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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.87 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.2144 

ARTIGO ORIGINAL

 

Percepção da dispneia na crise asmática pediátrica pelos pacientes e responsáveis

 

 

Ana Alice Amaral Ibiapina ParenteI; Maria de Fátima Pombo MarchII; Lucia de Araujo EvangelistaIII; Antonio Ledo CunhaIV

IProfessora adjunta, Pediatria, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ. Pneumologista pediátrica, Serviço de Pneumologia, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ
IIProfessora adjunta, Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ. Chefe do Serviço de Pneumologia, IPPMG, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ
IIIMédica assistente, IPPMG, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ
IVProfessor titular, Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a correlação entre a percepção da dispneia durante uma crise de asma leve a moderada, por meio da escala modificada de Borg, com a medida do pico de fluxo expiratório (PFE).
MÉTODOS: Estudo transversal de crianças e adolescentes que procuraram a emergência pediátrica devido a crise asmática, com dados coletados de julho de 2005 a junho de 2006. Foram registrados dados demográficos. Pacientes e seus responsáveis foram solicitados a graduar, individualmente, a dispneia do paciente por meio da escala modificada de Borg e, posteriormente, foi avaliada a medida do PFE.
RESULTADOS: Foram avaliados 181 pacientes asmáticos, com idade média de 7,2 (±2,4) anos (4-12). A mãe procurou atendimento médico em 83,4% (151/181). Os sintomas incluíram tosse, em 68,5% (124/181), dispneia, em 47,0% (85/181), e sibilância, em 12,7% (23/181). Trinta e seis por cento (65/181) apresentavam crise leve, e 64,1% (116/181), moderada. Correlação negativa significativa foi evidenciada entre a percepção dos responsáveis e dos pacientes com dispneia e a medida do PFE dos pacientes (percentual previsto; rs = -0,240 e rs = -0,385, respectivamente).
CONCLUSÃO: Pacientes e responsáveis demonstraram percepção limitada da gravidade da dispneia do paciente, evidenciando a necessidade de monitorar medidas objetivas, como a medida do PFE e o desenvolvimento de melhores meios de avaliação da dispneia.

Palavras-chave: Percepção, asma e dispneia.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To evaluate the correlation between perception of dyspnea during a mild to moderate asthma attack using the Modified Borg Scale (MBS) and peak expiratory flow rate (PEFR).
METHODS: This was a cross-sectional study conducted with children and adolescents who sought a pediatric emergency service due to an asthma attack. Data were collected from July 2005 to June 2006. Demographic data were recorded. Patients and those in charge of them were requested to grade, individually, the patient's dyspnea using the MBS; afterwards, the peak expiratory flow rate was measured.
RESULTS: 181 asthmatic patients were evaluated, with a mean age of 7.2 (± 2.4) years (range, 4-12). The mother sought medical aid in 83.4% of the cases (151/181). Patient symptoms included coughing in 68.5% (124/181), dyspnea in 47.0% (85/181), and wheezing in 12.7% (23/181). Thirty-six percent (65/181) had a mild attack, and 64.1% (116/181) a moderate one. A significant negative correlation was found between the patients' and accompanying adults' perceptions of patient's dyspnea and the PEFR (% predicted; rs = -0.240 and rs = -0.385, respectively).
CONCLUSION: Both the patients and those looking after them had a poor perception of the severity of the patient's dyspnea. This emphasizes the need to monitor objective measures such as the PEFR and to develop better ways of evaluating dyspnea.

Keywords: Perception, asthma and dyspnea.


 

 

Introdução

A percepção pode ser definida como sensação consciente de um problema fisiológico apreciada pelo paciente. É o resultado final de uma série de processos: ativação de terminações aferentes por estímulos fisiopatológicos, transmissão e processamento de informações pelas vias neuronais, interpretação no córtex cerebral e reconhecimento pelo paciente. O termo dispneia é, geralmente, empregado para descrever sensações respiratórias não prazerosas ou desconfortáveis experimentadas por indivíduos1,2.

A dispneia é um dos principais sintomas referidos pelo paciente asmático, assim como tosse, sibilância e sensação de opressão torácica. No diagnóstico da asma, são fundamentais a presença de episódios recorrentes de obstrução de vias aéreas e a exclusão de diagnósticos alternativos. Dessa forma, associam-se dados clínicos aos exames laboratoriais e à avaliação da função pulmonar, por meio da espirometria ou da medida do pico de fluxo expiratório (PFE), visando à confirmação ou à exclusão da doença e à classificação da gravidade3,4.

Em indivíduos asmáticos, existe forte evidência de que a percepção da dispneia esteja associada ao aumento no esforço respiratório gerado pelo aumento na resistência das vias aéreas. Assim, a quantificação da dispneia parece ser um bom marcador do grau da obstrução das vias aéreas5. Além de fatores mecânicos, Rosi et al.6 também enfatizam a existência de relação entre inflamação e percepção da dispneia durante broncoconstrição.

Crises de asma são classificadas segundo sua gravidade, e o tratamento deve ser instituído imediatamente. A asfixia é identificada como principal causa da morte. Tratamento excessivo como causa de óbito, embora possível, é infrequente. A má percepção do grau de obstrução foi identificada, entre outros aspectos, como um fator de risco para a ocorrência de crises muito graves ou fatais7.

Choi et al.8, estudando pacientes asmáticos, demonstraram que o tratamento com beta-2 agonista e corticosteroide melhorou a percepção da dispneia, mesmo em idosos. Os autores enfatizam o papel do componente alérgico na dificuldade de percepção observada em alguns pacientes.

Apesar de apresentarem crises de asma de maior gravidade, alguns pacientes as subvalorizam e descuidam do tratamento. Ao contrário, outros, com percepção exagerada de sua dispneia, apresentam consumo excessivo de medicamentos e de recursos médicos3,7,9.

Para aferição da dispneia, existem métodos qualitativos e quantitativos. A escala modificada de Borg é um dos mais utilizados. O paciente define seu grau de desconforto respiratório através da pontuação de zero a 10, sendo 10 o máximo10. Entre outros dados, idade, nível socioeconômico e cultural e ansiedade foram identificados como fatores implicados nas variações perceptivas. Como o plano terapêutico é decidido em função dos sintomas descritos, a monitorização de medidas objetivas nos maus perceptores, como o do PFE, adquire enorme importância na vida do paciente1,11.

Pouco ainda se conhece sobre a acurácia da percepção da dificuldade respiratória na asma pediátrica9,11. Fritz et al.12 publicaram um estudo dos métodos subjetivos e objetivos empregados para avaliação da percepção enfatizando sua relevância no manuseio médico. Guyatt et al.13, estudando pacientes pediátricos, observaram que a percepção da asma por aqueles com idade superior a 10 anos tinha maior acurácia que a referida por seus responsáveis.

Dois estudos avaliaram a percepção da dispneia das crianças com asma, detectando alto percentual de percepção inadequada14,15. Cabral et al.16 demonstraram que um número substancial dos pacientes pediátricos não conseguia ter percepção acurada da obstrução brônquica, não tendo sido detectada associação com idade, sexo, gravidade clínica ou uso de medicação profilática. Fritz et al.17, avaliando a correlação entre a medida do PFE e a percepção da sobrecarga externa aplicada ao paciente, ressaltaram a importância de estudos in vivo e sua maior possibilidade de utilização prática, em se tratando da identificação das crianças de risco para uma maior morbidade por asma. Dois estudos recentes enfatizam que a percepção da gravidade do broncoespasmo pode contribuir para um retardo no tratamento adequado18,19.

O objetivo deste estudo foi avaliar a correlação entre a percepção da dispneia durante uma crise de asma leve a moderada, por meio da escala modificada de Borg, com a medida do PFE.

 

Metodologia

Todos os pacientes que procuraram o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com crise de asma leve a moderada, no período entre 20 de julho de 2005 e 30 de junho de 2006, nos dias de jornada do pesquisador, foram convidados a participar do estudo.

Critérios de inclusão: diagnóstico de crise de asma leve e moderada, segundo o Global Initiative for Asthma (GINA)4; resposta afirmativa à questão "seu filho teve crise de sibilância nos últimos 12 meses?”20; idade entre 4 e 12 anos.

Critérios de exclusão: outra patologia associada à presença de dispneia, como cardiopatia, doença neuromuscular ou outras doenças pulmonares; falta de cooperação ou inabilidade de execução das manobras solicitadas; portadores de crise de asma grave pelo GINA4.

Para coleta de dados, uma ficha padronizada era preenchida pelo autor do projeto. Foram registrados: idade, sexo e escolaridade do paciente; sintoma(s) que motivou (motivaram) o atendimento médico; grau de parentesco do responsável com a criança ou adolescente e se lhe cabiam os cuidados diários, fora do tempo de permanência deles na escola; grau de escolaridade e classificação socioeconômica do responsável (Índice do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, IBOPE)21.

A altura e o peso da criança eram aferidos e anotados. Antes do início do tratamento, os pacientes foram solicitados a quantificar, sem qualquer intervenção do examinador, o grau de desconforto respiratório em que se encontravam, por meio da escala modificada de Borg, através da pontuação de zero a 10, sendo 10 o máximo. O responsável, sem conhecimento da resposta do paciente, procedia da mesma forma.

Após, era solicitado ao paciente soprar por três vezes, em bocais descartáveis, o aparelho para medida do PFE (Mini-Wright Peak Flow Meter, Clement-Clarke International, Harlow, Reino Unido), sendo anotado o melhor resultado3,4. O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética local e todos os responsáveis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Análise estatística

A média das idades e o desvio padrão foram descritos. Sexo, escolaridade do paciente e do responsável, grau de parentesco do responsável, se o mesmo cuida da criança a maior parte do tempo, classificação do IBOPE21 e da crise de asma3,4 e queixa(s) que motivou (motivaram) o atendimento médico foram descritos em número absoluto e frequência. Atendendo à distribuição dos dados, foi usado o coeficiente de correlação de Spearman (rs) para medir o grau de associação entre a percepção (da criança e do responsável) com a medida do PFE (percentual do previsto, em relação à altura do paciente). O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%. A análise estatística foi processada pelo software SAS 6.04 (SAS Institute, Inc., Cary, EUA).

 

Resultados

Dentre os 181 pacientes, a média de idade era de 7,2 (±2,4) anos, variando de 4 a 12 anos; sendo 52,5% (95/181) do sexo masculino. Todos frequentavam a escola.

A mãe foi a responsável pela procura ao atendimento médico em 83,4% (151/181). Houve resposta afirmativa sobre o cuidado do paciente: 93,4% (169/181). Segundo os critérios do IBOPE de perfil socioeconômico, nenhum responsável encontrava-se entre as classes A1, A2 ou E; 1,1% (2/181) pertenciam à classe B1, e 4,4% (8/181) pertenciam à classe B2. As classes C e D, juntas, corresponderam a 94,4% (171/181) da população estudada.

Pela classificação de gravidade da crise de asma do GINA, 35,9% (65/181) apresentavam crise leve, e 64,1% (116/181), crise moderada. A tosse foi relatada em 68,5% (124/181), a dispneia, em 47,0% (85/181), e a sibilância, em 12,7% (23/181). Todos os pacientes apresentavam um ou mais sinais ou sintomas característicos de crise de asma3,4 (Tabela 1).

A média da pontuação da dispneia, pela escala modificada de Borg, dos pacientes e de seus responsáveis foi de 3,5 e 4,1, com desvio padrão de 2,8 e 2,4, respectivamente. Verificou-se correlação inversa significativa entre a percepção do paciente e o percentual do PFE previsto (rs = -0,240; p = 0,001; n = 181), conforme observado na Figura 1. Também ficou evidenciada a correlação inversa significativa entre a percepção do responsável e o percentual do PFE previsto (rs = -0,385; p = 0,0001; n = 181), conforme observado na Figura 2.

 

 

 

Nos dois gráficos de dispersão, a reta tracejada ilustra a tendência da relação entre a percepção da dispneia e a medida do percentual do PFE previsto.

Foram analisadas subamostras, com finalidade de detectar variações significativas entre a percepção do paciente e a do seu responsável, com relação a idade e sexo da criança e do adolescente; escolaridade do responsável; classificação da crise de asma. Os pacientes foram divididos em duas faixas etárias: 4-9 e 10-12 anos. Em relação à escolaridade, os responsáveis foram divididos em dois grupos, tendo por base o ensino fundamental completo, que corresponde a 8 anos de estudo (Tabela 2).

 

Discussão

Este estudo demonstrou significativa correlação da percepção da dispneia de crianças e adolescentes e seus responsáveis com a medida do PFE (% do previsto). Contudo, essa correlação pode ser considerada fraca, pois o coeficiente de correlação de Spearman varia de -1 a 1, sendo que, quanto mais próximo estiver de zero, mais fraca é a relação entre as duas variáveis. Os responsáveis demonstraram melhor percepção da dispneia do que os pacientes estudados.

Cabe ressaltar a importância de um estudo realizado em condições naturais, uma vez que avalia a percepção da dispneia in vivo, num quadro mais próximo da realidade, apesar das dificuldades referentes a uma unidade de emergência com demanda espontânea13,16.

Cabral et al.16, analisando três faixas etárias diferentes (6-9, 10-11 e 12-16 anos), concluíram que a percepção não esteve relacionada à faixa etária. Por outro lado, Guyatt et al.13 observaram que os pacientes com idade entre 11 e 17 anos demonstravam melhor correlação da capacidade de avaliação da asma do que seus responsáveis. Os autores enfatizaram que o uso da medida do PFE diária poderia trazer benefício adicional quanto à avaliação do calibre da via aérea. Para análise da idade, os resultados dos pacientes foram subdivididos em duas faixas etárias: 4-9 e 10-12 anos. A correlação inversa significativa foi detectada na faixa de 4 a 9 anos (rs  = -0,321; p = 0,0001; n = 147); porém, no subgrupo de 10 a 12 anos, não foi evidenciada correlação significativa entre a percepção do paciente e a medida do percentual do PFE previsto (rs  = 0,102; p = 0,56; n = 34). Esse fato pode ser justificado pelo número reduzido de pacientes nessa faixa etária ou pela menor colaboração deles. Embora amplamente utilizado e recomendado, o uso da medida do PFE apresenta limitações, visto não ser familiar a todos os pacientes, ter característica de esforço-dependência e poder não refletir com precisão o envolvimento das pequenas vias aéreas12,17. Apesar de Yoos & McMullen22 referirem que adolescentes apresentam maior acurácia na percepção, Boulet et al.23 haviam descrito pior percepção em relação ao tempo de doença (10 anos ou mais) em asmáticos adultos, e Chen et al.24 salientam que, mesmo crianças com asma mais grave, podem tornar-se habituadas aos sintomas e, por isso, mais lentas na percepção de mudanças durante exacerbações da asma. A maior parte dos estudos em adultos não evidenciou diferenças na percepção entre sexos. Esses achados foram confirmados por estudos na população pediátrica16 e são compatíveis com os resultados aqui apresentados.

Os responsáveis demonstraram correlação inversa significativa entre a sua percepção da dispneia do paciente e o percentual de PFE previsto (p < 0,01) (rs = -0,326 e rs = -0,442), embora estudos em adultos tenham apontado uma maior dificuldade da percepção da dispneia do próprio indivíduo com um pior nível econômico e de escolaridade25. Como a ansiedade parece desempenhar significativo papel na capacidade perceptiva, possivelmente tais variáveis não são as únicas responsáveis por diferenças individuais na percepção22,26.

Não foi demonstrada variação na percepção entre pacientes com crise leve ou moderada. Baker et al.15 descreveram que a dificuldade da percepção de mudanças no grau de obstrução brônquica, induzidas pela metacolina, não esteve significativamente correlacionada com a hiper-reatividade da via aérea. Consideramos como limitação do estudo a não inclusão de pacientes com crise de asma grave, por haver necessidade de respeito às condições físicas do paciente e ao comprometimento ético da pesquisa clínica.

Questões referentes à melhoria da percepção dos sintomas de asma com treinamento e ao melhor método de avaliação permanecem sem conclusão17,27,28; porém, todos os pacientes estudados estavam frequentando a escola, de modo que sugerimos estudos, em nosso meio, que avaliem a acurácia dos professores na identificação de alunos em crise de asma, assim como a resposta deles a programas de capacitação. Estudo recente demonstrou que crianças cujos responsáveis não tinham adequado conhecimento do diagnóstico de asma apresentavam pior percepção da dispneia do que aquelas diagnosticadas por um médico como asmáticas29. Assim, parâmetros clínicos aliados à avaliação da qualidade de vida, da função pulmonar e de marcadores inflamatórios podem ser complementares no acompanhamento do asmático30.

Concluindo, a percepção da dispneia das crianças e de seus responsáveis apresentou significativa, porém fraca, correlação com a medida do percentual do PFE previsto, sendo necessários estudos acerca de métodos de aferição mais adequados e dos fatores envolvidos na má percepção da dispneia, assim como de que forma esses podem ser modificados de modo a propiciarem maior acurácia na percepção.

 

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Correspondência:
Ana Alice Parente
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Artigo submetido em 31.12.10, aceito em 24.08.11.

 

 

Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Parente AA, March MF, Evangelista LA, Cunha AL. Perception of dyspnea in childhood asthma crisis by the patients and those in charge of them. J Pediatr (Rio J). 2011;87(6):541-6.