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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.85 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2009

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.1858 

v85n1a08

ARTIGO ORIGINAL

 

Curvas ROC para identificação de pontos de corte do peso ao nascer na predição do excesso de peso em escolares mexicanos

 

 

Suzana A. de MoraesI; Isabel C. M. de FreitasII; Lenise MondiniIII; Juana B. RosasIV

IMD, MPH, PhD. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP
IIPhD student. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, USP, Ribeirão Preto, SP
IIIPhD. Instituto de Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo, SP
IVPhD. Unidad Académica de Enfermeria nº 1, Universidad Autónoma de Guerrero, Chilpancingo, Guerrero, Mexico

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Identificar pontos de corte do peso ao nascer na predição do excesso de peso em crianças e adolescentes mexicanos em idade escolar da cidade de Chilpancingo, México, em 2004.
MÉTODOS: Seiscentos e sessenta e dois escolares de ambos os sexos, entre 5 e 13 anos, foram selecionados por amostragem probabilística, com partilha proporcional ao tamanho. Medidas do peso ao nascer foram extraídas das carteiras de vacinação. Para a classificação do estado nutricional, utilizaram-se pontos de corte do índice de massa corporal (IMC) segundo idade e sexo. Equações de predição foram construídas utilizando-se modelos de regressão linear. Áreas sob as curvas ROC (receiver operating characteristic) foram calculadas e curvas ROC de dois gráficos (TG-ROC) foram construídas, respectivamente, para detecção da acurácia global e identificação de pontos de corte do peso ao nascer, correspondentes à intersecção das curvas de sensibilidade e especificidade.
RESULTADOS: Entre as crianças, a prevalência de excesso de peso foi maior no sexo feminino (46%) que no masculino (38,5%); entre adolescentes, as respectivas prevalências foram de 43,5 e 38,9%. O IMC médio e os decis de peso ao nascer apresentaram relação linear. As áreas sob as curvas ROC apresentaram valores > 78% em cada estrato, detectando-se diferença, em relação ao sexo, no grupo de adolescentes. As curvas TG-ROC apresentaram pontos de corte do peso ao nascer mais elevados nos meninos que nas meninas, e as intersecções das curvas de sensibilidade e especificidade foram > 0,70.
CONCLUSÕES: Os resultados do estudo indicaram que pontos de corte do peso ao nascer podem ser utilizados como marcadores de excesso de peso, na infância e adolescência, constituindo-se em estratégia para o rastreamento de grupos de risco.

Palavras-chave: Índice de massa corporal, peso ao nascer, sensibilidade e especificidade, estudos transversais.


 

 

Introdução

A prevalência de obesidade tem aumentado dramaticamente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A transição relativamente recente de uma economia agrária para uma urbana resultou em maior consumo de alimentos de alta densidade energética e em menor adesão à prática de atividade física, importantes fatores de risco para o excesso de peso1.

Em 2004, Moraes et al.2, em um estudo transversal conduzido entre escolares da área urbana de Chilpancingo, capital do estado de Guerrero, México, identificaram prevalências de excesso de peso de 37,7% em crianças do sexo masculino e 46,2% em crianças do sexo feminino. Entre adolescentes, as respectivas prevalências corresponderam a 41,0 e 45,6%. Naquele estudo, os autores detectaram gradiente linear para os tercis de peso ao nascer, em relação ao excesso de peso, mesmo após o ajustamento simultâneo para potenciais fatores de risco, como consumo de alimentos de alta densidade energética, tempo gasto em atividades sedentárias e frequência de atividade física.

Nos últimos anos, um novo paradigma de prevenção tem destacado a importância de fatores ambientais no desenvolvimento intrauterino, fatores estes que podem exercer influência sobre a saúde ao longo da vida3,4. Diversos estudos detectaram o efeito independente do peso ao nascer sobre o desenvolvimento de excesso de peso durante a infância e a vida adulta2,5,6, sendo o excesso de peso, por sua vez, identificado como fator de risco para condições crônicas, como as doenças cardiovasculares e o diabetes melito tipo 2, entre outras4,7,8. Em uma revisão recente, Silveira et al.9 destacaram a relevância das origens desenvolvimentistas da saúde e da doença (developmental origins of health and disease, DOHaD), reconhecendo diferentes combinações entre baixo peso ao nascer e excesso de peso relacionados à ocorrência de doenças cardiovasculares na vida adulta, que podem variar com o fato de se viver em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Alguns autores têm utilizado curvas ROC (receiver operating characteristic) para identificar a acurácia de pontos de corte de medidas antropométricas na predição de adiposidade (porcentagem de gordura corporal) em crianças e adultos10,11. No entanto, esta técnica tem sido pouco utilizada para identificar pontos de corte do peso ao nascer na predição de excesso de peso em crianças e adolescentes.

Considerando a pertinência de se estabelecer estratégias de prevenção e promoção em saúde desde os primeiros anos de vida, este estudo teve por objetivo identificar pontos de corte do peso ao nascer na predição do excesso de peso em crianças e adolescentes em idade escolar residentes na área urbana de Chilpancingo, Guerrero, México, em 2004.

 

Métodos

Os dados foram extraídos de um estudo epidemiológico com delineamento transversal, realizado em 2004, cujos resultados revelaram elevada prevalência de excesso de peso e identificaram fatores associados em escolares mexicanos2. A população de referência foi composta pelo universo de alunos matriculados em escolas primárias localizadas na área urbana de Chilpancingo, capital do estado de Guerrero, México. A população do estudo consistiu de 667 escolares, de ambos os sexos, entre 5 e 13 anos de idade, selecionados por amostragem aleatória. O tamanho da amostra foi estimado considerando-se uma prevalência de excesso de peso de 25% e um erro máximo de 3%. De um total de 59 escolas, sete escolas, localizadas na área urbana de Chilpancingo, foram selecionadas por meio de amostragem probabilística com sorteio proporcional ao tamanho dos estratos12. O processo de amostragem foi desenvolvido em três etapas: sorteio das escolas, das séries escolares e dos alunos. A coleta de dados foi realizada entre março e maio de 2004.

Devido à impossibilidade de obter informações sobre a idade gestacional das mães no momento da entrevista, cinco crianças com peso ao nascer ≤ 2.500 g foram excluídas, resultando em uma amostra de 662 escolares disponíveis para este estudo. O protocolo do estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidad Autónoma de Guerrero, México, e os dados foram coletados por entrevistas após a concessão de permissão e assinatura de termo de consentimento pelos pais ou responsáveis pelos escolares.

O índice de massa corporal (IMC) foi obtido como resultado da divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). O peso e a altura foram obtidos utilizando-se balanças eletrônicas e estadiômetros de parede, com precisão de 0,1 kg e 0,1 cm, respectivamente. O estado nutricional dos escolares foi classificado conforme as recomendações de Cole et al.13, considerando-se pontos de corte para o IMC segundo sexo e idade. Os participantes foram classificados em duas categorias: normal e com excesso de peso, sendo que a última categoria incluiu escolares com sobrepeso e obesidade.

A informação do peso ao nascer (em gramas) foi retirada das carteiras de vacinação, apresentadas pelas mães ou responsáveis durante a entrevista.

A idade foi classificada em dois grupos: crianças (≤ 10 anos) e adolescentes (> 10 anos); os escolares também foram classificados segundo o sexo.

Na primeira etapa do estudo, investigou-se a relação entre peso ao nascer (x), classificado em decis, e o IMC médio estimado das crianças (y) em cada decil. Utilizando-se técnicas de regressão14,15, foram construídos modelos de regressão linear, seguidos por outros modelos mais complexos de segunda e terceira ordem e, finalmente, modelos logarítmicos. A escolha do melhor modelo se baseou em estimativas de R2, valores p para distribuições F em cada modelo e análise de resíduos, optando-se, sempre que possível, por modelos de menor ordem. Adotou-se nível de significância α = 0,05.

Curvas ROC16 foram construídas para identificar a acurácia global (áreas sob as curvas) das medidas de peso ao nascer na predição do excesso de peso. As áreas sob as curvas, segundo o sexo e dentro de cada grupo etário, foram comparadas utilizando-se a estatística qui-quadrado. As áreas foram estimadas por pontos e por intervalos de confiança de 95% (IC95%).

Curvas ROC não-paramétricas de dois gráficos (TG)17 foram construídas para crianças e adolescentes, segundo o sexo, para a determinação de pontos de corte de peso ao nascer (d0) na predição de excesso de peso, correspondente à intersecção entre as curvas de sensibilidade e especificidade (θ0). Os valores θ0 correspondem à média dos valores de sensibilidade (Se) e especificidade (Sp): θ0 = (Se+Sp)/2. Os valores de d0 foram estimados por pontos e por IC95%.

O aplicativo Stata versão 8.218 foi utilizado para as análises de regressão linear, para as estimativas de áreas sob as curvas ROC e respectivas comparações. As curvas TG-ROC foram construídas utilizando-se versão 1.0β do aplicativo Computer Methods for Diagnostic Tests (CMDT)19.

 

Resultados

A Tabela 1 exibe as prevalências de excesso de peso de acordo com grupos etários e sexo. Os resultados revelaram valores elevados para crianças e adolescentes mexicanos em idade escolar, especialmente para o sexo feminino em ambos os grupos etários.

A Tabela 2 apresenta equações de regressão linear, segundo sexo e grupo etário, estimativas de R2 e valores p descritivos para os testes de hipóteses baseados na distribuição F. Os coeficientes angulares positivos (β) indicam uma relação linear ascendente entre x e y. Com base nas equações de regressão, identificou-se que os valores estimados do IMC (y) aumentaram cerca de 4% com o aumento do decil de peso ao nascer (x), tanto na análise bruta como nas análises estratificadas.

A Tabela 3 apresenta a acurácia global do peso ao nascer (áreas sob as curvas ROC) para o conjunto dos escolares e segundo o sexo em cada grupo etário. As áreas sob as curvas foram estimadas por pontos e por IC95%. As áreas sob as curvas, segundo o sexo e em cada grupo etário, foram comparadas utilizando-se a estatística qui-quadrado e respectivos valores p para os testes de hipóteses. Com relação à acurácia global, as áreas estimadas alcançaram valores > 78% (análise bruta e análises estratificadas) e apresentaram intervalos de confiança precisos, indicando que as medidas do peso ao nascer possuem bom poder discriminatório para o diagnóstico de excesso de peso. As áreas sob as curvas ROC apresentaram diferença estatisticamente significante, segundo o sexo, no grupo de adolescentes (p < 0,01).

A Figura 1 mostra curvas TG-ROC segundo o sexo em cada grupo etário. Pode-se observar que os pontos de corte do peso ao nascer (d0) foram mais elevados no sexo masculino que no feminino, em ambos os grupos etários, e que os valores θ0, em cada grupo, alcançaram níveis > 0,70 para as intersecções de sensibilidade/especificidade, indicando que os pontos de corte estimados do peso ao nascer contribuíram para a identificação do excesso de peso nos grupos estudados.

 

Discussão

Os resultados revelaram uma relação linear positiva entre peso ao nascer e IMC em escolares mexicanos de Chilpancingo. Esses achados são semelhantes àqueles relatados por outros autores, ao examinarem a relação entre peso ao nascer e IMC em fases subsequentes do ciclo vital20,21, tendo esses autores destacado que a tendência linear foi atenuada com o avançar da idade4,22.

No presente estudo, os autores utilizaram as áreas sob as curvas ROC para a identificação da acurácia global das medidas de peso ao nascer na predição do excesso de peso em crianças e adolescentes. Os autores concluíram que as respectivas medidas tiveram bom desempenho, tendo em vista que as áreas sob as curvas alcançaram valores próximos a 100% (desempenho máximo)23 em todos os estratos.

As curvas ROC têm sido amplamente utilizadas para a detecção da acurácia de pontos de corte do IMC no diagnóstico de adiposidade em crianças e adolescentes10,11,24,25. Nesses estudos, os autores detectaram que o IMC é bastante preciso na detecção de adiposidade quando avaliada por diferentes métodos considerados padrão-ouro: absorciometria por raios X, espessura de dobras cutâneas em múltiplos sítios anatômicos e análise de bioimpedância.

Por outro lado, na maioria dos estudos onde foi possível observar a relação entre peso ao nascer e excesso de peso em subsequentes períodos do ciclo vital, os autores têm utilizado diferentes metodologias, entre as quais se destacam as técnicas multivariadas para avaliar a magnitude dessa associação após o ajustamento para potenciais fatores de risco ou de proteção2,6,26. Moraes et al.2, ao investigarem fatores de risco ou de proteção para o sobrepeso e a obesidade em escolares de Chilpancingo, detectaram que o peso aos nascer (classificado em tercis) foi um fator de risco independente para esses desfechos. Naquele estudo, os autores detectaram que as razões de chances ajustadas correspondentes às medidas de peso ao nascer classificadas no terceiro tercil (> 3.110 g) alcançaram valores de 7,03 (IC95% 3,53-13,99) e 7,91 (IC95% 2,83-22,09) em relação ao sobrepeso e à obesidade, respectivamente.

Entre as vantagens do presente estudo, destaca-se a utilização de curvas TG-ROC, que permitiram a identificação de pontos de corte do peso ao nascer (com respectivos intervalos de confiança) para a detecção de excesso de peso e que possibilitaram, por outro lado, a detecção de intersecções da sensibilidade/especificidade, fornecendo informações práticas e úteis para a implementação de políticas públicas de promoção em saúde. Desta forma, a utilização de curvas TG-ROC complementou os achados de Moraes et al.2, visto que a técnica permitiu estimar não apenas pontos de corte do peso ao nascer na predição do excesso de peso, como também a convergência da sensibilidade e da especificidade desses pontos de corte, resultados estes que podem ser aplicados como estratégia de rastreamento em epidemiologia.

Torna-se importante destacar que os pontos de corte do peso ao nascer encontrados neste estudo sugerem valores preditivos positivos de elevada magnitude em populações com alta prevalência de excesso de peso, como a encontrada em escolares de Chilpancingo. No entanto, não é possível afirmar que esses mesmos pontos de corte alcançariam valores preditivos positivos elevados em populações com baixa prevalência de excesso de peso17.

Alguns autores relataram que, ao se estudar a relação entre peso ao nascer e IMC em estágios subsequentes do ciclo vital, o estado nutricional materno, antes da gravidez, poderia exercer um efeito positivo de confusão, atenuando a força dessa associação, sem, no entanto, eliminá-la3,4. No presente estudo, informações sobre o estado nutricional materno antes da gravidez não estavam disponíveis, considerando-se, por outro lado, que a obtenção das mesmas por meio de entrevistas poderia contribuir para o viés de memória, principalmente por se tratar de estudo com delineamento transversal.

A escolha de pontos de corte para as medidas do peso ao nascer na predição de excesso de peso deveria estar embasada, preferencialmente, em evidências advindas de estudos longitudinais, visto que são mais adequados para identificar a história natural de diferentes desfechos em saúde11,24. Os resultados do presente estudo sugerem, no entanto, que os pontos de corte encontrados para as medidas de peso ao nascer em Chilpancingo podem ser utilizados no rastreamento e acompanhamento precoce de recém-nascidos de risco, de modo a prevenir o excesso de peso em períodos subsequentes, como a infância e a adolescência.

Nessa perspectiva, os resultados do estudo permitem a recomendação de que os pontos de corte do peso ao nascer e respectivos valores de sensibilidade e especificidade obtidos por meio de curvas TG-ROC podem ser utilizados para a construção de políticas públicas de promoção em saúde e de programas de prevenção do excesso de peso em populações com elevada prevalência de sobrepeso e obesidade.

 

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Correspondência:
Suzana Alves de Moraes
Av. Santa Luzia, 440/81
CEP 14025-090 - Ribeirão Preto, SP
Tel.: (16) 3602.3424
Fax: (16) 3602.3424
Email: samoraes@usp.br

Artigo submetido em 01.07.08, aceito em 29.10.08.

 

 

Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: de Moraes SA, de Freitas IC, Mondini L, Rosas JB. Receiver operating characteristic (ROC) curves to identify birth weight cutoffs to predict overweight in Mexican school children. J Pediatr (Rio J). 2009;85(1):42-47.