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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.88 no.1 Porto Alegre Jan./Feb. 2012

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.2168 

ARTIGO ORIGINAL

 

Efeito da semente de linhaça no crematócrito do leite de ratas e sua contribuição no crescimento corporal dos filhotes

 

 

Carine Danielle Ferreira Costa LeiteI; Gabriela Câmara VicenteII; Akemi SuzukiII; Aline D'Avila PereiraII; Gilson Teles BoaventuraIII; Ronald Marques dos SantosIV; Luis Guillermo Coca VelardeV

IMestranda, Ciências Médicas, Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ
IIEstudante de Graduação, Nutrição, UFF, Niterói, RJ
IIIProfessor associado, Departamento de Nutrição e Dietética, UFF, Niterói, RJ
IVProfessor associado, Departamento de Fisiologia, UFF, Niterói, RJ
VProfessor associado, Departamento de Estatística, UFF, Niterói, RJ

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Avaliar o efeito da semente de linhaça no crematócrito do leite de ratas e crescimento corporal dos filhotes durante a lactação.
MÉTODOS: Utilizou-se 22 ratas Lister Hooded divididas em dois grupos: controle (GC, n = 11), que recebeu ração caseína com 17% de proteína; e linhaça (GL, n = 11), que recebeu ração com 25% de linhaça acrescida de 14% de caseína, totalizando 17% de proteína. Controlou-se o consumo de ração das ratas por gaiola individual, número de crias, e avaliou-se o crematócrito do leite materno e variação ponderal dos filhotes até idade de desmame.
RESULTADOS: O GL foi semelhante ao GC no consumo de ração das ratas (GL = 76,46±31,87 g; GC = 76,7±33,36 g; p = 0,9613) e equivalente ao GC no número de crias (GL = 4,94±2,34; GC = 5,5±3,19; p = 0,435). O mesmo foi verificado no teor de gordura do leite materno (GL = 18,4±4,76; GC = 15,3±6,03; p = 0,204) e valor energético total (GL = 212,92±46,4; GC = 181,1±60; p = 0,1964). O GL assemelhou-se ao GC tanto no peso corporal dos filhotes ao desmame (GL = 37±6,96 g; GC = 32,6±7,5 g; p = 0,1817) quanto na evolução ponderal (GL = 31,8±7,0 g; GC = 27,7±7,5 g; p = 0,2104).
CONCLUSÃO: Um total de 25% de linhaça promoveu um crescimento adequado aos filhotes.

Palavras-chave: Linhaça, caseína, rato, crematócrito, ômega-3, crescimento corporal.


ABSTRACT

OBJECTIVES: To assess the effect of flaxseed on rat milk creamatocrit and its contribution to offspring weight gain during lactation.
METHODS: The study was conducted with 22 Lister Hooded rats divided into two groups: Control Group (CG, n = 11), which received a casein-based diet with 17% protein, and Flaxseed Group (FG, n = 11), which received a 25% flaxseed diet supplemented with 14% casein, totaling 17% protein. Food consumption was controlled per individual cage and litter size. Maternal milk creamatocrit and offspring weight variation until weaning age were also evaluated.
RESULTS: FG was similar to CG concerning food intake (FG = 76.46±31.87 g; CG = 76.7±33.36 g; p = 0.9613) and equivalent to CG concerning litter size (FG = 4.94±2.34; CG = 5.5±3.19; p = 0.435). The same was found for milk fat content (FG = 18.4±4.76; CG = 15.3±6.03; p = 0.204) and total energy value (FG = 212.92±46.4; CG = 181.1±60; p = 0.1964). FG was similar to CG both in offspring body weight at weaning (FG = 37±6.96 g; CG = 32.6±7.5 g; p = 0.1817) and in weight gain (FG = 31.8±7.0 g; CG = 27.7±7.5 g; p = 0.2104).
CONCLUSION: A total of 25% flaxseed promoted an adequate offspring growth.

Keywords: Flaxseed, casein, rat, creamatocrit, omega-3, body growth.


 

 

Introdução

Durante a gravidez, as necessidades maternas placentárias e fetais para os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa (long chain polyunsaturated fatty acids) são elevadas. Sendo assim, uma dieta materna com aporte adequado desses lipídios durante o período gestacional e de lactação é de extrema importância, principalmente os da série ômega-3, em especial o ácido docosa-hexaenóico (DHA), já que a maior necessidade desse lipídio acontece durante a vida intrauterina, principalmente durante o último trimestre de gestação e nos primeiros meses de vida do bebê, onde ocorre sua maior acumulação nas membranas cerebrais e da retina1,2.

Ao mesmo tempo, alguns estudos destacam as propriedades funcionais da semente de linhaça (Linum usitatissimum), a qual é uma excelente fonte de proteína, fibras e ácido graxo alfalinolênico (ALA) (n-3), apresentando, em sua composição, de 32 a 45% de lipídios, dos quais 51 a 55% são desse ácido graxo3,4. Tal composto exerce efeitos protetores contra doenças crônicas não transmissíveis, decorrentes de sua atividade antioxidante, antiinflamatória, anticancerígena, dentre outros5.

De acordo com as características descritas, o objetivo deste trabalho é avaliar o efeito da semente de linhaça, ofertada durante a gestação e lactação, no crematócrito do leite materno de ratas Lister Hooded e sua contribuição no crescimento corporal dos filhotes durante a fase de amamentação.

 

Métodos

Aspectos éticos

O experimento foi conduzido de acordo com as determinações da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da Universidade Federal Fluminense (UFF) sob protocolo nº 00110/09.

Animais

Foram utilizadas 22 ratas Lister Hooded, em idade fértil, provenientes do Laboratório de Nutrição Experimental do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da UFF, Niterói (RJ), Brasil.

Delineamento experimental

As ratas foram divididas em dois grupos: controle (GC), constituído por 11 animais que receberam ração com 17% de proteína à base de caseína; e linhaça (GL), constituído por 11 animais que receberam ração com 17% de proteína, sendo esta adicionada de 25% da semente de linhaça, para completar o teor proteico, e do antioxidante tert-butylhydroquinone (BHT) (0,014 g/kg dieta), para evitar a rancificação da ração. Esse tamanho de amostra de cada grupo garantiu nível de significância 0,05 e poder de 0,8.

Todas as rações eram isocalóricas e isoproteicas, balanceadas e preparadas de acordo com as recomendações do American Institute of Nutrition6, como apresentado na Tabela 1.

 

 

As ratas receberam as respectivas rações experimentais desde o acasalamento e foram mantidas em gaiolas individuais, com temperatura constante (22±2 ºC) e iluminação controlada, ciclo claro-escuro 12/12 h, recebendo água ad libitum, sendo controlados o número de crias por grupo, o consumo de ração e o peso corporal da ninhada, duas vezes por semana, em balança digital, marca FilizolaTM, modelo MF-3, sensibilidade de 0,5 g, durante todo o ensaio, que durou 21 dias.

Os filhotes, ao completarem 21 dias de vida, idade de desmame, foram separados de suas mães, e estas receberam injeção intraperitoneal de anestésico xilazina (20 mg/kg) e ocitocina (Naox) para ordenha e coleta do leite materno.

Para determinação do crematócrito, foi seguida a técnica desenvolvida por Lucas et al.7, na qual, após homogeneização do leite ordenhado (1 ml), este foi aquecido em banho-maria a 40 ºC durante 10 minutos; centrifugado por 15 minutos a 3.500 rpm, para separação da coluna de creme e soro; e, após tal procedimento, calculou-se o teor de gordura e valor energético total do leite materno.

Análise estatística

Os dados foram apresentados na forma de média e desvio padrão e avaliados com software S-Plus 8.0. Para análise do consumo de ração e crematócrito do leite materno, utilizou-se o teste t de Student; na análise do número de crias por grupo e peso corporal da ninhada, foi utilizado o teste da soma dos postos de Wilcoxon, ao nível de p ≤ 0,05.

 

Resultados

Durante a gestação e lactação, observa-se, na Tabela 2, que o GL teve o mesmo consumo de ração das ratas do GC (p = 0,551), assim como número de crias semelhante (p = 0,435). Após a análise do crematócrito, também constatou-se que não havia diferenças entre os grupos (p = 0,204).

 

 

Ao desmame, percebe-se que o GL foi semelhante (p = 0,1817) ao GC tanto no peso corporal (Figura 1a) quanto na evolução ponderal (p = 0,2104) dos filhotes durante a lactação (Figura 1b).

 


 

Discussão

Ao se observar o consumo de ração das ratas no presente estudo, percebe-se que não houve diferença significativa entre os grupos, e essa semelhança pode ser justificada pela adição do antioxidante em pequena quantidade na ração de linhaça, melhorando, assim, a palatabilidade e, consequentemente, promovendo um melhor consumo para os animais.

Troina et al.5 também não encontraram diferença no consumo de ração entre os grupos experimentais, linhaça e caseína, durante o período de lactação, corroborando com o dado ensaio.

A semente de linhaça é uma rica fonte de diglicosídeo secoisolariciresinol (SDG), uma lignana vegetal precursora de lignanas mamárias que atua no organismo humano de forma benéfica, auxiliando na prevenção e tratamento do câncer. Porém, em períodos específicos como a gestação, a sensibilidade aos hormônios está aumentada; assim, a administração de lignanas deve ser realizada com precaução, por sua atuação como fitoestrógeno8. Estudos relatam que tais substâncias podem estar relacionadas com infertilidade e hiperestrogenização em algumas espécies animais9.

No dado ensaio, ambos os grupos foram semelhantes no número de crias. O mesmo fato foi encontrado por Tou et al.10 ao utilizarem os mesmos grupos experimentais do dado ensaio, além de Collins et al.11, que também não observaram efeitos adversos na fertilidade das ratas, no desenvolvimento fetal e no tamanho da ninhada ao ofertarem semente de linhaça em altas concentrações durante o período de gestação, lactação e pós-lactação das ratas.

A gordura presente no leite materno representa a maior fonte de energia para o lactente, contribuindo com 40 a 55% do total de energia ingerida, como também os lipídios representam a melhor fonte energética utilizada pelos animais, pois além de fornecer energia metabólica, são requeridos para a manutenção da estrutura e função da membrana celular e fornecem ácidos graxos essenciais a estes12,13.

No presente estudo, o crematócrito do leite materno das ratas alimentadas com semente de linhaça mostrou-se superior ao GC tanto no teor de gordura quanto no valor energético total, apesar de essa superioridade não ser significante. Por outro lado, vale ressaltar que a importância está na qualidade da gordura do leite materno, principalmente no aporte de ácidos graxos, e não na quantidade de gordura.

Nas últimas décadas, especial atenção tem sido dada à composição e aos aspectos fisiológicos da fração lipídica do leite materno, com destaque para a qualidade dos lipídios da dieta materna, pois estes têm influência direta no perfil de ácidos graxos do leite secretado, sendo de crucial importância na nutrição infantil durante o aleitamento14.

No experimento realizado por Almeida et al.15, verificou-se que a ração adicionada também de 25% de semente de linhaça apresentou maior teor do ALA (C18:3 n-3) quando comparada à ração à base de caseína, assim como foi encontrado aumento significativo desse mesmo ácido graxo, além do ácido eicosapentaenóico (EPA) (C20:5 n-3) e de DHA (C22:6 n-3), no leite das ratas alimentadas com linhaça, quando comparado ao das ratas alimentadas com caseína, fato que mostrou a eficiência da conversão do ALA em DHA e comprovou que a qualidade lipídica da dieta materna influencia o perfil de ácidos graxos no leite secretado.

Esse achado pode supor que o leite materno das ratas alimentadas com ração adicionada de 25% dessa oleaginosa, no presente estudo, estaria com um aporte aumentado de ácidos graxos da família n-3.

Ao mesmo tempo, Visentainer et al.16 verificaram que a ração preparada com óleo de linhaça para os animais apresentou concentrações superiores de ALA, quando comparada às rações preparadas com outros óleos, constatando que a linhaça é a oleaginosa mais rica em ácidos graxos n-3, fato que também supõe que, no dado ensaio, a ração do GL poderia ter uma concentração superior de ALA.

Em outro estudo17, observou-se que uma dieta rica em ácidos graxos n-3 sobre a composição lipídica do leite de 31 nutrizes brasileiras contribuiu para aumentar os teores destes no leite.

Silva et al.18 também constataram que o alto consumo de ácidos graxos poliinsaturados em oito nutrizes brasileiras durante 10 semanas refletiu em maior conteúdo de ácido linoleico (n-6) e de ALA no leite.

Costa & Sabarense19, em seu trabalho de revisão, perceberam que o leite das nutrizes brasileiras, comparado ao das nutrizes de outros países, apresenta melhor perfil de ácidos graxos essenciais e de seus metabólitos (ácido araquidônico n-6; e DHA), além de menor quantidade de ácidos graxos trans e de saturados, o que os levou a concluir que a alimentação materna brasileira seja possivelmente o principal fator que contribua para isso.

O crescimento é um processo dinâmico e contínuo, que acontece desde a concepção até o final da vida, sendo apresentado pelo aumento do tamanho corporal20. Uma carência dietética, principalmente proteica, acarreta diminuição no consumo de alimento, levando a uma redução no ganho de peso corporal e atraso na evolução ponderal21. No presente estudo, percebe-se que os filhotes amamentados por mães que receberam dieta adicionada de linhaça apresentaram maior peso corporal e evolução ponderal, revelando que essa semente é uma excelente fonte de proteína e gordura, apesar de esta superioridade não apresentar significância estatística.

Segundo Almeida et al.22, em 100 g desta oleaginosa, encontram-se 396 kcal, sendo 109 advindas de proteína e 287 de lipídeos, e estes valores foram considerados excelentes para uma fonte vegetal.

No estudo realizado com filhotes, aos 21 dias de vida, da mesma raça, porém da linhagem Wistar, foi observado que os animais oriundos de mães que também receberam ração acrescida de 25% da semente de linhaça tiveram peso corporal menor do que o GC (GC = 47,31±4,72 g; GL = 42,69±3,06 g), assim como menor evolução ponderal (GC = 41,45±4,81; GL = 36,55±3,82)23. Tais resultados são contraditórios ao dado experimento, tanto no peso corporal (GC = 32,6±7,5 g; GL = 37±6,96 g) quanto na evolução ponderal (GC = 27,7±7,5; GL = 31,8±7,0).

Já Soares et al.24 perceberam que, ao utilizar a linhaça como fonte proteica exclusiva, sem acréscimo de qualquer proteína animal, durante a fase de crescimento dos filhotes, acabaram promovendo uma menor evolução ponderal do grupo alimentado com linhaça em relação ao grupo caseína, fato que os levou a considerar essa oleaginosa de baixa qualidade proteica, pois interferiu de forma negativa no crescimento corporal dos animais.

No entanto, Leite et al.25, apesar de constatarem um crescimento corporal inferior nos animais que receberam dieta adicionada da linhaça quando comparados aos que receberam dieta à base de caseína durante a fase de crescimento, consideraram essa oleaginosa uma boa fonte proteica, já que promoveu um crescimento dentro da normalidade para os filhotes.

Portanto, pode-se concluir que a semente de linhaça mostrou-se boa fonte proteica e lipídica, proporcionando um crescimento adequado aos filhotes durante a lactação. Porém, mais estudos devem ser realizados quanto à transferência de ácidos graxos da série ômega-3 dessa oleaginosa para o leite materno.

 

Referências

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Correspondência:
Carine Danielle Ferreira Costa Leite
Rua Tiradentes, 107/506 - Ingá
CEP 24210-510 - Niterói, RJ
Tel.: (21) 2629.9860, (21) 8387.0222
E-mail: carinecleite@gmail.com

Artigo submetido em 21.07.11, aceito em 13.09.11.

 

 

Apoio financeiro: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI).
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Leite CD, Vicente GC, Suzuki A, Pereira AD, Boaventura GT, dos Santos RM, et al. Effects of flaxseed on rat milk creamatocrit and its contribution to offspring body growth. J Pediatr (Rio J). 2012;88(1):74-8.