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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.85 no.4 Porto Alegre Aug. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572009000400006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de inatividade física e fatores associados em estudantes do ensino médio de escolas públicas estaduais

 

 

Fabio L. CeschiniI; Douglas R. AndradeII; Luis C. OliveiraIII; Jorge F. Araújo JúniorIV; Victor K. R. MatsudoV

IMestre, Saúde Pública, Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP.
IIMestre, Saúde Pública, Faculdade de Saúde Pública, USP, São Paulo, SP.
IIIMestre, Promoção da Saúde, Universidade São Judas Tadeu (USJT), São Paulo, SP.
IVMestre, Adaptação Humana, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), São José dos Campos, SP.
VLivre-docente, Universidade Gama Filho (UGF), Rio de Janeiro, RJ.

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Descrever a prevalência de inatividade física e os fatores associados em estudantes do ensino médio de escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo (SP).
MÉTODOS: Foram selecionadas aleatoriamente 16 escolas públicas estaduais considerando as regiões geográficas da cidade de São Paulo (norte, sul, leste e oeste). A amostra foi de 3.845 estudantes do ensino médio no ano de 2006. Inatividade física foi mensurada com o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ curto) e definida como praticar atividade física moderada e/ou vigorosa por um período menor que 300 minutos por semana. As variáveis independentes analisadas foram: gênero, idade, nível socioeconômico, região geográfica da cidade de São Paulo, conhecimento do programa Agita São Paulo, participação nas aulas de educação física escolar, uso de tabaco, ingestão de bebidas alcoólicas e tempo diário assistindo televisão. Foi utilizada a regressão de Poisson com três níveis para entrada de variáveis, com nível de significância de p < 0,05.
RESULTADOS: A prevalência geral de inatividade física em adolescentes da cidade de São Paulo foi de 62,5% (IC95% 60,5-64,1). Os fatores associados à inatividade física foram o gênero, idade, nível socioeconômico, região geográfica da cidade de São Paulo, não conhecer o programa Agita São Paulo, não participar das aulas de educação física, uso de tabaco, ingestão de bebidas alcoólicas e tempo diário de televisão.
CONCLUSÃO: A prevalência de inatividade física em adolescentes de São Paulo foi elevada em todas as regiões geográficas, além de fatores sociodemográficos e comportamentais contribuírem significativamente com a inatividade física.

Palavras-chave: Adolescência, atividade física, promoção da saúde.


 

 

Introdução

Os benefícios proporcionados pela prática regular de atividade física na infância e adolescência são importantes para o processo biológico de crescimento e desenvolvimento humano, justamente por possibilitar incremento das funções cardiovasculares, metabólicas, músculo-esqueléticas e auxiliar no controle e redução da adiposidade corporal1.

Evidências científicas demonstram que doenças crônicas degenerativas, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, osteoporose, dentre outras, têm início durante o período da infância e adolescência e podem ser potencializadas dependendo do estilo de vida adotado, principalmente no que se refere aos maus hábitos alimentares e à inatividade física2. Portanto, praticar atividade física regularmente é um comportamento importante no combate às doenças crônicas e deve ser estimulado durante todo o processo de crescimento e desenvolvimento para que esse comportamento tenha maiores chances de ser transferido para a idade adulta, como já foi demonstrado em estudos internacionais3,4 e também no Brasil5.

Adolescentes devem envolver-se em atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa por pelo menos 60 minutos por dia, acumulando assim, 300 minutos por semana, sendo que tais atividades podem ser praticadas dentro ou fora da escola, de forma estruturada ou não-estruturada1. No entanto, estudos pelo mundo têm demonstrado prevalências elevadas de inatividade física, como, por exemplo, em adolescentes finlandeses6, americanos7 e portugueses8. Tendência semelhante foi observada em estudos com jovens brasileiros da cidade de Pelotas (RS)9 e de São Paulo (SP)10. Portanto, a quantificação da prevalência de inatividade física e a identificação de grupos de risco são importantes no sentido de direcionar estratégias de intervenção.

Apenas dois estudos verificaram a prevalência de inatividade física e os possíveis fatores de influência em adolescentes paulistanos, e foram estudos com populações estritamente regionalizadas, como em adolescentes de algumas escolas particulares somente da zona sul da cidade11 ou em adolescentes de apenas uma escola pública da zona norte da cidade10. Nesse sentido, há uma lacuna no conhecimento sobre a prevalência de inatividade física em adolescentes de forma mais abrangente considerando as diferentes regiões da cidade de São Paulo (norte, sul, leste e oeste).

Portanto, o objetivo deste estudo foi descrever a prevalência de inatividade física e os fatores associados em estudantes do ensino médio de escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo.

 

Métodos

São Paulo é a terceira maior cidade do mundo e o 19º maior PIB mundial, onde há, aproximadamente, 11 milhões de habitantes, sendo 1 milhão de jovens com idade entre 14 e 19 anos12.

Das 703 escolas públicas estaduais que ofereciam o ensino médio no período matutino na cidade de São Paulo em 2006, 29,4% estavam situadas na zona sul, 30,1% na zona leste, 20,5% na zona oeste e 20,0% na zona norte. As escolas foram estratificadas pela região geográfica da cidade de São Paulo (norte, sul, leste ou oeste). Em seguida foi realizado um sorteio de quatro escolas por região, totalizando 16 escolas selecionadas para o estudo. O valor percentual da quantidade de escolas avaliadas pelo total de escolas em cada região foi: 2,0% das escolas avaliadas pertenciam à zona sul, 1,9% à zona leste, 2,7% à zona oeste e 2,8% à zona norte. As escolas ofereciam entre seis e oito turmas de ensino médio no período matutino. Assim, foram sorteadas cinco turmas por escola sendo que todos os alunos da sala fariam parte da amostra que foi composta de 3.845 estudantes com idade média de 15,3 anos.

O nível socioeconômico foi avaliado pelo questionário de classificação socioeconômica da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, que leva em consideração a escolaridade do chefe da família e alguns bens de consumo, sendo a classificação socioeconômica dividida em cinco níveis, de A a E13.

Para coletar informações sobre a variável dependente (inatividade física) foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física (International Physical Activity Questionnaire, IPAQ), versão 8 curta. O IPAQ foi inicialmente proposto por um grupo de pesquisadores internacionais em 1998, com o objetivo de validar um único instrumento que permitiria realizar um levantamento mundial da prevalência de atividade/inatividade física em adultos. Na época, 12 centros de pesquisa selecionados pelo mundo se uniram para desenvolver o questionário, sendo que o nosso centro (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul, CELAFISCS) ficou responsável por essa tarefa no Brasil14. O IPAQ também foi validado para adolescentes brasileiros15 e tem sido utilizado para avaliar o nível de atividade física nesse grupo11,16.

Inatividade física foi definida como praticar atividades físicas de intensidade vigorosa e/ou moderada dentro ou fora da escola, de forma estruturada ou não-estruturada, por um tempo menor que 300 minutos por semana, segundo a recomendação da atividade física para adolescentes1.

O estilo de vida dos adolescentes, como o uso de tabaco, bebidas alcoólicas e tempo diário assistindo televisão, foi avaliado por uma parte do "Questionário de Avaliação das Condições de Saúde, Nutrição e Atividade Física"17. Foram considerados fumantes os adolescentes que relataram fumar pelo menos uma vez por semana. Foi considerada a ingestão de qualquer tipo de bebidas alcoólicas pelo menos uma vez no mês anterior à avaliação. As variáveis independentes avaliadas foram gênero (meninos ou meninas), grupo etário (14-16 ou 17-19 anos), nível socioeconômico (A, B, C, D ou E), região da cidade de São Paulo (norte, sul, leste ou oeste), conhecimento do programa de promoção da atividade física Agita São Paulo (conhece ou não conhece), participação nas aulas de educação física escolar (participa ou não participa), uso de tabaco (sim ou não), ingestão de bebidas alcoólicas (sim ou não) e tempo diário assistindo televisão (< 1 h/dia, entre 1 e 2 h/dia ou > 2 h/dia).

A coleta de dados foi realizada entre o período de fevereiro e abril de 2006 por quatro professores formados em educação física. Os questionários foram respondidos pelos adolescentes através do autopreenchimento. A participação foi autorizada através do preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido pelos responsáveis, garantindo o anonimato das informações obtidas.

A prevalência de inatividade física foi calculada para as categorias de cada variável independente. O nível de significância entre as proporções foi avaliado pelo teste qui-quadrado para heterogeneidade ou para tendência linear. Na análise multivariada, foi utilizada a regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência (RP) e os respectivos intervalos de confiança (IC95%), tendo a ordem de entrada das variáveis de acordo o modelo hierárquico de causalidade, determinado a priori18.

O modelo utilizado incluiu três níveis, sendo que para a variável independente permanecer no modelo ajustado, a mesma teria que apresentar significância de p < 0,20 na análise bruta. No primeiro nível entraram as variáveis sociodemográficas (gênero, idade, nível socioeconômico e região geográfica da cidade de São Paulo). No segundo nível entraram as variáveis de incentivo para a prática de atividade física (conhecimento do programa Agita São Paulo e participação nas aulas de educação física escolar) e no terceiro entraram as variáveis comportamentais dos adolescentes (uso de tabaco, ingestão de bebidas alcoólicas e tempo diário assistindo televisão). O nível de significância adotado foi p < 0,05.

 

Resultados

As características sociodemográficas, de estímulo para a prática de atividades físicas e comportamentais são apresentadas na Tabela 1. Metade dos adolescentes relataram não participar das aulas de educação física, sendo as meninas o grupo mais prevalente (78,2%). A prevalência do uso de tabaco foi de 35,6%, sendo significativamente maior nos meninos (67,5%) em comparação às meninas (32,5%), p = 0,036. Para bebidas alcoólicas, a prevalência foi de 52,4%, não havendo diferença estatística entre meninos (55,6%) e meninas (47,6%), p = 0,178.

 

 

A prevalência geral de inatividade física em adolescentes do ensino médio de escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo foi de 62,5% (IC95% 60,5-64,1). Dentre os adolescentes que cumpriram a recomendação, 47% praticavam atividades físicas estruturadas em clubes da prefeitura municipal. Os resultados da Tabela 2 demonstraram que a prevalência de inatividade física foi significativamente maior nas meninas (74,1%), no grupo etário mais velho (71,6%), no nível socioeconômico B (88%) e em adolescentes de escolas da região oeste da cidade de São Paulo (83,9%).

A prevalência de inatividade física foi significativamente maior em adolescentes que não conhecem o programa Agita São Paulo (75,6%), em alunos que não participaram regularmente das aulas de educação física (61,6%) e naqueles que assistiram mais de 2 horas de televisão (84,7%). Adolescentes que fizeram uso de tabaco (94,7%) e ingeriam bebidas alcoólicas (81,3%), foram significativamente mais inativos.

Os resultados da análise multivariada hierarquizada demonstraram que as variáveis independentes que foram significativas na análise bruta mantiveram comportamento semelhante após a análise ajustada. No modelo ajustado, as meninas foram 48% (RP = 1,48; IC95% 1,37-1,63) mais inativas do que os meninos. Jovens de escolas da região oeste da cidade foram 87% (RP = 1,78; IC95% 1,64-1,86) mais inativos em comparação aos jovens da região sul. Não conhecer o programa Agita São Paulo aumentou a probabilidade de ser inativo para 29% (RP = 1,29; IC95% 1,16-1,38) em comparação àqueles que relataram conhecer o programa.

Em relação às variáveis comportamentais dos adolescentes, mesmo após o ajuste pelas variáveis pertencentes aos blocos superiores, constatou-se que o tempo de televisão esteve associado positivamente com a inatividade física, sendo o efeito de risco maior no grupo que assistia mais que 2 horas por dia. Porém, nenhuma das variáveis independentes avaliadas apresentou maior probabilidade para inatividade física do que o uso de tabaco (RP = 2,06; IC95% 1,31-2,82) e a ingestão de bebidas alcoólicas (RP = 1,86; IC95% 1,17-2,72).

 

Discussão

Analisando a literatura internacional6,8,19 e nacional9-11, os estudos demonstram que as meninas têm maior probabilidade de serem inativas. Tendência semelhante foi encontrada no presente estudo, onde as meninas foram 48% mais inativas do que os meninos.

Adolescentes de escolas das regiões oeste e norte de São Paulo foram significativamente mais inativos. Esses resultados poderiam ser explicados pela quantidade de unidades esportivas públicas disponíveis para a população em cada região da cidade. Das 331 unidades públicas de esporte oferecidas na cidade, 48 (14,7%) e 57 (17,5%) estão localizadas nas regiões oeste e norte, respectivamente20. Assim, a menor quantidade de unidades de esporte oferecidas pela prefeitura nessas regiões poderia estar contribuindo para a maior prevalência de inatividade física em jovens, já que 47% dos adolescentes relataram praticar atividades físicas em clubes da prefeitura21.

Adolescentes classificados nos níveis A e B foram significativamente mais inativos. Esses resultados são importantes, uma vez que estudos apontam para resultados semelhantes9,10 e outros encontraram resultados diferenciados, provavelmente pelas características físicas, sociais e ambientais diferenciadas em cada população estudada, como foi discutido em recente revisão de literatura22.

Por outro lado, resultados secundários ao objetivo deste estudo devem ser comentados. A prevalência do uso de tabaco e bebidas alcoólicas em adolescentes de São Paulo foi maior do que os dados encontrados em outros estudos nacionais, como por exemplo, em jovens de Florianópolis (SC)23 e Porto Alegre (RS)24. Portanto, programas de intervenção são necessários no sentido de estimular a prática de atividade física diária e, também, com o objetivo de diminuir o uso de tabaco e bebidas alcoólicas em adolescentes do ensino médio de São Paulo.

Em relação ao estímulo para a prática de atividade física, a análise multivariada demonstrou que não conhecer o programa Agita São Paulo permaneceu associado à inatividade física. Em estudo recente, os autores verificaram que a proporção de inatividade física foi 12 vezes maior em adolescentes de escolas onde não houve atividades do Agita São Paulo quando comparados aos adolescentes de escolas em que houve o evento (sem Agita: 19,9%; com Agita: 1,6%), indicando que a realização de eventos bem como a participação dos adolescentes poderiam influenciar o nível de atividade física25.

O envolvimento dos adolescentes com atividades físicas estruturadas ou não-estruturadas apresenta relação inversa com o uso de tabaco e bebidas alcoólicas. O estudo de Nelson & Gordon-Larsen26 investigou a associação entre atividade física e comportamentos de risco em 11.957 adolescentes americanos. Praticar atividade física na escola (RP = 0,82; IC95% 0,71-0,95) e em centros de recreação (RP = 0,80; IC95% 0,69-0,92) e participação em modalidades esportivas (RP = 0,61; IC95% 0,54-0,69) foram fatores de proteção contra o uso de tabaco. Em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, os dados demonstraram que participar por 5 ou mais dias na semana de atividades físicas de intensidade moderada foi fator de proteção para o consumo de bebidas alcoólicas (RP = 0,84; IC95% 0,74-0,96).

Assim, os resultados apresentados neste estudo e as evidências científicas atuais nos levam a crer que o envolvimento do adolescente com atividades físicas promovidas por programas de promoção da saúde dentro ou fora da escola poderiam contribuir para a redução da inatividade física, provavelmente por proporcionar maior conhecimento sobre a importância e os benefícios para a saúde e também pelo maior envolvimento dos adolescentes nessas atividades. Nesse sentido, a atuação da escola e dos órgãos governamentais parece ser uma forma interessante para criar e colocar em funcionamento programas de intervenção que auxiliem no combate à inatividade física e ao uso de tabaco e bebidas alcoólicas27.

No presente estudo, foram avaliados somente adolescentes do ensino médio de escolas públicas estaduais do período matutino de ensino. Assim, outros segmentos escolares do sistema de ensino, como escolas particulares, municipais ou técnicas e outros períodos de estudo (vespertino ou noturno) não foram avaliados. As inferências estão relacionadas, portanto, apenas com esse grupo pesquisado.

Os resultados aqui apresentados podem servir como ponto de partida para futuras investigações em áreas com características ambientais e sociais especificas da cidade de São Paulo, fornecer dados para comparações tanto de estudos com populações de jovens de outras regiões do Brasil como jovens de outros países e fornecer informações importantes para a criação de estratégias de intervenção ou dar suporte para programas de intervenção já existentes em São Paulo.

Em resumo, a prevalência de inatividade física em adolescentes de São Paulo foi elevada em todas as regiões geográficas avaliadas, além de fatores sociodemográficos e comportamentais contribuírem significativamente para a inatividade física.

 

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Correspondência:
Fabio L. Ceschini
Rua Umberto Boccione, 37
CEP 02441-150 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 4229.8980
E-mail: flceschini@usp.br

Artigo submetido em 19.12.2008, aceito em 18.05.2009.

 

 

Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Ceschini FL, Andrade DR, Oliveira LC, Araújo Júnior JF, Matsudo VK. Prevalence of physical inactivity and associated factors among high school students from state's public schools. J Pediatr (Rio J). 2009;85(4):301-306.