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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.87 no.3 Porto Alegre May/June 2011

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.2093 

ARTIGO ORIGINAL

 

Associação transversal entre hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis e atividade física de lazer em adolescentes

 

 

Rômulo A. FernandesI; Diego G. D. ChristofaroII; Juliano CasonattoIII; Sandra S. KawagutiIV; Enio R. V. RonqueV; Jefferson R. CardosoV; Ismael F. Freitas JúniorVI; Arli R. OliveiraV

IDoutor. Professor, Educação Física, Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente, SP. Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente, SP
IIDoutorando. Professor, Educação Física, UNOESTE, Presidente Prudente, SP. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR
IIIDoutorando. Professor, Educação Física, UEL, Londrina, PR
IVMestranda. Professora, Educação Física, UEL, Londrina, PR
VDoutor. Professor, Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, UEL, Londrina, PR. Universidade Estadual de Maringá (UEM), Londrina, PR
VIDoutor. Professor, Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade, UNESP, Rio Claro, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar associações entre dois domínios da atividade física de lazer e hábitos alimentares em adolescentes.
MÉTODOS: A amostra foi composta por 1.630 adolescentes (46% do gênero masculino e 54% do gênero feminino). O nível de atividade física, o tempo de televisão (TV) e os comportamentos alimentares foram avaliados por entrevista, e, de acordo com o resultado da avaliação, os adolescentes foram classificados como fisicamente ativos, espectadores assíduos de TV, e engajados em dietas não saudáveis/saudáveis.
RESULTADOS: Os adolescentes do gênero masculino foram mais ativos do que as do feminino (21,7 e 9,4%, respectivamente; p = 0,001), ao passo que o hábito de assistir TV foi mais frequente entre as meninas (44,0 e 29,2%; p = 0,001). Práticas de atividades físicas foram associadas com maior consumo de frutas (OR = 1,90; IC95% 1,39-2,60) e vegetais (OR = 1,48; IC95% 1,09-2,01), ao passo que o maior consumo de frituras (OR = 2,13; IC95% 1,64-2,77) e salgadinhos (OR = 1,91; IC95% 1,49-2,45) esteve associado ao hábito de assistir TV.
CONCLUSÃO: Este estudo epidemiológico apresenta informações indicando que os comportamentos ativo e inativo estiveram diferente e independentemente associados aos hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis.

Palavras-chave: Atividade física, hábitos alimentares, adolescentes.


 

 

Introdução

O nível de atividade física (NAF) tem diminuído nas últimas décadas, e é considerado um dos principais fatores de risco modificáveis para uma ampla gama de doenças crônicas; por esse motivo, várias organizações e agências têm publicado recomendações sobre a quantidade adequada de atividade física para a população em geral, inclusive para os jovens em idade escolar1,2. As recomendações contidas nesses posicionamentos oficiais indicam que mudanças em alguns comportamentos que venham a favorecer a nutrição ideal e aumentar o NAF são fundamentais para a melhoria do estado de saúde da população.

No entanto, a avaliação do NAF é complexa, porque esse é um comportamento multidimensional, que ocorre em vários domínios, tais como transporte, atividades domésticas, lazer, trabalho (adultos) ou escola (crianças e adolescentes), e é provável que cada domínio precise ser avaliado separadamente, não apenas porque essa abordagem torna a informação mais específica, mas também porque é mais provável que a informação seja válida3. Além disso, domínios de atividade física diferentes podem estar associados, de diversas formas, ao mesmo desfecho em saúde4,5.

Outra preocupação entre os adolescentes são os seus hábitos alimentares. Dados recentes indicam uma elevada taxa de comportamentos não saudáveis em adolescentes de ambos os gêneros; por exemplo, mais de 80% consomem pouca quantidade de fibras, e aproximadamente 35% consomem grande quantidade de gordura6. Com relação aos hábitos alimentares, os adolescentes engajados em esportes organizados apresentaram maior frequência de comportamento alimentar saudável7, ao passo que estudos epidemiológicos prévios relataram que o menor consumo de frutas e vegetais, além do maior consumo de lanches altamente calóricos, estão associados a comportamentos sedentários, tais como assistir televisão (TV)8.

Estudos transversais9,10 e longitudinais11 recentes apontaram que os comportamentos ativo e sedentário estão dissociados e, portanto, devem ser considerados dois domínios de atividade física independentes, indicando que a maior prática de atividade física não está associada a uma diminuição no tempo gasto em atividades sedentárias, tais como assistir TV ou usar o computador. Esses resultados são importantes para atingir desfechos em saúde pública, porque não corroboram o conceito de que comportamentos sedentários impedem a população pediátrica de ser fisicamente ativa por reduzirem o tempo disponível para a atividade física. Embora o NAF e o hábito de assistir TV possam ser analisados como entidades separadas, não está claro se ambos afetam de forma independente os hábitos de consumo alimentar dos adolescentes. Portanto, o objetivo do presente estudo foi analisar a possível existência de uma associação entre esses dois domínios de atividade física (a prática de esportes organizados no lazer e o tempo de TV) e hábitos alimentares em adolescentes.

 

Métodos

Foi realizado um estudo transversal, de julho a outubro de 2007, na cidade de Presidente Prudente, que apresenta um alto índice de desenvolvimento humano (IDH = 0,846), está situada na região oeste do estado de São Paulo, e possui aproximadamente 200.000 habitantes, dos quais cerca de 37.000 são estudantes. O tamanho da amostra, de 1.495 estudantes, foi calculado por meio de um percentual de prática de atividade física estimado em 41,8%12 (erro de 2,5%), com poder estatístico de 80% e erro alfa de 5%. De 36 escolas situadas na cidade, 6 foram selecionadas aleatoriamente. Nessas escolas, os estudantes foram convidados a participar, e receberam um termo de consentimento livre e esclarecido, que foi preenchido pelos pais e pelos estudantes antes de participarem da pesquisa. Dos 2.200 adolescentes elegíveis, 1.752 devolveram o termo, mas 122 foram excluídos devido a erros nos dados sobre a ingestão alimentar, totalizando 1.630 adolescentes de ambos os gêneros (taxa de resposta final de 74,1% da amostra elegível total). O Comitê de Ética da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) aprovou este estudo.

Os dados sobre os comportamentos no lazer foram coletados através de entrevista, realizada por um pesquisador treinado, durante a aula de educação física. O questionário elaborado por Baecke et al.13 foi utilizado para avaliar o engajamento em atividades esportivas de lazer. Os adolescentes foram considerados regularmente engajados se tivessem participado de atividades de intensidade moderada a vigorosa durante mais de 4 horas por semana (> 240 minutos por semana) nos 4 meses anteriores ao estudo. Essa quantidade de tempo é semelhante aos 300 minutos por semana recomendados em diretrizes para adolescentes2. Considerando que foram utilizadas informações sobre os 4 meses anteriores à data da avaliação, as entrevistas foram realizadas entre o início de julho e outubro, para evitar o período de férias dos adolescentes.

Os dados sobre o tempo de TV foram coletados como um indicador de sedentarismo através do mesmo questionário13. A frequência com que os adolescentes assistiam TV (nunca, raramente, às vezes, frequentemente, sempre) e as possíveis respostas foram categorizadas como uma variável nominal, na qual a resposta "sempre" foi utilizada como indicador de uso frequente de TV e como o principal desfecho para sedentarismo.

Os dados sobre comportamento alimentar foram coletados através de um questionário pré-testado, pré-codificado e estruturado. Foram levadas em consideração quatro perguntas sobre a frequência do consumo de certos alimentos (frutas, vegetais, lanches, frituras) na última semana (nenhum, 1-2 dias, 3-5 dias, todos os dias)14. As respostas "todos os dias" foram adotadas como indicadores de "comportamento não saudável" para lanches e frituras, e de "comportamento saudável" para frutas e vegetais.

Três variáveis foram tratadas como potencialmente confundidoras, e foram, portanto, incluídas nos modelos ajustados para regressão logística: (i) idade (de 11 a 17 anos); (ii) gênero (masculino e feminino); (iii) nível socioeconômico familiar (NSF), que foi estimado por meio de um questionário baseado no Critério de Classificação Econômica Brasil, proposto pela Associação Nacional de Empresas de Pesquisa15. O questionário sobre o NSF envolvia a escolaridade dos pais e o número de eletrodomésticos, veículos e cômodos na casa do adolescente; a família era a seguir classificada pertencente a uma das classes sociais de uma classificação que vai de A (os mais ricos) a E (os mais pobres).

Para analisar a consistência dos dados relatados, 170 adolescentes da amostra foram selecionados aleatoriamente e convidados a participar em uma segunda entrevista na escola, onde um pesquisador aplicou novamente os questionários sobre hábitos alimentares, o NSF e atividade física. Os resultados de concordância [kappa (k)] entre as duas avaliações foram elevados para aqueles que relataram ser fisicamente ativos (k = 0,85), e para os valores relativos ao uso frequente de TV (k = 0,85), a comportamentos alimentares (frutas: k = 0,75; vegetais: k = 0,75; lanches: k = 0,76; frituras: k = 0,76) e ao NSF (k = 0,87).

O teste t de Student para amostras independentes foi empregado com o objetivo comparar a idade entre os gêneros (Tabela 1). O teste qui-quadrado (χ2) analisou a associação entre as variáveis categóricas, enquanto a regressão logística, representada pelos valores de odds ratio (OR) e pelo intervalo de confiança de 95% (IC95%), indicou a magnitude dessas associações. Além disso, no modelo multivariado, os valores de OR foram ajustados para variáveis potencialmente confundidoras (gênero, renda familiar e idade). A significância estatística foi definida como 5%, e o programa Statistical Package for the Social Sciences 13.0 (SPSS, Chicago, EUA) foi utilizado em todas as análises.

 

 

Resultados

As características gerais da amostra são apresentadas na Tabela 1. A amostra foi composta por 54% de adolescentes do gênero feminino e 46% do gênero masculino (χ2 = 10,368; p = 0,001). Não houve diferença entre os gêneros na comparação entre as faixas etárias (15-17 anos de idade: meninas = 38,1% versus meninos = 36,1%; p = 0,435). Além disso, os comportamentos alimentares foram semelhantes em ambos os gêneros, com exceção da elevada ingestão de lanches.

Os adolescentes do gênero masculino eram mais ativos do que os do gênero feminino e também apresentaram um NSF mais elevado (classe A: meninas = 19,9% versus meninos = 24,3%; p = 0,012). Por outro lado, o grupo feminino relatou uma frequência mais elevada do hábito de assistir TV durante o tempo livre. Um NSF mais elevado esteve associado com um tempo menos frequente de TV (classe A = 26%, B = 38% e C-E = 50%; p = 0,001) e uma maior prática de esportes (classe A = 21%, B = 13% e C-E = 13%; p = 0,001). Por outro lado, houve uma associação entre menor idade e maior tempo de TV (11-14 anos = 45% e 15-17 anos = 24%; p = 0,001). Por esse motivo, o NSF e a idade foram incluídos no modelo ajustado para regressão logística.

No modelo ajustado (Tabela 2), a prática de esportes esteve associada ao maior consumo de frutas (OR = 1,90; IC95% 1,39-2,60) e vegetais (OR = 1,48; IC95% 1,09-2,01), ao passo que o maior consumo de frituras (OR = 2,13; IC95% 1,64-2,77) e lanches (OR = 1,91; IC95% 1,49-2,45) esteve associado ao uso frequente de TV.

Os comportamentos alimentares foram reunidos em dois grupos: saudáveis (frutas e vegetais) e não saudáveis (frituras e lanches), com três categorias cada (nenhum, apenas um, e ambos) (Tabelas 3 e 4). Independentemente dos confundidores, os adolescentes engajados na prática de esportes apresentaram uma chance 2,20 maior de ter um consumo mais elevado tanto de vegetais quanto de frutas, e adolescentes assistiam à TV com muita frequência apresentaram uma chance 2,54 maior de ter um consumo mais elevado tanto de frituras quanto de lanches.

 

 

 

Discussão

Este estudo transversal recrutou adolescente de ambos os gêneros, e demonstrou que a atividade física e o tempo de TV, ambos considerados como domínios de atividade física, apresentaram efeitos independentes sobre os comportamentos alimentares saudável e não saudável, respectivamente.

Observou-se uma elevada ocorrência de comportamentos alimentares não saudáveis, assim como baixo consumo diário de frutas e vegetais. Dietas não saudáveis são uma preocupação importante em adolescentes6,16,17, e esse dado está em conformidade com os achados da presente pesquisa. Nossos resultados demonstraram uma elevada ocorrência do hábito de assistir TV e um baixo engajamento em práticas esportivas, o que também concorda com estudos prévios12,16,18,19, indicando que são necessárias estratégias de saúde pública eficazes que visem à promoção da atividade física e de hábitos alimentares saudáveis nessa população específica.

Os achados do presente estudo apontam que existe uma associação entre uma maior prática de esportes e o tempo de TV com hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis, respectivamente. Para os comportamentos sedentários, um possível motivo para essa associação seria a exposição dos adolescentes a anúncios publicitários que promovem o consumo de alimentos industrializados enquanto estão assistindo TV20. Por conta disso, aumentaria o consumo de tais alimentos durante essa atividade sedentária. Em crianças, Jackson et al.21 identificaram que a atividade física não intermedeia a relação positiva entre o tempo de TV e a gordura corporal, e que o hábito de assistir TV não esteve relacionado a um menor gasto energético total. Portanto, o tempo de TV e a obesidade devem estar ligados por outros mecanismos, e não pelo menor gasto energético.

Por outro lado, pesquisas epidemiológicas prévias demonstram que adolescentes regularmente engajados em atividade esportivas apresentam maior ocorrência de outros comportamentos saudáveis, tais como menores níveis de tabagismo, menor probabilidade de gravidez, e ingestão adequada de fibras22,23, indicando que os comportamentos saudáveis tendem a estar associados. Nesse caso específico, uma possível explicação baseia-se no fato de que a prática de esportes requer a inclusão de uma série de hábitos positivos no estilo de vida do adolescente, e essas atitudes incluem o consumo de alimentos de melhor qualidade, como observado na amostra analisada. Além disso, a prática de esportes na adolescência aumenta a probabilidade de o indivíduo ser caracterizado como fisicamente ativo na vida adulta24; consequentemente, essa relação entre comportamentos saudáveis pode se manter por toda a vida. Portanto, a promoção de esportes na adolescência pode ser uma forma eficaz de promover a saúde pública. No entanto, estudos longitudinais seguramente obterão evidências consistentes desse modelo conceitual.

O delineamento transversal constitui uma limitação do presente estudo, porque tal delineamento não confirma a relação causal das associações analisadas. O ponto de corte adotado, de 240 minutos de atividades esportivas moderadas a vigorosas, exclui muitos adolescentes engajados em atividades não esportivas, tais como academias, e deve, portanto, ser levado em consideração na análise dos achados. Além disso, também deve ser considerada a ausência do uso do computador na análise dos comportamentos sedentários. Por fim, também deve ser considerada a ausência de outros potenciais confundidores relacionados à prática de atividade física: sobrepeso e obesidade19, apoio familiar25 e a influência dos amigos26.

Em resumo, este estudo epidemiológico apresentou informações indicando elevada prevalência de inatividade física no lazer e do hábito de assistir TV entre os adolescentes analisados. Além disso, descobriu-se que os comportamento ativo e inativo estiveram diferentemente associados à condição econômica, e ambos possuem um efeito independente sobre os comportamentos alimentares saudáveis e não saudáveis, respectivamente.

 

Agradecimentos

À agência governamental brasileira CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior), pelo apoio financeiro.

 

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Correspondência:
Diego GD Christofaro
Rua Belo Horizonte, 99/704 - Centro
CEP 86020-060, Londrina, PR
Tel.: (43) 3357.1371
E-mail: ddcleite@yahoo.com.br

Artigo submetido em 25.11.10, aceito em 02.03.11.

 

 

Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Fernandes RA, Christofaro DG, Casonatto J, Kawaguti SS, Ronque ER, Cardoso JR, et al. Cross-sectional association between healthy and unhealthy food habits and leisure physical activity in adolescents. J Pediatr (Rio J). 2011;87(3):257-262.