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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.86 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.2047 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores determinantes de inatividade física em adolescentes de área urbana

 

 

Bruno Rodrigo da Silva LippoI; Itamar Manoel da SilvaII; Claudia Regina Pereira AcaIII; Pedro Israel Cabral de LiraIV; Gisélia Alves Pontes da SilvaV; Maria Eugênia Farias Almeida MottaVI

IMestre, Saúde da Criança e do Adolescente. Professor, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Recife, PE
IIGraduando, Educação Física, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE
IIIMestre, Saúde da Criança e do Adolescente. UFPE, Recife, PE
IVDoutor, Medicina. Professor associado, Departamento de Nutrição, UFPE, Recife, PE
VDoutora, Medicina. Professora associada, Departamento Materno Infantil, UFPE, Recife, PE
VIDoutora, Medicina. Professora adjunta, Departamento Materno Infantil, UFPE, Recife, PE

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar fatores determinantes da inatividade física entre adolescentes de 15 a 19 anos na cidade do Recife (PE).
MÉTODO: O estudo foi caso-controle, envolvendo 597 adolescentes de 15 a 19 anos, estudantes de escolas particulares, selecionadas por conveniência. Os critérios de exclusão foram adolescentes com doenças que interferissem ou impossibilitassem a avaliação antropométrica, que estavam em tratamento medicamentoso ou dietético para sobrepeso ou que haviam modificado sua atividade física nos últimos 30 dias. Eles foram recrutados de acordo com a atividade física, determinada pelo International Physical Activity Questionnaire: casos – inativos (sedentários e insuficientemente ativos); e controles – ativos (ativos e muito ativos). Os adolescentes informaram quantas horas diárias assistiam televisão e usavam computador para identificar o número de horas sedentárias/dia. A antropometria (peso e estatura) dos adolescentes foi aferida pela técnica de Gibson; assim, foi calculado o índice de massa corporal. O peso, a estatura e a escolaridade das mães foram autorreferidos. Os dados foram analisados por análise múltipla de regressão logística, utilizando o programa SPSS, versão 11.5, objetivando controlar variáveis de confusão.
RESULTADOS: Adolescentes do sexo feminino tiveram risco cerca de duas vezes maior de serem inativos (odds ratio = 1,94; intervalo de confiança de 95% = 1,35-2,79) em relação àqueles do sexo masculino. Assistir televisão mais de 1 hora/dia foi de maior risco para inatividade física em relação a menos de 1 hora/dia (odds ratio = 1,55; intervalo de confiança de 95% = 1,01-2,39).
CONCLUSÃO: Inatividade física em adolescentes foi associada com o sexo feminino e maior tempo diário assistindo televisão.

Palavras-chave: Atividade física, fatores de risco, sobrepeso, televisão, estudos de casos e controles, adolescente.


 

 

Introdução

A atividade física reduz a morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas, otimizando a saúde física e psicológica e a qualidade de vida do indivíduo1. É um meio importante para aumentar o gasto energético, a fim de se balancear a ingestão de energia da alimentação e evitar doenças crônico-degenerativas e suas consequências2. Atividade física é um fenômeno complexo, que envolve qualquer movimento corpóreo que permita contração muscular, incluindo atividades diárias, locomoção, cuidados pessoais, tempo livre (atividade física não intencional), exercício e esporte (atividade física intencional)3.

A atividade física está reduzindo em todo o mundo, sobretudo nos adolescentes, encontrando-se percentuais elevados de inatividade física em estudos da última década4-7. Os hábitos sedentários são estabelecidos na infância e na adolescência e tendem a se perpetuar na vida adulta, com fatores biológicos, familiares e culturais envolvidos na conduta de inatividade física8. Adolescentes em todo o mundo estão adotando estilo de vida cada vez mais passivo, com menos atividade física e mudanças nos hábitos alimentares9. Embora estudos tenham demonstrado que fatores como sexo, sobrepeso no adolescente e na mãe, escolaridade da mãe e tempo despendido com atividades sedentárias sejam apontados como alguns dos determinantes para inatividade física, ainda existe controvérsia6,7,9-15. Ademais, existem poucos estudos abordando a inatividade física em adolescentes brasileiros.

Portanto, identificar determinantes de inatividade física na adolescência em diferentes populações é fundamental para elaborar programas de promoção de atividade física de acordo com as necessidades locais, que possam, assim, contribuir para a redução das doenças crônicas no adulto. Dessa forma, o objetivo do estudo foi investigar os fatores determinantes da inatividade física entre adolescentes de 15 a 19 anos matriculados em escolas particulares de Recife (PE), Região Nordeste do Brasil.

 

Métodos

Foi desenvolvido estudo caso-controle incluindo todos os adolescentes de 15 a 19 anos, matriculados em seis escolas particulares da cidade do Recife, selecionadas por conveniência. Os critérios de exclusão foram adolescentes com doenças que interferissem ou impossibilitassem a avaliação antropométrica (malformação congênita, alterações ortopédicas, edema), que estavam em tratamento medicamentoso ou dietético para sobrepeso/obesidade ou que haviam modificado sua atividade física nos últimos 30 dias. Após a entrevista, foi verificado se o adolescente apresentava ou não inatividade física, conforme o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)16, determinando-se os grupos de estudo: casos – adolescentes inativos (categorias originais sedentário e insuficientemente ativos A e B do IPAQ); e controles – adolescentes ativos (categorias originais ativo e muito ativo do IPAQ).

Para a estimativa do tamanho amostral, utilizou-se o software Epi-Info®, versão 6.04b (CDC, EUA). Considerou-se a frequência de 2 horas ou mais assistindo televisão em um dia de semana de 41% nos adolescentes sem conduta sedentária17, o risco de inatividade física 1,8 vezes maior para adolescentes que assistem mais de 2 horas de televisão ao dia, a razão de um caso para um controle, com poder estatístico de 80% e o nível de significância < 5%. O tamanho amostral mínimo a ser estudado foi de 197 casos e 197 controles.

Os dados foram coletados por assistentes de pesquisa treinados previamente para a aplicação dos questionários e aferição antropométrica. Inicialmente, a versão curta do IPAQ foi aplicada para avaliar o nível de atividade física. Para garantir a qualidade das respostas, o questionário foi aplicado diretamente aos adolescentes durante entrevista individual (face a face, conforme recomendado para os países em desenvolvimento). A entrevista finalizava com as seguintes perguntas, respondidas pelos adolescentes: "Em um dia normal de escola, quantas horas você assiste televisão?" e "Em um dia normal de escola, quantas horas você usa o computador?", buscando identificar o número de horas sedentárias/dia, adotando-se o dia normal de escola a fim de evitar o viés de memória, visto que as atividades fixas realizadas seriam um referencial para recordar esses tempos com mais fidedignidade de resposta. Adotou-se como ponto de corte tempo igual ou superior a 1 hora/dia18.

A antropometria dos adolescentes foi realizada de acordo com a técnica de Gibson19, utilizando-se balança plataforma (Filizola, Brasil), com capacidade máxima de 150 kg e sensibilidade de 0,1 kg, para obtenção do peso, e estadiômetro (Profissional Gofeka, Brasil), com acurácia de 0,1 cm, para aferir a altura. Com os dados de peso e estatura, foi possível calcular o índice de massa corporal (IMC), conforme o padrão de referência do Centers for Disease Control and Prevention (CDC)20. A seguir, o IMC foi categorizado em sobrepeso (IMC > percentil 85 para idade e sexo) e peso adequado (IMC < percentil 85 e > percentil 5 para idade e sexo).

O IMC das mães foi calculado com as respostas de peso e estatura enviadas por escrito, categorizando-se, de acordo com o padrão de referência do CDC21, como sobrepeso (IMC > 25 kg/m2) e peso adequado (IMC < 24,9 kg/m2). Quanto à escolaridade referida das mães, a classificação foi de < 8 anos e > 9 anos.

Para detectar as variáveis associadas à inatividade física, foi realizada análise múltipla de regressão logística, para controlar as variáveis de confusão. Utilizou-se o software SPPS, versão 11.5 for Windows (SPSS, IBM, EUA). O procedimento analítico adotado foi o método hierarquizado, com entrada das variáveis exploratórias na seguinte ordem, desde que obtivessem p < 0,20 na análise univariada (teste de qui-quadrado): 1) modelo – variáveis biológicas do adolescente (sexo e IMC do adolescente); 2) modelo – variáveis da mãe (escolaridade e IMC); 3) modelo – variáveis culturais (horas assistindo televisão e usando computador). As variáveis que continuavam significantes em um nível de 20% eram mantidas e participavam do ajuste do modelo seguinte. A categoria basal para a estimativa da odds ratio (OR) ajustada e não ajustada foi definida como aquela com menor risco para inatividade física. Para a aceitação do modelo final de inatividade física, utilizou-se o intervalo de confiança de 95% (IC95%) da OR e o nível de significância de 5%.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os adolescentes e seus responsáveis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido autorizando a inclusão na pesquisa.

 

Resultados

Foram estudados 597 adolescentes, dos quais 50,6% (302/597) eram do sexo masculino. Quanto à idade, 45,1% (269/597) tinham 15 anos; 34,5% (206/597), 16 anos; 16,1% (96/597), 17 anos; 3,7% (22/597), 18 anos; e 0,7% (4/597), 19 anos. Inatividade física foi detectada em 35,2% (210/597) dos adolescentes, sendo mais frequente nos adolescentes do sexo feminino (63,3%; 133/210), com peso adequado (75,7%; 159/210), que assistiam televisão (73,3%; 154/210) e usavam o computador (55,2%; 116/210) menos de 1 hora/dia e filhos de mães com 9 anos ou mais de escolaridade (52%; 105/210) e sem sobrepeso (56,3; 112/210). De acordo com a análise univariada, o sexo feminino foi o único determinante para a inatividade física (OR = 2,23; IC95%  1,58-3,15).

No modelo 1 da análise múltipla de regressão logística, foram incluídas as variáveis sexo e sobrepeso do adolescente. No modelo 2, foram incluídas as variáveis sexo do adolescente e escolaridade e sobrepeso da mãe; a variável sobrepeso do adolescente não participou do ajuste desse modelo por apresentar valor de p = 0,66 no modelo anterior, sendo retirada da análise conforme programado. No modelo 3 (modelo final), participaram as variáveis sexo do adolescente, escolaridade e sobrepeso da mãe, tempo assistindo televisão e usando computador. As variáveis que explicaram a inatividade física nos adolescentes foram sexo feminino e assistir televisão mais de 1 hora/dia.

Adolescentes do sexo feminino tiveram risco cerca de duas vezes maior de serem inativos (OR = 1,94; IC95% 1,35-2,79) em relação àqueles do sexo masculino (Tabela 1). Assistir televisão mais de 1 hora/dia não se relacionou à inatividade física na análise univariada (p = 0,06), mas mostrou significância estatística na análise múltipla (OR = 1,55; IC95% 1,01-2,39) (Tabela 1). Não houve associação estatística significante com sobrepeso no adolescente e com escolaridade e sobrepeso da mãe.

 

Discussão

Os resultados deste estudo indicam que inatividade física é mais comum nos adolescentes do sexo feminino e com hábito de assistir televisão.

Estudos têm demonstrado que adolescentes do sexo feminino são menos ativos do que aqueles do sexo masculino6,7,22,23. Os fatores responsáveis pela maior inatividade física no sexo feminino não são inteiramente explicados na literatura. Foi demonstrado que adolescentes do sexo feminino relatam barreiras internas (envolvimento com atividades ligadas à tecnologia) e externas (influência da família) contribuindo para inatividade física, ressaltando a preferência para realizar atividades individuais e com menor gasto energético24. Estímulo a atividades físicas de maior interesse, aliado a apoio familiar e esclarecimento sobre a importância dessa prática para a saúde, parece garantir incremento da atividade física no sexo feminino24,25.

A relação entre excesso de peso e inatividade física demonstra que quanto maior o sobrepeso, mais difícil praticar atividade física, reduzindo a motivação para a prática e estabelecendo a obesidade como um de seus determinantes10,14,26. O estudo não demonstrou relação entre inatividade física e sobrepeso, provavelmente porque a maioria (75,2%) dos adolescentes estava com peso adequado. No entanto, autores relatam que a inatividade física pode resultar do excesso de peso, não apenas por dificultar a mobilidade, mas também por fatores emocionais relacionados à competência percebida para a prática de atividades físicas programadas e à insatisfação por estar com sobrepeso, o que favorece condutas sedentárias8,11,12,23,25,27.

Embora não tenha sido detectado nesta amostra, outros estudos encontraram que menor nível educacional e sobrepeso materno estão relacionados com inatividade física9,27,28. Em geral, menor nível educacional e baixa renda são associados com maiores índices de inatividade física e refletem a falta de informação sobre os benefícios da atividade física para a saúde, assim como a falta de ambientes adequados (estrutura física e segurança) para sua prática9,29. Melhores níveis de atividade física relacionam-se com famílias de maior nível educacional, que entendem os benefícios, são mais ativas e atuam como apoio social, encorajando essa prática nos seus filhos8,9,23. A mãe com sobrepeso e fisicamente inativa pode afetar negativamente a decisão do adolescente sobre a prática de atividade física9,30,31. Apesar de a família influenciar a adoção de comportamentos saudáveis, deve-se observar que muitos adolescentes tendem a ignorar essas atitudes como forma de afirmar sua autonomia, tornando-se fisicamente inativos, independente do hábito da família24.

O tempo gasto assistindo televisão é positivamente associado com inatividade física, o que foi confirmado também neste estudo6,9,24,32. A inter-relação entre comportamentos sedentários e inatividade física é complexa23. Provavelmente, comportamentos sedentários consomem tempo que poderia ser utilizado com atividades físicas33. No entanto, o fato de aumentar atividades físicas não interfere no tempo que o adolescente despende em atividades sedentárias (televisão e computador), corroborando que medidas específicas para reduzir o tempo com condutas sedentárias devem ser elaboradas13.

Devem ser consideradas algumas limitações do estudo. A avaliação objetiva da atividade física (acelerômetro, podômetro) é mais precisa do que por questionário, mas aumenta o custo e altera o comportamento do indivíduo durante a aferição2. No entanto, o IPAQ é um questionário validado, que afere a atividade física total, e não apenas aquela do tempo livre. O uso do autorrelato do peso das mães pode interferir no valor real do IMC, com tendência a subestimá-lo; no entanto, são utilizados em estudos epidemiológicos devido à conveniência e ao baixo custo para sua obtenção34.

O estudo detectou que adolescentes do sexo feminino estão em maior risco para inatividade física, além de dedicar mais tempo a assistir televisão. Os profissionais de saúde e as famílias devem estimular adolescentes a incorporar a atividade física na vida diária e observar a influência da mídia sobre a atitude dos adolescentes, que pode estar estimulando adoção de condutas sedentárias nas atividades cotidianas.

 

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Correspondência:
Maria Eugênia Farias Almeida Motta
Rua Amaraji, 80/1001 - Casa Forte
CEP 52060-440 - Recife, PE
Tel.: (81) 2126.8514, (81) 3269.6807
E-mail: eugenia.motta@gmail.com

Artigo submetido em 28.07.10, aceito em 29.09.10.

 

 

Fontes finaciadoras: a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) financiou a pesquisa (processo APQ-0044-4.05/07), e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) financiou as bolsas de pós-graduação (BRSL) e iniciação científica (IMS).
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Lippo BR, da Silva IM, Aca CR, de Lira PI, da Silva GA, Motta ME. Determinants of physical inactivity among urban adolescents. J Pediatr (Rio J). 2010;86(6):520-524.