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Jornal de Pediatria

versão impressa ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.86 no.3 Porto Alegre maio/jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572010000300009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Associação entre desnutrição em crianças moradoras de favelas, estado nutricional materno e fatores socioambientais

 

 

Kátia B. R. SilveiraI; Jullyana F. R. AlvesII; Haroldo S. FerreiraIII; Ana L. SawayaIV; Telma M. M. T. FlorêncioV

IMestre, Nutrição, Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas
IIMestranda, Nutrição, Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, AL
IIIDoutor, Professor, Faculdade de Nutrição, UFAL, Maceió, AL
IVDoutora, Professora, Departamento de Fisiologia, Disciplina de Fisiologia da Nutrição, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP
VDoutora, Professora, Faculdade de Nutrição, UFAL, Maceió, AL

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar a associação da desnutrição em crianças residentes em assentamentos subnormais (favelas) de Maceió (AL) com o estado nutricional materno e as condições socioambientais.
MÉTODOS: Estudo transversal, envolvendo amostra probabilística de 2.075 mães (18 a 45 anos) e respectivos filhos (4 meses a 6 anos), moradoras nas favelas da cidade de Maceió (AL). Para escolha dos assentamentos, procedeu-se primeiramente a uma análise de clusters para eleger a região administrativa da cidade de Maceió com menor índice de desenvolvimento humano. Após essa análise, a 7ª Região Administrativa foi a designada para o estudo, com seus 23 assentamentos subnormais. Os dados socioeconômicos, demográficos, antropométricos e de saúde materno-infantil foram coletados através de inquérito domiciliar. A estatística analisou a razão de chances de uma criança ser desnutrida, e a regressão univariada foi usada para verificar quais variáveis maternas estariam associadas a essa desnutrição.
RESULTADOS: A desnutrição crônica (-2 desvios padrão/altura por idade) esteve presente em 8,6% das crianças e associou-se com idade e escolaridade materna, tipo de residência, número de cômodos, revestimento de piso, origem da água e baixo peso ao nascer (< 2.500 g) em crianças com idade < 24 meses. Encontrou-se também associação entre desnutrição infantil e baixa estatura materna, que não foi observada para índice de massa corporal.
CONCLUSÕES: A alta prevalência de desnutrição infantil observada nesses assentamentos esteve relacionada às condições socioambientais e à baixa estatura das mães, que apresentaram déficit ou excesso de peso.

Palavras-chave: Nanismo nutricional, obesidade, pobreza.


 

 

Introdução

Dados da Food and Agriculture Organization das Nações Unidas1 estimam que 963 milhões de pessoas passam fome no mundo, das quais 1/3 são crianças, normalmente acometidos da forma mais letal de má nutrição, desnutrição energético-proteica (DEP).

Apesar da prevalência de DEP ter diminuído muito no Brasil2, principalmente no Nordeste, observa-se que, devido às diferenças sociais, tal agravo ainda continua a ser um relevante problema de saúde pública, especialmente em alguns bolsões de pobreza localizados nas periferias das grandes cidades3,4. Entretanto, além do contexto social no qual a criança vive, a desnutrição infantil é também determinada pelo fator biológico, sendo a figura materna um forte interlocutor da criança-ambiente5. Desta forma, a má nutrição materna durante a gestação implicaria no baixo peso ao nascer das crianças. Déficits de desenvolvimento ocasionados pela desnutrição intrauterina e/ou na primeira infância poderiam levar a uma diminuição das necessidades energéticas com alterações na regulação do sistema endócrino6. Essas alterações, tão necessárias em um primeiro momento para manter a vida, têm efeito deletério a longo prazo, pois isso se dá à custa da redução do crescimento, tornando a baixa estatura um importante indicador de agravo nutricional de longa duração5. Populações que sofreram fome crônica apresentam maiores índices de baixa estatura, quase sempre correlacionada a uma mais alta prevalência de obesidade7-9. Nesse sentido, estudo conduzido por Florêncio et al.7 nas favelas de Maceió (AL) encontrou prevalência de baixa estatura associada à obesidade em 32% das mulheres e prevalência de desnutrição infantil de 21,6%3.

Em Maceió, capital do Estado de Alagoas, 50% da população vive em condições subnormais10. Na 7ª Região Administrativa, uma das mais pobres, com 23 favelas, habitam 81.000 pessoas, das quais 21.000 são crianças. O presente teve como objetivo estudar a associação da desnutrição infantil com o estado nutricional materno e as condições socioambientais nessas favelas.

 

Métodos

Estudo de delineamento transversal de base populacional realizado com amostra probabilística de mães e crianças dos 23 assentamentos subnormais (favelas) da 7ª Região Administrativa de Maceió. Representa uma parte de um projeto maior intitulado "Capacitação dos profissionais do Programa de Saúde da Família e das creches da 7ª Região Administrativa da cidade de Maceió", desenvolvido em parceria com Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde, tendo por objetivo o diagnóstico e tratamento de todas as crianças desnutridas desses assentamentos. A 7ª Região foi escolhida por ser, dentre as demais, a que possui o menor índice de desenvolvimento humano (IDH).

O tamanho da amostra foi estimado assumindo-se prevalência de desnutrição (estatura para idade < -2 desvios padrão) em menores de 6 anos em torno de 10%, poder estatístico de 80% e significância de 95%, resultando em uma amostra mínima de 90 crianças por favela. Em seguida, procedeu-se à elaboração dos mapas e os assentamentos foram percorridos em sentido horário a partir da esquina sorteada. Em cada casa, era perguntado se havia pelo menos uma criança de até 6 anos. Se não houvesse, seria visitada a próxima casa até perfazer o total de 2.100 domicílios pesquisados.

Foram excluídas do estudo crianças com síndromes genéticas que cursem com baixa estatura, doenças crônicas, como síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), neuropatias, diabetes, cardiopatias, gestantes e mães não biológicas. A amostra final foi composta por 2.075 mães e crianças.

Para o diagnóstico e classificação de desnutrição, foi utilizada a medida e os indicadores, segundo a faixa etária, peso e estatura, adotando como padrão de referência o National Center for Health Statistics (NCHS) recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)11.

As crianças com idade superior a 2 anos foram pesadas em balança antropométrica eletrônica (capacidade de 150 kg e precisão para 0,1 kg) previamente calibrada, vestindo roupas leves e descalças na presença da mãe ou responsável. A estatura foi avaliada em antropômetro dotado de fita métrica inextensível com 2 m de comprimento (precisão de 0,1 cm). As crianças menores de 2 anos também foram pesadas usando roupas leves, sem sandálias ou fraldas, junto com a mãe. O peso final da criança foi obtido através da diferença entre o peso da mãe com a criança e o peso da mãe sem a criança, utilizando a mesma balança. O comprimento foi aferido com auxílio de um infantômetro de madeira portátil, estando a criança deitada em um colchão próprio para medição, com a cabeça posicionada próxima à prancha imóvel, mantendo-a paralela à régua, com os joelhos pressionados e os pés juntos com tornozelos em ângulo de 90°, mantidos pela prancha móvel. A partir da obtenção dessas medidas, foi composto o índice altura para idade, classificando o estado nutricional das crianças conforme os seguintes pontos de corte (em escore z): eutrofia = > -1 a < 1; desnutrição leve = < -1 a > -2; desnutrição moderada = < -2 a > -3; desnutrição grave = < -3; sobrepeso = de > 1 a < 2 e obesidade = > 2.

Para a avaliação antropométrica das mães, foram coletados dados referentes à idade, massa corporal e estatura. A massa corporal foi obtida por meio de balança eletrônica portátil Marte PP180TM (São Paulo, SP), com capacidade para 180 kg e sensibilidade de 100 g. Para a aferição da estatura, todas as mães foram medidas na posição em pé em um estadiômetro vertical, dotado de fita métrica com sensibilidade de 0,1 cm. Todas as medidas antropométricas foram obtidas conforme as recomendações de Frisancho12. A baixa estatura foi adotada como marcador da desnutrição crônica utilizando o ponto de corte menor que 155,0 cm, que corresponde ao percentil 5 da relação altura para idade, considerando a idade > 20 anos13. O estado nutricional foi definido por meio do índice de massa corporal (IMC = peso/altura2). Utilizou-se a classificação recomendada pela OMS14.

As variáveis de identificação e socioambientais foram coletadas em formulários padronizados previamente testados. A variável dependente analisada foi a desnutrição infantil, representada por um escore z -2 para o índice altura para idade.

As variáveis nominais e quantitativas analisadas foram distribuídas em blocos, sendo as primeiras devidamente categorizadas (códigos: 0 = informantes com condição menos favorável e/ou menor/igual em relação ao ponto de corte definido a priori, e 1 = informantes com condição mais favorável e/ou igual/maior em relação ao ponto de corte também definido a priori) de acordo com o esquema hierárquico abaixo:

Características socioeconômicas:

- Escolaridade da mãe: 0 = mães com escolaridade abaixo ou igual a 4 anos; 1 = mães com escolaridade acima de 4 anos.

- Renda familiar: < R$ 465,00 = 0 e > R$ 465,00 = 1.

- Ocupação: desempregada = 0 e empregada =1.

Características ambientais:

- Moradia: outro = 0 e própria = 1.

- Tipo de residência: outro = 0 e alvenaria = 1.

- Revestimento do piso: ausência de piso = 0 e presença de piso = 1.

- Origem da água: outro = 0 e rede pública = 1.

- Destino de dejetos: outro = 0 e rede pública = 1.

- Número de cômodos da residência: < 4 = 0 e > 4 = 1.

Características maternas:

- Idade: < 30 anos = 0 e > 30 anos = 1.

- Estatura: < 1,55 m = 0 e > 1,55 m =1.

- IMC: < 25 kg/m2 = 0 e > 25 kg/m2 = 1.

Características e condições gerais da criança:

- Idade: < 24 meses = 0 e > 24 meses = 1.

- Peso ao nascer: < 2.500 g = 0 e > 2.500 g =1.

Análise estatística

Para a interpretação dos resultados, foram realizadas análises bivariadas por meio do teste qui-quadrado para a variável dicotômica déficit estatural. Através da variável desfecho, foram estimados os valores das razões de chances ajustadas para peso ao nascer, seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) e valores de probabilidade experimental.

Os dados coletados foram obtidos após as mães assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió (AL), seguindo as diretrizes da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

 

Resultados

As Figuras 1 e 2 apresentam o estado nutricional de crianças e mães. Observa-se que, do total de crianças, 8,6% apresentaram desnutrição moderada e grave, enquanto sobrepeso/obesidade esteve presente em 11,3%. No tocante às mães, 38,8% tinham baixa estatura e 45,6% apresentavam excesso de peso.

 

 

 

A Tabela 1 mostra a razão de chance de uma mãe ter uma criança desnutrida. Ao analisar as condições socioeconômicas, observa-se que quase todas as variáveis se associaram significativamente ao déficit nutricional, com destaque para escolaridade materna, a qual demonstrou que mães com < 4 anos de estudo apresentavam aproximadamente um risco três vezes maior (2,6) de ter uma criança desnutrida do que mães com escolaridade superior. Adicionalmente, as variáveis revestimento de piso, origem da água e número de cômodos por residência foram determinantes no diagnóstico da desnutrição, sendo a de maior significância tipo de residência (p = 0,01), isto é, uma casa feita de madeira, lona, papel, entre outros. No que concerne às características da criança, constatou-se que crianças com idade < 24 meses e que nasceram com baixo peso (< 2.500 g) apresentavam maior susceptibilidade ao comprometimento de seu estado nutricional.

Quanto às variáveis antropométricas maternas, estas também se encontraram estatisticamente relacionadas à desnutrição infantil. A idade materna se associou fortemente (p = 0,006), seguida da estatura. Porém, essa correlação não foi observada para o IMC.

Para melhor entender a influência que a estatura materna (indicador de desnutrição no início da vida) e o IMC exerceriam sobre o déficit nutricional das crianças, testou-se a associação entre essas variáveis (Tabela 2). Ao analisar as mães com estatura inferior a 1,55 m, observou-se que a baixa estatura materna representou o dobro de risco para a desnutrição nos respectivos filhos. Em relação à estatura e IMC, verifica-se que o excesso e/ou déficit de peso isoladamente não se associaram significativamente ao déficit nutricional da criança. Porém, quando na presença da baixa estatura, essa associação foi altamente significativa (p < 0,001) com valores de razão de chances iguais a 2,61 e 2,42, respectivamente.

 

Discussão

Apesar da utilização da referência do NCHS11 para classificação do estado nutricional das crianças de até 6 anos, em detrimento das curvas da OMS15, pois, à época, somente contemplavam crianças de até 5 anos, a prevalência de desnutrição encontrada (8,6%) entre as crianças avaliadas apresentou-se próxima àquela obtida na Chamada Nutricional (9,5%) em uma amostra de 2.164 crianças residentes na região semi-árida de Alagoas16. Isso demonstra que mesmo essas crianças vivendo na zona urbana de uma grande cidade ainda são acometidas por uma alta prevalência de desnutrição crônica. Além disso, há o fato de que essas famílias habitavam casas feita de taipa, madeira, lona e/ou plástico, sem revestimento de piso, o que dificultava a higienização do ambiente e favorecia o aparecimento e desenvolvimento de microrganismos patogênicos, agravando as infecções e a prevalência de desnutrição nas crianças. Esses dados são semelhantes aos demonstrados por Romani & Lira17.

No presente estudo, a escolaridade materna se correlacionou mais fortemente à desnutrição quando comparada às variáveis socioeconômicas. Isto é, quanto menos instruída era a mãe, menos atenta à importância de hábitos de higiene pessoal e do meio e menos capaz de fornecer alimentação mais adequada ao crescimento e desenvolvimento da criança. Essas assertivas também foram confirmadas por Florêncio et al.3, Gage18 e França et al.19 ao estudarem a relação entre condições socioambientais e desnutrição no Quênia e no Brasil.

No presente, cerca de 70,2% da amostra apresentava renda familiar mensal inferior a um salário-mínimo (R$ 465,00), condição que, aliada à baixa escolaridade materna, pode contribuir de forma decisiva para a carência de alimentos ou para uma escolha inadequada dos mesmos, determinando os agravos nutricionais observados nessas crianças. Apesar de a desnutrição mostrar-se ainda de forma relevante, foi observado que 11,3% das crianças já apresentaram excesso de peso. Resultados similares foram encontrados por Grillo et al.20 e Silva & Mota21 estudando as favelas de São Paulo (SP), sugerindo que o excesso de peso encontrado nessas crianças (12,6%) possivelmente foi oriundo de uma desnutrição crônica, decorrente de uma má nutrição materna e de uma nutrição infantil inadequada nos primeiros anos de vida. De acordo com Sawaya & Roberts6, uma dieta pobre em proteínas e minerais acarretaria uma redução no crescimento ósseo e no ganho de massa magra com diminuição das necessidades energéticas, no sentido de predispor o organismo ao armazenamento de gordura corporal, quando do uso de dietas mais ricas em gorduras e hidratos de carbono. Acreditamos que essas alterações podem estar ocorrendo nas crianças do presente estudo.

Se essa alimentação inadequada continua na adolescência e vida adulta, poderá ocasionar ganho de peso em excesso, como observado na elevada prevalência de sobrepeso/obesidade (45,6%) nas mulheres deste estudo, corroborando o percentual encontrado por Barbosa et al.10 nesta mesma população.

Por outro lado, se essa alimentação, ao invés de rica em alimentos energéticos, for deficiente, principalmente às utilizadas por mulheres em idade gestacional, favorecerá a geração de uma criança com baixo peso ao nascer22. As crianças do presente estudo que nasceram com baixo peso apresentavam, aos 2 anos, maior susceptibilidade ao comprometimento do estado nutricional. Segundo Ong23, o baixo peso ao nascer, associado à introdução tardia de alimentos complementares e a uma maior incidência de diarreia, favorecidos pela insalubridade do meio ambiente, pode determinar a alta prevalência de desnutrição observada em populações menos favorecidas, como as de nosso estudo. Dentro desse contexto, déficits estaturais observados intrauterinamente e/ou na primeira infância poderiam determinar a baixa estatura dos adultos9,24,25.

Neste estudo, a grande maioria das mães tinha baixa estatura, o que é verificado também em outros estudos com populações que foram submetidas a fome crônica, determinando o ciclo da desnutrição na infância, baixa estatura, obesidade e comorbidades na idade adulta26-28.

No presente, comprovou-se ainda estatisticamente que, independentemente do estado nutricional das mães, a baixa estatura esteve diretamente relacionada ao déficit nutricional da criança. Fica evidente, então, que tanto as informações genéticas quanto as condições socioeconômicas e ambientais ofertadas pelos pais são transmitidas e repercutem sobre o estado nutricional de seus filhos29,30. Ou seja, a ausência ou presença do déficit nutricional observado na criança pode ser determinada através de uma correlação intrafamiliar positiva.

A baixa estatura mostrou-se também associada à desnutrição dos filhos tanto nas mães com déficit ponderal como naquelas com excesso de peso, sugerindo que a baixa estatura materna independe do estado nutricional atual como um fator de risco para o déficit estatural dos filhos. Desta forma, fica evidente que a baixa estatura materna constitui importante preditor do déficit nutricional em crianças, estando significativamente associada à pobreza e às condições adversas do meio socioambiental.

 

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Correspondência:
Telma Maria de Menezes Toledo Florêncio
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Artigo submetido em 16.10.09, aceito em 25.01.10.

 

 

Este artigo é baseado na dissertação de Mestrado da primeira autora, apresentada à Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, AL, em 2009.
Apoio financeiro: Fundo Nacional de Saúde/Ministério da Saúde.
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Silveira KB, Alves JF, Ferreira HF, Sawaya AL, Florêncio TM. Association between malnutrition in children living in slums, maternal nutritional status, and environmental factors. J Pediatr (Rio J). 2010;86(3):215-220.