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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.85 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572009000600004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Perfil clínico e laboratorial de pacientes pediátricos e adolescentes com diabetes tipo 1

 

 

Laura Pereira da Silva JoseI; Adriane de A. Cardoso-DemartiniI; Raphael D. R. Liberatore JuniorI; Maria Fernanda Vanti Macedo PaulinoII; Sofia Helena Valente de Lemos-MariniII; Gil Guerra-JúniorII; Albertina Gomes RodriguesIII

IDepartment of Pediatrics and Pediatric Surgery, Pediatric Endocrinology Section, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), São José do Rio Preto, SP
IIDepartment of Pediatrics, Pediatric Endocrinology Unit, School of Medicine, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP
IIIDepartment of Pediatrics, Pediatric Endocrinology Unit, Conjunto Hospitalar do Mandaqui, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Realizar a avaliação clínica e laboratorial dos pacientes com diabetes melito tipo 1 em três hospitais públicos em São Paulo (SP), uma vez que o diabetes melito tipo 1 é uma doença crônica que ocorre principalmente em crianças e adolescentes.
MÉTODOS: Estudo transversal com pacientes em acompanhamento em centros de referência em São José do Rio Preto (FAMERP), Campinas (UNICAMP) e São Paulo (Conjunto Hospitalar do Mandaqui). Dados como gênero, idade, duração do diabetes, dose diária de insulina, número de aplicações diárias de insulina e hemoglobina glicosilada (HbA1c) foram analisados.
RESULTADOS: Foram avaliados 239 pacientes (131 do sexo feminino); a idade média foi de 13,1±4,7 anos e o tempo médio de duração do diabetes foi de 6,6±4,2 anos. As doses diárias de insulina variaram de 0,1 a 1,78 unidades/kg/dia (0,88±0,28), e 180 (74,7%) pacientes faziam somente duas aplicações por dia. A HbA1c variou de 4,6 a 17,9% (10,0±2,3%).
CONCLUSÕES: Embora os hospitais incluídos neste estudo sejam centros de referência para o seguimento de pacientes com diabetes melito em três cidades do estado de São Paulo, um dos estados mais desenvolvidos do Brasil, o controle da glicemia avaliado através da HbA1c não foi adequado. Isso confirma o fato de que, embora haja esforço de todos os profissionais envolvidos, grandes desafios ainda deverão ser vencidos.

Palavras-chave: Diabetes melito, diabetes melito tipo 1, insulina, hemoglobina glicosilada.


 

 

Introdução

O diabete melito tipo 1 (DMT1) é uma das doenças endócrinas mais sérias da infância e da adolescência. Sua incidência, que varia entre diferentes países e grupos étnicos, pode oscilar de 0,1 a 37,4/100.000 entre crianças de 0 a 14 anos1.

O objetivo do tratamento do diabetes é alcançar equilíbrio metabólico e assegurar o bem-estar do paciente. As evidências mostram que um melhor controle da glicose sanguínea reduz o riso de complicações crônicas e está associado com uma melhor qualidade de vida2.

Regimes intensivos de insulina têm sido sugeridos, mas o seu uso isolado não garante que o controle ideal esperado da glicose sanguínea seja alcançado. Fatores como informações sobre o diabetes, apoio de uma equipe de saúde, automonitoramento e satisfação do paciente podem estar associados de maneira mais importante a um melhor controle da doença do que um tratamento intensivo3. As recomendações feitas pelo Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) exigem importantes mudanças no comportamento do paciente: automonitoramento da glicose sanguínea capilar três a quatro vezes por dia, quatro aplicações diárias de insulina ou uso de uma bomba de insulina, mudanças nos hábitos alimentares, prática de atividades físicas planejadas e ajuste das doses de insulina de acordo com a ingestão alimentar e os exercícios4.

O DCCT demonstrou que o tratamento intensivo de pacientes entre 13 e 39 anos retarda o início e a evolução de retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética e que há uma associação entre os níveis de glicose sanguínea e de hemoglobina glicosilada (HbA1c) e complicações microvasculares em pacientes com diabetes4. A hipoglicemia é um fator limitante ao controle glicêmico intensivo, especialmente em crianças pequenas que estão sob risco de alteração cognitiva após episódios hipoglicêmicos repetitivos5. Embora o risco de hipoglicemia fosse maior em pacientes submetidos a terapia intensiva, os benefícios superaram o risco de hipoglicemia,6-8 e, portanto, o regime basal-bolus com análogos de ação rápida (aspart, lispro) oferecidos no bolus geralmente reduz os episódios de hipoglicemia e os níveis de glicemia pós-prandial, enquanto os análogos de insulina basal (detemir, glargina) tendem a reduzir particularmente o número de episódios de hipoglicemia noturna5.

O tratamento intensivo do diabetes é baseado na adaptação dos regimes de insulina aos resultados do automonitoramento da glicose sanguínea, e não deveriam ser determinados somente pelo número de aplicações diárias de insulina9. O estrito controle clínico e laboratorial e o tratamento individualizado deveriam ser determinados por uma equipe multidisciplinar. Além disso, os pacientes e suas famílias deveriam receber informações sobre o tratamento, além de serem preparados para aderir ao tratamento.

Este estudo, que foi realizado para aperfeiçoar o seguimento dos pacientes, avaliou os perfis clínicos e laboratoriais de crianças e adolescentes com DMT1 em três hospitais públicos que são centros de referência para os pacientes com DMT1 no estado de São Paulo.

 

Pacientes e métodos

Este estudo transversal foi realizado em meados de 2006, com pacientes em acompanhamento em centros de referência de DMT1 em São José do Rio Preto (FAMERP), Campinas (UNICAMP) e São Paulo (Conjunto Hospitalar do Mandaqui). Nesses três centros, uma abordagem interdisciplinar é utilizada, já que endocrinologistas pediátricos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e orientadores trabalham juntos em sistema de consultoria quatro vezes por ano, emergência livre e contato por telefone. O seguimento foi realizado tendo início com uma reunião de grupo com a equipe e posterior consulta individual com o médico.

Todos os pacientes e pelo menos um cuidador receberam orientação individual de um profissional da equipe (psicólogo, nutricionista e enfermeiro) com relação a uso de insulina, testes glicêmicos em ponta do dedo e planejamento alimentar. Não ouve orientação referente à contagem de carboidratos.

Os pacientes foram encorajados a alterar sua dose de insulina com base nos resultados dos testes glicêmicos. A avaliação oftalmológica e as dosagens microalbuminúricas de 24 horas foram realizadas anualmente naqueles com mais de 5 anos de diabetes.

O diagnóstico de MDT1 foi estabelecido de acordo com os critérios internacionais e excluiu todos os outros tipos de diabetes. Nenhum paciente teve retinopatia ou nefropatia.

Todos os pacientes receberam insulina NPH, seringas e tiras de teste de glicose fornecidas pelo estado. Análogos de insulina, bombas e canetas não foram fornecidas.

Os prontuários médicos de 239 pacientes foram revisados, e coletou-se dados sobre gênero, idade, duração da doença, dose diária de insulina, número de aplicações diárias de insulina, uso de glicômetro para automonitoramento dos níveis de glicose sanguínea e do nível de HbA1c. Todos os dados foram coletados com base na última consulta.

O nível de HbA1c foi medido através de cromatografia líquida de alta performance (HPLC) a um intervalo de referência de 4,6 a 6,5%. De acordo com a International Society of Pediatric and Adolescent Diabetes (ISPAD), os níveis ideais de HbA1c são ≤ 7,5%; os níveis subideais ficam entre 7,6 e 9%; e o nível baixo (ou de alto risco) é maior que 9%4,9. Para a análise estatística deste estudo, os resultados foram divididos em dois grupos: controle ruim = HbA1c > 9%; e bom controle = HbA1c ≤ 9%.

O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de São Jose do Rio Preto sem necessidade de formulário de consentimento informado.

Os dados foram descritos e analisados através de um teste paramétrico (t de Student) e de um teste não-paramétrico (qui-quadrado) para valores com distribuição anormal. Os testes de regressão linear e múltipla foram utilizados para estudar o comportamento de duas ou mais variáveis simultaneamente para detectar possíveis associações entre a variação de uma variável como uma função de variação de uma ou mais das outras variáveis. O erro do tipo I foi de a = 5%, e o valor de p < 0,05 foi considerado significante.

 

Resultados

Os prontuários médicos de 239 pacientes (131 do sexo feminino) foram revisados. A idade média foi de 13,1±4,7 anos (3,0 a 26,2 anos), e a duração média de DMT1 foi de 6,6±4,2 anos (0,4 a 18,5 anos).

As doses de insulina variaram de 0,1 a 1,78 unidade/kg/dia (0,88±0,28). O número de aplicações diárias de insulina foi de duas para 179 (74,9%) pacientes, uma para 28 (11,7%) e três para 32 (13,4%).

Sessenta e quatro pacientes (26,8%) usaram insulina NPH; 78 (32,6%) usaram insulina pré-misturada (70/30; 80/20; 90/10); 44 (18,4%) usaram insulina NPH e insulina normal; e 52 (21,8%) usaram insulina NPH e insulina lispro. Somente um paciente (0,4%) usou insulina glargina e lispro.

Somente dois pacientes (0,8%) não realizaram automonitoramento de glicose sanguínea capilar porque não possuíam um glicômetro em casa.

A HbA1c variou de 4,6 a 17,9% (10±2,3%), e não houve diferenças significativas entre os gêneros (feminino = 10,1±2,4%; masculino = 9,9±2,2%; p = 0,49). O controle de DMT1 foi bom para 93 (38,9%) dos pacientes, e ruim para 146 (61,1%). Nos dois grupos, a maioria dos pacientes recebeu duas aplicações diárias de insulina (Tabela 1), e, inesperadamente, os pacientes que receberam três aplicações tiveram uma média maior de HbA1c (p = 0,007).

Contudo, a HbA1c foi significativamente mais baixa em pacientes que usaram a insulina NPH e lispro do que em pacientes que usaram somente a insulina NPH, a insulina pré-misturada ou a insulina NPH e a insulina normal (p = 0,0005) (Tabela 2).

Nesse grupo, a análise de regressão linear revelou que três aplicações diárias (p = 0,008), doses maiores de 0,8 unidades/kg/dia (p = 0,001) e duração da doença por mais de 5 anos (p = 0,04) foram associados a controle ruim de DMT1 de acordo com a avaliação do nível de HbA1c.

 

Discussão

Recentemente, o conceito de controle metabólico ganhou importância na análise do início e da evolução das complicações crônicas do diabetes, e o conceito de dissociação entre o controle metabólico e o início dessas complicações foi deixado para trás na história da diabetologia. A DCCT concluiu que há uma redução de aproximadamente 60% no risco de retinopatia, nefropatia e neuropatias diabéticas em pacientes com bom controle4. Estudos recentes também encontraram uma redução de 42% no risco cardiovascular em pacientes submetidos a tratamento intensivo para diabetes melito10. Além disso, cada 1% de redução nos níveis de HbA1c afeta significativamente a prevenção de complicações microvasculares11.

O objetivo do tratamento do diabetes é manter a HbA1c a níveis que evitem a ocorrência de hipoglicemia frequente e grave5. Neste estudo, a HbA1c média foi de 10±2,3%, e a maioria (61,1%) dos pacientes tinham níveis maiores que 9%. Esses achados indicam um alto risco de complicações crônicas e controle metabólico ruim apesar do automonitoramento e dos esforços da equipe médica multidisciplinar que atendeu os pacientes.

A experiência internacional com essa faixa etária não é muito diferente. Pesquisas recentes têm demonstrado que é muito difícil manter os níveis de HbA1c abaixo de oito mesmo em centros de referência. Uma pesquisa brasileira recente mostrou que 90% de 979 jovens de diferentes regiões do país não estavam com seus níveis de HbA1c bem controlados12,13.

Mais do que somente o tipo de insulina, mas também o número de aplicações de insulina ou os testes glicêmicos em ponta do dedo parecem ser importantes. A abordagem realizada por uma equipe, as frequentes reuniões de orientação e também as questões psicológicas são muito importantes principalmente no grupo de adolescentes12,14,15.

Um grande número de pacientes (32.6%) usava insulinas pré-misturadas, o que já foi associado a controle metabólico ruim em adolescentes11. Contudo, a HbA1c média nesse grupo de pacientes foi similar àquela dos pacientes que usaram somente insulina NPH ou insulina NPH e insulina normal. O grupo com a média mais baixa de HbA1c foi aquele formado por pacientes que usaram NPH e insulina lispro, o que pode explicar a maior eficácia da lispro em reduzir rapidamente os níveis de glicose pós-prandial.

Os mesmos resultados foram encontrados em outros estudos. O uso de insulina NPH com análogos rápidos na mesma aplicação reduz a HbA1c através da diminuição dos níveis de glicose pós-prandial. A melhor maneira de controlar os pacientes com DMT1 é através da abordagem basal-bolus, a qual não estava sendo utilizada nesse grupo16,17.

A maioria dos pacientes (74.9%) recebiam duas aplicações diárias, e aqueles que recebiam três aplicações tinham médias mais altas de HbA1c. Esse foi o grupo de pacientes em que a duração da doença foi mais longa. É possível supor que como esses pacientes eram os mais velhos (adolescentes), o controle metabólico foi diminuído devido a falta de adesão ao tratamento, como relatado por outros autores15.

 

Conclusão

Embora o presente estudo tenha sido realizado com pacientes acompanhados em hospitais de referência em três cidades localizadas em um dos estados brasileiros mais desenvolvidos, o controle ideal da glicose sanguínea, avaliado de acordo com os níveis de HbA1c, não foi atingido quando houve aumento somente do número de aplicações diárias de insulina ou da dose diária de insulina. Os dados mostraram que as equipes multidisciplinares ainda têm grandes desafios para prescrever tratamentos individualizados que respondam às necessidades de cada paciente com DMT1 e sugerem que a orientação deveria ser a base dos tratamentos bem-sucedidos.

Também se acredita que novas abordagens, tais como doses múltiplas de insulina, bombas de insulina e contagem de carboidratos, poderiam ser úteis para melhorar o controle metabólico. As questões econômicas e sociais devem ser enfrentadas, já que são o principal desafio para os próximos anos.

 

Referências

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Correspondência:
Raphael D. R. Liberatore Junior
Rua Ondina, 54
CEP 15015-205 - São José do Rio Preto, SP
Tel.: (17) 3235.8026
E-mail: liberat@famerp.br

 

 

Artigo submetido em 18.06.09, aceito em 26.08.09
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Jose LP, Cardoso-Demartini AA, Liberatore Junior RD, Paulino MF, de Lemos-Marini SH, Guerra-Júnior G, et al. Clinical and laboratory profile of pediatric and adolescent patients with type 1 diabetes. J Pediatr (Rio J). 2009;85(6):490-494.