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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.85 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572009000100006 

v85n1a06

ARTIGO ORIGINAL

 

Efeito da atividade física programada sobre a composição corporal em escolares adolescentes

 

 

Edson S. FariasI; Flaviano PaulaII; Wellington R. G. CarvalhoIII; Ezequiel M. GonçalvesIII; Alexandre D. BaldinIII; Gil Guerra-JúniorIV

IDoutorando, Curso de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP. Laboratório de Crescimento e Composição Corporal, Centro de Investigação em Pediatria (CIPED), Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, SP. Professor, Departamento de Educação Física e Desporto, Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco, AC
IIEducador físico. Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO
IIIDoutorando, Curso de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, SP. Laboratório de Crescimento e Composição Corporal, CIPED, Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, SP
IVProfessor livre-docente, Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, SP. Laboratório de Crescimento e Composição Corporal, CIPED, Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar o efeito da atividade física programada na escola sobre a composição corporal em escolares adolescentes durante 1 ano letivo.
MÉTODOS: Amostra foi composta por 383 alunos, divididos em dois grupos: caso com 186 (96 meninos e 90 meninas) e controle com 197 (108 meninos e 89 meninas), com idade entre 10 e 15 anos. Trata-se de estudo de intervenção com pré e pós-teste, no qual o grupo caso foi submetido a atividade física programada e o grupo-controle a aulas convencionais de educação física escolar. A composição corporal foi avaliada por medidas antropométricas e cálculos de índice de massa corporal, percentual de gordura e massas gorda e magra.
RESULTADOS: O grupo caso apresentou estabilidade na prega cutânea subescapular, índice de massa corporal, percentual de gordura e na massa gorda; redução significativa na prega cutânea triciptal, perímetro do abdome nas meninas e aumento significativo dos perímetros do braço, cintura e panturrilha e da massa magra. No grupo-controle houve aumento do índice de massa corporal, prega cutânea triciptal, perímetro do abdome e da massa gorda nas meninas. O grupo caso apresentou diminuição significativa na proporção de sobrepesos e obesos no pós em relação ao pré-teste, o mesmo não ocorrendo no grupo-controle.
CONCLUSÃO: A atividade física programada resultou em melhoria e manutenção nas variáveis da composição corporal e redução da frequência de sobrepeso e obesidade no grupo que sofreu intervenção.

Palavras-chave: Atividade motora, saúde escolar, composição corporal, obesidade, sobrepeso.


 

 

Introdução

Com a evolução tecnológica nas últimas décadas, crianças e adolescentes tornaram-se menos ativos, o que tem contribuído para o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes1,2. A etiologia da obesidade é multifatorial; no entanto, a fisiopatologia principal é a relação entre mais calorias consumidas do que gastas. Esse desequilíbrio energético leva ao acúmulo de energia nos adipócitos, com consequente hipertrofia, hiperplasia e anormalidades da função do adipócito, em especial do retículo endoplasmático e da função mitocondrial. As consequências intracelulares e sistêmicas são a resistência insulínica, a produção de adipocinas, ácidos graxos livres e de mediadores inflamatórios e a promoção de uma disfunção sistêmica que se apresenta com as manifestações clínicas e sequelares da obesidade3.

Com isso, as crianças e adolescentes com sobrepeso/obesidade vêm apresentando doenças de adultos: algumas precoces, como distúrbios psicossociais, depressão, isolamento, baixa autoestima, e outras tardias, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares3-6. Ferreira et al.7 verificaram relação da síndrome metabólica e dos fatores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares de acordo com a resistência à insulina em crianças obesas, dados confirmados pela revisão de Lottenberg et al.8.

A atividade física pode provocar importantes modificações na composição corporal e na massa magra, sendo assim um importante fator no controle do sobrepeso/obesidade em crianças e adolescentes. Metanálise avaliando o tratamento da obesidade pediátrica mostrou uma limitação dos efeitos das intervenções medicamentosas e das mudanças de estilo de vida realizadas em curto prazo (menos que 6 meses de tratamento)9. No entanto, revisões com estudos a longo prazo (acima de 12 meses de prática) têm mostrado resultados promissores da influência da atividade física na mudança de estilo de vida e, consequentemente, da composição corporal, tanto para a prevenção como para o tratamento do sobrepeso/obesidade em crianças e adolescentes10-12.

Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da atividade física programada na escola sobre a composição corporal em adolescentes, durante 1 ano de período letivo.

 

Métodos

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (Parecer nº 218/2005) e realizado em Porto Velho (RO), com a aprovação dos diretores das escolas e dos responsáveis dos escolares envolvidos.

Todos os alunos incluídos no estudo estavam matriculados e frequentando regularmente as aulas de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental no ano letivo de 2006. Foram excluídos do estudo os escolares com deficiências físicas permanentes ou temporárias que impossibilitassem as medidas antropométricas e aqueles que se ausentaram em mais de 25% das aulas de educação física durante o estudo. No início do estudo, a amostra era composta de 497 alunos, mas foi reduzida em função das intercorrências de ordem pessoal (perda = 53 alunos) e da necessidade ao final do estudo de ajustar o tamanho da amostra para aumentar o poder estatístico discriminatório das variáveis (perda = 61 alunos). A amostra foi finalizada com 383 alunos, todos entre 10 e 15 anos de idade.

Trata-se de estudo longitudinal de intervenção com pré e pós-teste, onde os escolares foram divididos de forma intencional em dois grupos: os alunos do Colégio Adventista foram colocados no grupo caso (n = 186) e os do Colégio Objetivo no grupo-controle (n = 197).

Ambos os grupos foram submetidos a duas aulas de educação física semanais, com duração de 60 minutos cada sessão, e a 68 aulas anuais. Os escolares do grupo-controle realizaram atividade física considerada habitual na escola, como recreação e jogos através de brincadeiras, exercícios de calistenia, aprendizagem de fundamentos das modalidades esportivas e jogos esportivos. Os escolares do grupo caso, por sua vez, foram submetidos a atividade física programada, sendo monitorizada a frequência cardíaca máxima13 de cada aluno com monitores de frequência cardíaca (Geonaute® CW 500.0). Inicialmente, para o grupo caso, a atividade física foi de leve intensidade, com 40 a 55% da frequência cardíaca máxima13, durante um período máximo de 1/3 do estudo, tempo necessário para que se pudesse intensificá-la para 55 a 75%13. As aulas foram compostas de três partes: a primeira, com atividade aeróbia (exercícios de flexibilidade, pular corda, caminhadas, corridas alternadas, saltos em ritmo contínuo e jogos recreativos) com duração de 30 minutos; a segunda, com jogos esportivos (voleibol, futebol de salão, handebol e natação) com duração de 20 minutos; e a terceira, com alongamento, com duração de 10 minutos.

No início do estudo, os grupos caso e controle eram semelhantes em relação a idade, gênero e ao nível socioeconômico (avaliado por meio de questionário, utilizando-se a classificação da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP)14 (Tabela 1) e ao grau de desenvolvimento puberal (verificado por autoavaliação, de acordo com o estadiamento de mamas para as meninas15 e genitais para os meninos16) (Tabela 2). Esses dados não diferiram significativamente ao final do estudo.

 

 

 

 

A composição corporal foi avaliada por medidas antropométricas de peso (kg), estatura (cm), pregas cutâneas subescapular (cm) e triciptal (cm) e perímetros do braço (cm), cintura (cm), abdome (cm) e da panturrilha (cm), seguindo a padronização de Petroski17. Todas essas medidas foram feitas no início e no final do estudo.

A partir das medidas de composição corporal, foram calculados:

- Índice de massa corporal ou IMC (kg/m2), dado transformado em escore z18 e os escolares classificados em normais se z IMC ≤ 1,0, em sobrepesos se z IMC > 1,0 e < 2,0 e em obesos se z IMC > 2,0.
- Percentual de gordura corporal (percentual de gordura) a partir das equações elaboradas por Slaughter et al.19. Essas equações utilizam as pregas cutâneas triciptal e subescapular, levando em consideração gênero, raça (brancos e negros) e maturação sexual.
- Massas gorda (kg) e magra (kg), utilizando a fórmula de Behnke & Wilmore20: massa gorda = peso (kg) x (percentual de gordura/100) e massa magra (MM) = peso - massa gorda.

Para a determinação do poder estatístico da amostra, utilizou-se um programa do software SAS®, denominado fpower. Esse programa calcula o tamanho da amostra necessária para se obter um determinado poder. Com o tamanho da amostra conseguido, todas as variáveis apresentaram um poder de discriminação acima de 80%, sendo a maioria acima de 90%.

Para verificar a semelhança entre as duas escolas quanto ao gênero e nível socioeconômico, foi utilizado o teste do qui-quadrado e para a idade e puberdade, o teste de Mann-Whitney. A análise de variância (ANOVA), corrigida para a idade e nível socioeconômico, foi utilizada para a comparação das medidas entre os grupos (caso e controle), o gênero (masculino e feminino) e o tempo (pré e pós-teste). Para a comparação do escore z do IMC entre as avaliações, foram utilizados os testes de simetria e de McNemar. O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi de 5%.

 

Resultados

A Tabela 3 mostra os dados das variáveis de peso, estatura, IMC, prega cutânea subescapular e triciptal, perímetros do braço, cintura, abdome e da panturrilha, percentual de gordura e massas gorda e magra. Tais dados foram avaliados de acordo com gênero (masculino e feminino), tipo (grupos caso e controle) e tempo (pré e pós-teste) e ajustados para a idade e nível socioeconômico (ANOVA para medidas repetidas).

O peso foi significativamente maior nos meninos em relação às meninas (p = 0,02) e no pós-teste em relação ao pré-teste (p < 0,01). A estatura foi significativamente maior no pós-teste em relação ao pré-teste somente no grupo caso (p = 0,01) e nos meninos em relação às meninas somente no pós-teste (p < 0,01). O IMC foi significativamente maior no pós-teste em relação ao pré-teste somente no grupo-controle (p = 0,03).

Para as pregas cutâneas subescapular e triciptal, de forma geral, os valores foram maiores nas meninas em relação aos meninos, no pré-teste em relação ao pós-teste e no grupo-controle em relação ao grupo caso. A prega cutânea subescapular foi significativamente maior no pós-teste no grupo-controle em relação ao grupo caso (p < 0,01). A prega cutânea triciptal foi significativamente maior nas meninas em relação aos meninos (p = 0,04), no pré-teste em relação ao pós-teste (p < 0,01) e no grupo-controle em relação ao grupo caso (p = 0,04).

Para os perímetros do braço, cintura, abdome e da panturrilha, de forma geral, os valores foram maiores nos meninos em relação às meninas, no pós-teste em relação ao pré-teste e no grupo-controle em relação ao grupo caso. No grupo caso, o perímetro do braço foi significativamente maior no pós-teste em relação ao pré-teste (p = 0,04). O perímetro da cintura foi significativamente maior nos meninos em relação às meninas (p < 0,01) e no pós-teste em relação ao pré-teste (p < 0,01). O perímetro do abdome foi significativamente maior nos meninos em relação às meninas (p = 0,03) e no grupo-controle em relação ao grupo caso (p = 0,03). O perímetro da panturrilha foi significativamente maior nos meninos em relação às meninas (p = 0,03) e no pós-teste em relação ao pré-teste (p = 0,02).

O percentual de gordura foi significativamente maior no pré-teste em relação ao pós-teste (p < 0,01) e a massa gorda maior no pós-teste em relação ao pré-teste no grupo-controle (p = 0,04). A massa magra foi significativamente maior nos meninos em relação às meninas (p < 0,01) e no pós-teste em relação ao pré-teste (p < 0,01).

A Tabela 4 mostra a frequência de casos de obesidade e não-obesidade (normais e sobrepeso) de acordo com o z escore do IMC separados por caso e controle e pré e pós-teste. No grupo caso, ocorreu diminuição significativa na proporção de obesos no pós-teste (24,7%) em relação ao pré-teste (29%) (p = 0,04), o mesmo não ocorrendo no grupo-controle, 35,5% no pré e 32% no pós-teste (p = 0,09).

 

Discussão

Os programas regulares de atividade física estão sendo estudados mais criteriosamente somente nos últimos anos. No entanto, diversos estudos, ao longo do tempo, têm buscado investigar o efeito desse tipo de treinamento para melhoria de diferentes componentes da composição corporal9-12,21.

Os resultados observados, após ajuste para idade e nível socioeconômico antes e após o período de intervenção, mostraram modificações nas variáveis da composição corporal, com tendência de queda na adiposidade corporal verificada no grupo caso e não se confirmando no controle, em especial nas pregas cutâneas, percentual de gordura e na massa gorda.

Em adolescentes, vale destacar que nem sempre as alterações ocorrem de forma tão sensível, em razão das adaptações metabólicas geradas durante o processo de treinamento21 e, principalmente, devido às alterações de crescimento e composição corporal próprias do estirão de crescimento e da maturação sexual22, quando a regra é ter o balanço energético positivo necessário para o acúmulo em forma de gordura nessa fase da vida23.

As modificações observadas nas pregas cutâneas, em especial na triciptal, com diminuição dos valores no pós-teste, em especial no grupo caso, também foram observadas por outros autores24,25. No presente estudo, o perímetro do braço aumentou com diferença significativa em relação ao tempo no grupo caso, enquanto que no controle se manteve estável. Na panturrilha, houve diferença envolvendo tempo e gênero para ambos os grupos. Os perímetros do braço e da panturrilha aumentaram, com exceção do braço nos casos femininos, com superioridade nos resultados para os meninos, e talvez ocorra pela prevalência do desenvolvimento muscular nessas regiões do corpo entre os homens. Os possíveis fatores para tais resultados são: os trabalhos de força dos membros superiores e inferiores (braço, coxa e perna), através do treinamento físico desenvolvido durante a atividade física escolar, ocorrendo maior queima de gordura, e o estímulo à musculatura nessa região; a própria característica masculina de possuir maior massa muscular do que as meninas; e o fato de os meninos serem mais ativos que as meninas, principalmente, em atividades físicas moderadas e altas que exigem maior potência de força.

Os perímetros da cintura e abdome são fortes indicadores de adiposidade subcutânea e visceral e apresentam forte correlação com a predisposição individual a doenças como diabetes e doenças cardiovasculares3-8. Observaram-se diferenças significativas em ambos os grupos de estudo (caso e controle) na variável gênero, demonstrando um incremento maior nos meninos que nas meninas em ambas as medidas de cintura e abdome, do pré para o pós-teste. Tais achados podem estar relacionados às características de composição corporal determinadas por gênero durante a puberdade.

Em relação ao percentual de gordura, no grupo caso em ambos os gêneros houve diminuição no pós em relação ao pré-teste, o mesmo não ocorrendo no grupo-controle, em especial para as meninas. Assim, ao fim da puberdade, as meninas têm proporcionalmente o dobro de gordura que os meninos. Alguns estudos de intervenção26,27 feitos com adolescentes mostram resultados semelhantes em relação ao percentual de gordura.

O estudo mostrou aumento significativo da massa magra em relação a tempo e gênero em ambos os grupos de estudo. Esse resultado também pode ser explicado pelas mudanças corporais coincidentes com o estirão do crescimento da puberdade. No entanto, a massa gorda apresentou diminuição em ambos os gêneros no grupo caso do pós em relação ao pré-teste, o mesmo não ocorrendo no controle, que apresentou aumento da massa gorda. Tal dado pode ser associado ao efeito positivo que a intensidade da atividade física programada causou diretamente na massa gorda. As alterações obtidas com a atividade física com aumento da massa magra e diminuição da massa gorda estão bem documentadas na literatura28,29.

O presente estudo também mostrou a diminuição significativa da frequência de obesidade no grupo caso (e não no grupo-controle) no pós-teste em relação ao pré-teste. Portanto, pode-se afirmar que a atividade física voltada para promoção da saúde, realizada durante a atividade escolar, se não promover uma redução significativa da gordura corporal, durante o período de aderência da atividade física, ao menos previne seu aumento, inclusive na puberdade, fase da vida em que as transformações da composição corporal predispõem mais frequentemente ao aumento da adiposidade corporal.

 

Agradecimentos

Ao CNPq pelas bolsas de estudo de doutorado (E.S.F. e E.M.G.), à CAPES pelas bolsas de estudo de doutorado (W.R.G.C. e A.D.B.) e aos professores de educação física de cada colégio pelo auxílio nas avaliações.

 

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Correspondência:
Gil Guerra-Júnior
Departamento de Pediatria - CP 6111
Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP
CEP 13083-970 - Campinas, SP
Tel.: (19) 3521.8923
Fax: (19) 3521.8925
Email: gilguer@fcm.unicamp.br

Artigo submetido em 17.09.08, aceito em 01.12.08.

 

 

Fontes financiadoras: CNPq (bolsas para E.S.F. e E.M.G.) e Capes (bolsas para W.R.G.C. e A.D.B.).
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Farias ES, Paula F, Carvalho WR, Gonçalves EM, Baldin AD, Guerra-Júnior G. Influence of programmed physical activity on body composition among adolescent students. J Pediatr (Rio J). 2009;85(1):28-34.