações funcionais e representar um maior risco de complicações associadas a doença cardiovascular. Também se demonstrou que adolescentes do sexo feminino obesas apresentam maior prevalência de hiperleptinemia do que adolescentes do sexo masculino também obesos. Portanto, cabe sugerir que o tratamento para o controle da obesidade na adolescência é tópico relevante na promoção e manutenção do estado de saúde e qualidade de vida dessa população e que terapias, como exercícios físicos, acompanhamento nutricional, psicológico e médico, podem ser usadas como ferramentas profiláticas.

 

Agradecimentos

FAPESP 2006/00684-3, FAPESP (CEPID/Sleep, protocolo nº 9814303-3 S.T), AFIP, CENESP, FADA, CNPq, CAPES e UNIFESP apoiaram o Programa de Intervenção Multidisciplinar em Obesidade- CEPE/GEO. Um agradecimento especial aos pacientes e seus pais.

 

Referências

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Correspondência:
Denis Foschini, Ana Dâmaso
Rua Marselhesa, 535
CEP 04020-060 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 5572.0177
Fax: (11) 5572.0177
Email: denisfoschini@gmail.com, ana.damaso@unifesp.br

Artigo submetido em 06.05.08, aceito em 20.08.08.

 

 

Apoio financeiro: O Programa de Intervenção Multidisciplinar em Obesidade-CEPE/GEO recebeu apoio da AFIP, CNPq, CAPES, FAPESP 2006/00684-3, FAPESP (CEPID/Sleep protocolo nº 9814303-3 S.T), CENESP, FADA e UNIFESP.
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Foschini D, dos Santos RV, Prado WL, de Piano A, Lofrano MC, Martins AC, et al. Platelet and leptin in obese adolescents. J Pediatr (Rio J). 2008;84(6):516-521.